Novo levantamento aponta cenário de forte polarização nacional, empate técnico em eventual segundo turno e igualdade na avaliação da gestão…
Copa do Mundo
A Copa do Mundo da FIFA reúne as melhores seleções do planeta em uma competição histórica. Acompanhe jogos ao vivo, notícias das seleções, resultados, grupos, tabela, curiosidades e tudo sobre o Mundial masculino e feminino.
O confronto entre Argentina e Inglaterra na quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), vale uma vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. No entanto, o duelo entre as duas nações separadas por milhares de quilômetros e pelo Oceano Atlântico carrega um peso histórico que remonta a várias décadas. Ele começa nas quatro linhas, passeia por um confronto bélico e volta aos gramados, com uma galeria de momentos emblemáticos em Mundiais. Até por isso, os dois lados sabem que uma vitória na semifinal terá um sabor extra.

São cinco confrontos entre os dois países na história dos Mundiais. Cada um deles ajuda a entender a incomum rivalidade entre nações tão distantes geograficamente. No primeiro, em 1962, no Chile, a Inglaterra bateu a Argentina por 3 a 1, resultado que acabou por eliminar os sul-americanos ainda na fase de grupos daquela Copa. A Inglaterra avançou junto com a Hungria e parou nas quartas de final diante do Brasil, que viria a conquistar o bicampeonato.
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Quatro anos depois, a Copa foi realizada em território inglês e os dois países se encontraram nas quartas de final. A partida, além de acirrar os ânimos entre as duas seleções, acarretou uma das mudanças mais importantes da modalidade em todos os tempos. Naquele duelo, vencido por 1 a 0 pelos donos da casa, o capitão argentino Antonio Rattín foi expulso de campo pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que se sentiu intimidado pela forma como o jogador se dirigiu a ele fazendo reclamações. Rattín, por coincidência, faleceu no último sábado (11), aos 89 anos. Ele foi homenageado pela seleção argentina com uma faixa de luto no braço direito durante a partida contra a Suíça, que garantiu a classificação às semifinais em 2026.
Sem conseguir entender a ordem do árbitro por conta da barreira linguística, Rattín se recusou a sair de campo, uma confusão que só foi resolvida com a intervenção da polícia. O episódio colaborou para a criação dos cartões amarelo e vermelho, para comunicar de forma mais clara as decisões arbitrais em campo. Eles foram adotados pela primeira vez na Copa seguinte, de 1970, no México. Em 1966, a Inglaterra avançou até o título, o único do país até hoje.
No meio desta rivalidade futebolística, um episódio ocorrido em 1982 colocou os povos inglês e argentino em lados opostos no campo de batalha. A Guerra das Malvinas, que aconteceu entre abril e junho daquele ano, foi o conflito pelo domínio das Ilhas Malvinas, localizadas no Oceano Atlântico próximas à costa argentina. O território havia sido tomado pelos ingleses em 1833 e, em meio à ditadura da Argentina, foi reivindicado como pertencente ao país. A Guerra foi vencida pelos ingleses e acabou com 904 mortos, a maioria deles (649) argentinos.
Quis o destino que na Copa seguinte os dois países se enfrentassem numa partida que acabou se tornando um dos maiores jogos, senão o maior, da história da competição. Nas quartas de final da Copa de 1986, no México, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 com dois gols antológicos do craque Diego Maradona, por motivos diferentes. No primeiro, o famoso gol da “Mão de Deus”, o camisa 10 argentino subiu para uma dividida com o goleiro Peter Shilton e usou a mão esquerda para marcar, sem que a arbitragem percebesse. O gol foi validado e, pouco depois, Maradona assinou uma obra-prima, driblando metade do time inglês até parar no gol, marcando um golaço. Numa votação realizada pela Fifa em 2002 para escolher o melhor gol das Copas, Maradona venceu com sobras. Aquela partida se tornou o grande marco da trajetória argentina, que acabou bicampeã do mundo.
