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A partir do momento em que ficou definido que a Copa do Mundo de 2026 seria a primeira com 48 seleções e oito duelos até a final, já se esperava que uma série de marcas históricas estivessem em risco. Com mais da metade do caminho percorrido e as oitavas de final marcadas para começar neste sábado (4), o prognóstico se confirmou.

O maior número de jogos gerou novos recordes, mas a história foi feita de outras formas também. E muitas destas novas marcas ainda podem ser atualizadas até o fim da competição.

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A primeira fase da competição teve 72 jogos, mais do que qualquer outra edição inteira. Ao fim da primeira fase, o antigo recorde de gols em uma Copa (172, em 2022, no Catar) já havia sido superado com folga. Foram 215 só na fase de grupos e agora, com o primeiro mata-mata (16 partidas no total) já concluído, o número chega a 257.

A oferta maior de jogos também causou um recorde de público. Curiosamente, a marca anterior pertencia a uma outra edição realizada nos Estados Unidos, em 1994. Foram pouco menos de 3,6 milhões de espectadores nos estádios da Copa do Tetra. Desta vez, com o auxílio de Canadá e México, 2026 já registrou a presença de mais de 5 milhões de espectadores. Só na fase de grupos foram mais de 4,6 milhões.

Na edição em que completou 1.000 jogos na história (Tunísia 0x4 Japão foi o responsável pela honra), a Copa do Mundo também conheceu novos líderes históricos em corridas de décadas de existência. Um exemplo marcante: quando a bola rolou pela primeira vez na edição de 2026, o alemão Miroslav Klose era o maior artilheiro dos Mundiais, com 16 gols espalhados por quatro participações.

Neste momento, Klose já caiu para o terceiro lugar. Lionel Messi (20 gols, sete nesta edição) e Kylian Mbappé (18 gols, seis em 2026) transformaram ambas as artilharias em uma disputa pessoal. Os dois seguem vivos no torneio, aliás.

Cada um tem mais um recorde estabelecido em 2026: com 10 gols, o francês se tornou o maior artilheiro em partidas eliminatórias da Copa. Com oito jogos consecutivos marcando, Messi também chegou à maior sequência de partidas com gols marcados na história, em série que começou na copa passada. Uma outra marca parece um pouco distante: os 13 gols de Just Fontaine na edição de 1958, a maior quantidade de gols de um artilheiro de uma edição.

Mais atrás na lista de artilheiros está Cristiano Ronaldo, que, no entanto, pode se gabar de ser o único jogador na história a estufar as redes em seis Copas diferentes. Ele marcou em 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e tem três tentos em 2026. Aos 41 anos, o português também é um dos três atletas que alcançaram o recorde de seis Copas disputadas na carreira: Lionel Messi e Guillermo Ochoa, goleiro do México, chegaram lá junto com ele.

Outro goleiro colocou o próprio nome na galeria dos marcos da Copa como sinônimo de eficiência. O espanhol Unai Simón chegou a 519 minutos consecutivos sem sofrer gols em Copas, superando em dois minutos a antiga marca, do italiano Walter Zenga, registrada em 1990.

Este recorde considera apenas a contagem de minutos padrão (90 minutos no tempo normal e 120 em jogos com prorrogação). A sequência começou a valer na Copa passada, depois do gol sofrido diante do Japão, na fase de grupos, antes do 0 a 0 contra Marrocos que eliminou os espanhóis após disputa de pênaltis (que não entra na contagem). O recorde ainda pode ser estendido, já que a Espanha é mais uma seleção ainda viva na busca pelo título, mas a marca será posta à prova contra Portugal de Cristiano Ronaldo nas oitavas.

A edição de 2026 tem também o maior número de vitórias de virada (13) e, curiosamente, o maior número de gols contra. O egípcio Mohamed Hany fez, diante da Austrália, o gol contra que desempatou a contagem contra a edição de 2018, na Rússia, quando foram 12 gols “sem querer”. O inusitado é que foi o segundo gol contra de Hany nesta edição, algo que não acontecia desde 1966. O Egito também segue na competição, mas, neste caso, torce para que o tempo a mais não sirva para que seja estabelecido outro novo recorde absoluto.


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O lateral-esquerdo Douglas Santos é um dos três integrantes da seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo que fez parte do time medalhista de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016

A conquista, à época, inédita, contou também com o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar. Uma experiência que o defensor do Zenit, da Rússia, traz para a caminhada em busca do hexa mundial.

