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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, conversaram na tarde desta sexta-feira (10) pelo telefone. O tema da conversa foi os terremotos que atingiram o país vizinho no final de junho e deixou mais de 4 mil mortos. 

Na conversa, Delcy agradeceu a Lula pela ajuda prestada pelo governo brasileiro. O Brasil enviou medicamentos e insumos médicos, como seringas, luvas, máscaras, gazes e ataduras.

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A Marinha do Brasil também montou um hospital de campanha na cidade de La Guaira, local mais atingido, onde fez mais de mil atendimentos médicos e cirurgias de baixa complexidade.

Lula reiterou à presidente venezuelana a disposição do Brasil de continuar contribuindo para a reconstrução do país e de apoiar a população daquele país.

Delcy disse que a Venezuela se prepara para reconstruir as áreas atingidas, com foco na construção de casas para as famílias que ficaram desabrigadas.


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Dados de rastreamento de navios mostraram que navios-tanque de gás natural liquefeito passaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, e 22 embarcações ligadas ao Japão deixaram o Golfo desde terça-feira, mas o tráfego diário geral diminuiu à medida que as tensões se intensificam no Oriente Médio.

Empresas de navegação e governos estão monitorando o Estreito de Ormuz após os ataques iranianos desta semana a navios comerciais e os ataques retaliatórios dos EUA contra o Irã.

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Pelo menos cinco navios-tanque de GLP – gás liquefeito de Petróleo – sem carga entraram no Estreito de Ormuz nos últimos dias, segundo informações da Kpler – plataforma de dados que rastreia o fluxo de mercadorias como petróleo, gás, carvão e grãos – e da LSEG – provedor global de infraestrutura, dados e tecnologia para mercados financeiros. 

Entre eles estão o GasLog Shanghai, controlado pela empresa de navegação grega GasLog, e os navios ligados à QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan.

O GasLog Shanghai e o Al Rayyan provavelmente entraram no estreito durante a madrugada, tendo sido avistados fora da via navegável em 9 de julho, segundo os dados.

Os outros três navios ligados à QatarEnergy foram vistos pela última vez fora do Estreito de Ormuz, na costa oeste da Índia, há várias semanas, com o Al Samriya e o Al Gattara avistados pela última vez por volta de 18 a 19 de junho e o Al Dafna em 29 de junho.

A QatarEnergy e a GasLog não responderam imediatamente aos pedidos de comentários fora do horário comercial.

O superpetroleiro Nissos Kea entrou no estreito nessa quinta-feira, enquanto o superpetroleiro Lila Vadinar deixou a região.

“O que está diferente agora, em comparação com o início do conflito, é que o Irã está atacando navios que utilizam a rota de Omã, em vez de ter como alvo todos os navios,  disse Xavier Tang, analista sênior de mercado da Vortexa.

Isso significa que os navios passarão cada vez mais a optar pela rota iraniana ou a transitar de forma discreta ao atravessarem o estreito”, acrescentou

Fontes do setor de navegação afirmaram que as embarcações estão cada vez mais desligando seus transponders públicos de rastreamento, dificultando a visualização de todos os navios que cruzam o estreito.

Uma análise da Kpler sobre os navios que podem ser monitorados revelou que o tráfego de navios-tanque de GLP e petróleo caiu para seu nível diário mais baixo desde 28 de junho nessa quinta-feira, quando dez navios passaram pelo estreito, contra 14 na quarta-feira (8) e 22 na segunda-feira (6).

*(Reportagem adicional de Florence Tan, Siyi Liu e Hina Suzuki)

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O número de mortos pelos dois terremotos ocorridos na Venezuela há duas semanas subiu para 3.811, informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

No novo balanço, o número de feridos é de 16.740, enquanto o número de desabrigados subiu para 17.907, de acordo com os dados divulgados por Rodríguez.

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A Venezuela, principalmente a cidade de La Guaira, foi atingida no início da noite do dia 24 de junho por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5.

Os tremores ocorreram com menos de um minuto de intervalo entre um e outro. Seguiram-se 20 réplicas após os impactos iniciais.

Países como Estados Unidos, China, Brasil, México, Reino Unido, entre outros, enviaram equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos para a Venezuela.

