Civis morrem em novos ataques russos enquanto delegações de Moscou, Kiev e Washington buscam cessar-fogo nos Emirados Árabes.

A guerra na Ucrânia completa 1.442 dias nesta quarta-feira (4), desde a invasão em grande escala iniciada em fevereiro de 2022. O conflito atravessa um momento crítico com a retomada da ofensiva russa contra a rede elétrica ucraniana em pleno inverno, ao mesmo tempo em que a diplomacia tenta um avanço inédito com a mediação direta da nova administração dos Estados Unidos.
Estes são os principais eventos que ocorreram:
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Negociações em Abu Dhabi: O primeiro dia de reuniões trilaterais terminou com um tom otimista. O líder da delegação ucraniana, Rustem Umerov, classificou as conversas como “substantivas e produtivas”, embora obstáculos territoriais e o controle da Usina de Zaporíjia continuem no centro do impasse. As negociações devem prosseguir na quinta-feira (5).
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Quebra de trégua: O Kremlin pôs fim à trégua energética que havia sido acordada entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump. Após um curto período de suspensão de bombardeios à rede elétrica, a Rússia lançou ataques massivos que deixaram mais de mil edifícios sem aquecimento em Kiev, sob temperaturas de até -20°C.
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Reação internacional: Zelensky diz que espera “a reação dos Estados Unidos aos ataques russos”. O presidente ucraniano acusou Moscou de usar as conversas de paz como distração para estocar mísseis e intensificar o terrorismo contra a infraestrutura civil, exigindo garantias de segurança robustas.
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Apagão em Belgorod: No lado russo, a cidade de Belgorod ficou sem energia elétrica após um ataque de drone e mísseis atribuído às forças ucranianas. A contraofensiva de Kiev tem focado em alvos logísticos e energéticos em território russo como resposta aos bombardeios sistemáticos sofridos pela população ucraniana.

