Esportes

A categoria Esportes do NitroNews Brasil traz tudo o que você precisa saber sobre o mundo esportivo. Aqui você encontra notícias atualizadas sobre futebol brasileiro e internacional, resultados em tempo real, tabelas de campeonatos, análises de partidas, curiosidades e tudo que movimenta o cenário esportivo. A cobertura inclui Brasileirão, Copa do Brasil, Champions League, seleções, esportes olímpicos, Fórmula 1, vôlei e mais. Tudo com uma linguagem clara, objetiva e com atualização constante para manter você sempre bem informado.


Logo Agência Brasil

As seleções masculina e feminina de vôlei sentado, que disputam o Campeonato Mundial da modalidade em Hanghzou (China), voltam a quadra na madrugada desta terça-feira (14), pelas oitavas de final dos respectivos torneios.

Entre os homens, que buscam um título inédito, o desafio brasileiro será contra o Japão, a partir das 2h30 (horário de Brasília). Já às 3h, as mulheres do Brasil, atuais campeãs, encaram com a Hungria para seguirem na disputa pelo bi.

Notícias relacionadas:

As duas equipes estão invictas. A equipe masculina encerrou a participação na primeira fase ao vencer a Croácia por 3 sets a 0 (25/20, 25/21 e 25/14) nas primeiras horas desta segunda-feira (13). A equipe feminina, também na última madrugada, derrotou a França pelo mesmo placar, mas com parciais de 25/12, 25/9 e 25/5.

O Mundial reúne 16 seleções em cada naipe, divididas em quatro chaves de quatro times cada, que jogam entre si. A etapa de grupos serve para definir os confrontos das oitavas de final, pois todos os participantes avançam às oitavas de final.

No masculino, o Brasil foi o primeiro do Grupo C, com três vitórias, seguido por Cazaquistão (dois triunfos), Iraque (um) e Croácia (zero). O Japão, rival das oitavas, ficou em último lugar do Grupo D, passando em branco nas partidas contra Estados Unidos, Ucrânia e Alemanha.

Na disputa feminina, as brasileiras não perderam nenhum set e também atingiram 100% de aproveitamento na liderança do Grupo D, com a Itália em segundo (duas vitórias), a Tailândia em terceiro (uma) e a França em último. As húngaras, adversárias das atuais campeãs, foram as lanternas do Grupo C, sem triunfos sobre Canadá, Japão e Eslovênia.


Logo Agência Brasil

 Em meio à contagem regressiva para o reinício do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, teve clube festejando título no último fim de semana. Na noite de domingo (12), o Palmeiras conquistou a sexta edição da Ladies Cup, torneio amistoso que reúne equipes do país e do exterior. Na final, as Palestrinas venceram o Flamengo por 3 a 1 no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

O triunfo alviverde teve como destaque a meia argentina Lorena Benítez, com dois gols. A lateral Fe Palermo também balançou as redes. Do lado rubro-negro, a meia Mariana descontou, de pênalti.

Notícias relacionadas:

O Palmeiras é o primeiro bicampeão da Ladies Cup. Em 2025, quando o torneio foi sediado no Canindé, em São Paulo, o Verdão levantou o troféu ao superar o Grêmio por 4 a 2 na final. O Flamengo venceu a segunda edição da competição amistosa, em 2022.

As duas equipes ainda têm compromissos por outros torneios antes de voltarem as atenções para o Brasileirão Feminino. Neste sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), o Palmeiras enfrenta o São Paulo, na Arena Barueri, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Na próxima segunda-feira (20), às 19h, o Flamengo encara o 3B da Amazônia no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Três dias depois, em 24 de julho, uma sexta-feira, as Meninas da Gávea voltam a campo pelo Brasileirão, outra vez no Luso-Brasileiro, para medir forças com o Grêmio, às 18h. No dia 25, um sábado, as Palestrinas duelam com o Mixto no Dutrinha, em Cuiabá, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Os jogos valem pela 13ª rodada da competição. O torneio foi interrompido devido à Copa do Mundo masculina, em Estados Unidos, México e Canadá.

Alviverdes e rubro-negras estão separadas por cinco pontos. O Palmeiras é o vice-líder, com 27 pontos, enquanto o Flamengo está em quinto, com 22. Os dois estão na zona de classificação às quartas de final, que reúne os oito times mais bem colocados.


