Lula ataca isenções fiscais e defende tributar mais os ricos

O presidente Lula (PT) voltou a criticar nesta quinta-feira (12) o volume de isenções fiscais concedidas aos mais ricos, afirmando que não foi eleito para beneficiar elites econômicas, mas sim para governar para os mais pobres.
“Não fui eleito para fazer benefício para rico”, disse o presidente, em evento oficial. A crítica direta veio acompanhada de comparações irônicas: “Para eles [empresários e banqueiros], o que o governo dá é investimento. Para os pobres, é gasto”.
Segundo Lula, o Brasil concede R$ 860 bilhões por ano em renúncias fiscais, número quatro vezes maior do que o orçamento do Bolsa Família.
Governo prepara corte de isenções e nova tributação
O Ministério da Fazenda deve apresentar em breve um projeto de lei para reduzir essas isenções, que o governo já considera excessivas. Segundo o ministro Fernando Haddad, o plano é cortar 5% do total dos R$ 800 bilhões atualmente perdidos em renúncias tributárias.
A crítica de Lula vem na esteira da publicação de uma nova medida provisória (MP) que eleva tributos sobre bets, fintechs e aplicações de renda fixa, como as que antes eram isentas do Imposto de Renda.
Com essa MP, o governo espera arrecadar R$ 10,5 bilhões já em 2025 e R$ 20,9 bilhões em 2026, ajudando a cumprir a meta fiscal.
“Pobre nasce pobre e morre pobre”, critica Lula
O presidente afirmou ainda que existe uma “sina desgraçada” no Brasil de que os pobres não podem melhorar de vida.
“Me parece que há uma sina desgraçada nesse país, de que pobre tem que nascer pobre e morrer pobre”, desabafou Lula. Ele usou a fala para reforçar sua defesa de programas sociais e a crítica à manutenção de privilégios tributários que, segundo ele, beneficiam grandes empresas e famílias ricas.
Empresários criticam aumento de tributos
Setores empresariais reagiram mal às medidas, alegando que o aumento de impostos pode desestimular investimentos e comprometer a confiança no ambiente de negócios. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e entidades ligadas à indústria já sinalizaram resistência ao corte de isenções.
Mesmo assim, Lula mantém o discurso: “Vou governar para quem mais precisa”, repetindo que investimento social é tão importante quanto incentivo ao mercado, mas que é hora dos ricos contribuírem mais.
Nota:
Este conteúdo é original, baseado em fontes oficiais e jornais como Folha de S.Paulo, Agência Brasil, G1 e dados do Ministério da Fazenda. A matéria pode ser atualizada conforme novas medidas forem anunciadas.
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