Os dois países voltaram a se encarar na Copa de 1998, na França. Nas oitavas de final, um jogo cheio de ingredientes classificou a Argentina à fase seguinte. As equipes empataram por 2 a 2 no tempo normal e os argentinos venceram nos pênaltis. O segundo gol inglês na partida, marcado pelo atacante Michael Owen, ficou em segundo lugar na mesma votação que coroou o lance de Maradona como o gol mais bonito das Copas até 2002. Além disso, os hermanos jogaram boa parte do duelo com um atleta a mais depois da expulsão do astro inglês David Beckham, que se envolveu em uma confusão com Diego SimeonEm um momento em que o jogo estava parado. Beckham – então uma estrela em ascensão no Manchester United – foi visto como o culpado pela eliminação inglesa. A Argentina parou no jogo seguinte, diante da Holanda, nas quartas.
Quatro anos depois, Inglaterra e Argentina novamente tiveram um encontro na fase de grupos da Copa de 2002, no Japão e na Coréia do Sul. Em mais um desdobramento digno de roteiro cinematográfico, o confronto foi vencido pela Inglaterra por 1 a 0, com um gol de pênalti convertido justamente por Beckham. Assim como em 1962, a Inglaterra passou de fase e a Argentina foi eliminada, um desfecho surpreendente para uma seleção tida como favorita ao título. A Inglaterra foi até as quartas e perdeu para o Brasil, que conquistou o penta.
Aquele foi o último duelo entre as seleções em Copas. O derradeiro confronto propriamente dito foi um amistoso em 2005, vencido pela Inglaterra por 3 a 2. A partir daí, é possível perceber que o craque Lionel Messi, ainda um jovem de 18 anos na ocasião, nunca enfrentou os ingleses em toda a carreira pela seleção. É a única das seleções campeãs mundiais que nunca cruzou o caminho dele. No entanto, cinco titulares da Argentina nesta Copa atuam em clubes da Inglaterra: o goleiro Emiliano Martínez defende o Aston Villa; os zagueiros Lisandro Martínez (Manchester United) e Cuti Romero (Tottenham) também jogam por lá; por fim, os meio-campistas Enzo Fernández (Chelsea) e Alexis Mac Allister (Liverpool) são jogadores de destaque na Premier League, considerada a melhor liga nacional do futebol mundial.
Desde 1990, na Itália, uma Copa do Mundo não reunia, nas semifinais, quatro campeões mundiais. Somadas, as seleções de Argentina (três), França (dois), Espanha e Inglaterra (um cada) acumulam sete títulos. Ou seja: representam cerca de um terço das conquistas de 22 edições do evento.

O primeiro finalista será conhecido nesta terça-feira (14), no duelo entre franceses e espanhóis. A bola rola a partir de 16h (horário de Brasília), em Dallas. Na quarta-feira (15), argentinos e ingleses medem forças no mesmo horário, em Atlanta, também nos Estados Unidos.
Semi de gigantes
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Nas semifinais de 36 anos atrás, Argentina e Inglaterra também estavam lá. Os hermanos, campeões em 1986 e com dois títulos à época, tiveram pela frente a Itália, anfitriã que buscava o tetra. Em Nápoles, onde Diego Maradona foi ídolo, melhor para a Albiceleste (“alviceleste”, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), que venceu nos pênaltis, por 4 a 3 após empate por 1 a 1 com bola rolando.
Together, we keep moving 🤝
— England (@England) July 12, 2026
Os ingleses chegavam a uma semifinal pela primeira vez desde o único título do país, em 1966. Do outro lado, estava uma Alemanha “ainda” Ocidental – a reunificação ocorreu três meses depois da Copa – que mirava a terceira final de Mundial seguida, algo inédito na época. O resultado foi o mesmo do outro confronto, mas a favor dos alemães, que viriam a ser tricampeões.
Dá até para dizer que as semifinais de 1990 foram as mais “pesadas”. Se o quarteto de 2026 engloba 32% dos 22 títulos mundiais, o da Copa na Itália representava mais da metade das conquistas: oito das 13 edições anteriores. As ausências eram somente Brasil (três) e Uruguai (dois).
🎶 Sólo lo impensado es imposible… pic.twitter.com/LGKhwm7GWh
— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) July 12, 2026
Desgaste dos hermanos
Das seleções que seguem na briga pelo título em 2026, as que tiveram caminho menos tortuoso na fase eliminatória foram justamente as que vão a campo terça. É que França e Espanha conseguiram chegar às semifinais sem precisar de prorrogação ou pênaltis.
