Esportes

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A Seleção Brasileira tem pela frente, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, um adversário que ela nunca venceu: a Noruega. Desde 1998, foram quatro confrontos, com dois empates e duas vitórias norueguesas, e as duas equipes se encontram novamente no próximo domingo, às 17h.

Apesar do retrospecto incômodo no futebol, fora de campo os países trabalham juntos pelo meio ambiente, na conservação de florestas tropicais.

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A Noruega é a principal doadora do Fundo Amazônia, criado pelo Brasil em 2008, e recentemente tornou-se sócia no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

 


 Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Proteção das florestas tropicais

O novo instrumento busca atrair recursos públicos e privados para financiar a manutenção das florestas tropicais no planeta, sobretudo na América do Sul, na África Central e no Sudeste Asiático. 

>> Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O fundo foi lançado oficialmente durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em novembro de 2025, em Belém, com apoio de 66 países. 

A Noruega se comprometeu, na ocasião, a investir US$ 3 bilhões no TFFF ao longo de dez anos, o maior aporte individual e o maior investimento dos noruegueses na conservação de florestas tropicais no planeta.

Na ocasião, o ministro do Clima e do Meio Ambiente daquele país, Andreas Bjelland Eriksen, disse que o mundo estava diante do desaparecimento das florestas, “com consequências que não eram exclusivas para o Brasil”. Segundo Eriksen, a medida ajudaria na mitigação da crise climática global.

Atualmente, o TFF tem U$ 6,8 bilhões. Além dos recursos da Noruega, conta com US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 1 da Indonésia, € 1 bilhão da Alemanha, € 500 milhões da França, € 50 milhões de Luxemburgo e US$ 5 milhões dos Países Baixos. A Fundação Minderoo prometeu US$ 10 milhões.

 


Belém (PA), 06/11/2025 - S.Exa. Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Belém (PA), 06/11/2025 - S.Exa. Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No mesmo evento, o primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, acrescentou que o TFFF poderia oferecer “financiamento estável e de longo prazo” e, por isso, apoiava a iniciativa. 

A proposta, desenhada pelo governo brasileiro, pretende alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões e alavancar US$ 125 bilhões com capital privado. Os recursos serão aplicados em países com florestas tropicais, que são 70 e somam 1 bilhão de hectares.

“O Brasil precisava de parceiros que pudessem também aportar recursos [na iniciativa], e o natural era acionar os parceiros tradicionais que há anos vinham trabalhando conosco e são notórios em apoiar conservação da natureza”, explicou Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. “Com o tempo, a Noruega se aproximou e fez um aporte com condicionantes”.

Na visão do governo brasileiro, o apoio do país nórdico é fundamental para alavancar novos empréstimos e alcançar os US$ 10 bilhões iniciais. Com esse montante, o TFFF emitirá títulos que financiarão os projetos.

No radar, está a China, que, no fim de junho, mês do Dia Mundial das Florestas Tropicais, sinalizou a intenção de aderir, segundo informou o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, ao Jornal Valor Econômico. O tema foi tratado em uma reunião entre Durigan e o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an. De acordo com o ministro, equipes estão mobilizadas para acertar os detalhes da adesão.

Fundo Amazônia 

O TFFF se diferencia de outras estratégias baseadas em doações, como o Fundo Amazônia, que também tem a Noruega como a principal parceira.

O país nórdico contribuiu com R$ 3,8 bilhões dos R$ 4,9 bilhões do fundo, entre 2009 e 2025. Em junho, o Reino Unido fez mais um depósito, tornando-se o segundo maior doador, com R$ 500 milhões. A Alemanha é o terceiro maior parceiro, tendo investido R$ 387 milhões.

 


floresta Amazônica
floresta Amazônica
floresta Amazônica – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Fundo Amazônia já financiou mais de 650 ações de pequenos agricultores, quebradeiras de coco, indígenas, cientistas, órgãos ambientais e Corpos de Bombeiros, por exemplo, e é gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

As medidas incluem ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de apoio à restauração florestal, regularização fundiária e produção sustentável.