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“Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados”, disse Douglas Santos. 

“A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda”, acrescentou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Aquela temporada, aliás, marcou justamente a estreia do lateral pela seleção principal, em um amistoso contra o Panamá. Ele já havia sido convocado anteriormente, em 2013 e 2015, mas não saiu do banco. 

Foram nove anos de espera até receber uma nova oportunidade com a Amarelinha, em 2025, determinante para cair nas graças do técnico Carlo Ancelotti.

Na disputa pela vaga de titular na Copa do Mundo, Douglas Santos superou a concorrência com o experiente Alex Sandro, que está no terceiro Mundial da carreira. O lateral, de 32 anos, vem sendo elogiado pelas atuações regulares – o famoso “feijão com arroz” – e a parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também atua pelo lado esquerdo.

“Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem [e gerar opção no ataque] e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações”, descreveu o camisa 16.

Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, completou.

Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil decide um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, em Nova Jersey. 

Em meio à euforia com a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na terça-feira (30), o técnico norueguês, Stale Solbakken, encerrou a fala aos jogadores dizendo para Ancelotti “esperar”, que eles estavam “chegando”.

Posteriormente, o treinador se manifestou dizendo que não se tratava de uma provocação. Douglas Santos, porém, admitiu que o discurso serviu de motivação para o elenco, recordando a declaração do atacante japonês Kento Shiogai, de que o Brasil “não era como antigamente”, dias antes de a seleção brasileira vencer o Japão por 2 a 1 na segunda-feira (29), em Houston, e se classificar às oitavas.

“Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol”, finalizou o lateral, que atua no Zenit.


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O Egito carimbou a classificação inédita às oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Austrália na cobrança de pênaltis por 4 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, em jogo disputado em Dallas. Na etapa inicial da partida Ashour abriu o placar para os egípcios e os australianos igualaram com gol contra de Hany no segundo tempo.

Os Faraós (apelido da seleção africana) se lançaram ao ataque na prorrogação, mas sem sucesso. No entanto, a qualidade dos egípcios fez a diferença na definição da vaga na cobrança dos pênaltis. Logo na primeira cobrança, o zagueiro australiano Souttar isolou a bola e depois Herrington também desperdiçou com bola na trave. Do lado egípcio, marcaram Sabar, Rabia, o camisa 10 Mohamed Salah, de cavadinha, e por último o zagueiro Hossan Abdelmaguid.

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Em sua quarta participação em Mundiais, os Faraós já reescreveram a história três vezes nesta edição: conseguiram a primeira vitória no torneio (3 a 1 contra a Nova Zelândia na fase de grupos), avançaram à segunda fase, e hoje garantiram presença nas oitavas.

Na próxima fase o Egito terá pela frente o vencedor do embate entre a atual campeã mundial Argentina e Cabo Verde, que se enfrentam às 19h (horário de Brasília) desta sexta (3), em Miami (EUA).

O primeiro tempo mal começou e por pouco Volpato não abre o placar para os australianos. Sem marcação, o camisa 20 recebe a bola no meio do campo, avança e arrisca uma bomba de fora da área, que acerta o travessão do gol de Shobeir. Depois, aos 12 minutos, foi o Egito que saiu na frente do marcador em jogada ensaiada de bola parada. Ashour cobra falta e no desvio da zaga a bola cai nos pés de Marmoush, que rola para Hafez levantar na área para próprio Ashour cabecear para o fundo da rede.

Atrás no placar, os australianos subiram a marcação, mas pouco atacaram. Já os egípcios passar a ditar o ritmo de jogo, apostando nas bolas longas. Uma delas ao 20 minutos, quando Fathy da linha intermediária faz lançamento perfeito para Zico chutar cara a cara com o goeliro Shobeir, mas o camisa 11 chutou rasteiro para fora. Mesmo que acertasse, o gol não valeria, pois a arbitragem assinalou impedimento. O jogo seguiu moroso: os australianos com pouca criatividade na criação de jogadas, e os egípcios com mais posse de bola, mas poucou efetivos.

Após o intervalo, com apenas 9 segundos, os egípcios quase ampliaram em Dallas. Zico deu passe na entrada da área para Marmoush avançar, se livrar da marcação e bater firme, sem chances para o goleiro, mas a bola saiu rente à trave direita. Os australianos voltaram do intervalo mais propositivos, com boas investidas pelalateral esquerda. E foi por ali, em cobrança de falta, que a Austrália igualou o placar. O’Neill cobrou na área para Souttar, de 1,98 de altura, testar para o gol, mas ao tentar desviar, o egípcio Hany acabou marcando contra. 