Logo Agência Brasil

O confronto entre Argentina e Inglaterra na quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), vale uma vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. No entanto, o duelo entre as duas nações separadas por milhares de quilômetros e pelo Oceano Atlântico carrega um peso histórico que remonta a várias décadas. Ele começa nas quatro linhas, passeia por um confronto bélico e volta aos gramados, com uma galeria de momentos emblemáticos em Mundiais. Até por isso, os dois lados sabem que uma vitória na semifinal terá um sabor extra.

São cinco confrontos entre os dois países na história dos Mundiais. Cada um deles ajuda a entender a incomum rivalidade entre nações tão distantes geograficamente. No primeiro, em 1962, no Chile, a Inglaterra bateu a Argentina por 3 a 1, resultado que acabou por eliminar os sul-americanos ainda na fase de grupos daquela Copa. A Inglaterra avançou junto com a Hungria e parou nas quartas de final diante do Brasil, que viria a conquistar o bicampeonato.

Notícias relacionadas:

Quatro anos depois, a Copa foi realizada em território inglês e os dois países se encontraram nas quartas de final. A partida, além de acirrar os ânimos entre as duas seleções, acarretou uma das mudanças mais importantes da modalidade em todos os tempos. Naquele duelo, vencido por 1 a 0 pelos donos da casa, o capitão argentino Antonio Rattín foi expulso de campo pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que se sentiu intimidado pela forma como o jogador se dirigiu a ele fazendo reclamações. Rattín, por coincidência, faleceu no último sábado (11), aos 89 anos. Ele foi homenageado pela seleção argentina com uma faixa de luto no braço direito durante a partida contra a Suíça, que garantiu a classificação às semifinais em 2026.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por AFA (@afa.oficial)

Sem conseguir entender a ordem do árbitro por conta da barreira linguística, Rattín se recusou a sair de campo, uma confusão que só foi resolvida com a intervenção da polícia. O episódio colaborou para a criação dos cartões amarelo e vermelho, para comunicar de forma mais clara as decisões arbitrais em campo. Eles foram adotados pela primeira vez na Copa seguinte, de 1970, no México. Em 1966, a Inglaterra avançou até o título, o único do país até hoje.

No meio desta rivalidade futebolística, um episódio ocorrido em 1982 colocou os povos inglês e argentino em lados opostos no campo de batalha. A Guerra das Malvinas, que aconteceu entre abril e junho daquele ano, foi o conflito pelo domínio das Ilhas Malvinas, localizadas no Oceano Atlântico próximas à costa argentina. O território havia sido tomado pelos ingleses em 1833 e, em meio à ditadura da Argentina, foi reivindicado como pertencente ao país. A Guerra foi vencida pelos ingleses e acabou com 904 mortos, a maioria deles (649) argentinos.


An Argentinian army soldier stands guard at an air base in Puerto Argentino during the Falkland War (Guerra de Las Malvinas) between Argentina and Britain, May 1982. Some 1,000 people died during the war that began with Argentina's invasion of the disputed islands on April 2, 1982, and ended with their expulsion by British forces on June 14, 1982.  REUTERS/Eduardo Farre  (FALKLANDS ISLANDS)
An Argentinian army soldier stands guard at an air base in Puerto Argentino during the Falkland War (Guerra de Las Malvinas) between Argentina and Britain, May 1982. Some 1,000 people died during the war that began with Argentina's invasion of the disputed islands on April 2, 1982, and ended with their expulsion by British forces on June 14, 1982.  REUTERS/Eduardo Farre  (FALKLANDS ISLANDS)
A Guerra das Malvinas ocorreu entre abril e junho de 1982,  durante a ditadura militar argentina, na época sob comando do general Leopoldo Galtieri, e o governo a primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher. O conflito resultou em 904 mortes, a maioria delas (649) do lado argentino – Reuters/Eduardo Farre/Arquivo/Proibida reprodução

Quis o destino que na Copa seguinte os dois países se enfrentassem numa partida que acabou se tornando um dos maiores jogos, senão o maior, da história da competição. Nas quartas de final da Copa de 1986, no México, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 com dois gols antológicos do craque Diego Maradona, por motivos diferentes. No primeiro, o famoso gol da “Mão de Deus”, o camisa 10 argentino subiu para uma dividida com o goleiro Peter Shilton e usou a mão esquerda para marcar, sem que a arbitragem percebesse. O gol foi validado e, pouco depois, Maradona assinou uma obra-prima, driblando metade do time inglês até parar no gol, marcando um golaço. Numa votação realizada pela Fifa em 2002 para escolher o melhor gol das Copas, Maradona venceu com sobras. Aquela partida se tornou o grande marco da trajetória argentina, que acabou bicampeã do mundo. 