O mecanismo foi proposto pelo Brasil na 12ª Conferência das Partes da ONU, no Quênia, e é liberado mediante comprovação da redução de desmatamento pelo Brasil. 

Noruega e suas contradições

Embora a Noruega seja uma das maiores patrocinadoras de projetos verdes no mundo, o país é um dos principais exportadores de petróleo e gás, transferindo grande parte do seu impacto climático para o exterior, uma vez que os combustíveis fósseis são os mais poluentes e considerados vilões do aquecimento global no planeta.

Apesar da contradição, para ambientalistas, em termos de cooperação internacional, os nórdicos têm importante papel de liderança.

“Diferente do futebol, no caso da natureza, jogar junto, em parceria, é fundamental, nada está desvinculado”, avaliou o vice-presidente da Conservação Internacional (CI-Brasil), Maurício Bianco.

Ele lembrou que, internamente, a Noruega tem favorecido iniciativas limpas, como adoção de veículos elétricos.

 “A Noruega tem demonstrado liderança consistente no financiamento de iniciativas de proteção das florestas tropicais e está à frente de outras nações desenvolvidas na redução do impacto ambiental de suas atividades”, afirmou Bianco.

Enquanto isso, outros grandes poluidores e desmatadores não demonstram protagonismo na agenda.

 


Bragança (PA), 12/06/2025 – Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 12/06/2025 – Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bianco explicou que proteger, restaurar e manejar a natureza de forma sustentável pode reduzir os efeitos da mudança climática, mas exige investimentos.

Segundo ele, a natureza recebe apenas 3% do financiamento climático global, apesar de responder por um terço das soluções para mitigar o problema. Somente na Amazônia, informou, estudos do Banco Mundial estimam a necessidade de investimentos anuais de US$ 7 bilhões. 

“A Noruega mostra para os países desenvolvidos que é importante eles financiarem soluções que possam evitar a crise climática e a [perda de] biodiversidade, para que eles mesmos não sofram com os problemas, como está ocorrendo agora”, concluiu.

De acordo com o Greenpeace Brasil, o controle do desmatamento e da degradação estão entre as principais formas de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.

“Proteger e restaurar as florestas tropicais é fundamental para enfrentar as crises da biodiversidade e do clima, além de garantir um planeta habitável para as futuras gerações”, disse a organização em posicionamento divulgado no último Dia Mundial das Florestas, 22 de junho.


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Em 2026, com a Copa do Mundo sendo realizada pela primeira vez em três países, as três seleções – Estados Unidos, México e Canadá – seguem na competição e já foram classificadas às oitavas de final.

Outros países que sediaram Copas anteriores, como Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França ganharam a Copa em casa. Em 2026, os três anfitriões não figuram como favoritos ao título, mas aproveitaram, até aqui, a tabela favorável e a atmosfera dos estádios para ir longe.

México

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O México, do técnico Javier Aguirre, teve quatro jogos e quatro vitórias, com oito gols marcados e nenhum gol sofrido. As festas nas ruas da Cidade do México superaram os protestos de grupos sociais programados para a época da Copa. O destaque da equipe é o atacante colombiano naturalizado Quiñones, autor de três gols até agora.

Os mexicanos participam pela 18ª vez de uma Copa do Mundo e nunca foram além da sexta colocação. Estacionaram nas quartas-de-final justamente nas duas vezes em que sediaram um Mundial. Em 1970, foram eliminados pela Itália levando uma goleada de 4 a 1 na cidade de Toluca. E em 1986, caíram para a Alemanha, nos pênaltis, em Monterrey.

