Esportes

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A cidade de Newark, em Nova Jersey, recebe a Conferência de Futebol (Confut), evento que reúne lideranças da indústria do esporte.

O encontro, que ocorre pela segunda vez nos Estados Unidos, com o nome Confut USA, iniciou nesta quinta-feira (16) e segue até sexta-feira (17), no Hotel Double Tree by Hilton, que fica a cerca de 16 quilômetros do estádio que recebe, no domingo (19), a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina.

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Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estará presente. A diretora-presidente Antonia Pellegrino será moderadora de dois painéis que têm como foco o futebol feminino, ambos nesta quinta. A TV Brasil, emissora pública da EBC, transmite ao vivo o campeonato brasileiro da modalidade, além das fases finais das Séries A2 (segunda divisão) e A3 (terceira) e das decisões dos Brasileirões sub-17 e sub-20.

O primeiro painel, O Impacto Global do Futebol Feminino como Ferramenta de Transformação Social, ocorre das 14h30 às 15h15, no Palco Manhattan. O debate é sobre como a modalidade pode impulsionar mudanças positivas na sociedade por meio da inclusão e do empoderamento de meninas e mulheres, dando acesso e criando oportunidades dentro e fora de campo.

Além de Antnia, participam a diretora geral da No More (fundação global dedicada ao fim da violência doméstica e sexual), Pamela Zaballa; a diretora executiva da No More no Brasil, Daniela Grelin; a gerente de patrocínios da Petrobras, Alessandra Teixeira; e a vice-presidente da Associação de Futebol da Indonésia, Ratu Tisha.

Em seguida, das 17h30 às 18h30, será realizado o painel A Paixão Mundial, Oportunidade do Brasil: Turismo, Futebol e Visibilidade global, que trata da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no país.

O evento, segundo estimativa de um mapeamento da Fundação Getúlio Vargas para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia e gerar quase 74 mil postos de trabalho.

O debate mediado pela diretora-presidente da EBC terá participação da secretária extraordinária da Copa 2027, Juliana Agatte; da diretora de Legado e Relações Institucionais e ex-capitã da seleção brasileira, Aline Pellegrino; e da ex-volante Fanta, uma das pioneiras da modalidade no Brasil, com presença nos três primeiros Mundiais Femininos da história (1991, 1995 e 1999).

A Confut surgiu em novembro de 2019, com dois eventos: Recife (novembro) e Curitiba (dezembro). Em 2026, além dos Estados Unidos, o congresso terá mais dois encontros: a Confut Sudamericana, entre os dias 8 e 10 de setembro, no Rio de Janeiro; e a Confut Nordeste, de 8 a 10 de dezembro, na capital pernambucana.

No ano que vem, ocorre a primeira edição da Confut Euro, nos dias 23 e 24 de março, em Porto (Portugal).


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A seleção brasileira masculina de vôlei derrotou a bicampeã olímpica França – ouro em Tóquio 2020 e Paris 2024 – e entrou na zona de classificação para a fase final da Liga das Nações. Na noite desta quarta-feira (15), em Chicago (Estados Unidos), os brasileiros levaram a melhor por 3 sets a 0 (parciais de 25/23, 25/23 e 25/19) no jogo de abertura da terceira e última semana da fase preliminar da competição. O oposto Darlan foi o maior pontuador da Amarelinha, com 13 acertos

Nesta quinta (16), às 22h (horário de Brasília), a equipe comandada pelo técnico Bernardinho volta à quadra para enfrentar os anfitriões Estados Unidos, atuais líderes da tabela.

Com a vitória de hoje, a Amarelinha subiu da nona para a sétima posição, com seis triunfos em nove confrontos, mas ainda há três jogos pela frente. Já os franceses, em 12º lugar (quatro vitórias), deram adeus ao mata-mata. Somente as sete primeiras colocadas – de um total de 18 nações participantes – avançam à fase final do torneio. A oitava vaga é reservada à China, país-sede da competição a partir das quartas de final.