Os dois países voltaram a se encarar na Copa de 1998, na França. Nas oitavas de final, um jogo cheio de ingredientes classificou a Argentina à fase seguinte. As equipes empataram por 2 a 2 no tempo normal e os argentinos venceram nos pênaltis. O segundo gol inglês na partida, marcado pelo atacante Michael Owen, ficou em segundo lugar na mesma votação que coroou o lance de Maradona como o gol mais bonito das Copas até 2002. Além disso, os hermanos jogaram boa parte do duelo com um atleta a mais depois da expulsão do astro inglês David Beckham, que se envolveu em uma confusão com Diego SimeonEm um momento em que o jogo estava parado. Beckham – então uma estrela em ascensão no Manchester United – foi visto como o culpado pela eliminação inglesa. A Argentina parou no jogo seguinte, diante da Holanda, nas quartas.


FILE PHOTO: Football - 1986 FIFA World Cup - Quarter Final - England v  Argentina - Azteca Stadium, Mexico City - 22/6/86   Diego Maradona scores for Argentina.  Mandatory Credit: Action Images / Juha Tamminen/File Photo
FILE PHOTO: Football - 1986 FIFA World Cup - Quarter Final - England v  Argentina - Azteca Stadium, Mexico City - 22/6/86   Diego Maradona scores for Argentina.  Mandatory Credit: Action Images / Juha Tamminen/File Photo
Segundo gol de Maradona na vitória por 2 a 1 da Argentina sobre a Inglaterra no Mundial de 1986, no México, foi eleito o melhor gol das Copas, em uma votação realizada em 2002 – Reuters/Juha Tamminen//file photo/proibida reprodução

Quatro anos depois, Inglaterra e Argentina novamente tiveram um encontro na fase de grupos da Copa de 2002, no Japão e na Coréia do Sul. Em mais um desdobramento digno de roteiro cinematográfico, o confronto foi vencido pela Inglaterra por 1 a 0, com um gol de pênalti convertido justamente por Beckham. Assim como em 1962, a Inglaterra passou de fase e a Argentina foi eliminada, um desfecho surpreendente para uma seleção tida como favorita ao título. A Inglaterra foi até as quartas e perdeu para o Brasil, que conquistou o penta.

Aquele foi o último duelo entre as seleções em Copas. O derradeiro confronto propriamente dito foi um amistoso em 2005, vencido pela Inglaterra por 3 a 2. A partir daí, é possível perceber que o craque Lionel Messi, ainda um jovem de 18 anos na ocasião, nunca enfrentou os ingleses em toda a carreira pela seleção. É a única das seleções campeãs mundiais que nunca cruzou o caminho dele. No entanto, cinco titulares da Argentina nesta Copa atuam em clubes da Inglaterra: o goleiro Emiliano Martínez defende o Aston Villa; os zagueiros Lisandro Martínez (Manchester United) e Cuti Romero (Tottenham) também jogam por lá;  por fim, os meio-campistas Enzo Fernández (Chelsea) e Alexis Mac Allister (Liverpool) são jogadores de destaque na Premier League, considerada a melhor liga nacional do futebol mundial.


Logo Agência Brasil

Desde 1990, na Itália, uma Copa do Mundo não reunia, nas semifinais, quatro campeões mundiais. Somadas, as seleções de Argentina (três), França (dois), Espanha e Inglaterra (um cada) acumulam sete títulos. Ou seja: representam cerca de um terço das conquistas de 22 edições do evento.

O primeiro finalista será conhecido nesta terça-feira (14), no duelo entre franceses e espanhóis. A bola rola a partir de 16h (horário de Brasília), em Dallas. Na quarta-feira (15), argentinos e ingleses medem forças no mesmo horário, em Atlanta, também nos Estados Unidos.

Semi de gigantes

Notícias relacionadas:

Nas semifinais de 36 anos atrás, Argentina e Inglaterra também estavam lá. Os hermanos, campeões em 1986 e com dois títulos à época, tiveram pela frente a Itália, anfitriã que buscava o tetra. Em Nápoles, onde Diego Maradona foi ídolo, melhor para a Albiceleste (“alviceleste”, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), que venceu nos pênaltis, por 4 a 3 após empate por 1 a 1 com bola rolando.

