Copa do Mundo

A Copa do Mundo da FIFA reúne as melhores seleções do planeta em uma competição histórica. Acompanhe jogos ao vivo, notícias das seleções, resultados, grupos, tabela, curiosidades e tudo sobre o Mundial masculino e feminino.


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A Copa do Mundo de 2026 vai se aproximando dos seus últimos capítulos, e a bola já está rolando na fase de quartas-final. Nesta sexta-feira (10), haverá apenas uma partida: o confronto entre Espanha e Bélgica, em Los Angeles, às 16h.

A Espanha vem da classificação contra Portugal, um duelo de muita rivalidade da Península Ibérica. Os espanhóis têm melhorado ao longo da competição. Depois de um empate contra Cabo Verde, que frustrou sua torcida, a seleção dirigida por Luis de la Fuente engrenou.

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Vitórias convincentes contra Arábia Saudita, na fase de grupos, e Áustria, na fase 16 avos de final, recolocaram a Espanha entre os favoritos a chegar à final. Para avançar, a vitória deverá passar por um bom desempenho de Rodri, Oyarzabal e o jovem Lamine Yamal, tratado como a mais nova joia do futebol espanhol.

Se a Espanha vem melhorando ao longo da competição, a Bélgica passou por uma verdadeira jornada de superação neste mundial. Depois de empatar com Egito e Irã, nos dois primeiros jogos, os Diabos Vermelhos viram uma classificação quase certa ser ameaçada por maus desempenhos.

A goleada contra a fraca Nova Zelândia garantiu a classificação, mas não convenceu. E o duelo contra Senegal, pela fase de 16 avos de final, foi um dos mais marcantes até agora. Após levar dois gols do time africano, os belgas conseguiram uma das mais improváveis reviravoltas da história das Copas.

Marcaram o primeiro gol aos 41 minutos do segundo tempo. Precisavam de mais um gol em poucos minutos para levar o jogo para a prorrogação. Conseguiram, com o centroavante Lukaku. Chegaram à virada, e à classificação nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, em cobrança de pênalti.

A partida seguinte, contra os Estados Unidos, pelas oitavas-de-final, já mostrou uma Bélgica mais consistente. Goleou o time da casa por 4 a 1, sem sustos.

Há quem diga que a interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no cancelamento da suspensão do atacante adversário Balogun, motivou ainda mais os belgas em campo. E Lukaku dançando em deboche a Trump depois do quarto gol deixou isso ainda mais evidente.


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Em uma reedição de uma das semifinais da Copa do Catar (2022), a França derrotou Marrocos por 2 a 0 nesta quinta-feira (9), em Boston, e se tornou a primeira seleção a se classificar para as semifinais desta edição do Mundial. O duelo teve domínio dos franceses, que marcaram na segunda etapa com Mbappé e Dembélé e agora aguardam pelo vencedor do jogo entre Espanha e Bélgica para saber quem enfrentarão na próxima fase.

Desde o começo, a seleção francesa pareceu determinada a não dar chances ao adversário. Por outro lado, o goleiro Bono também estava inspirado em busca de evitar os gols franceses.

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Logo nos primeiros minutos, Mbappé teve boa chance e posteriormente Upamecano desperdiçou grande oportunidade cabeceando a bola após escanteio para defesa de Bono no reflexo.

Ocupando o campo de ataque, a França logo foi premiada com uma chance de ouro. Mazraoui derrubou Mbappé dentro da área e o pênalti foi confirmado. No entanto, na cobrança, o craque francês bateu fraco e Bono defendeu.

Pouco depois da pausa para a hidratação, a França retomou o ritmo. Doué recuperou bola e chutou forte para outra grande defesa de Bono. Mais alguns minutos e Digne chutou para Bono desviar com a ponta dos dedos antes de a bola carimbar o travessão da meta marroquina.

No segundo tempo, o panorama não se alterou: França ditando o ritmo e Marrocos se defendendo. Aos 15, enfim, o muro caiu. Mbappé recebeu próximo à entrada da área e finalizou com categoria no ângulo esquerdo de Bono para abrir o placar. Foi o oitavo gol do atacante nesta Copa, se igualando a Messi como artilheiro da competição. Na artilharia de todos os mundiais, este foi o 20º gol de Mbappé, que tem um a menos do que o argentino.

Seis minutos depois, a França deu seu golpe final. Dembélé avançou e chutou colocado de perna direita, no canto esquerdo de Bono, marcando o segundo.

Em desvantagem, Marrocos tentou se soltar e a França diminuiu a pressão, mas os números mostram que o domínio francês se manteve até o fim: foram 21 finalizações contra apenas quatro dos marroquinos, sendo oito delas na direção do gol.

O resultado representou o fim de uma invencibilidade de 34 jogos da seleção de Marrocos, enquanto a França alcança sua terceira semifinal consecutiva, que pode se tornar a terceira final consecutiva caso a equipe passe por Espanha ou Bélgica, na próxima terça-feira (14), em Dallas.


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A Copa do Mundo deste ano tem sido chamada de “Copa dos Protagonistas”. Não é por acaso. Na maioria das seleções que seguem na briga pelo título, aqueles que chegaram ao Mundial para serem os líderes técnicos dos respectivos times vêm atendendo às expectativas. Em alguns casos, indo até além.

