O cirurgião plástico Bolívar Guerrero, preso em 2022 por manter uma paciente em cárcere privado, voltou a atuar na área da saúde no Rio de Janeiro. Solto em fevereiro de 2023, ele agora atende no Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias, onde a sala de espera está repleta de interessados em procedimentos estéticos.
Histórico de prisões e denúncias
O nome de Bolívar Guerrero já esteve envolvido em diversas polêmicas e acusações médicas ao longo dos anos. Em 2010, ele foi alvo da Operação Beleza Pura, que levou à sua prisão junto com outros oito médicos. Na época, foi acusado de usar material falsificado e produtos sem registro da Anvisa para preenchimento facial.
Além disso, em 2016, a família de uma paciente o denunciou por imprudência médica, após a mulher falecer depois de uma lipoescultura realizada por ele. Mesmo com um histórico de erros médicos e investigações, ele conseguiu retomar a prática profissional.
Caso Daiana Cavalcanti: cárcere privado e complicações
A mais recente acusação contra Bolívar Guerrero envolve a paciente Daiana Cavalcanti, de 37 anos. Em março de 2022, ela passou por uma abdominoplastia e, segundo a polícia, foi mantida em cárcere privado pelo médico. Daiana teve complicações graves no pós-operatório e desenvolveu trombose no seio.
O caso gerou revolta na época, e Guerrero acabou sendo preso. No entanto, após uma reviravolta judicial, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a retirada da acusação de tentativa de homicídio, argumentando que a paciente tinha plena consciência dos riscos da cirurgia e que sua vida não esteve em perigo iminente.
Retorno à ativa e o futuro da investigação
Apesar das acusações e do histórico polêmico, Guerrero voltou a atuar na medicina sem restrições aparentes. Atualmente, ele realiza cirurgias estéticas na Baixada Fluminense, onde segue com uma clientela significativa.
Especialistas em direito médico questionam como ele conseguiu retomar suas atividades após os processos e se há falhas no sistema de fiscalização de profissionais da saúde. Ainda não se sabe se novos desdobramentos judiciais poderão afetar sua atuação no futuro.