“Os dois times entraram [em quadra] pressionados, a gente com cinco vitórias, a França com quatro, então a pressão existia para os dois lados. A gente soube corrigir algumas falhas que a gente vinha tendo, uma eficiência melhor em ataques, principalmente em saque. Acho que isso foi o diferencial”, analisou o levantador Cachopa.

Próximos jogos do Brasil

quinta-feira (16) – 22h – Brasil x Estados Unidos 

sexta (17) – 22h – Brasil x Polônia

domingo (19) – 14h – Brasil x China


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Parece o mesmo filme, mas só parece mesmo. Com outra virada nos minutos finais, a Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos) e avançou para a segunda final consecutiva de Copa do Mundo. A grande decisão da edição de 2026 será no domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (EUA). Enzo Fernández e Lautaro Martínez foram os heróis argentinos, que deram a volta no placar depois do gol inicial de Anthony Gordon. Aos ingleses, caberá se conformar com a disputa do terceiro lugar diante da França, no sábado (18), em Miami (EUA).

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Marcado por uma rivalidade histórica entre os dois países, o jogo começou com os nervos à flor da pele e entradas ríspidas. A arbitragem contemporizou, sem aplicar os cartões e a partida ficou mais tensa do que bem jogada. Foram poucas chances de gol na primeira etapa, nenhuma delas levando real perigo.

As emoções ficaram guardadas para o segundo tempo. E foram muitas. Logo no começo, a Argentina emendou duas oportunidades de perigo, parando no goleiro Jordan Pickford. Aos 10, enfim, o placar foi aberto.

Saindo ao ataque, Harry Kane tentou lançamento longo que foi interceptado pela defesa, mas caiu nos pés de Jude Bellingham. Ele acionou Morgan Rogers na direita e ele cruzou para Gordon completar de primeira, passando por trás da zaga argentina.

Colocada contra a parede, a Argentina reagiu. E a Inglaterra também. A vantagem no placar inspirou uma postura defensiva dos ingleses, enquanto o time de Lionel Scaloni se lançou sem medo em busca do empate. Encurralada, a Inglaterra não conseguia respirar e a Argentina criou uma chance atrás da outra, muitas delas em bolas levantadas na área.

Pickford fez grande defesa em cabeçada à queima-roupa de Nico González e na sequência Alexis Mac Allister acertou a trave em outra jogada pelo alto. Pickford fez mais uma boa intervenção em chute longo de Enzo Fernández, colocando a escanteio. Na cobrança, o mesmo Fernández recebeu na entrada da área e chutou forte para empatar, aos 40 minutos.

Toda recuada devido às alterações do técnico Thomas Tuchel, a Inglaterra não conseguiu sair da pressão argentina, que se manteve forte. Mac Allister acertou novamente a trave e, aos 46, o que parecia inevitável aconteceu. Messi cruzou da direita e Lautaro Martínez cabeceou de forma precisa para virar. 

Sem forças, a seleção inglesa sucumbiu sem conseguir criar mais perigo e viu escapar a chance de dar fim a uma seca de 60 anos sem ir à decisão de uma Copa. A Argentina, pelo contrário, chega à segunda seguida, que também é a terceira nas últimas quatro edições. Ao fim da partida, uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas”, que estava nas arquibancadas, foi levada pelos jogadores até o gramado, em alusão ao conflito da década de 80 entre os dois países. 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Lisandro Martinez and Giovani Lo Celso celebrate with a banner after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Lisandro Martinez and Giovani Lo Celso celebrate with a banner after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli
Durante a comemoração em campo após a vitória sobre os ingleses, jogadores argentinos estenderam uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas” em alusão ao conflito entre as duas nações na década de 1980 – REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Impulsionada por uma vitória de brio e uma campanha cheia de percalços e triunfos emocionantes, a Argentina, dona do melhor ataque da competição, com 19 gols marcados, vai encarar na decisão a melhor defesa, a da Espanha, que sofreu apenas um em toda a Copa.