Os ingleses chegavam a uma semifinal pela primeira vez desde o único título do país, em 1966. Do outro lado, estava uma Alemanha “ainda” Ocidental – a reunificação ocorreu três meses depois da Copa – que mirava a terceira final de Mundial seguida, algo inédito na época. O resultado foi o mesmo do outro confronto, mas a favor dos alemães, que viriam a ser tricampeões.

Dá até para dizer que as semifinais de 1990 foram as mais “pesadas”. Se o quarteto de 2026 engloba 32% dos 22 títulos mundiais, o da Copa na Itália representava mais da metade das conquistas: oito das 13 edições anteriores. As ausências eram somente Brasil (três) e Uruguai (dois).

Desgaste dos hermanos

Das seleções que seguem na briga pelo título em 2026, as que tiveram caminho menos tortuoso na fase eliminatória foram justamente as que vão a campo terça. É que França e Espanha conseguiram chegar às semifinais sem precisar de prorrogação ou pênaltis.

Os franceses tiveram 282 minutos de bola rolando contra Suécia (3×0), Paraguai (1×0) e Marrocos (2×0). Os espanhóis estiveram em campo por três minutos a mais, nas vitórias sobre Áustria (3×0), Portugal (1×0) e Bélgica (2×1).

Vale lembrar que os Bleus (“Azuis”, na tradução do francês, como é conhecida a seleção do país) levaram menos tempo que a Espanha para construir os respectivos triunfos. A Fúria (apelido do time espanhol) teve que sofrer até os instantes finais para chegar aos gols da classificação nas oitavas e nas quartas de final, ambos marcados pelo meia Mikel Merino.

A Inglaterra venceu a República Democrática do Congo (2×1) e o México (3×2) no tempo normal, mas teve de ir à prorrogação para desclassificar a Noruega (2 a1). Foram 327 minutos em campo. Quase um tempo a menos que os argentinos, que precisaram de 364 minutos para eliminar Cabo Verde (3 a 2), Egito (3 a 2) e Suíça (3 a1). Apenas a vitória sobre os egípcios não teve prorrogação.

Melhores do mundo

Curiosamente, a Argentina foi a seleção que enfrentou os adversários teoricamente menos complicados da fase eliminatória. Considerando o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Albiceleste venceu as seleções número 67 (Cabo Verde), 29 (Egito) e 19 (Suíça) da lista de 11 de junho, a última antes da Copa.

A Inglaterra teve pela frente adversários que ocupavam o 46º (República Democrática do Congo), o 14º (México) e o 31º (Noruega) lugares. A França superou seleções que apareciam na 38ª (Suécia), 41ª (Paraguai) e 7ª (Marrocos) colocações. Por fim, a Espanha foi quem encarou rivais mais bem posicionados: 24º (Áustria), 5º (Portugal) e 9º (Bélgica).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por FIFA (@fifa)

Aliás, é a primeira vez que os semifinalistas figuram nas quatro primeiras colocações do ranking da Fifa, criado em dezembro de 1992. Antes da Copa, a Argentina liderava a lista, mas foi ultrapassada pela França, que ganhou duas posições durante a competição. A Espanha caiu de segundo para terceiro, também ao longo do Mundial. A Inglaterra não saiu do quarto lugar.

Entre os “sobreviventes”, a Espanha é quem ficou mais tempo na liderança do ranking. Foram 2.154 dias na ponta, a maior parte entre 2008 e 2013, período em que a Fúria foi bicampeã europeia (2008 e 2012) e venceu a Copa de 2010.

A Argentina passou 1.697 dias em primeiro desde 1992, enquanto a França é líder pelo 554º dia, sendo que, em 35 deles, esteve empatada com a Bélgica. Entre os semifinalistas, a Inglaterra nunca ocupou o topo. O máximo que os campeões de 1966 alcançaram foi o terceiro lugar, em momentos de 2012 e 2024.


Logo Agência Brasil

A seleção de futebol de Cabo Verde fez história na Copa do Mundo. A menor nação do mundo a disputar a fase de mata-mata no Mundial foi eliminada pela Argentina, nas oitavas de final. Saiu da Copa, mas ganhou reconhecimento mundial e uma imensa torcida no Brasil. Em uma parceria inédita da TV Brasil e da teleSUR, o Caminhos da Reportagem conta essa história e mostra o que há de comum entre Cabo Verde e Brasil.  O programa vai ao ar nesta segunda-feira (13/07), às 23h, na TV Brasil.  