Mbappé x Hakimi

É o caso de Kylian Mbappé. Apesar de Michael Olise vir de grande campanha pelo Bayern de Munique (Alemanha) e de Ousmane Dembelé ser o atual vencedor do The Best, prêmio de melhor jogador da temporada concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), não há dúvidas de que o atacante do Real Madrid (Espanha) é a estrela da companhia na França.

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O camisa 10 dos Bleus (apelido da seleção francesa) vive uma Copa ainda mais espetacular que as anteriores. Em cinco jogos, são sete gols. Falta apenas um para igualar desempenho do Mundial do Catar, em 2022, quando balançou as redes oito vezes em sete partidas, terminando a competição como artilheiro.

Nesta quinta-feira (9), Mbappé terá uma difícil missão. A partir de 17h (horário de Brasília), a França enfrenta Marrocos, em Boston (Estados Unidos), pelas quartas de final. Do lado dos Leões do Atlas (apelido do time marroquino) está Achraf Hakimi. O lateral-direito é a estrela da equipe e grande amigo pessoal do camisa 10 desde quando jogaram juntos no francês Paris Saint-Germain.

Neste que é o terceiro Mundial da carreira, Hakimi se tornou o africano com mais jogos (15) pelo torneio. Apesar de ser de uma posição teoricamente mais defensiva, ele tem um gol e duas assistências nesta Copa. O camisa 2 é o lateral (entre direitos e esquerdos) mais caro do mundo, segundo o site especializado Transfermarkt, ao lado do português Nuno Gomes. Ambos valem 80 milhões de euros (cerca de R$ 471,4 milhões).

Messi x Xhaka

Voltando a Mbappé, ele já acumula 19 gols em três Copas. São dois a menos que o argentino Lionel Messi, outro dos protagonistas que vêm superando as expectativas em 2026. Aos 39 anos, o craque também tem sete gols neste Mundial, com uma diferença: marcou em todos os cinco jogos que disputou – o francês passou em branco na vitória por 4 a 1 sobre a Noruega, na fase de grupos, mas deu duas assistências.

Se o camisa 10 da França ainda não precisou do modo “bombeiro”, o da Argentina já apagou dois “incêndios” na Copa. Na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, nos 16 avos de final, Messi fez um dos gols e participou dos outros dois. Nas oitavas de final, o craque liderou a virada histórica sobre o Egito, também por 3 a 2, cruzando para o zagueiro Cristian Romero descontar e balançando novamente as redes para empatar o cotejo.

Nas quartas, a Argentina de Messi terá pela frente a Suíça neste sábado (11), às 22h (horário de Brasília), em Kansas City (Estados Unidos). A seleção alpina é uma das mais experientes, com 18 dos 26 convocados já tendo disputado alguma Copa. O meia Granit Xhaka é o protagonista de um elenco onde o coletivo faz diferença e está na quarta participação mundialista da carreira. A primeira foi em 2014, no Brasil.

Xhaka ficou marcado por, em 2018, comemorar o gol diante da Sérvia cruzando as mãos para fazer o gesto da águia de duas cabeças, símbolo da bandeira da Albânia. Uma homenagem à origem albanesa-kosovar considerada provocativa pelos sérvios por questões geopolíticas. O meia do Sunderland (Inglaterra) balançou as redes uma vez nesta Copa, na goleada por 4 a 1 sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase de grupos.

Haaland x Kane

Mas Messi e Mbappé não estão sozinhos na ponta da artilharia. Há um terceiro jogador com sete gols: Erling Haaland. O detalhe é que o norueguês atingiu a marca com um jogo a menos que os rivais, pois foi poupado na derrota para a França. Estreante em Copas, o atacante do Manchester City (Inglaterra) foi o “carrasco” do Brasil nas oitavas, marcando duas vezes no triunfo por 2 a 1.

Na cola do trio, vem Harry Kane. Ele chegou a 14 gols na história das Copas, ultrapassando Gary Lineker como maior artilheiro da Inglaterra no torneio. Nesta edição, foram seis bolas na rede. Algumas decisivas, como as da virada para cima da República Democrática do Congo), por 2 a 1, nos 16 avos de final, e o terceiro diante do México, no triunfo por 3 a 2, nas oitavas.

O curioso é que ambos poderiam estar na mesma seleção. Haaland nasceu na cidade inglesa de Leeds, em 2000, último ano do pai, o ex-lateral Alf-Inge Haaland, no Leeds United. O atacante viveu na Inglaterra até os quatro anos, quando se mudou para a Noruega. Sorte da nação escandinava, que, com o camisa 9 de protagonista, voltoua uma Copa após 28 anos.

Apenas um entre Haaland e Kane seguirá adiante no Mundial, já que Noruega e Inglaterra se enfrentam neste sábado, às 18h, em Miami (Estados Unidos), pelas quartas de final. Se os noruegueses já vivem a melhor campanha do país em Copas, os ingleses, campeões em 1966, tentam ir às semifinais pela terceira vez desde o título, igualando 1990 e 2018.

Yamal x Lukaku

Dos jogadores que chegaram à Copa como estrelas e ainda seguem na disputa do título, o mais jovem é Lamine Yamal. O atacante da Espanha completa 19 anos no próximo dia 13 de julho. Nesta edição, o craque do Barcelona fez apenas um gol, na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, mas é dos pés dele, driblando e abrindo caminho pela ponta direita, que saem as jogadas ofensivas da Fúria (apelido do time espanhol).

