Teerã promete retaliação total contra infraestruturas no Golfo Pérsico caso o presidente Donald Trump cumpra ameaças de novos bombardeios na região.
JANA CHOUKEIR E NAYERA ABDALLAH — Repórteres da Reuters
Adaptação: Nitro News Brasil — São Paulo
16/07/2026 23h05

Dubai — O governo do Irã afirmou de forma categórica nesta Thursday (16) que o Estreito de Ormuz é uma “linha vermelha” absolutamente inviolável. Teerã alertou que, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra sua promessa recente de atacar a infraestrutura estratégica iraniana, o país responderá de forma devastadora contra toda a infraestrutura localizada na região do Golfo Pérsico.
O movimento ocorre poucas horas após as forças armadas dos EUA lançarem uma quinta noite consecutiva de ataques aéreos na quarta-feira (15). Em paralelo, Washington restabeleceu um rígido bloqueio naval aos principais portos iranianos. Segundo a Casa Branca, a operação militar tem como objetivo forçar a reabertura do Estreito de Ormuz, que foi fechado unilateralmente pelas forças de Teerã no último sábado, após o colapso definitivo de uma frágil trégua na região.
“Guerra Essencial e Existencial”
Logo após a primeira onda de bombardeios americanos na noite de ontem, o principal negociador e porta-voz político de Teerã, Mohammad Baqer Qalibaf, divulgou um pronunciamento oficial em tom beligerante:
“Estamos em uma guerra essencial e existencial. O Irã vai resistir até o fim contra a agressão imperialista. Se nossas instalações forem atingidas, nenhum porto, refinaria ou rota comercial do Golfo estará segura”, declarou a liderança iraniana.
O Estreito de Ormuz é considerado a artéria mais importante do comércio global de petróleo, por onde circula diariamente cerca de um quinto de todo o óleo consumido no planeta. O fechamento da via marítima e o subsequente bloqueio naval norte-americano já provocaram uma disparada imediata nos preços internacionais do barril de petróleo e acenderam o sinal de alerta máximo para a diplomacia e a economia global.
A comunidade internacional acompanha com apreensão o desenrolar do conflito, temendo que a escalada militar direta entre Washington e Teerã resulte em um confronto regional de proporções imprevisíveis no Oriente Médio.
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