Os mexicanos vão enfrentar a Inglaterra no próximo domingo (5), às 21h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, pelas oitavas de final. O duelo que já aconteceu em outra Copa: em 1966, no Estádio de Wembley, em Londres, a Inglaterra fez valer o fato de ser a anfitriã daquela edição e derrubou os mexicanos por 2 a 0. 

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Mexico v Ecuador - Estadio Azteca, Mexico City, Mexico - June 30, 2026
Mexico's Julian Quinones celebrates scoring their first goal REUTERS/Raquel Cunha     TPX IMAGES OF THE DAY
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Mexico's Julian Quinones celebrates scoring their first goal REUTERS/Raquel Cunha     TPX IMAGES OF THE DAY
Destaque da equipe do México é o atacante colombiano naturalizado Quiñones, autor de três gols até agora – Reuters/Raquel Cunha/Proibida reprodução

 

Estados Unidos

No caso da seleção dos Estados Unidos, dos quatro jogos, venceu três e perdeu um. O time do técnico argentino Maurício Pochettino conta com os atacantes Pulisic e Balogun (autor de três gols) e o lateral-direito Sergiño Dest. O público norte-americano que, por anos, torceu o nariz para o “soccer”, agora consegue se empolgar com o ótimo rendimento da equipe.

Os Estados Unidos participam pela 12ª vez de uma Copa. Quando sediaram o Mundial em 1994, caíram nas oitavas de final para o Brasil, que acabou sendo o campeão. Normalmente, as oitavas de final são o limite para a seleção. A expectativa é que, atuando em Seattle, na próxima segunda-feira (6), eles consigam utilizar o “fator campo” contra a Bélgica, às 21h, em Seattle.

O duelo não é inédito nos Mundiais. Na primeira edição, em 1930, os Estados Unidos bateram os belgas por 3 a 0, caminhando para a terceira colocação em uma Copa. Mais recentemente, em 2014, na Fonte Nova, em Salvador, a Bélgica eliminou o “Team U.S.A.” por 2 a 1, justamente em uma fase de oitavas de final. 

Os belgas Courtois (34 anos), De Bruyne (35 anos) e Lukaku (33 anos) continuam atuando nesta edição, enquanto os americanos foram totalmente renovados e ficaram bem mais fortes.

Canadá

No Canadá, o hóquei no gelo é bem mais popular que o futebol. Ainda assim, os estádios de Toronto e de Vancouver ficaram lotados para as atuações da seleção do técnico norte-americano Jesse Marsch.

Com duas vitórias, um empate e uma derrota, os canadenses contam com os zagueiros Bombito e Cornelius e os atacante Jonathan David, autor de três gols até aqui, e Promise David.

Disputando apenas sua terceira Copa do Mundo, até então, os canadenses jamais tinham vencido um único jogo em Mundiais.

Por ter ficado em segundo lugar no Grupo B, o Canadá perdeu o direito de continuar jogando em seu território nas fases de mata-mata.

A vitória sobre a África do Sul foi em Los Angeles e o time enfrentará o Marrocos em Houston (Estados Unidos), no sábado (4), às 14h (horário de Brasília). Um duelo que ocorreu na Copa do Qatar em 2022: na ocasião, Marrocos venceu por 2 a 1, mas de lá para cá, as seleções mudaram bastante suas formações originais.


Stephen Eustaquio comemora com seus companheiros de equipe após marcar o gol da vitória do Canadá contra a África do Sul 
28 de junho de 2026
REUTERS/Matthew Childs
Stephen Eustaquio comemora com seus companheiros de equipe após marcar o gol da vitória do Canadá contra a África do Sul 
28 de junho de 2026
REUTERS/Matthew Childs
Stephen Eustaquio comemora com seus companheiros de equipe após marcar o gol da vitória do Canadá contra a África do Sul  REUTERS/Matthew Childs/Proibida reprodução

Jogos 

  • 4 de julho – Canadá x Marrocos – Houston (Estados Unidos) – 14h
  • 5 de julho – México x Inglaterra – Azteca (México) – 21h
  • 6 de julho – Estados Unidos x Bélgica – Seattle (Estados Unidos) – 21h


