Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Zona Leste de São Paulo. Polícia Civil investiga organização criminosa especializada em falsos canais de atendimento de grandes empresas.
Uma operação da Polícia Civil que teve origem em uma investigação conduzida em Presidente Prudente (SP) cumpriu três mandados de busca e apreensão na Zona Leste de São Paulo contra suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em golpes pela internet, na manhã desta terça-feira (30).
Denominada “Operação Janus”, a ação foi realizada pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Prudente, com apoio de equipes da capital paulista.
🔎 Segundo a Polícia Civil, o nome “Janus” é uma referência ao deus romano Jano, representado por duas faces, simbolizando a estratégia utilizada pelos criminosos: aparentar legitimidade por meio de falsos canais de atendimento enquanto ocultavam o esquema fraudulento.
Segundo a polícia, a investigação começou após uma vítima idosa registrar um boletim de ocorrência relatando ter perdido mais de R$ 76 mil ao acreditar que estava sendo atendida pela operadora Claro.
De acordo com a investigação, a vítima pesquisou na internet um canal de atendimento da empresa e acessou um link patrocinado fraudulento. Convencida de que conversava com representantes oficiais da operadora, ela realizou 38 transferências bancárias.
As investigações apontaram que o grupo criminoso criava e mantinha páginas falsas na internet para simular canais oficiais de atendimento de grandes empresas. Os sites eram impulsionados por meio de mecanismos de busca e anúncios patrocinados para atrair vítimas.

Ainda conforme a Polícia Civil, os criminosos induziam as pessoas a realizarem pagamentos e transferências para contas bancárias controladas por terceiros, conhecidos como “conteiros” ou “mulas financeiras”.
Durante a apuração, foram identificados beneficiários das transações em diferentes estados do país, além de indícios de divisão de funções entre os integrantes da organização.
Os policiais também identificaram um suspeito apontado como responsável pela infraestrutura digital utilizada no esquema, incluindo a administração das contas e dos serviços empregados para hospedar e divulgar as páginas fraudulentas.
Foram apreendidos cinco aparelhos celulares, um notebook, uma CPU e três chips de telefonia. Todo o material será periciado para auxiliar na identificação dos integrantes da organização, mapear a comunicação entre eles e aprofundar as investigações.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, localizar outras possíveis vítimas e tentar recuperar os valores desviados.

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