No triunfo por 3 a 0 para cima da Áustria, nos 16 avos de final, Yamal buscou várias vezes o gol. Não fosse o goleiro Alexander Schlager, o revés austríaco teria sido mais elástico. Nas oitavas, contra Portugal, o atacante foi bem marcado por Nuno Mendes, não teve a mesma atuação e isso se refletiu na dificuldade encontrada pela Espanha para chegar à vitória, que veio nos acréscimos, por 1 a 0.

Em oposição à juventude de Yamal, a Bélgica tem a experiência de um dos expoentes do que ficou conhecido como geração dourada do país. Apesar de não ser titular, Romelu Lukaku mostrou que, aos 33 anos, ainda é decisivo. São três gols do atacante neste Mundial. Dois deles nas fases eliminatórias, iniciando a reação contra Senegal (de 0 a 2 para 3 a 2) e fechando a goleada sobre os Estados Unidos (4 a 1).

Os dois estarão frente a frente nesta sexta-feira (10), às 16h, em Los Angeles (Estados Unidos), em duelo que vale vaga na semifinal. A Espanha não chegava tão longe em uma Copa desde o título de 2010, conquistado dois dias antes de Yamal completar três anos. A Bélgica tenta repetir 2018 e ficar novamente entre os quatro melhores do mundo, quem sabe, mais uma vez, com Lukaku como protagonista.


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A Copa do Mundo de futebol inicia a fase de quartas de final nesta quinta-feira (9) nos Estados Unidos, com oito seleções, a maioria delas europeia. Entre elas França e Inglaterra, que também chegaram às quartas de final nas última duas edições – Rússia 2018 e Catar 2022. Completando o rol de equipes do Velho Continente estão Bélgica, Espanha, Noruega e Suíça.

Assim como na Copa de 2002, em que o Brasil conquistou o pentacampeonato, apenas uma seleção sul-americana disputará vaga nas semifinais: a atual campeã Argentina. Por fim, Marrocos representará pela segunda vez consecutiva o futebol africano nas quartas.

França x Marrocos

O primeiro confronto terá de um lado a bicampeã França (1998 e 2018), vice na Copa do Catar, e do outro a seleção marroquina, que sonha com o título inédito. O Les Blues (Os Azuis), apelido da França, contam com Kylian Mbappé, vice-líder na artilharia da Copa, com sete gols, um a menos que o argentino Lione Messi. Já os Leões do Atlas podem entrar em campo sem a principal estrela, o meio-campista Ismael Saibari, artilheiro da equipe com três gols. Ele sentiu dores ao fim da partida contra o Canadá.

O jogo está programado para às 17h (horário de Brasília) desta quinta (9), no Estádio de Boston. O embate tem tudo para ser um dos mais emocionantes desta fase, pois será uma reedição das semifinais do último Mundial.  Na ocasião, os europeus levaram a melhor por 2 a 0, avançaram e chegaram à final contra a Argentina. Já equipe africana encerrou o Mundial em quarto lugar, o melhor desempenho do país em seis participações.

Espanha x Bélgica

As duas seleções voltam a se enfrentar em Copa do Mundo após um hiato de 36 anos. Considerada uma das favoritas ao título, a Espanha sonha levantar a taça pela segunda vez – a primeira foi na Copa da África do Sul (2010). No elenco talentoso da Fúria estão os atacantes Lamine Yamal, de apenas 18 anos, e Oyarzabal,  que balançou a rede quatro vezes nesta edição.

De olho no título inédito, a seleção belga chega embalada nas quartas após golear os Estados Unidos (4 a 1) nas oitavas e cravar vitória de virada sobre o Senegal (3 a 2) nos acréscimos da prorrogação na segunda fase (eliminatória). A equipe conta com jogadores experientes como Romelu Lukaku e Thibaut Courtois, e mais novos como o atacante Jérémy Doku, de apenas 17 anos.

Fúria e Diabos Vermelhos entram em campo na sexta (10), às 16h, no SoFi Stadium, em Los Angeles.

Inglaterra x Noruega

Único duelo inédito em Mundiais colocará frente a frente a experiente Inglaterra, em sua 17ª participação em Copas, contra a Noruega, que chegou pela primeira vez na história a fase de quartas. De um lado estarão os Três Leões – apelido da seleção inglesa – que que sonham com o segundo título em Copas- o primeiro foi em 1966. Do outro, os Vikings – apelido da seleção Norueguesa – que voltaram ao Mundial em grande estilo,  após amargarem 28 anos de ausência. A Noruega competiu apenas em três edições (1938, 1994 e 1998) e chegou às oitavas em 1938 e 1998.

No retrospecto, ingleses e noruegueses já duelaram 12 vezes em outras competições, com sete vitórias para os britânicos, três empates, e dois triunfos dos Vikings. Em campo estarão dois dos melhores artilheiros do Mundial, o holandês Erling Haaland (sete gols) e britânico Harry Kane (seis).

