Daniel Alves conta toda a verdade em tribunal e derruba tese de abuso sexual em que é acusado; “Foi consensual”

O depoimento que pode mudar tudo

Fonte: Reprodução

O jogador de futebol Daniel Alves surpreendeu a todos durante seu depoimento nesta quarta-feira (7) ao afirmar que o encontro íntimo com a jovem que o acusa de estupro foi consensual. Alves, que está preso desde janeiro de 2023, enfrenta seu julgamento na Audiência de Barcelona, onde sua defesa busca desconstruir a acusação que paira sobre ele.

Daniel Alves começou descrevendo minuciosamente o dia 30 de dezembro de 2022, revelando sua versão dos eventos. Alega ter estado com amigos, consumindo álcool, e posteriormente dirigindo-se a uma boate em Barcelona. A defesa enfatiza a presença frequente de Alves no local, buscando destacar a normalidade de sua conduta naquela noite.

Versão dos eventos segundo Alves

O jogador narra que, no decorrer da noite, houve interações consensuais com a denunciante. Ele sustenta que a jovem o acompanhou voluntariamente ao banheiro da boate Sutton, onde teriam ocorrido atos íntimos. Alves detalhou sua versão, afirmando que em nenhum momento a vítima expressou descontentamento ou resistência.

Durante seu depoimento, Daniel Alves emocionou-se ao relatar a notícia de sua acusação, declarando que seu “mundo desabou”. Essa emoção pode influenciar a percepção do público e do tribunal, adicionando um elemento humano à narrativa.

Conclusões da Promotoria

A promotoria, representada por Elizabeth Jiménez, defende a credibilidade do depoimento da jovem acusadora, solicitando uma pena de nove anos para Alves. As alegações da promotoria incluem detalhes chocantes sobre o suposto incidente, buscando consolidar a acusação contra o jogador.

A defesa, liderada pela advogada Inés Guardiola, procura desconstruir a versão da acusação, ressaltando a suposta inexistência de provas materiais e contradizendo pontos-chave do depoimento da denunciante. Além disso, a estratégia busca utilizar o consumo de álcool como um possível atenuante, conforme as leis espanholas.

Atenuante pelo Consumo de Álcool

Destaca-se a tentativa da defesa de utilizar o consumo de álcool como atenuante, uma estratégia comum no sistema legal espanhol. A advogada Ester García argumentou contra essa possibilidade, afirmando que o réu ainda tinha capacidade de distinguir entre certo e errado.

A advogada Inés Guardiola encerrou a sessão destacando que as declarações de Daniel Alves foram corroboradas, contrastando com o que ela chamou de “discurso parcial e evasivo da denunciante”. A defesa busca consolidar a narrativa do consentimento, questionando a consistência das alegações da acusação.

 

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