A partir daí as equipes passaram a ficar mais cautelosas. Os australianos recuaram ainda mais e até tiveram chances de gol em algumas bolas aéreas, mas não foram efetivos. Nos minutos finais, Salah cobra escanteio perfeito para Rabia, que cabeceou com perigo em cima do goleiro Beach, que salvou o gol australiano com ótima defesa. Depois, aos 50 minutos, Salah deu passe para Hassan chutar certeiro, mas Souttar conseguiu desviar.

Prorrogação

Os egípcios seguiram com intensidade total, Aos 2 minutos, Hassan lançou para Marmoush na grande área, que rolou para Salah disparar uma bomba, mas a bola passou por cima do travessão. No jogo de ataque contra defesa, os egípcios mostraram mais empenho em não levar a decisão do jogo para as penalidades. Aos 12 minutos, Ashour partiu do círculo central e chutou com perigo de fora da área, mas a bola passou à esquerda do goleiro Beach.

No segundo tempo os egípcios se plantaram no campo ofensivo e aceleraram o jogo. Aos 6 minutos, Salah rolou dentro da área para Ashour bater colocado, mas o altíssimo Souttar desviou para fora. Três minutos depois, Hassan arrancou pela direita, escapou da marcação e invadiu a grande área, mas quando se preparava para cruzar, foi parado com carrinho de Herrington. Na reta final, na jogada de ataque dos australianos, Touré sofreu falta. Hrustic cobrou na área, a defesa afastou e na sobra Touré ainda tentou chutar, mas o goleiro Shobeir defendeu e impediu. No último minuto, o técnico da Austrália Tony Popovic substituiu o goleiro Beach por Maty Rayan, do Levante (Espanha), experiente em defesa de pênaltis.

Pênaltis

A Austrália foi a primeira a cobrar, mas o zagueiro Souttar isolou a bola. Na sequência, Sabar deslocou o goleiro Rayan e acertou o fundo da rede, abrindo o placar para os egípcios. Depois foi a vez de Irvine converter o primeiro pênalti dos austraianos. Em seguida, Rabiat manteve o Egito em vantagem como cobrança certeira do lado esquerdo. Na terceira cobrança da Austrália, Mabili chutou rasteiro e marcou o segundo.

O craque Salah converteu em seguida para os Farós, com direito à cavadinha. Depois, o jovem zaguero Herrington desferiu um chute na trave, desperdiçando mais uma cobrança para a Austrália. Neste momento, todas as expectativas recaíram sobre o zagueiro Abdelmaguid, que poderia selar a classificação dos Faraós, caso acertasse a cobrança. E foi exatamente o que ocorreu: ele chutou firme e garantiu o Egito nas oitavas, com vitória por 4 a 2. 


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Após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), Matheus Cunha foi flagrado pelas câmeras de televisão fazendo o número cinco com os dedos da mão em direção ao também atacante Kento Shiogai. Uma resposta ao que foi entendido como provocação do atleta japonês, que, dois dias antes, disse que o Brasil “não era como antigamente”.

Se considerou o comentário de Shiogai “desrespeitoso”, Matheus Cunha reagiu de forma diferente às palavras do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e do atacante norueguês Erling Haaland, adversário da seleção canarinho neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Ambos colocaram o Brasil em um patamar de favoritismo no Mundial em recentes depoimentos à imprensa.

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“O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele citar esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante. E que ele saiba que também temos [esse respeito] por ele e a seleção dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa, sempre citou o Brasil como tendo um nível de dificuldade alto”, disse o atacante, em entrevista coletiva nesta terça-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação canarinho está concentrada em Nova Jersey.

Apesar dos elogios, Matheus Cunha rechaçou o favoritismo brasileiro. O jogador do Manchester United (Inglaterra) preferiu destacar a evolução do Brasil ao longo da Copa. Após estrear abaixo das expectativas no empate por 1 a 1 com Marrocos em Nova Jersey, a seleção verde e amarela emplacou três vitórias: 3 a 0 sobre Haiti, na Filadélfia; e Escócia, em Miami (ambos Estados Unidos), e o 2 a 1 no Japão.

“Não busco essas informações. Isso não entra em campo. Por mais que você tenha confiança nos companheiros, [favoritismo] não é nada que ajude em campo”, afirmou o atacante.