O confronto será no sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Argentina x Suíça

A atual campeã mundial Argentina chega às quartas de final após uma virada épica contra o Egito (3 a 2), comandada por Messi, artilheiro do mundial. O último encontro de argentinos e suíços em Copa foi na edição de 2014, no Brasil, quando os hermanos levaram a melhor por 1 a 0 na prorrogação. Tricampeões mundiais (1978, 1986 e 2022), os argentinos nunca perderam para os suíços na história: em sete confrontos, venceram cinco e empataram dois.

A seleção suíça mira uma classificação inédita às semifinais da Copa. Depois de 72 anos, a equipe europeia volta a disputar a fase de quartas, fato que só ocorreu em três oportunidade (1934, 1938 e 1954). A defesa bem armada é a principal estratégia da Suíça, conhecida pelo apelido de Ferrolho Suíço.

O último duelo das quartas ocorrerá no sábado (11), às 22h, no Kansas City Stadium.  


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Após um hiato de 72 anos, a Suíça voltará a disputar as quartas de final da Copa do Mundo. Na noite desta terça-feira (7), a equipe europeia eliminou a Colômbia por 4 a 3 na cobrança de pênaltis, após empate sem gols – tanto no tempo normal quanto na prorrogação – no Estádio Vancouver Place, no Canadá. Os suíços despediçaram apenas o pênalti cobrado pelo zagueiro Manuelo Akanji, que bateu por cima do travessão. Do lado colombiano, o chute de Davison Sánchez explodiu no travessão e depois o goleiro Gregor Kobel defendeu a batida de Cucho Hernandez.

Em sua 13ª participação em Mundiais, esta é a quarta vez que os suíços se classificam às quartas de final, até então o melhor desempenho deles no torneio. As primeiras vezes que carimbaram a vaga foram em 1934, 1938 e 1954. Na edição passada (Catar 2022), a seleção europeia parou nas oitavas.

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Na próxima fase, a Suíça medirá forças com a atual campeã Argentina, que hoje derrotou o Egito por 3 a 2. A partida será no próximo sábado (11), às 22h (horário de Brasília), no Estádio Kansas City, nos Estados Unidos.

A Suíça entrou em campo com uma defesa bem armada e, principalmente, fechada no círculo central do campo. Mesmo com dificuldades de encontrar espaço a partir da linha intermediária, os sul-americanos controlavam melhor a troca de passes e chegavam a avançar até o meio do campo ofensivo, mas ou paravam na defesa suíça ou finalizavam mal. A melhor chance da Tricolor foi aos 20 minutos quando Luis Díaz tocou na entrada da grande área para Puerta arriscar um chute cruzado certeiro, mas o goleiro Kobel fez ótima defesa e evitou.

Após a pausa para hidratação, pela primeira vez, os suíços ofereceram perigo ao gol de Vargas. Aos 29 minutos, Rieder se valeu de vacilo de Muñoz na defesa, invadiu a área e desferiu um forte chute cruzado, que o goleiro colombiano espalmou para fora. Dois minutos depois, Ndoye quase abre o placar para os europeus, em outro chute cruzado, mas Vargas, atento, agarrou a bola. Nos 10 minutos finais, os colombianos até pressionaram, mas não converteram finalizações em gols.

Após o intervalo, os suíços se lançaram ao ataque e tiveram duas ótimas chances de inaugurar o marcador. Aos 2 minutos, Ndoye disparou pela esquerda com a bola até cruzar rasteiro para Sow chutar, mas o camisa 15 pegou mal e isolou a bola. Quatro minutos depois, em cobrança de falta da entrada da área, Rieder bateu bem, mas a bola passou por fora do gol, rente à trave direita de Vargas.

Os colombianos não recuaram e tiveram a melhor oportunidade aos 14 minutos, com Luis Díaz. O camisa 7 cruzou pela esquerda, mas a bola bateu na defesa e voltou para o próprio atacante que ajeitou e chutou de canhota, direto para as mãos de Koebel. Três minutos depois, foi a vez de Luis Suárez aproveitar bobeira de Xhaka na entrada da área e chutar forte, sem marcação, mas o camisa 25 bateu para fora. O jogo passou a ficar truncado, com excesso de faltas, jogadas mal articuladas e finalizações pouco efetivas, e terminou em 0 a 0. Foi a primeira partida do mata-mata que terminou em empate sem gols.

Prorrogação

Os colombianos aceleraram a busca pelo gol da classificação. Aos 2 minutos, em cobrança de falta, Quintero manda para a área, mas a zaga da Suíça afasta e a bola sobra para Sánchez. O camisa 25 tenta um voleio, mas a bola vai por cima do travessão.   Aos 8 minutos, Lucumi aproveita bola levantada em escanteio pela esquerda para cabecear certeiro, a bola vai no travessão. No minuto seguinte, foi a vez de Richard Ríos arriscar um chute da intermediária, mas a bola saiu à esquerda do gol suíço. Aos 10 minutos, Campaz desferiu uma bomba de fora da área, mas Kobe defendeu de manchete. Antes do fim, a Suíça ameaçou o gol de Vargas com um chute perigoso de Ambdouni dentro da área, que Vargas espalmou para fora.

No segundo tempo, com o desgaste das equipes, o ritmo de jogo  diminuiu muito. A melhor chance foi da Colômbia, aos 9 minutos. O meio-campista recebe ótimo passe de Muñoz na pequena área e, cara a cara com o goleiro Kobel, chuta por cima do gol.