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O fato de Endrick não ter entrado em campo no empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia do Brasil na Copa do Mundo, no último dia 13 de junho, gerou burburinhos – e até brincadeiras – sobre o relacionamento entre Carlo Ancelotti e o ex-atacante do Palmeiras. Nesta quinta-feira (2), o jogador do Real Madrid (Espanha), que estava emprestado ao Lyon (França), fez questão de mostrar toda a admiração pelo treinador.

“Na primeira temporada com o mister [Ancelotti] no Real, eu joguei bastante. Poucos minutos, mas entrando em quase todos os jogos. Ele sempre falava para ficar tranquilo, que minha hora iria chegar. Na Copa do Rei, iniciei quase todos os jogos e pude fazer gols em praticamente todos. O mister sabe muito bem o que faz”, declarou Endrick, em entrevista coletiva no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey (Estados Unidos).


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Endrick celebrates after the match with coach Carlo Ancelotti REUTERS/Annegret Hilse
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Endrick celebrates after the match with coach Carlo Ancelotti REUTERS/Annegret Hilse
Atacante de 19 anos é um dos mais cotados para o lugar de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão  – REUTERS/Annegret Hilse/Proibida reprodução

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“O mister sabe como posso contribuir. Ele não vai fazer o melhor para mim, mas pela equipe. E é isso que ele tem de melhor. As coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele e diz que é iluminado. Todos os jogadores aqui seguem o plano do mister. Vou escutar e fazer o que ele me pedir”, afirmou o atacante.

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Endrick é um dos nomes cotados para o lugar de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), que classificou o Brasil às oitavas de final da Copa. O camisa 19 da Amarelinha foi escolhido para substituir o meia no intervalo do jogo passado, quando os japoneses venciam por 1 a 0.

No próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o desafio será contra a Noruega, em Nova Jersey, valendo um lugar nas quartas de final. O atacante, porém, desconversou sobre ser escolhido para a vaga de Lucas Paquetá, ao ser perguntado como seria dormir no dia anterior ao jogo.

“Vou dormir como um bebê [risos]. Faço minha oração, converso com Deus e fico tranquilo, que as coisas vão acontecer no momento certo”, resumiu o jovem, estreante em Copas e que revelou conversas frequentes com atletas veteranos da equipe, entre eles o atacante Neymar, para adquirir experiência.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil's Endrick, Vinicius Junior, Neymar, Luiz Henrique and Matheus Cunha during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil's Endrick, Vinicius Junior, Neymar, Luiz Henrique and Matheus Cunha during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Endrick (no meio da foto) desconversou sobre ser escolhido para a vaga de Lucas Paquetá. Caso seja titular no duelo contra Noruega, pode ser parceiro de Rayan, contemporâneo nas categorias de base – Reuters/Caean Couto/Proibida reprodução 

“Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente joga carta depois dos treinos, troca resenha. Em uma folga, pude estar com ele. É muito importante conversarmos com os nossos capitães. Tem também o [zagueiro] Marquinhos, o [volante] Casão [Casemiro], o [goleiro] Alisson. Como fazia com o [zagueiro] Gustavo Gómez no Palmeiras. São pessoas inteligentes do futebol”, destacou o camisa 19.

Se for titular diante dos noruegueses, Endrick pode repetir uma parceria de longa data com Rayan. Os atacantes já defenderam seleções de base juntos e foram rivais em torneios sub-17, como a Copa do Brasil da categoria em 2022, quando Palmeiras e Vasco decidiram o título. Os dois, à época com 15 anos, balançaram as redes nos jogos de ida e volta da final, mas o Verdão ficou com o título.