“Temos seleções que o mundo tende a falar que são as seleções a serem batidas. Aos poucos, estamos demonstrando mais quem somos. Esse certo favoritismo nada mais é do que chegar em campo e mostrar para o que estamos prontos e treinados”, completou o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha in action with Japan's Junya Ito IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha in action with Japan's Junya Ito IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
 Matheus Cunha no jogo contra o Japão – Reuters/MARIA LYSAKER/Arquivo/Proibida reprodução

Equipe

Para o jogo contra a Noruega, que pode levar o Brasil às quartas de final da Copa, a equipe não terá Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda diante do Japão. Naquele dia, Carlo Ancelotti escolheu Endrick para o lugar do meia. O volante Danilo Santos e os também atacantes Gabriel Martinelli e Neymar são outras opções. Matheus Cunha colocou a decisão nas mãos do técnico.

“Vamos sentir muita falta do Paquetá, principalmente por estarmos criando rotinas de entrosamento muito claras. O Martinelli é quase um atacante, com possibilidade de atacar profundidade muito maior. Danilo já vai dar uma sustentação mais clara [ao meio-campo]”, descreveu o camisa 9.

“No momento que o Paquetá sai e entra o Endrick, eu começo a jogar mais por trás do atacante do que propriamente como a referência [na área]. Vão ter momentos em que terei que me adaptar como referência, meia de criação ou extremo tendo que ajudar a marcar o lateral. Mas me sinto feliz de, às vezes, estar em uma função que os grandes olhos acabam vendo menos, mas que vai potencializar muito os companheiros”, concluiu.


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O Brasil viveu um dia de emoções distintas no Torneio de Wimbledon, um dos quatro principais do tênis mundial, os Grand Slams. Nesta sexta-feira (3), o carioca João Fonseca se despediu da disputa de simples masculina no All England Club, em Londres, no Reino Unido. 

Porém, na chave de duplas femininas, Luisa Stefani estreou com vitória, enquanto a também paulista Laura Pigossi, que herdou uma vaga de última hora, caiu na primeira rodada.

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Número 27 do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), João foi superado pelo russo Roman Safiullin (132º) por 3 sets a 0, com triplo 6/3, em 2 horas e 9 minutos de partida. 

O adversário do carioca, que foi o 36º do mundo em 2024, já tinha eliminado o compatriota Andrey Rublev (13º) na estreia. O brasileiro, por sua vez, repete a campanha de 2025, quando também caiu na terceira rodada de Wimbledon.

Luisa, a sétima melhor duplista do mundo pela lista da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), e a canadense Gabriela Dabrowski (3ª) precisaram de 58 minutos para avançarem à segunda rodada do torneio. Elas superaram a parceria da polonesa Alicja Rosolska (1822ª, era 23ª em 2019) com a chilena Alexa Guarachi (844ª, esteve em 11º em 2021) por 2 sets a 0, com duplo 6/2.

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Tennis - Wimbledon - All England Lawn Tennis and Croquet Club, London, Britain - July 3, 2026 Brazil's Joao Fonseca in action during his third round match against Russia's Roman Safiullin REUTERS/Marko Djurica
Tennis - Wimbledon - All England Lawn Tennis and Croquet Club, London, Britain - July 3, 2026 Brazil's Joao Fonseca in action during his third round match against Russia's Roman Safiullin REUTERS/Marko Djurica
João Fonseca foi superado pelo russo Roman Safiullin – Foto: Reuters/Marko Djurica/Arquivo/Proibida reprodução

“Ótima estreia, super feliz, sempre bom começar ganhando em um Grand Slam. Jogamos bem, sacando e devolvendo bem, sendo pacientes quando não encaixávamos os golpes como gostaríamos. Jogo bem administrado, ótimo para sentir as condições e começar a campanha com o pé direito”, disse a paulista, por meio da assessoria de imprensa.

Na próxima fase, Luisa e Dabrowski terão pela frente as norte-americanas Caroline Dolehide (67ª) e Alycia Parks (207ª). O jogo está previsto para sábado (4), ainda sem horário definido pela organização.

A parceria de Laura, número 88 do mundo nas duplas, com a suíça Simona Waltert (125º), foi chamada de última hora para ocupar uma vaga aberta por desistência. 

Elas saíram na frente das ucranianas Anhelina Kalinina (327ª) e Dayana Yastremska (214ª), mas sofreram a virada e perderam por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/1 e 6/1, após uma hora e 48 minutos de jogo.