Pênaltis

Quintero chutou forte no meio do gol e converteu a primeira cobrança para a Colômbia. Em seguida, Xhaca, capitão da Suíça, bateu no canto direito de Vargas, que ainda encostou na bola antes de ela entrar. Tudo igual. Foi aí, que Sánches desperdiçou a segunda cobrança dos colombianos, ao mandar uma bomba no travessão. Na sequência, o atacante Amdouni deslocou o goleiro, chutando no canto esquerdo. Depois foi a vez de Campaz desferir um chute rasteiro que passou por baixo de Kobel e entrou.

A Suíça desperdiçou a terceira cobrança, quando Akanji chutou por cima do travessão. O placar voltou a ficara empatado, agora em 3 a 3. No entanto, na cobrança seguinte de Cucho Hernández, brilhou a estrela do goleiro Kobel que defendeu do lado direito do gol. Em seguida, o atacante Itten converteu para os suíçoscom um chute forte no meio do gol. Os colombianos também marcaram mais um com Luis Díaz, que deslocou o goleiro ao chutar para a esquerda. Por fim, o suíço Vargas (meio-campista) chutou forte no canto direito e garantiu a vitória por 4 a 3, que selou a vaga da Suíça nas quartas de final.


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O pulso ainda pulsa para os atuais campeões Nesta terça-feira (7), em Atlanta (Estados Unidos), a Argentina manteve vivo o sonho de igualar o tetra de Itália e Alemanha ao vencer o Egito por 3 a 2, em uma virada histórica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Decisivo na conquista do tri em 2022, no Catar, e principal nome argentino nesta edição, Lionel Messi perdeu mais um pênalti, o segundo nesta edição, mas participou da reação argentina. Além da assistência para o zagueiro Cristian Romero diminuir a vantagem egípcia, que estava em 2 a 0, ele balançou as redes para deixar tudo igual na partida.

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O atacante chegou a 21 gols na história das Copas, da qual é o artilheiro. Além disso, isolou-se como principal goleador desta edição, com oito bolas na rede. Ele também estendeu para nove a sequência recorde de jogos marcando gols em Mundiais, iniciada já na edição anterior.

A classificação da Argentina mantém o país na briga para repetir os feitos de Brasil e Itália, únicos a ganharem a Copa do Mundo em duas edições seguidas. Os italianos levaram o troféu em 1934 e 1938, enquanto os brasileiros foram bi em 1958 e 1962.

O Egito, por sua vez, encerra sua melhor campanha da história em Copas. O continente africano, porém, perdeu a oportunidade de, pela primeira vez, ter duas seleções nas quartas de final de um mesmo Mundial. Sobrou Marrocos, que derrotou o Canadá por 3 a 0 no último sábado (4), em Houston.

Autor do segundo gol egípcio, que poderia ter definido a classificação, Mostafa Abdelraouf, o Zico, não tem esse apelido por acaso: o pai era fã do ex-camisa 10 e maior ídolo da história do Flamengo. Antes da Copa, ele já havia marcado contra o Brasil, no empate por 1 a 1 entre as seleções, em amistoso disputado em Cleveland (Estados Unidos), há um mês.

Na próxima fase, os argentinos terão pela frente o ganhador do confronto entre Suíça e Colômbia, que jogam às 17h (horário de Brasília) desta terça, em Vancouver, no último compromisso da Copa em território canadense. O duelo por lugar nas semifinais será no sábado (11), às 22h, em Kansas City (Estados Unidos).

Shobeir brilha

O técnico Lionel Scaloni fez duas mudanças na formação argentina que foi a prorrogação para vencer Cabo Verde por 3 a 2. Na lateral esquerda, Facundo Medina deu lugar a Nicolás Tagliafico. Outra troca foi a entrada do volante Leandro Paredes na vaga do atacante Thiago Almada, reforçando o meio.

No Egito, Hossan Hassan também promoveu duas alterações em relação ao time que empatou com a Austrália pelos 16 avos de final e se classificou nos pênaltis. Ele mexeu no ataque, tirando Omar Marmoush para colocar Haissem Hassan. Já o meia Mohanad Lasheen substituiu o volante Hamdy Fathy.

Com a marcação bem adiantada, a seleção egípcia impediu o ímpeto inicial da Argentina e abriu o marcador em Atlanta. Aos 14 minutos, o volante Marwan Attia colocou a bola na área desde a intermediária direita, Yasser Ibrahim ganhou do também zagueiro Lisandro Martínez pelo alto e cabeceou no contrapé do goleiro Dibu Martínez.

Quatro minutos depois, os argentinos, pela primeira vez, conseguiram passar pela organização defensiva do Egito, com o volante Enzo Fernandes lançando Tagliafico pela esquerda. O lateral invadiu a área e foi derrubado por Hassan. Pênalti. Messi foi para a bola, mas chutou mal, à meia altura, para defesa de Mostafa Shobeir. A segunda cobrança desperdiçada pelo craque nesta Copa.

O goleiro brilhou de novo aos 27 ao parar uma cabeçada forte de Alexis Mac Allister, após cruzamento do também volante Rodrigo de Paul pela direita. Já aos 30, Shobeir até estava na bola, mas teve uma “ajudinha” da trave depois de uma cobrança de falta perigosa de Messi.