“A maioria dos cabo-verdianos torce pelo Brasil na Copa do Mundo e, desta vez, temos a nossa própria seleção. Há muito tempo que nós já descobrimos o Brasil e é bom que nesta Copa o Brasil redescubra Cabo Verde”, afirma o presidente do país, José Maria Neves.  

Notícias relacionadas:

As equipes de reportagem da teleSUR, com o repórter André Vieira, e da TV Brasil, com o repórter cinematográfico Rogerio Verçoza e o auxiliar Alexandre Sousa, chegaram à cidade de Praia, capital de Cabo Verde, alguns dias antes da estreia da seleção. Encontraram o país em clima de Copa, e o amor dos cabo-verdianos pelo futebol estava nas ruas e nos sorrisos dos torcedores. “Nos óra dja txiga”, em crioulo cabo-verdiano, quer dizer: “a nossa hora já chegou”.

Cabo Verde é um arquipélago na África formado por 10 ilhas, a menos de quatro horas em voo direto do Recife até Praia, capital do país. Existem cerca de 2 milhões de cabo-verdianos em todo o mundo, sendo 500 mil no país e 1,5 milhão no exterior. Metade da atual seleção de futebol é formada por cabo-verdianos nascidos em outros países.

“Somos dez ilhas, mas nós dizemos que somos onze ilhas, porque a décima primeira ilha é a nossa imigração, a nossa diáspora, que é uma diáspora grande nos Estados Unidos, Portugal, França, Holanda, Luxemburgo”, explica Mario Semedo, presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol.  

A equipe acompanhou em Cabo Verde a estreia da seleção contra a Espanha. Por lá, cada defesa do goleiro Josimar José Évora Dias, o Vozinha, era celebrada como um gol. O empate em 0 a 0 foi uma conquista histórica, e Vozinha ganhou milhões de seguidores nas redes sociais e foi um dos destaques deste Mundial. Em entrevista gravada no dia seguinte à estreia, Vozinha falou sobre a emoção que estava sentindo e os desafios que os jogadores enfrentam no seu país.

“Em Cabo Verde as dificuldades são muitas, as condições são muito poucas, os materiais esportivos são escassos. Eu sempre consegui ajudar, mesmo tirando luvas das minhas ou mesmo comprando.”

Os profissionais acompanharam também junto aos cabo-verdianos os jogos contra Uruguai, África do Sul e Argentina. O repórter André Vieira viu de perto a chegada dos jogadores a Cabo Verde, num dia 5 de julho, dia da Independência do país, conquistada em 1975.  

“A gente fala muito do Vozinha. Realmente, ele se destacou de uma forma inacreditável nessa Copa. Mas vamos falar desse treinador também, o Bubista? Vamos falar de toda essa equipe, falar dessa equipe técnica, falar desses jogadores que não entraram em campo nem por um minuto, mas que estiveram até o fim lá, criando essa corrente, alimentando essa correnteza que foi a entrada e o tempo que Cabo Verde permaneceu na Copa?”, indaga a cantora e compositora cabo-verdiana Mayra Andrade, para quem o time dos “Tubarões Azuis” deu uma lição de humildade e resiliência ao mundo.  

Zé-Di-Nhana, integrante da primeira seleção do país, em 1978, antes de ela ser conhecida como “Tubarões Azuis”, relembra a história enquanto caminha pela comunidade da Várzea, que não é só a comunidade que viu nascer a seleção, mas que originou grandes jogadores, como ele. Reconhecido nas ruas, ele é considerado o “Pelé de Cabo Verde”. “Pensávamos que íamos aventurar, mas a aventura tem de ser sem medo. O que nós fizemos foi bom. Porque o Cabo Verde está no Mundial.” 

A classificação para as quartas de final na Copa do Mundo não veio, assim como para o Brasil. O que permanece é o legado e a história dos “Tubarões Azuis”. E, com eles, o convite para que os brasileiros descubram Cabo Verde e se reconheçam na música, no futebol, nas belezas naturais e na “morabeza”, palavra em crioulo que traduz o jeito acolhedor que o cabo-verdiano tem de receber quem vem conhecer o país. 