“Eu e Rayan estávamos até vendo umas fotos nossas jogando na Go Cup [considerado o maior torneio infantil do mundo] em 2017 [em Aparecida de Goiânia (GO) – ambos tinham dez anos]. A gente não imaginava estar aqui [em uma Copa] com 19 anos. Vamos fazer tudo para ajudar o time como o mister pedir. São jogos importantíssimos, sem margem de erro. Graças a Deus, pude fazer isso no último jogo e o Rayan já vem fazendo [desde a partida com o Haiti]”, concluiu o atacante.


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A quinta-feira (2) não foi positiva para o Brasil no Torneio de Wimbledon, um dos quatro Grand Slams, como são chamados os principais eventos do tênis. Os representantes do país que estiveram em quadra no All England Club, em Londres (Reino Unido) foram eliminados na chave masculina de duplas.

A parceria 100% brasileira, formada pelo gaúcho Rafael Matos, número 35 do ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), e o catarinense Orlando Luz (49º) foi superada por Théo Arribagé (23º) e Albano Olivetti (21º) logo na primeira rodada. Os franceses precisaram de pouco mais de uma hora para vencer por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/2.

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A parceria do gaúcho Marcelo Demoliner (65º) com o indiano Sriram Balaji (59º) também caiu na estreia. Eles sofreram a virada contra o belga Sander Gillé (77º) e o holandês Sem Verbeek (73º), que ganharam por 2 sets a 1, parciais de 3/6, 7/6 (7-2) e 6/4, em duas horas de partida.

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Quarta de altos e baixos

Na quarta-feira (1º), o tênis brasileiro teve uma vitória e uma derrota nas duplas masculinas. Campeão de Wimbledon em 2017, o mineiro Marcelo Melo (44º) atuou ao lado do argentino Andrés Molteni (45º). Eles não resistiram ao croata Nikola Mektic (20º) ao norte-americano Austin Krajicek (55º), que venceram por 2 sets a 1, parciais de 6/1, 4/6 e 6/2, em uma hora e 48 minutos de jogo.

“Conseguimos entrar em jogo depois, mudar o momento. Mas, no terceiro set, quebraram [expressão usada quando o tenista vence o game em que o adversário está sacando] bem no começo e acabou atrapalhando um pouco a maneira como vínhamos jogando. Acho que essa quebra definiu o final”, avaliou Melo, por meio da assessoria de imprensa.

O único brasileiro vivo no torneio masculino de duplas é Fernando Romboli. Na quarta, o carioca, número 83 do mundo, classificou-se à segunda rodada ao lado do australiano John-Patrick Smith (60º). Eles derrotaram os poloneses Karol Drzewiecki (94º) e Kamil Majchrzak (893º em duplas, 45º em simples) por 2 sets a 1, com emocionantes parciais de 5/7, 7/6 (11-9) e 7/6 (10-8). Foram duas horas e 33 minutos de partida.

Romboli e Smith aguardam a parceria ganhadora do jogo entre os espanhóis Pablo Carreno Busta (71º em simples, sem ranking de duplas) e Jaume Munar (44º em simples, 328º em duplas) contra o argentino Guido Andreozzi (16º) e o francês Manuel Guinard (17º). O confronto está previsto para a tarde desta quinta.

Luisa e João em quadra

Nesta sexta-feira (3), a expectativa é pela estreia de Luisa Stefani no torneio feminino. A paulista, número sete do ranking de duplas pela Associação de Tênis Feminino (WTA), e que tem a canadense Gabriela Dabrowski (3ª) como parceira, terá pela frente a polonesa Alicja Rosolska (1822ª, foi a 23ª em 2019) e a chilena Alexa Guarachi (844ª, esteve em 11º em 2021). O jogo está na agenda do dia, ainda sem horário marcado.

Quem teve a partida confirmada foi João Fonseca. Número 27 do ranking de simples da ATP, o carioca pega o russo Roman Safiullin (132º) às 7h (horário de Brasília) desta sexta, na terceira rodada do torneio masculino individual. Se vencer, o brasileiro avança às oitavas de final e já isola a campanha de 2026 como a melhor da carreira em Wimbledon.