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A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

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Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

Eficiência “furiosa”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

Xeque-mate espanhol

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.


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A seleção brasileira masculina de vôlei entra em quadra nesta quarta-feira (15) contra a França, atual bicampeã olímpica, em Chicago  (Estados Unidos). Será o primeiro de quatro confrontos da terceira e última semana da fase preliminar (classificatória).  Nesta terça (14), o técnico Bernardinho anunciou os 14 atletas (veja lista completa ao fim do texto) que terão a missão de garantir a presença da Amarelinha na fase final da competição, em Ningbo (China). A Amarelinha sonha com o segundo título – o  primeiro foi obtido em 2021.

Até o momento, a seleção está fora da zona de classificação: ocupa a nona posição, com 13 pontos, um a menos que a Turquia (7ª) e Bulgária (8ª), ambas com 14. Das 18 seleções inscritas no torneio, apenas as sete primeiras colocadas ao término da fase preliminar (três semanas) avançam às quartas de final. A oitava vaga é reservada à China, por ser o país sede da reta final (quartas, semifinais e decisão do título).

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Nesta semana decisiva, o Brasil não contará Douglas Souza (que se casou há cinco dias) e Lukas Bergmann, ainda não liberado pelo departamento médico -o atleta se recupera de uma lesão na coluna, ocorrida no fim de 2025. A única novidade no elenco que competiu nas primeiras semanas do torneio é a inclusão do ponteiro Maicon na lista de Bernardinho.

Seleção feminina encara Japão nas quartas

Terceira colocada na fase preliminar, a seleção brasileira feminina de vôlei terá pela frente o Japão (6º) nas quartas de final da Liga das Nações. O duelo está programado para 22 de julho (uma quarta-feira), às 8h30 (horário de Brasília), em Macau (China). As brasileiras buscam o título inédito na competição.

Após a França, a Amarelinha terá pela frente os Estados Unidos na quinta (16), às 22h, e no dia seguinte, encara a Polônia, também às 22h. O último duelo será contra a China, no domingo (19), às 14h.

A relação de atletas relacionados por Bernadinho inclui Cachopa e Brasília (levantadores); Darlan e Bryan (opostos); Lucarelli, Adriano, Honorato e Arthur Bento (ponteiros);  Flávio, Judson, Pinta e Barreto (centrais); e Maique e Pureza (líberos). 

Os demais confrontos das quartas reunirão Estados Unidos (1º) e China – embora fora zona de classificação, o país asiático  garantiu a oitava vaga por ser anfitrião da fase final); a tricampeã Itália (2º) contra Holanda; e Turquia (4ª) contra Canadá (5ª).

Jogos das quartas do torneio feminino

22/07 – 5h – Itália x Holanda 

22/07 – 8h30 – Brasil x Japão

23/07 – 5h – Turquia x Canadá

23/07 – 8h30 – Estados Unidos x China


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A classificação da Espanha à final da Copa do Mundo abre a possibilidade de um país ser detentor, simultaneamente, de forma inédita, dos títulos mundiais entre homens e mulheres. As espanholas são justamente as atuais campeãs do naipe feminino.

Neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), a Fúria (apelido do time espanhol) mede forças, em Nova Jersey (Estados Unidos), com quem se classificar na outra semifinal da Copa masculina, entre Argentina e Inglaterra. A seleção ibérica, campeã pela primeira vez em 2010, busca o bi, o que a colocaria no topo da modalidade, pelo menos, até 2030, quando será uma das sedes do evento, junto de Portugal e Marrocos.