Único brasileiro ainda na briga pelo título nas duplas masculinas em Wimbledon, Fernando Romboli volta à quadra neste sábado. Ao lado do australiano John-Patrick Smith, o carioca terá pela frente o argentino Guido Andreozzi (16º) e o francês Manuel Guinard (17º), pela segunda rodada. 

A partida será a segunda do dia na quadra 5 do All England Club, com previsão de início somente após as 8h (horário de Brasília).


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A principal novidade no treino da seleção brasileira nesta sexta-feira (3) foi a presença de Raphinha. O atacante, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, no último dia 19 de junho, deu mais um passo no processo de recuperação e trabalhou em campo ao lado dos companheiros.

Durante os 15 minutos de atividade que a imprensa pôde acompanhar no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey (Estados Unidos), Raphinha participou dos exercícios de aquecimento e das rodas de bobinho. Após tratamento intensivo nos últimos dias, o atacante demonstrou bom humor e sinalizou estar recuperado da lesão.

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A volta do camisa 11, comunicada pelo técnico Carlo Ancelotti ao grupo, teve aplausos e o tradicional “corredor polonês”, com o atacante passando no meio de duas filas de jogadores para ser “agraciado” com tapinhas. Quando retornou aos treinos após se recuperar da lesão grau dois na panturrilha direita, Neymar passou pela mesma “recepção”.

A presença de Raphinha entre os relacionados para o jogo deste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), diante da Noruega, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, é pouco provável. A expectativa é que ele fique à disposição apenas se o Brasil for às quartas de final.

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O caso de Neymar serve como termômetro. O atacante, que se apresentou à seleção brasileira, ainda na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), já contundido, voltou a treinar com o grupo, de maneira integral, quatro dias antes da partida contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami (Estados Unidos). Ele foi relacionado para o jogo e esteve 14 minutos em campo.

A única ausência no treino foi Lucas Paquetá. O meia iniciou o tratamento de uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, que o tirou da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), ainda no intervalo. O camisa 20 está fora da partida contra a Noruega. O atacante Rayan, poupado na quinta-feira (2) por controle de carga, participou normalmente da atividade.

No período em que os trabalhos desta sexta estiveram liberados à imprensa, Ancelotti não realizou nenhuma atividade que desse indícios de quem será o substituto de Lucas Paquetá. As opções são o volante Danilo Santos e os atacantes Gabriel Martinelli, Endrick e até Neymar. O técnico tem ainda o treino deste sábado (4) para definir quem será o titular.


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Os três últimos jogos da etapa de mata-mata da Copa do Mundo 2026 acontecem nesta sexta-feira (3). 

A primeira partida será entre Austrália e Egito. As equipes se enfrentam em Dallas (EUA), às 15h (horário de Brasília). 

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Mais tarde, às 19h, é a vez do confronto entre Argentina e Cabo Verde, em Miami. 

A última partida do dia será entre Colômbia e Gana, às 22h30, em Kansas City. 

Os vencedores avançam às oitavas de final e os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação de 30 minutos e, se necessário, disputa por pênaltis.

No sábado acontecem os dois primeiros jogos das oitavas de final: Canadá e Marrocos, às 14h, e Paraguai e França, às 18h. No domingo, o Brasil enfrenta a equipe da Noruega às 17h. 

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Jogos desta sexta-feira, 3 de julho

  • 15h – Austrália x Egito (Dallas)
  • 19h – Argentina x Cabo Verde (Miami)
  • 22h30 – Colômbia x Gana (Kansas City)

Desempenhos

A seleção da Austrália terminou a fase de grupos em segundo lugar no Grupo D, atrás dos Estados Unidos. O Egito ficou em segundo lugar no Grupo G, com saldo menor que a Bélgica. 

A Argentina ficou na liderança do Grupo J, superando os times da Áustria, Argélia e Jordânia. A equipe de Cabo Verde acabou a primeira fase em segundo lugar no Grupo H, atrás da Espanha

O time da Colômbia ficou na liderança do Grupo K, à frente de Portugal, República Democrática do Congo e Uzbequistão. A seleção de Gana acabou a fase de grupos em terceiro lugar no Grupo L, mesmo assim se classificou para o mata-mata. 