Os franceses tiveram 282 minutos de bola rolando contra Suécia (3×0), Paraguai (1×0) e Marrocos (2×0). Os espanhóis estiveram em campo por três minutos a mais, nas vitórias sobre Áustria (3×0), Portugal (1×0) e Bélgica (2×1).
Vale lembrar que os Bleus (“Azuis”, na tradução do francês, como é conhecida a seleção do país) levaram menos tempo que a Espanha para construir os respectivos triunfos. A Fúria (apelido do time espanhol) teve que sofrer até os instantes finais para chegar aos gols da classificação nas oitavas e nas quartas de final, ambos marcados pelo meia Mikel Merino.
Place aux demi-finales 👀🇫🇷🇪🇸 pic.twitter.com/LKFtV4JKvH
— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) July 12, 2026
A Inglaterra venceu a República Democrática do Congo (2×1) e o México (3×2) no tempo normal, mas teve de ir à prorrogação para desclassificar a Noruega (2 a1). Foram 327 minutos em campo. Quase um tempo a menos que os argentinos, que precisaram de 364 minutos para eliminar Cabo Verde (3 a 2), Egito (3 a 2) e Suíça (3 a1). Apenas a vitória sobre os egípcios não teve prorrogação.
Melhores do mundo
Curiosamente, a Argentina foi a seleção que enfrentou os adversários teoricamente menos complicados da fase eliminatória. Considerando o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Albiceleste venceu as seleções número 67 (Cabo Verde), 29 (Egito) e 19 (Suíça) da lista de 11 de junho, a última antes da Copa.
A Inglaterra teve pela frente adversários que ocupavam o 46º (República Democrática do Congo), o 14º (México) e o 31º (Noruega) lugares. A França superou seleções que apareciam na 38ª (Suécia), 41ª (Paraguai) e 7ª (Marrocos) colocações. Por fim, a Espanha foi quem encarou rivais mais bem posicionados: 24º (Áustria), 5º (Portugal) e 9º (Bélgica).
Aliás, é a primeira vez que os semifinalistas figuram nas quatro primeiras colocações do ranking da Fifa, criado em dezembro de 1992. Antes da Copa, a Argentina liderava a lista, mas foi ultrapassada pela França, que ganhou duas posições durante a competição. A Espanha caiu de segundo para terceiro, também ao longo do Mundial. A Inglaterra não saiu do quarto lugar.
Entre os “sobreviventes”, a Espanha é quem ficou mais tempo na liderança do ranking. Foram 2.154 dias na ponta, a maior parte entre 2008 e 2013, período em que a Fúria foi bicampeã europeia (2008 e 2012) e venceu a Copa de 2010.
A Argentina passou 1.697 dias em primeiro desde 1992, enquanto a França é líder pelo 554º dia, sendo que, em 35 deles, esteve empatada com a Bélgica. Entre os semifinalistas, a Inglaterra nunca ocupou o topo. O máximo que os campeões de 1966 alcançaram foi o terceiro lugar, em momentos de 2012 e 2024.
A Argentina se garantiu na semifinal da Copa do Mundo de 2026 e mantém vivo o sonho do tetracampeonato. A atual campeã sofreu, mas fez 3 a 1 na Suíça em Miami (Estados Unidos) no final da noite deste sábado (11).

Mac Allister, da equipe Argentina, abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo. Ndoye empatou no início da etapa final. Na prorrogação, Julián Álvarez e Lautaro Martínez garantiram a classificação argentina. Agora, na semifinal, enfrenta a Inglaterra, na quarta-feira (15/07), às 16h (Brasília).
Essa foi a primeira vez que o técnico Lionel Scaloni repetiu a escalação de um jogo para outro. O time enfrentou muitas dificuldades. Depois de abrir o placar logo no início, a equipe passou a encontrar dificuldades para manter a intensidade e criar oportunidades, e viu o rival empatar ainda no começo da etapa final. Aos 25 minutos da etapa final, o atacante suíço Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso com o auxílio do Var. Mesmo assim, a Argentina continuou administrando a partida, monstrando estar sofrendo fisicamente. Na prorrogação a superioridade numérica só foi transformada em vantagem quando Julián Álvarez marcou um belo gol e Lautaro Martínez aproveitou rebote para fechar o placar.