A pressão era argentina. Aos 38, Paredes lançou Tagliafico na área, pela esquerda. O volante se esticou para evitar a saída da bola e conseguir cruzar para Julián Álvarez. O atacante bateu de primeira. Mais uma vez, Shobeir se sobressaiu, espalmando para escanteio.

Para a história

A Argentina, como esperado, voltou do intervalo se lançando ao ataque, mas dando espaços para o Egito contra-atacar. Em um deles, aos 12, Hassan pôs a bola entre as pernas de Tagliafico antes de tocar para o atacante Mohamed Salah. O astro da seleção africana acionou Zico, que invadiu a área pela esquerda e finalizou na saída de Dibu Martínez.

O gol, porém, foi anulado. Chamado para rever o lance no vídeo, o árbitro François Letexier identificou uma falta de Attia em Lisandro Martínez, na origem do lance.

Aos 21, não teve jeito. Em novo contra-ataque, desta vez com Salah iniciando a jogada, Hassan recebeu na direita e colocou na área para Zico bater de primeira e ampliar para o Egito.

Da pausa para hidratação, aos 25 minutos, em diante, o jogo mudou completamente. A Argentina colocou praticamente todo o time no campo de ataque e passou a levantar bolas na área. Aos 34 minutos, Messi cruzou pela direita e Romero, de cabeça, deu início à reação.

Embalados, os argentinos precisaram de quatro minutos para empatar. Na sequência de um lance em que ele próprio colocou na área, Messi aproveitou a ajeitada do lateral Gonzalo Montiel para chegar batendo com força. Shobeir até encostou na bola, mas nada pôde fazer para evitar o gol.

Aos 47 minutos, no início dos acréscimos, veio o golpe de misericórdia no sonho egípcio. Após desarme em Salah no campo de defesa, diante de muita reclamação da seleção africana, Paredes lançou Lautaro Martínez pela direita. O atacante avançou e cruzou na medida para o volante Enzo Fernandes cabecear no canto esquerdo de Shobeir, decretando a virada.

Os instantes finais foram de muita tensão. Hossan Hassan, treinador do Egito, chegou a cruzar os braços em forma de “X” após ser advertido pela arbitragem, acionando o protocolo contra racismo e preconceito, mas nada foi feito. No fim, a festa em Atlanta foi dos atuais campeões.


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Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku ainda provocam calafrios em torcedores brasileiros. Ao lado do já aposentado Eden Hazard, eles representam aquela que foi conhecida como a geração de ouro do futebol belga, que teve como maior recital a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O trio é o elo entre aquele grupo de jogadores com sucesso nas grandes equipes europeias – e nenhuma conquista pelo país – e uma nova geração que, oito anos depois, ajudou a recolocar a Bélgica nas quartas de um Mundial. 

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A goleada por 4 a 1 no anfitrião Estados Unidos, em Seattle, na segunda-feira (6), colocou os Diabos Vermelhos (apelido da seleção) no caminho da Espanha. O duelo será na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.

A classificação, por si, seria motivo de celebração. A maneira como ela veio e contra esse rival em especial a tornou mais saborosa para os belgas. Afinal, foi conquistada mesmo depois de o Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) suspender o efeito suspensivo do cartão vermelho mostrado ao norte-americano Folarin Balogun na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, por 2 a 0, nos 16 avos de final.

Não à toa, pelas redes sociais, a Real Associação Belga de Futebol foi à forra em dose dupla. Primeiro com a mensagem “O nome é futebol”, com o termo “soccer” – como a modalidade é chamada nos Estados Unidos – riscado. Em outra publicação, a frase foi: “Revertam isso”, ironizando a liberação para Balogun ir a campo, mesmo depois da expulsão.

A polêmica maior ocorreu porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatou o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, pedindo exatamente a revisão da expulsão de Balogun. Trump afirmou, sem provas, que o brasileiro Raphael Claus, árbitro que mostrou o vermelho ao atacante, seria “muito suspeito”. A Bélgica entrou com recurso, que não foi acatado.

Com a bola rolando, Balogun, mesmo titular, pouco foi notado. Inflamada pelo clima extracampo, a Bélgica dominou. Foi para o intervalo à frente, com dois gols do atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos, um dos expoentes da safra de atletas para quem a geração dourada está passando o bastão. O meia Malik Tillman, em cobrança de falta, marcou para os Estados Unidos.

Na etapa final, um erro do goleiro Matt Freese, que saiu da área para afastar a bola e chutou o chão, resultou no terceiro gol belga, do meia Hans Vanaken. No fim, Lukaku – que entrou no segundo tempo – deu números finais ao jogo. Na comemoração, o atacante imitou a dancinha de Trump, junto dos companheiros de seleção.

“Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje [segunda], acho que isso nos trouxe um pouco de sorte”, disse o meia Nicolas Raskin, aos jornalistas presentes no estádio, segundo a Reuters.

Ainda de acordo com a agência de notícias, o técnico dos Diabos Vermelhos, Rudi Garcia, minimizou o episódio. Em entrevista coletiva, o treinador, que é francês, revelou que Balogun o procurou e reforçou que a culpa da confusão não era do jogador”.