 


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Após pouco mais de um dia de folga, a preparação do Brasil para enfrentar a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo prosseguiu na manhã desta quinta-feira (2) no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, debaixo de muito calor.

A temperatura em Nova Jersey (Estados Unidos) estava em 34ºC no início da atividade, por volta das 12h (horário de Brasília – 11h local), com a umidade a 53% e sensação térmica de quase 40ºC. A previsão é que, no dia da partida, que também será realizada na cidade, às 17h (de Brasília – 16h local) os termômetros indiquem um cenário semelhante.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil coach Carlo Ancelotti during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil coach Carlo Ancelotti during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Carlo Ancelotti durante o treino em temperatura a 34ºC no início da atividade – Foto: Reuters/Caean Couto/Proibida reprodução

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Ao longo dos 15 minutos de treino que a imprensa pôde acompanhar, o técnico Carlo Ancelotti conversou com os 23 convocados que foram a campo. Os jogadores se aqueceram e foram divididos em grupos para rodas de bobinho. A atividade foi fechada aos jornalistas ao término do exercício.

As ausências foram do meia Lucas Paquetá e dos atacantes Raphinha e Rayan. Este último, segundo a assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), foi apenas preservado para controle de carga e não preocupa. Também de acordo com a entidade, Raphinha ainda iria a campo, sem especificar se para treinar separado ou com o grupo.

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O camisa 11, vale lembrar, trata uma lesão no músculo posterior da coxa direita e está em processo de transição para o gramado desde segunda-feira (29). Ele se contundiu durante o triunfo por 3 a 0 para cima do Haiti, no último dia 19 de junho, na Filadélfia (Estados Unidos). O substituto no time titular foi justamente Rayan.

O caso de Lucas Paquetá é mais preocupante. O meia teve diagnosticada uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, sofrida na vitória de segunda sobre o Japão, por 2 a 1, em Houston (Estados Unidos) e tem prazo indefinido para volta, podendo, inclusive, perder a sequência da Copa.

Até sábado (4), Ancelotti terá que definir o substituto de Lucas Paquetá na formação titular. Os principais nomes são o volante Danilo Santos e o atacante Endrick, opção utilizada pelo treinador no segundo tempo da partida contra o Japão.


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Três confrontos nesta quinta-feira (2) definem as seleções que vão garantir vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Fifa 2026. 

A primeira partida será entre Espanha e Áustria. As equipes se enfrentam em Los Angeles (EUA), às 16h (horário de Brasília).

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Mais tarde, às 20h, é a vez de Portugal e Croácia se enfrentarem, em Toronto, no Canadá.

A última partida do dia será entre Suíça e Argélia, em Vancouver, à 0h.

Os vencedores avançam às oitavas de final e os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação de 30 minutos e, se necessário, disputa por pênaltis.

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Jogos desta quinta-feira, 2 de julho

  • 16h – Espanha x Áustria (Los Angeles)
  • 20h – Portugal x Croácia (Toronto)
  • 21h – Suíça x Argélia (Vancouver)

Desempenhos

A Espanha terminou a fase de grupos em primeiro lugar no grupo H, passando na frente das equipes de Cabo Verde, Uruguai e Arábia Saudita. O time da Áustria foi o segundo lugar no grupo J, que teve a Argentina na liderança.  

O time de Portugal ficou em segundo no Grupo K, que também teve Colômbia, República Democrática do Congo e Uzbequistão. A seleção da Croácia ficou na segunda colocação do Grupo L, ficando atrás da Inglaterra. 

O time da Suíça terminou a fase de grupos em primeiro lugar no Grupo B, que também teve Canadá, Bósnia e Catar. Argélia ficou em terceiro colocação no grupo J, mas conseguiu se classificar para o mata-mata. 