Com grande atuação coletiva no Hard Rock Stadium, o English Team neutralizou Erling Haaland e garantiu a vaga entre os…
Jayden Adams, meia do Mamelodi Sundowns e da seleção da África do Sul, morreu neste sábado (11) aos 25 anos. O corpo do jogador, que esteve na Copa do Mundo de 2026, foi encontrado em uma casa em Schotschekloof, um bairro na região central da Cidade do Cabo, nesta manhã.

Apesar das circunstâncias da morte ainda não terem sido reveladas, a notícia foi confirmada por familiares e representantes do jogador. A polícia local investiga o caso.
Adams esteve em campo nos três jogos da fase de grupos e, na derrota por 1 a 0 e eliminação da África do Sul para o Canadá, ficou no banco de reservas.
De um lado da chave, França e Espanha; de outro uma incógnita. A dúvida será tirada neste sábado (11), com os dois últimos jogos da fase de quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026. 

A atual campeã, Argentina, enfrenta a Suíça; enquanto noruegueses e ingleses duelam pela outra vaga na semifinal.
Duelo de centroavantes
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Dois dos principais centroavantes do futebol mundial se enfrentam neste sábado. Haaland, pela Noruega, e Harry Kane, pela Inglaterra, prometem dar trabalho às defesas. As duas seleções jogam às 18h (horário de Brasília), em Miami.
Algoz do Brasil nas oitavas-de-final, Haaland é o típico atacante camisa 9. Alto e forte, com boa presença de área e exímio finalizador.
Os mesmos adjetivos podem ser dispensados a Harry Kane. A maior esperança de gols dos ingleses há anos, ele tem em seus ombros a responsabilidade de tirar seu país de uma fila de seis décadas. Desde 1966 que a Inglaterra não sabe o que é ganhar uma Copa do Mundo.
Para ter noção da importância dos dois para suas seleções, basta ver a artilharia da Copa. Haaland tem 7 gols e é o vice-artilheiro até o momento. Logo atrás, vem Kane, com 6 gols.
Mas os dois times não têm estrelas solitárias. Do lado norueguês, o meia Odegaard e o atacante Antonio Nusa podem desequilibrar caso tenham espaço para jogar. Já a torcida inglesa conta com um bom desempenho do meia Bellingham e do atacante Saka para chegar à semifinal.
VARgentina?
O termo provocativo foi cunhado por torcedores nas redes sociais após algumas decisões bastante discutíveis a favor dos atuais campeões mundiais. A Argentina não tem jogado bem nas partidas eliminatórias. Contra Cabo Verde e Egito, foram vitórias suadas, conquistadas nos últimos minutos.
Contra os egípcios, a classificação veio com polêmica. O Egito teve um gol anulado e a Argentina, por sua vez, teve um gol validado em uma jogada parecida com a invalidada pela arbitragem no gol egípcio. Com erro de arbitragem ou não, os atuais campeões transformaram um 2 a 0 contra em um 3 a 2 a favor e jogam hoje.
A Argentina conta, sempre, com a estrela de Lionel Messi para brilhar. O grande garoto-propaganda desta Copa, Messi, que atualmente mora e joga em Miami, nos Estados Unidos, já tem 8 gols no torneio. Ele divide a artilharia com Mbappé, da França.
A Suíça entra em campo com uma missão indigesta, parar os atuais campeões mundiais. Os suíços, no entanto, têm mostrado resiliência ao longo do torneio e já fazem história. Igualaram o melhor desempenho do país em Copas. A última vez que tinha ido tão longe, havia sido em 1954, quando eram os anfitriões do torneio.
Para chegar às quartas-de-final, os Suíços eliminaram a Colômbia nos pênaltis e interromperam uma série de bons jogos dos Cafeteros. Se os suíços não têm um futebol exuberante, compensam com incansável resiliência e uma defesa forte. Sofreram apenas 3 gols, todos na fase de grupos.