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Entre as mulheres, o reinado da Espanha foi proclamado em 2023, com a inédita conquista da Copa do Mundo Feminina, realizada na Austrália e na Nova Zelândia. A vitória sobre a Inglaterra na final, por 1 a 0, no Sydney Stadium, premiou uma campanha quase perfeita, com seis vitórias e apenas uma derrota. Foram 18 gols marcados e sete sofridos.

O detalhe é que aquela decisão de 2023 pode se repetir na Copa masculina. Para isso, os ingleses têm de superar os argentinos nesta quarta-feira (15), às 16h, em Atlanta (Estados Unidos).

O título na Austrália alçou de vez a craque Aitana Bonmatí, eleita a melhor jogadora da competição, aos primeiros The Best – que é concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) – e Bola de Ouro da carreira. Ídola do Barcelona, a meia ganhou os prêmios mais duas vezes e é a atual detentora de ambos.

A Copa de 2023 também foi marcada por um beijo não consensual do então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, na atacante Jenni Hermoso durante a premiação das campeãs. O dirigente afirmou que o ato foi permitido pela atleta, o que a mesma negou. Pressionado por jogadores e coletivos femininos, Rubiales pediu demissão da RFEF e foi banido pelo Comitê Disciplinar da Fifa por três anos.

Vale lembrar que a Espanha chegou a ter “unificados”, entre 2024 e 2025, os títulos da Liga das Nações, torneio entre seleções europeias que ocorre a cada duas temporadas. Campeã nas duas primeiras edições femininas (2024 e 2025), a Fúria venceu a competição masculina em 2023, mas ficou com o vice no ano passado, superada por Portugal.

O primeiro país a vencer a Copa nos dois naipes foi a Alemanha, que conquistou o torneio feminino – criado em 1991 – nas edições de 2003 (Estados Unidos) e 2007 (China). Esta última, aliás, batendo o Brasil na final. Os títulos, porém, não foram simultâneos ao período em que a seleção alemã masculina era campeã mundial.

A próxima Copa do Mundo Feminina será no Brasil, em 2027. Entre as seleções que ainda estão na briga pelo título masculino em 2026, Espanha e Argentina estão garantidas no Mundial do próximo ano. A Inglaterra ainda terá que disputar a repescagem europeia.


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As seleções de Argentina e Inglaterra chegam praticamente com força total para o duelo desta quarta-feira (15), em Atlanta Estados Unidos), que vai definir o segundo finalista da Copa do Mundo de 2026. Com os cartões amarelos sendo zerados após a fase de quartas de final, todos os atletas pendurados de ambas as equipes escaparam ilesos e estão à disposição para o jogo.

A exceção é um atleta que, na verdade, não estava pendurado: o zagueiro inglês Jarell Quansah cumprirá suspensão pela expulsão na partida contra o México, ainda nas oitavas de final. Ele acabou recebendo dois jogos como punição (um a mais do que a tradicional suspensão automática) e não poderá defender a equipe comandada pelo alemão Thomas Tuchel. 

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Pela Inglaterra, Jude Bellingham, Declan Rice, Marc Guéhi e Nico O’Reilly conseguiram sair do confronto com a Noruega sem receberem cartões e o mesmo aconteceu com Gonzalo Montiel, da Argentina, na partida contra a Suíça. Eles não têm mais cartões na conta, mas podem ficar de fora de uma eventual decisão se forem expulsos de campo nesta quarta. Obviamente, o mesmo vale para todos os outros atletas.

Três dos cinco principais artilheiros desta edição estarão em campo: Lionel Messi, com oito gols, e Bellingham e Harry Kane, com seis cada um. No confronto com a Suíça, pela primeira vez nesta Copa, Messi (artilheiro histórico da competição, com 21 gols) não marcou. Pelo lado inglês, a curiosidade é que todos os gols do ‘English Team’ no mata-mata foram marcados pela dupla Bellingham e Kane: quatro pelo meia do Real Madrid e três pelo atacante do Bayern de Munique, respectivamente.