“Não, não foi necessário nem essencial [usar a polêmica para motivar o elenco]. O que realmente importava era nosso plano de jogo”, resumiu.


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Dezesseis anos depois e novamente nas oitavas de final, a Espanha voltou a frustrar Portugal em uma Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (6), a Fúria (apelido do time espanhol) derrotou a seleção lusitana por 1 a 0 em Dallas (Estados Unidos).

As duas nações, aliás, são sedes da Copa de 2030, assim como Marrocos. Em homenagem ao centenário do evento, outros três países receberão um jogo cada da primeira rodada: Uruguai (abertura), Argentina e Paraguai.

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Os campeões mundiais de 2010 voltam a campo na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. Eles encaram o ganhador do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, que medem forças ainda nesta segunda, às 21h (horário de Brasília), em Seattle, também nos Estados Unidos.

No duelo entre a juventude de Lamine Yamal e a experiência de Cristiano Ronaldo, o espanhol levou a melhor. O atacante que completa 19 anos daqui uma semana e disputa o primeiro Mundial da carreira, sequer tinha três anos quando, em 2010, na África do Sul, a Espanha tirou Portugal nas oitavas. O camisa 7 português, à época com 25 anos e já dono de uma Bola de Ouro, passou em branco na derrota por 1 a 0, na Cidade do Cabo.

Ronaldo, aliás, pode ter feito seu último jogo em uma Copa. O atacante de 41 anos disse, no domingo (5), que se aposentará apenas “quando quiser”. Apesar de o próximo Mundial ser em casa, CR7 – sigla com a qual o craque é conhecido – terá 45 anos em 2030. Primeiro a balançar as redes em seis edições diferentes, o veterano teve atuação apagada em Dallas.

Brilho dos goleiros

Se a Espanha manteve a escalação da vitória tranquila sobre a Áustria, por 3 a 0, Portugal fez uma alteração no time que superou a Croácia por 2 a 1, de virada. O técnico Roberto Martínez – que é espanhol – trocou Rafael Leão pelo também atacante João Félix.

A expectativa de um jogo aberto em Dallas se concretizou no início do primeiro tempo. Aos sete minutos, o meia Dani Olmo, de primeira, acionou Mikel Oyarzabal às costas da marcação e o deixou na cara do gol. O atacante, na saída do goleiro Diogo Costa, chutou à esquerda da meta.

A resposta portuguesa veio aos 11, com Bruno Fernandes lançando Cristiano Ronaldo pela direita, com liberdade. O camisa 7 entrou na área, escapou do zagueiro Aymeric Laporte e chutou forte, em cima do goleiro Unaí Simon.

Quatro minutos depois, foi a vez de Diogo Costa trabalhar – em dose dupla. Primeiro ao salvar um chute de Yamal, de dentro da área, que buscava o lado direito do gol. O atacante Álex Baena pegou a sobra e bateu, obrigando o goleiro a outra grande defesa, com a ponta dos dedos, no canto esquerdo.

A Espanha foi tomando o controle das ações do meio para frente. Aos 29 minutos, o meia Pedri recebeu pela intermediária esquerda e lançou na área. A bola foi direto para o gol e Diogo Costa salvou com o pé. No rebote, com o goleiro batido, Dani Olmo completou de cabeça, à direita do gol.

Portugal conseguiu reequilibrar o jogo a partir dos 37. O atacante Pedro Neto cruzou da direita e João Félix, na pequena área, cabeceou cruzado buscando o gol, parando em Simon. A sobra ficou com Ronaldo. que finalizou de costas para a meta vazia. O goleiro, no entanto, recuperou-se e ficou com a bola.

O maior susto português veio aos 40 minutos, em cobrança de escanteio curta, com chute de Nuno Mendes da entrada da área que parou no travessão. A bola ia em direção ao gol, mas teve um desvio providencial do também lateral Pedro Porro, de cabeça.

Banco decide para a Fúria

As equipes voltaram do intervalo com intensidade menor e um maior nível de tensão. A primeira chance mais clara foi um chute de Pedri, da entrada da área, aos 15 minutos, que desviou no zagueiro Renato Veiga e subiu, passando perto do travessão.

Como na etapa inicial, a Espanha assumiu, aos poucos, o protagonismo ofensivo, mas com mais dificuldades para acertar o passe decisivo, aquele que deixa o companheiro em condição de chutar. Tanto que foram necessários mais 12 minutos chegar de novo – e foi de bola parada. Em cobrança de falta de Yamal, pela esquerda, Diogo Costa espalmou para fora.

Aos 33 minutos, enfim, uma jogada trabalhada espanhola quase deu certo. O atacante Ferran Torres, que tinha acabado de entrar em campo, entrou pela esquerda na área, recebeu de Yamal e cruzou rasteiro, com muito perigo. A bola passou por Diogo Costa, mas o lateral Nélson Semedo se antecipou e conseguiu afastar para escanteio.

A pressão da Espanha em meio ao jogo truncado deu resultado aos 45 minutos, com dois jogadores que saíram do banco e foram acionados pelo técnico Luis de la Fuente. Na entrada da área, Ferran Torres recebeu de Rodri e deu belo passe ao volante Mikel Merino, que, na saída de Diogo Costa, mandou para as redes.