Se vencerem os atuais campeões, voltam para Berna como heróis. Não importa o que aconteça depois.
Jogos deste sábado, 11 de julho
- 18h – Inglaterra X Noruega (Miami)
- 22h – Suíça X Argentina (Kansas City)
O capítulo final da França na Copa do Mundo de 2026 ainda não foi escrito. Seja lá o que acontecer, a equipe comandada por Didier Deschamps tem mais dois jogos por fazer: a semifinal contra a Espanha, na terça (14) e um oitavo compromisso que será a final ou a disputa do terceiro lugar. 

A seleção francesa conseguiu ampliar o status de favorita com o qual desembarcou nesta edição e, no meio do caminho, igualou recordes históricos. E ainda podem vir mais.
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Ao se classificar para a próxima fase, a atual geração francesa se tornou apenas a quinta na história a alcançar três semifinais de forma consecutiva: a Alemanha fez isso três vezes (entre 1966 e 74, entre 1982 e 1990 e entre 2002 e 2014, quando na verdade foi quatro vezes semifinalista) e o Brasil uma, entre 1994 e 2002.
Todas estas gerações chegaram a pelo menos uma final e ganharam pelo menos um título. A atual França, assim como a Alemanha de 1982 a 1990 e a sequência do Brasil, tenta chegar também a três decisões consecutivas.
Aquela Alemanha foi campeã apenas na terceira final, enquanto a seleção brasileira venceu a primeira e a terceira decisões. A França tenta repetir o sucesso brasileiro naquele período.
Vale lembrar que, por mais que sejam três campanhas consecutivas, apenas três jogadores atuaram em todas estas Copas. Titular em 2018, o lateral Lucas Hernández se lesionou logo na estreia em 2022 e agora está no grupo, mas não entrou em campo nenhuma vez.
Ousmane Dembélé jogou algumas partidas em 2018 (não entrou em campo na final contra a Croácia, por exemplo), foi titular em 2022 e agora é uma das principais estrelas da seleção. O salto que deu no último ciclo o levou a dois títulos europeus com o PSG, além dos troféus individuais da FIFA e da revista francesa France Football como melhor jogador do mundo no ano passado. Embora seja visto por muitos como o segundo melhor atleta desta seleção, ele é o único que possui estes prêmios individuais.
A única constante – dentro de campo – nas três campanhas é o craque que define a geração francesa vencedora. Kylian Mbappé tem três Copas na carreira. Chegou à final nas duas primeiras e já está na semifinal na terceira.
O atacante do Real Madrid protagoniza um duelo histórico com Lionel Messi pela artilharia das Copas em todos os tempos. Ele tem 20 gols contra 21 do argentino. Messi, no entanto, tem o dobro de participações em Mundiais. Na edição de 2026, ambos dividem o topo da lista de artilheiros, com oito gols cada (Messi ainda vai disputar as quartas de final).
No banco, Didier Deschamps – capitão do primeiro título francês, em 1998 – é ele próprio um recordista. Em sua quarta Copa como comandante da França, ele já é o técnico com mais vitórias na história da competição, com 19 (a FIFA não contabiliza o jogo contra a Noruega, nesta edição, pois ele não foi o técnico à beira do gramado).
Ao fim do Mundial, com as duas partidas que os franceses têm por fazer, ele será também o treinador com mais partidas em Copas, com 26, superando o alemão Helmut Schön, que comandou a seleção de seu país por 25 jogos entre 1966 e 1978.
Se alguns poucos nomes se repetem, o que assusta na equipe da França é que ainda há espaço para mais conquistas. Dos 26 atletas convocados para esta Copa, 21 têm menos de 30 anos, ou seja, vivem expectativa de disputar pelo menos mais uma Copa em alto nível.
Um deles é o meia Michael Olise, de 24 anos, um dos talentos que elevou o já alto nível da França neste ciclo. Olise, que nasceu e cresceu na Inglaterra filho de pai nigeriano e mãe francesa, defende a França desde as categorias de base, mas só foi aparecer na seleção principal em setembro de 2024.
