
Os Estados Unidos declararam oficialmente que “Nicolás Maduro não é o presidente da Venezuela”. O posicionamento firme foi feito por Marco Rubio, atual secretário de Estado dos EUA, por meio de um comunicado divulgado neste domingo (27). A fala ocorre exatamente um ano após a controversa reeleição do ditador, considerada ilegítima pela oposição venezuelana e amplamente criticada pela comunidade internacional.
“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela”, afirmou Rubio, reforçando que os EUA não reconhecem a autoridade do chavista, que está no poder desde 2013. Segundo ele, Maduro “manipulou o sistema eleitoral por anos”, tornando-se um obstáculo para a restauração da democracia no país.
Além disso, Rubio acusou Maduro de ser líder do cartel de Los Soles, organização de narcotráfico que atua na Venezuela. “Ele é responsável por traficar drogas para os Estados Unidos e Europa”, afirmou o secretário de Estado. Na sexta-feira (25), o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra o cartel, apontando Maduro e outros altos membros do governo como seus chefes.
Eleições municipais com repressão militar
As eleições municipais marcadas para este domingo (27) na Venezuela também foram criticadas por Washington. De acordo com o governo americano, militares devem ser usados para intimidar e reprimir a população, num processo que já nasce sob fortes suspeitas de fraude.
Segundo Rubio, a votação está sendo usada como mais um instrumento do regime chavista para “suprimir a vontade do povo venezuelano”.
Oposição denuncia fraude nas presidenciais
A oposição, liderada por María Corina Machado, voltou a denunciar fraude nas eleições presidenciais de 2024, quando o chavismo proclamou a vitória de Maduro sem apresentar os dados detalhados da apuração.
A líder opositora, agora na clandestinidade, divulgou em um site cópias digitalizadas das atas geradas pelas urnas, que indicariam que o verdadeiro vencedor foi Edmundo González, hoje exilado na Espanha, com mais de 70% dos votos.
Enquanto isso, os chavistas caminham com vantagem para vencer prefeituras nas eleições municipais, já que a oposição foi praticamente anulada. A agência AFP classificou o clima do pleito como de “esvaziamento”, diante da falta de participação popular e da ausência de competição real.
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