Ficha Técnica

Reportagem: André Vieira, correspondente da teleSUR 
Produção: André Vieira e Cintia Vargas 
Reportagem cinematográfica: Rogerio Verçoza 
Auxílio técnico: Alexandre Souza 
Edição de texto: Cintia Vargas e Flávia Lima 
Edição e finalização de imagem: André Eustáquio e Marcio Stuckert 
Artes: Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia    

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Saiba aqui como sintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

TV Brasil na internet e nas redes sociais  

Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
X – https://x.com/TVBrasil
Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil
TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil
TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br


Logo Agência Brasil

A brasileira Luisa Stefani, sétima melhor do mundo, e a parceira canadense Gabriela Dabrowski, terceira colocada, foram vice-campeãs neste domingo (12), no torneio de Wimbledon, evento de tênis mais tradicional do mundo.

Elas perderam na final para a francesa Kristina Mladenovic e a chinesa Hanyu Guo, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5.

Notícias relacionadas:

Essa foi sua primeira final de dupla feminina em um Grand Slam e ela se tornou a primeira brasileira na Era Aberta (pós 1968) a fazer uma final da modalidade no torneio mais tradicional do tênis. Além disso, ela é a primeira a chegar na final desde Maria Esther Bueno, em 1967.

Na próxima atualização do ranking, nesta segunda-feira, Stefani será a quarta melhor do mundo. Entre as duplas, Luisa e Dabrowski serão a segunda melhor da temporada, atrás apenas da norte-americana Taylor Townsend e da tcheca Katerina Siniakova.

Em 2025, elas somam três títulos, com os canecos do WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes, do WTA 500 de Estrasburgo, na França, e do WTA 250 de Eastbourne, na Inglaterra. Ainda somam semifinais do Australian Open e Roland Garros, além de semis no Miami Open e em Doha.

“Foi uma temporada de grama incrível para nós, nossa primeira temporada de grama. Foi muito divertido jogar com a Gaby na grama. Temos um estilo bem divertido para jogar nesse piso. Hoje não fomos boas o bastante, não estávamos afiadas o suficiente, não conseguimos pegar as oportunidades e crédito para nossas adversárias que jogaram uma grande partida. Parabéns para elas”, disse Luisa.


Logo Agência Brasil

A seleção feminina de vôlei foi superada na madrugada deste domingo (12/7) pelos Estados Unidos, por 3 sets a 0 (26/24, 25/22 e 25/16). A partida era o último compromisso da fase classificatória da Liga das Nações 2026 (VNL), em Osaka, no Japão.

A ponteira Ana Cristina foi a maior pontuadora entre as brasileiras, com 18 pontos. A equipe do técnico José Roberto Guimarães terminou a fase de classificação em terceiro lugar, com nove vitórias e três resultados negativos.

Notícias relacionadas:

O próximo desafio do Brasil é a fase final da competição, que vai acontecer em Macau, na China, a partir do dia 22 de julho. O Brasil aguarda os últimos jogos da rodada para conhecer os adversários das quartas-de-final.

Lesão

Além da derrota, o Brasil lamentou também a lesão de Júlia Kudiess. A central rompeu o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho esquerdo e não defende mais a equipe no restante da VNL.


Logo Agência Brasil

A Argentina se garantiu na semifinal da Copa do Mundo de 2026 e mantém vivo o sonho do tetracampeonato. A atual campeã sofreu, mas fez 3 a 1 na Suíça em Miami (Estados Unidos) no final da noite deste sábado (11).

Mac Allister, da equipe Argentina, abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo. Ndoye empatou no início da etapa final. Na prorrogação, Julián Álvarez e Lautaro Martínez garantiram a classificação argentina. Agora, na semifinal, enfrenta a Inglaterra, na quarta-feira (15/07), às 16h (Brasília).
 
Essa foi a primeira vez que o técnico Lionel Scaloni repetiu a escalação de um jogo para outro. O time enfrentou muitas dificuldades. Depois de abrir o placar logo no início, a equipe passou a encontrar dificuldades para manter a intensidade e criar oportunidades, e viu o rival empatar ainda no começo da etapa final. Aos 25 minutos da etapa final, o atacante suíço Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso com o auxílio do Var. Mesmo assim, a Argentina continuou administrando a partida, monstrando estar sofrendo fisicamente. Na prorrogação a superioridade numérica só foi transformada em vantagem quando Julián Álvarez marcou um belo gol e Lautaro Martínez aproveitou rebote para fechar o placar.