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O tenista brasileiro João Fonseca avançou à terceira rodada do tradicional Torneio de Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada, disputado em quadra de grama, em Londres (Inglaterra). Atual número 27 do mundo, o carioca despachou nesta quarta-feira (1º) o holandês Jasper de Jong (73º no ranking), por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 7/6 e 6/4, após 2h21 de partida.

“Foi uma das minhas melhores partidas na grama. Foi realmente boa a forma como me movimentei, bati com forehand, fui à rede, bom saques e também na devolução. Eu me senti realmente bem em quadra e ele [Jasper de Jong] sabe como jogar na grama, tem jogo nisso e foi difícil, então, estou feliz de ter conseguido me manter focado e chegado à vitória”, comemorou Fonseca, em entrevista na quadra à ESPN, emissora que detém os direitos de transmissão do torneio no Brasil.

Cabeça de chave número 24, Fonseca volta à quadra na sexta (3) para buscar uma classificação inédita às oitavas de final em sua segunda participação em Wimbledon. O horário do jogo segue indefinido. O tenista carioca de 19 anos enfrentará o russo Roman Safiullin (136º), que eliminou hoje o holandês Botic Van de Zandshhulp, por 3 sets a 2. Vindo do qualificatório, o russo derrotou na estreia o compatriota Andrey Rublev, também por 3 sets a 2.

Fonseca projetou um embate acirrado contra Zandshhulp na próxima rodada.

“Vai ser uma partida muito difícil. Ele é um jogador completo, também, na grama, que consegue jogar muito bem com a velocidade,  joga muito rápido e já ganhou de dois ótimos jogadores, o Rublev e agora o Van Zandschulp. É focar, cada dia melhorando cada vez mais na grama e partir com tudo”,concluiu o brasileiro, que estreou na última segunda (29), com vitória por 3 sets a 0 sobre o espanhol Roberto Bautista Agut (183º).

No ano passado, Fonseca avançou à terceira rodada, seu melhor desempenho em Wimbledon, o mais antigo torneio de tênis do mundo – a primeira edição foi em 1877. Na partida decisiva para se classificar às oitavas, o carioca foi eliminado pelo chileno Nicolas Jarry.


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Pela segunda fase da Copa do Mundo, a Bélgica – primeiro lugar no Grupo G – enfrentou Senegal – terceiro colocado no Grupo I – no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (2), e sofreu para conseguir a vitória de virada por 3 a 2, que só saiu nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, graças a um pênalti assinalado pelo árbitro de vídeo.

Os belgas – que jogaram com uma inusitada camisa azul clara com bolinhas rosas – começaram tendo uma chance. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, Trossard arriscou da linha da grande área e o goleiro Diaw encaixou. 

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A resposta foi rápida. Aos 12 minutos, em cruzamento para a área, o goleiro Courtois errou o tempo da bola, que ficou limpa para Ismaila Sarr. Desequilibrado, o atacante senegalês tocou, mas na trave. 

A bola continuou na pequena área e Sarr perdeu novamente, batendo na rede pelo lado de fora. Aos 16, nova chance, Gana Gueye chutou de fora da área. Dessa vez, Courtois encaixou sem dar rebote.

O predomínio de Senegal era tão visível que o gol era uma questão de tempo. Enfim, aos 24 minutos, em cruzamento para a área, Ismaila Sarr cabeceou na trave à esquerda de Courtois. No rebote, Diarra completou para as redes: 1 a 0. O placar fazia justiça ao maior volume de jogo da seleção africana.

O time do técnico Rudi Garcia não conseguiu reagir e Senegal continuou mandando na partida. Aos 36 minutos, depois de uma triangulação rápida, Mané apareceu na área, finalizando no meio do gol, onde estava Courtois, que fez a defesa.