Em um confronto com muita história em Copas, a Argentina tenta manter viva a possibilidade de ser a primeira seleção a conquistar dois títulos consecutivos desde o Brasil em 1958 e 1962. Já a Inglaterra vai em busca do troféu que não vem desde 1966. Aquela também foi a única vez que os ingleses chegaram até a final.


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A Copa do Mundo termina no próximo domingo (19) e, se depender de ativistas, será a última com patrocínio de fabricante de bebida açucarada. É isso que pede a campanha Tirem o Refrigerante de Campo.

A iniciativa pressiona a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a rever os contratos de patrocínio. A Coca-Cola é uma das marcas que patrocinam a instituição e, consequentemente, as competições esportivas organizadas pela entidade máxima do futebol mundial.

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O motivo que impulsionou a campanha é a preocupação com a saúde, por causa da ligação entre bebidas açucaradas, como o refrigerante, e condições como obesidade, diabetes e outras doenças.

Mais de 100 organizações da sociedade civil de vários países fazem parte da campanha, principalmente nas áreas de saúde, meio ambiente e direitos da infância. Oito delas são brasileiras, entre elas o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), o Instituto Desiderata e a Aliança pela Alimentação Saudável.

De acordo com a campanha, para cada aumento de 250 mililitros (ml) na ingestão diária de bebidas adoçadas, o risco de obesidade cresce 12%; o de diabetes tipo 2 sobe 19%; e o de mortalidade por causas cardiovasculares fica 13% mais alto. Já o risco de mortalidade por todas as causas aumenta 5%.

“Para a maioria das crianças e adolescentes, um refrigerante de 355 ml já ultrapassa a quantidade diária recomendada de calorias provenientes de açúcares livres”, sustenta.

Carta à Fifa

Até a tarde desta terça-feira (14), cerca de 720 mil pessoas tinham apoiado a inciativa, segundo o site da campanha.

As entidades enviaram uma carta aberta ao presidente da Fifa, o suíço-italiano Giovanni Infantino.

No comunicado, manifestam preocupação com o que chamam de prática de sportswashing. Em tradução livre, o conceito remete à ideia de “maquiagem esportiva”, que seria o ato de uma marca de refrigerante associar o produto a esportes e bem-estar.

“Durante o torneio de 2026, até 6 bilhões de torcedores – muitos deles crianças – verão campanhas publicitárias que associam as maiores estrelas do futebol a bebidas açucaradas ligadas à obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à alimentação”, aponta a carta.

“Isso é sportswashing: usar o poder do futebol para normalizar produtos prejudiciais à saúde. O futebol merece mais. Os torcedores merecem mais”, completa.

A diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, aponta que a publicidade de marcas de refrigerante pode causar consequências profundas em crianças e adolescentes.

“A gente sabe que se trata de uma estratégia de marketing muito eficiente para fidelizar esses públicos desde cedo, podendo moldar um comportamento de consumo alimentar que não é saudável e vai gerar impacto na saúde a curto, médio e longo prazos.”

A campanha lembra que a indústria do tabaco já enfrentou pressão semelhante e deixou de ser aceita como patrocinadora de eventos esportivos.

Na passagem das décadas de 1990 e 2000, a Fórmula 1, por exemplo, passou a deixar de lado o protagonismo que companhias de tabaco tinham entre os patrocinadores.

A Agência Brasil pediu comentários à Fifa, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.

Publicidade de bets

A publicidade de bebidas açucaradas não é a única polêmica envolvendo propaganda na Copa do Mundo. A proliferação de anúncios das plataformas digitais de aposta, as chamadas bets, também atraiu a crítica de parte da sociedade civil e de autoridades.

No Brasil, no último dia 10, portarias ministeriais determinaram uma série de restrições para esse tipo de publicidade.

Entre eles, alertas, como as frases: “Apostar pode causar dependência”, “Apostar faz você perder dinheiro” e “Aposta não é investimento”.