*Com informações da Reuters


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Equipes de resgate paquistanesas encontraram os destroços de um avião de carga Boeing 737, durante uma operação de busca no mar nesta quarta-feira, 12 horas após a aeronave desaparecer na costa de Karachi. Esforços estão em andamento para localizar os cinco tripulantes que estavam a bordo, informaram as autoridades.

Os destroços do Boeing 737 de carga, da K2 Airways, foram localizados a 53 milhas náuticas (98 km) ao sul do porto de Ormara, segundo a Autoridade Aeroportuária do Paquistão.

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A Marinha do Paquistão e a Agência de Segurança Marítima do Paquistão mobilizaram “vários meios aéreos e marítimos” para localizar os destroços, informou o órgão, acrescentando que a operação de busca continua para encontrar os tripulantes.

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif havia instruído as autoridades a acelerar as buscas pela aeronave — um cargueiro convertido com 27 anos de uso —, que desapareceu no Mar Arábico após relatar um problema no sistema de navegação.

A K2 Airways, operadora da aeronave, informou que a tripulação era composta por dois pilotos, dois engenheiros e um membro da equipe de apoio. As autoridades não fizeram declarações oficiais sobre a situação deles, embora Sharif tenha expressado suas “sinceras condolências” às famílias.

O avião pode ter caído no mar a sudoeste de Karachi após uma série de mudanças bruscas de altitude seguidas por uma descida final íngreme, segundo o serviço de rastreamento de voos Flightradar24.

As autoridades iniciaram uma operação coordenada de busca e salvamento no mar envolvendo diversas agências, informou a autoridade aeroportuária. A K2 Airways declarou estar colaborando com a Autoridade de Aviação Civil do Paquistão e outros órgãos governamentais. A Boeing ainda não se pronunciou. A aeronave relatou um problema no sistema de navegação às 21h18 (horário padrão do Paquistão / 16h18 GMT) enquanto voava em direção a Karachi, segundo a autoridade aeroportuária.

Avião desceu rapidamente  

O controle de tráfego aéreo local tentou orientar a aeronave, mas, três minutos depois, os sistemas de radar mostraram o avião descendo rapidamente e a comunicação foi perdida, informou a autoridade. O voo estava a cerca de 155 milhas náuticas (287 km) a oeste de Karachi naquele momento, de acordo com o comunicado.

Os minutos finais dos dados de rastreamento do Flightradar24 pareciam caóticos, mostrando a aeronave despencar cerca de 5.000 pés em menos de um minuto, subir cerca de 6.000 pés em 30 segundos e, em seguida, entrar em um mergulho catastrófico a partir de 36.550 pés.

O último ponto de dados transmitido situava a aeronave a 1.100 pés acima do nível do mar, com uma razão de descida vertical de menos 22.400 pés por minuto — cerca de 400 quilômetros por hora —, uma taxa de descida extremamente íngreme e anormal. A aeronave desaparecida é um Boeing 737-400 — modelo com décadas de existência e duas gerações anterior ao 737 MAX, que esteve envolvido em uma crise de segurança.

O avião utiliza motores fabricados pela CFM International, uma joint venture entre a GE Aerospace e a francesa Safran. O 737-400 foi entregue originalmente como avião de passageiros à companhia russa Aeroflot em 1999 e convertido para cargueiro em 2012, segundo o Flightradar24. É a única aeronave da K2 Airways, tendo entrado em serviço na companhia aérea em 2024. Seu voo anterior ocorreu em 28 de junho, de acordo com dados do Flightradar24.

O acidente seria o primeiro fatal no Paquistão desde 2020, quando um Airbus A320 da Pakistan International Airlines caiu antes de chegar à pista em Karachi, matando 97 pessoas.


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A República Islâmica do Irã promete reagir a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz para todo o tráfego marítimo e com retaliações em dobro a alvos inimigos, informa a emissora estatal iraniana Press TV.

O aviso do Irã de voltar ao estado beligerante com os Estados Unidos ocorre a menos de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento, em 17 de junho, onde os dois países concordavam com o “o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes” e “a não iniciar nenhuma guerra nem qualquer operação militar entre si”.