O público no estádio se animou aos 42 minutos, quando o ponta-esquerda belga Doku recebeu de De Bruyne e chutou para gol. A bola desviou na zaga e deu trabalho para o goleiro Diaw. 

Aos 44, em um chute forte de De Cuyper, de fora da área, o goleiro espalmou a corner. Pressionando mais, a Bélgica terminou o primeiro tempo esperançosa de conseguir o empate no segundo tempo.

A equipe do técnico Pape Thiaw voltou diferente do vestiário. Aos 5 minutos, Ismaila Sarr foi lançado, entrou na área e fuzilou o goleiro Courtois, marcando mais um gol e chegando ao placar de 2 a 0.

As substituições do técnico Rudi Garcia, tirando De Bruyne e Doku, deixaram a Bélgica melhor. A entrada de Lukaku no lugar de De Ketelaere no ataque era outro sinal de que algo poderia acontecer. Tielemans acertou a rede, pelo lado de fora. Lukebakio arriscou um chute com curva, mas para fora. 

Foi o centroavante quem conseguiu diminuir a contagem: aos 40 minutos do segundo tempo, em um cruzamento rasteiro, Lukaku se antecipou à zaga e desviou para o gol: 2 a 1.  

Aos 43 minutos, em um levantamento para a área, o goleiro Diaw saiu atabalhoado e Tielemans cabeceou para a meta vazia: 2 a 2. A Bélgica empatava um jogo perdido e ia para a prorrogação revigorada.

Prorrogação e gol salvador

No tempo extra, o técnico de Senegal tirou o maior ídolo local, Sadio Mané, e colocou Nicolas Jackson. Na primeira etapa, muito medo e receio das duas seleções em se expor a contra-ataques. 

Dessa forma, foram 15 minutos sem emoções. A diferença é que a Bélgica passou a ter mais posse de bola do que seu rival e a frequentar o campo de ataque constantemente.

No segundo tempo da prorrogação, Mbaye desperdiçou uma ótima chance de fazer o gol da vitória. Bara Ndiaye arriscou e Courtois encaixou firme o chute rasteiro. 

O belga Lukebakio teve a bola do jogo no finalzinho: recebeu um passe livre dentro da área, ajeitou e chutou forte: a bola pegou no travessão do goleiro Diaw e foi para fora.

O VAR, no entanto, interferiu no lance. Acusou um pênalti ocorrido anteriormente, quando Camara calçou Tielemans na área, e o juiz hondurenho Said Martínez foi ao vídeo confirmando a penalidade para os belgas aos 120 minutos. 

Tielemans deslocou o goleiro e fez o gol da vitória: 3 a 2. 

A maior virada da Copa de 2026 aconteceu sob os olhos de 67 mil espectadores em Seattle. 

A nova geração belga vai para as oitavas de final e enfrentará na segunda-feira (6), às 21h, o vencedor de Estados Unidos e Bósnia Herzegovina para continuar fazendo história.

Ficha técnica

Quarta-feira, 1º de julho de 2026

BÉLGICA 3 x 2 SENEGAL

Local: Seattle (Estados Unidos)

Juiz: Said Martínez (Honduras)

Público: 66.925

Bélgica: Courtois, Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper (Meunier); Tielemans, Vanaken (Moreira), Trossard (Onana), De Bruyne (Raskin) e Doku (Lukebakio); De Ketelaere (Lukaku). T: Rudi Garcia.

Senegal: Diaw, Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (Diouf); Habib Diarra (Pape Sarr), Idrissa Gueye (Bara Ndiaye) e Pape Gueye (Camara); Iliman Ndiaye (Mbaye), Ismaila Sarr e Mané (Jackson). T: Pape Thiaw.

Gols: No 1º tempo: Habib Diarra (24). No 2º tempo: Ismaila Sarr (5). No 2º tempo: Lukaku (40) e Tielemans (43). No 2º tempo da prorrogação: Tielemans (pên.) (20).