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Ao estilo dramático tal como o fado, Portugal se classificou às oitavas de final da Copa do Mundo após vitória de virada por 2 a 1 sobre a Croácia, na noite desta quinta-feira (2), em Toronto (Canadá). Os gols saíram durante um frenético segundo tempo. Perisic abriu o placar aos oito minutos, CR7 empatou de pênalti aos 23 e Gonçalo Ramos selou a vitória aos 48 minutos. Quando o resultado parecia definido, a Croácia arrrancou o empate com gol contra aos 57 minutos, para desespero dos portugueses. Após checagem do VAR, que demorou quase cinco minutos, o gol foi anulado. A partida ainda segiu, com mais 10 minutos de acréscimos, até o apito final aos 63 minutos assegurar de vez a presença de Portugal na próxima fase. 

O jogo ficou marcado pela atuação do craque português, de 41 anos, que pela primeira vez balançou as redes em um partida eliminatóiria da Copa. O atacante também tornou-se o jogador com mais velho a marcar em jogo mata-mata do Mundial. CR7 deixou o campo visivelmente contrariado aos 36 minutos da etapa final, quando o técnico o substituiu pelo meio-campista Ruben Neves. 

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Nas oitavas de final, Portugal medirá forças com a vizinha Espanha, que mais cedo levou a melhor sobre a Áustria por 3 a 0. O embate das seleçõs ibéricas será na próxima segunda (6), às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).  

Portugal começou melhor no primeiro tempo, com quatro finalizações nos primeiros 16 minutos de jogo, a mais perigosa delas aos 4. A jogada começou com Rafael Leão disparando com a bola pela esquerda e cruzando na medida para Bruno Fernandes finalizar dentro da área, mas o goleiro Livakovic fez ótima defesa. A parir daí os portugueses passaram a ter mais posse de bola, mas atacavam com lentidão, facilitando para a defesa bem armada dos croata, e foram pouco eficientes nas finalizações. A partida ficou arrastada. Já no minuto final, João Cancelo cruzou na área e, ao tentar desviar a bola, Stanisic deu de bandeja para Rafael Leão bater sozinho, mas ele chutou mal e isolou.

Na volta do vestiário, logo no primeiro minuto, Nuno Mendez invade a área e tem a chance de abrir o placar, mas decide rolar para Cristiano Ronaldo que para na marcação. No minuto seguinte, foi a vez de croata Kovacic entar na rande área e, pela esquerda, chutar firme , mas Diego Costa defendeu. Seis minutos depois, não teve jeito: a Croácia inaugurou o marcador. A jogada começou pelo lado direito com cruzamento de Stalinic para Matanovic, mas a bola passa direto e cai nos pés de Pericisic que acerta oo fundo da rede. na saída do goleiro Diogo Costa.

O jogo seguiu acelerado, totalmente diferente da primeira etapa. Aos 12 minutos, faltou pouco pra Rafael Leão empatar ao disparar uma bomba da entrada da área, mas a bola explodiu no travessão. No minuto seguinte, Rafael Leão salvou o gol português ao defender um chute certeiro de Petar Sucic. O ataque português seguiu com tudo para empatar e quase conseguiu aos 15 minutos: João Cancelo cruza para CR7 bater no fundo da rede na saída de Livakovic, mas o bandeira marcou impedimento, depois confirmado após revisão do VAR.

Aos 19 minutos, os portugueses reclamaram de pênalti após Renato Veiga ser agarrado dentro da grande área por Vlasic. Após revisão do VAR, o árbitro marcou pênalti. CR7 cobrou com categoria e deixou tudo igual em Toronto. O atacante deslocou o goleiro Livakovic, que foi para direita, e bateu no meio do gol. Foi o terceiro gol do craque lusitano nesta edição do Mundial e o primeiro em um jogo mata-mata da Copa.

 

A luta pela classificação foi ficando dramática. A Croácia quase passou à frente do placar aos 29 minutos, com chute forte de Kovacic da entrada da área, mas a bola acertou a trave, e no rebote Diego Costa salvou novamente. Os croatas seguiram colecionando chances de gols. Aos 43, Sucic cruzou da direita para Pasalic, que se livrou da marcação ante de cabecear, e cabeceou, mas a bola foi para fora. Até que aos 48, Rafael Leão cruzou na área para Gonçalo Ramos subir no meio de dois marcadores e marcar de cabeça, o gol da virada e da classificação de Portugal às oitavas de final.

Antes do apito final, aos 57 minutos, quase que a Croácia arranca o empate com gol contra de Ruben Neves, que interceptar a bola que batera em Pasalic. Após checagem do VAR o gol foi anulado pelo árbitro, que viu impedimento de Pasalic. Os portugueses suspiraram aliviados. A partida só terminou aos 63 minutos, com surpreendentes 18 minutos de acréscimos.