Àquela altura, o talento do meia havia desabrochado no Crystal Palace, modesto clube inglês, o que lhe rendeu uma oportunidade no gigante alemão Bayern de Munique.
Nesta Copa, diferentemente de Mbappé (oito gols) e Dembélé (cinco), Olise não marcou mas tem se destacado como um garçom como há muito tempo não se via. Já são cinco assistências na conta do camisa 11, que pode igualar o recorde de Pelé em 1970 com mais um passe para gol. A campanha não seria tão prolífica sem a maestria de Olise.
Com tantas marcas históricas de alguns representantes do time atual, a seleção francesa ainda pode alcançar um feito que será obra de todos os envolvidos na campanha atual – e mais ninguém. Com mais duas vitórias (que representarão o terceiro título da França), este grupo baterá o recorde do Brasil de 2002, que venceu todas as sete partidas para se sagrar campeão.
Chegando a oito na edição atual, todos os nomes de 2026 terão um lugar garantido no fictício livro de recordes das Copas. Pelo menos até 2030, quando, ao que tudo indica, a França virá com tudo atrás de fazer história mais uma vez.
O sonho de colocar uma segunda estrela no escudo permanece vivo para a Espanha. Nesta sexta-feira (10), a Fúria (apelido da seleção) se classificou às semifinais da Copa do Mundo ao vencer a Bélgica por 2 a 1 em Los Angeles (Estados Unidos).

O triunfo colocou os ibéricos no caminho da França. O confronto que define o primeiro finalista deste Mundial será próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).
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As duas seleções têm se acostumado a jogos decisivos. A Espanha levou a melhor nos dois confrontos mais recentes, ambos em semifinais. No ano passado, em Stuttgart, pela Liga das Nações (torneio entre as nações europeias que ocorre a cada duas temporadas), deu Fúria: 5 a 4. Em 2024, na Eurocopa, o triunfo foi por 2 a 1, em Munique, novamente na Alemanha.
🏁 ¡¡𝗘𝗦𝗧𝗔𝗠𝗢𝗦 𝗘𝗡 𝗟𝗔𝗦 𝗦𝗘𝗠𝗜𝗦 𝗗𝗘𝗟 𝗠𝗨𝗡𝗗𝗜𝗔𝗔𝗔𝗔𝗔𝗔𝗟!!
🇪🇸 🆚 🇧🇪 | 2-1 | 90+7’#VamosEspaña | #CopaMundialFIFA pic.twitter.com/c6BRNcyA0F
— Selección Española Masculina de Fútbol (@SEFutbol) July 10, 2026
A última vez que a França bateu os rivais em uma partida decisiva foi em 2021. As seleções disputaram a final daquela Liga das Nações, em Milão (Itália). Os franceses ganharam por 2 a 1.
Mais uma vez, a solução espanhola para um jogo duro saiu do banco de reservas. E novamente, foi Mikel Merino. Assim como nas quartas de final, contra Portugal, foi do meia, já no fim da partida, o gol da classificação.
A Espanha não chegava a uma semifinal de Copa desde o título conquistado em 2010. De lá para cá, a Fúria caiu na primeira fase no Mundial do Brasil (2014) e nas oitavas de final nas edições de Rússia (2018) e Catar (2022).
Com o triunfo desta sexta, os espanhóis prolongaram a 12 jogos a invencibilidade nos confrontos diante dos belgas. Além disso, conseguiram a revanche da Copa de 1986, no México, quando foram eliminados pela própria Bélgica nos pênaltis, por 5 a 4, após empate por 1 a 1 no tempo normal, também pelas quartas de final.
Os Diabos Vermelhos (apelido da seleção belga), por sua vez, despediram-se daquela que é considerada sua geração dourada. O goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin de Bruyne, o volante Alex Witsel e o atacante Romelu Lukaku eram os remanescentes de um grupo de jogadores que brilhou em grandes clubes europeus, mas não conseguiu o mesmo sucesso pelo país.
A “ótima geração belga”, como foi apelidada pela imprensa, teve como auge a classificação às semifinais da Copa de 2018, eliminando o Brasil nas quartas. O último grande ato foi a Liga das Nações de 2021, quando chegou entre os quatro primeiros, mas caiu para a França, a mesma algoz de três anos antes.