Nos instantes finais, Portugal se lançou com todos os jogadores para o campo de ataque, mas de forma desorganizada. Nos acréscimos, o atacante Francisco Conceição cruzou pela direita, na cabeça do meia Bernardo Silva, que escorou para fora. Em seguida, foi a vez de Bernardo Silva levantar na área e Francisco Conceição desperdiçar. Suspiro final rubro-verde no Mundial.


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 A eliminação do Brasil na Copa do Mundo repercutiu em peso no exterior. Nesta segunda-feira (6), dia seguinte à derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final, o revés estampou capas e páginas de jornais esportivos em todo o mundo. Não faltaram críticas e até ironias ao fracasso verde e amarelo.

No diário argentino Olé, o tropeço brasileiro foi o destaque principal, com a manchete “No compasso do tamborim”. À seleção local, atual campeã e ainda na disputa pelo tetra mundial, foi destinado um espaço menor, o mesmo dedicado à classificação da Inglaterra às oitavas e aos confrontos desta segunda pela competição.

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“Você se lembra do Brasil que adorava manter a posse de bola? Aquele que reverenciava a habilidade técnica? Aquele definido por parcerias criativas? Aquele que tratava o ‘Futebol Total’ como uma religião? A modernidade varreu tudo isso, e esta seleção joga, vence e perde utilizando uma fórmula diferente”, relatou a crônica publicada no site do Olé, que concluiu:

“A vitória [da Noruega] foi muito justa, histórica e explicativa: o preço por abandonar seu DNA custou o Mundial aos brasileiros”.


Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Olé fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Olé/Divulgação
Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Olé fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Olé/Divulgação
Foto: Olé/Divulgação – Olé/Divulgação

O italiano Corriere dello Sport, que destacou a vitória do piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, no Grand Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1, também deu espaço à queda da seleção canarinho, dirigida pelo compatriota Carlo Ancelotti. A chamada na capa diz que “[Erling] Haaland fez o Brasil chorar”, enaltecendo o atacante que marcou os dois gols noruegueses.

A matéria sobre a partida, veiculada no site do diário, recordou que o Brasil, na próxima Copa, estará em meio a um jejum de 28 anos sem título mundial e que a seleção brasileira, hoje, é um time “menor, laborioso, episódico”. E ironizou a realidade da própria Itália, que perdeu duas vezes para a Noruega nas eliminatórias e que, pela terceira edição seguida, está fora do Mundial.

“Apesar de todas as limitações da nossa pequena Itália, uma coisa, talvez, está clara agora: ficamos fora, mas a Noruega foi o pior sorteio possível. Teríamos gostado de ver a Alemanha em nosso grupo da eliminatória”, finalizou o texto.


Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Marca fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Marca/Divulgação
Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Marca fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Marca/Divulgação
Foto: Marca/Divulgação – Marca/Divulgação

O espanhol Marca teve como manchete o duelo a seleção do país contra Portugal, marcado para 16h (horário de Brasília) desta segunda, em Miami (Estados Unidos). A derrota do Brasil, porém, também estampou a capa do diário esportivo, destacando, além de Haaland, o goleiro Orjan Nyland, de grandes defesas na partida.

O relato do confronto chama atenção para as entradas do volante Danilo Santos e de Neymar, aos 22 minutos do segundo tempo, nos lugares de Gabriel Martinelli e Rayan. As mudanças tiraram o também atacante Endrick do comando ofensivo e o colocaram na ponta direita.

“Ali se acabou todo o equilíbrio do Brasil de Ancelotti”, resumiu a reportagem, que ainda questionou o porquê de Vinícius Júnior não ter cobrado o pênalti do primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0 – o volante Bruno Guimarães foi para a bola, mas desperdiçou o chute, parando em Nyland.

“No Real Madrid [Espanha], rodeado de cobradores destacados, como [o atacante francês Kylian] Mbappé ou [o meia inglês Jude] Bellingham, o brasileiro conquistou (e lutou por isso), com Ancelotti, o direito de cobrar pênaltis. E porque, no Brasil, ele não é um ator secundário. É a estrela. É por quem gira o projeto, quem pede a bola, que é o protagonista dos grandes jogos. Precisamente por isso, custa entender que, no momento de maior responsabilidade, ela tenha decidido se afastar”, concluiu a matéria.


Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal A Bola fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: A Bola/Divulgação
Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal A Bola fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: A Bola/Divulgação
Foto: A Bola/Divulgação – A Bola/Divulgação

O jornal A Bola, de Portugal, outro a dar amplo espaço à decisão desta segunda contra a Espanha, foi mais um a registrar, na capa, o revés brasileiro. A chamada falou de Haaland e do meia Andreas Schjelderup, atleta do Benfica, time mais popular do país.

A matéria do jogo, publicada no site do veículo, também destacou Vinícius Júnior, mas em tom menos crítico que o Marca. Para o diário, o “adeus” do brasileiro à Copa foi “cruel”.

“O atacante exibiu-se a um bom nível, liderou o ataque brasileiro, criou jogadas de perigo (aquele passe para Endrick é extraordinário), mas não conseguiu guiar o escrete até as quartas”, finalizou a reportagem, mencionando a assistência de Vinícius Júnior ao ex-jogador do Palmeiras, que, sozinho, na frente do goleiro, desperdiçou a melhor chance do Brasil na segunda etapa.