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Antes de participar nesta quarta-feira (8) da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, na Turquia, o presidente estadunidense Donald Trump disse que o entendimento com os iranianos havia acabado. “Não quero lidar com eles”, declarou.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violar o cessar-fogo

Segundo a Press TV, do Irã, as tensões no Golfo Pérsico ocorrem após as forças armadas norte-americanas terem realizado ataques contra as bases costeiras e instalações não militares na província de Hormozgan, no sul do Irã, e em Mahshahr, na província do Khuzistão, no sudoeste do país.

Os iranianos informaram que atacaram em retaliação 85 alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait com mísseis e drones. 

Conforme a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou à Press TV, os ataques atingiram instalações no Porto Salman, na área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, e na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.


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A Polícia Federal e a Marinha do Brasil localizaram e apreenderam, nesta terça-feira (7), drogas em uma embarcação pesqueira que navegava em águas internacionais do oceano Atlântico, na altura da costa do Suriname.

A ação conjunta relacionada ao tráfico internacional de drogas foi realizada graças ao intercâmbio de informações de inteligência com a Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA) e da Força-Tarefa Interagências Conjunta Sul (JIATF-Sul), vinculada ao Comando Sul dos Estados Unidos.

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Os agentes do governo do Brasil estavam embarcados em navio-patrulha sediado em Belém, no âmbito do Comando do 4º Distrito Naval.

Entorpecentes a bordo

A embarcação na qual havia entorpecentes a bordo e os tripulantes foram submetidos aos procedimentos previstos para o caso, conforme a legislação aplicável e os instrumentos de cooperação internacional.

A quantidade apreendida ainda será informada após a conclusão dos procedimentos de conferência e pesagem do material.

As investigações da PF prosseguem para apuração dos fatos, identificação de possíveis outros integrantes de uma organização criminosa e esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e a rota usada para o transporte das drogas.


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O Brasil está no centro de duas audiências públicas que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, do nome original inglês) promove nesta semana para investigar supostas práticas comerciais desleais ou prejudiciais aos interesses comerciais estadunidenses.

A primeira, que trata da proposta estadunidense de sobretaxar em 25% uma série de produtos exportados pelo Brasil, começou na segunda-feira (6) e está prevista para terminar nesta terça (7). Estão em análise “atos, políticas e práticas brasileiras” em seis diferentes aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (Pix); tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

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A segunda audiência pública começa hoje, engloba 60 nações, incluindo o Brasil, e apura supostas falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão e na proibição à exportação de bens produzidos com trabalho forçado. Neste caso, a expectativa é de que as argumentações se estendam por três dias, terminando na quinta-feira (9).

Consultas formais 

As audiências, em Washington (EUA), fazem parte do processo de consultas formais a representantes de setores produtivos e governos de países investigados e, ainda, representantes de empresas estadunidenses supostamente afetadas pelas práticas comerciais em análise.

As investigações são propostas com base na chamada Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses. A primeira foi instaurada em julho de 2025. A segunda, em março de 2026.

Dezenas de entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar dos dois dias de audiência pública agendada para tratar exclusivamente das práticas brasileiras. Entre elas, estão a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé); a Confederação Nacional da Indústria (CNI); União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Embraer. O senador Flávio Bolsonaro, que também se inscreveu, será ouvido ainda hoje. 

Estratégia

A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e o Sindicato da Indústria do Ferro de Minas Gerais (Sindifer) se inscreveram para participar das audiências públicas que tratam da acusação de que dezenas de países são favorecidos comercialmente por trabalho forçado e degradante em importantes setores econômicos, barateando seus custos de produção. 

Em nota, a entidade antecipa sua estratégia e busca demonstrar que a sobretaxa na importação de rochas naturais brasileiras terá efeitos negativos para as empresas estadunidenses e para toda a economia dos Estados Unidos.

De acordo com a associação, o posicionamento conta com o respaldo de importantes organizações estadunidenses, como o Natural Stone Institute (NSI), principal entidade da cadeia produtiva de rochas naturais no país.