Quando o banco decide
A Bélgica veio com três trocas para o duelo, duas delas provocadas por lesão. Saíram o volante Amadou Onana, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito na goleada por 4 a 1 para cima dos Estados Unidos; e o capitão Youri Tielemans, que sentiu dores no aquecimento. Eles deram lugar aos também meias Kevin de Bruyne e Hans Vanaken, respectivamente.
Outra substituição efetuada por Rudi Garcia ocorreu no ataque, com o retorno de Jeremy Doku aos titulares. Com isso, Dodi Lukébario foi para o banco.
Fabian Ruiz breaks the deadlock 🇪🇸#FIFAWorldCup pic.twitter.com/rLTAOryIcQ
— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) July 10, 2026
O técnico Luis de la Fuente, por sua vez, promoveu somente uma mudança no meio-campo espanhol. Titular na vitória por 1 a 0 sobre Portugal, Pedri cedeu a vaga no time a Fabian Ruiz, que retomou o posto perdido depois do empate sem gols com Cabo Verde, na estreia.
E foi justamente ele quem colocou a Espanha em vantagem. Após 29 minutos de controle total da Fúria, o atacante Lamine Yamal lançou Pedro Porro na direita. O lateral cruzou rasteiro e o meia Dani Olmo finalizou de primeira. Courtois defendeu, mas o rebote sobrou limpo para Ruiz mandar para as redes.
O jogo parecia sob controle para a Espanha, que chegava com facilidade ao ataque. Principalmente Yamal, que passava como queria por Doku e limitava o ponta-esquerda a apenas defender.
A Bélgica, porém, foi letal na única vez em que se aproximou da área, justamente pelo lado oposto ao de Doku. Aos 39, De Bruyne, de volta ao time titular, recebeu pela direita e cruzou. O atacante Charles De Ketelaere superou o zagueiro Pau Cubarsi e cabeceou para o gol. Chegava ao fim a invencibilidade de Unai Simon, goleiro que mais tempo ficou sem ser vazado em Copas: 648 minutos.
O cenário de pressão espanhola se manteve no retorno do intervalo, com a Bélgica se posicionando para contra-atacar com Lukaku, que entrou no lugar de Vanaken. Outra mudança foi a troca dos laterais-esquerdos, com a saída de Maxim de Cuyper para dar lugar a Joaquin Seys. A missão do jovem defensor de 21 anos era ajudar Doku a tentar parar Yamal, acionado a todo instante.
🇪🇸 Spain have qualified for the Semi-finals!#FIFAWorldCup
— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) July 10, 2026
Em resposta às trocas da Bélgica e para desafogar Yamal, que encontrava dificuldades com a marcação de Seys pela direita, De la Fuente colocou Nico Williams no lugar de Mikel Oyarzabal. A Espanha deixava de ter um homem de referência no comando do ataque e passava a contar com dois jogadores de velocidade, um de cada lado, com Williams acelerando o jogo pela esquerda.
Aos 26 minutos, apreensão do lado belga, com a saída de Courtois, com dores na coxa esquerda. O veterano deu a Senne Lammens, de 24 anos, dez a menos que o titular. Era apenas o terceiro jogo do goleiro do Manchester United (Inglaterra) pelos Diabos Vermelhos.
A tensão se justificou nos minutos finais. Quis o destino que um rebote de Lammens, em uma rara finalização que a Espanha conseguiu dar em direção a meta, resultasse no gol da classificação espanhola. Aos 42 minutos, Cubarsi bateu da intermediária, o goleiro defendeu parcialmente e Merino – que entrara em campo dois minutos antes, no lugar de Dani Olmo – completou para as redes.
Nos acréscimos, o jogo virou, com a Bélgica se vendo obrigada a ocupar o campo de ataque para buscar o empate. Aos 46, o ponta Alexis Saelemaekers foi lançado pela esquerda, na área, driblou Unai Simon e cruzou para Lukaku, que teria o gol livre para finalizar, mas a zaga se antecipou ao centroavante e a bola sobrou nas mãos do goleiro. Foi a melhor – e última – chance dos Diabos Vermelhos.