Segundo a Centrorochas, os Estados Unidos são o principal mercado internacional para rochas naturais exportadas pelo Brasil. Só no ano passado, as vendas brasileiras ao país totalizaram US$ 795 milhões, movimentando cerca de 587 mil toneladas de materiais destinados principalmente à fabricação de bancadas de cozinha e banheiro, revestimentos e outras aplicações residenciais e comerciais de alto padrão.

Para o vice-presidente da associação, Fábio Cruz, a aplicação de novas tarifas prejudicaria a competitividade das próprias empresas estadunidenses que utilizam a matéria-prima brasileira.

“As rochas naturais brasileiras não representam uma ameaça à produção doméstica americana. Pelo contrário, complementam uma cadeia produtiva que gera empregos, investimentos e renda em diversos estados dos Estados Unidos..”

No início do mês passado, o Estado brasileiro contestou os argumentos favoráveis à sobretaxa dos produtos brasileiros e as conclusões preliminares do USTR sobre o tema. Em documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA ou as empresas norte-americanas, e pediu que o governo estadunidense se abstenha de impor medidas unilaterais em virtude das investigações em curso.

“O USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA”, disse o governo brasileiro.

No documento, o Itamaraty ressalta que as conclusões preliminares do escritório comercial saltam da “discordância em relação às escolhas soberanas do Brasil para conclusões de que tais escolhas são irrazoáveis e de afirmações generalizadas de desvantagem comercial para a conclusão de que o comércio dos EUA está sendo onerado ou restringido”.

“Isso é insuficiente para justificar uma ação nos termos da Seção 301”, acrescenta o documento,  alegando que a legislação estadunidense não autoriza o USTR a impor medidas comerciais “apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano.”


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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (7) que o surto de Ebola no Congo ainda não se estabilizou e continua se expandindo, com a transmissão impulsionada pela movimentação da população.

A República Democrática do Congo confirmou 1.561 casos, incluindo 506 mortes, no pior surto já registrado da rara cepa Bundibugyo do Ebola, para o qual, segundo a organização, não há tratamento ou cura comprovados.

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“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, disse a médica Anne Ancia, representante da OMS no país, a repórteres por videoconferência de Bunia, no epicentro da epidemia.

Ela afirmou que ainda há grandes desafios, como a quase saturação de alguns centros de tratamento do Ebola, com índices de ocupação em torno de 90%.

De acordo com a médica, outra dificuldade ocorre porque os trabalhadores que adoecem na cidade mineira de Mongbwalu não estão buscando tratamento localmente, em vez disso, viajam e disseminam a doença para novas regiões.

“Os deslocamentos populacionais, a insegurança persistente e  fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto”, disse ela.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (7) que a Europa poderá enfrentar “semanas mais mortais” nos próximos dias, com a formação de mais uma intensa onda de calor sobre o Atlântico.

A previsão é de que as temperaturas em Portugal e no sul da Espanha cheguem a 43 graus Celsius nos próximos dias.

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O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, participou ontem (6) de teleconferência de emergência com representantes de 41 países da região, da Comissão Europeia e de grupos da sociedade civil para discutir as lições aprendidas com a recente onda de calor e os preparativos para a próxima.

Em comunicado, ele afirmou que os países com planos de ação para a saúde em condições de calor responderam mais rapidamente e protegeram melhor suas populações durante aumento das temperaturas em junho.

Kluge observou, no entanto, que menos da metade dos Estados-membros europeus da OMS tinha um plano desse tipo em vigor.

Especialistas afirmaram que a onda de calor de 20 a 28 de junho foi a mais severa já registrada na Europa, causando interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e sobrecarregando os sistemas de saúde.

O calor extremo foi quase certamente causado pelas mudanças climáticas, segundo os cientistas.

França, Holanda e Bélgica registraram 3.700 mortes adicionais, com as autoridades alertando que os números são preliminares e podem aumentar.

As temperaturas chegaram a 40 graus Celsius em algumas regiões da Europa durante a onda de calor.

Kluge disse que os moradores de lares de idosos, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados ainda não estavam sendo atendidos de maneira consistente em toda a Europa.

“O trabalho agora é em duas frentes: corrigir o que falhou nas últimas semanas antes que a próxima onda de calor chegue e construir o tipo de sistema de saúde que não apenas responda ao calor extremo, mas esteja preparado para ele”, declarou.

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