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Um lar de idosos desabou em Belo Horizonte na madrugada desta quinta-feira (5), no bairro Jardim Vitória. Seis pessoas morreram e várias ficaram soterradas. 

Entre os mortos, cinco eram idosos, enquanto a outra vítima foi um homem de 30 anos.

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Segundo informações dos bombeiros, que foram fazer o resgate no local por volta da 1h40 da manhã, 29 pessoas estavam no lar no momento do desabamento.

Com a ajuda de vizinhos, foram resgatadas 8 pessoas, das quais 2 cuidadores e 6 idosos.

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Entre os resgatados está uma criança de 2 anos, que estava consciente e com sinais vitais preservados quando foi retirada dos escombros.

Ainda no meio da manhã de hoje havia cerca de 13 vítimas soterradas. Mais de 50 homens do Corpo de Bombeiros trabalhavam no salvamento com a ajuda de cães de busca.

Os feridos foram levados ao Hospital Odilon Behrens.

Ainda não se sabe o que causou o desabamento do lar de idosos. Segundo a prefeitura de Belo Horizonte, o local tinha funcionamento regularizado.


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Único brasileiro remanescente na chave de simples do Masters 1000 de Indian Wells (Estados Unidos), o carioca João Fonseca, atual número 35 do mundo, terá pela frente na segunda rodada o russo Karen Kashanov, ex-top 10 do ranking na sexta-feira (6). Após um difícil início de temporada, devido a dores na região lombar, João estreou em grande forma em Indian Wells. Na madrugada quinta (5), ele despachou o despachou o belga Raphael Collignon (77º ) por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (2) e 6/4.

Satisfeito com o desempenho na primeira rodada, João era só sorrisos ao final da partida, concluída em 1h43min.

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“É sempre bom. Depois dos dois primeiros meses do ano, tive alguns problemas com lesões, mas agora estou recuperando o ritmo”, disse o jovem tenista em entrevista ao site ATPTour.  “Estou me sentindo saudável novamente, feliz por estar de volta à quadra. Estou me sentindo bem e muito feliz com a forma como joguei hoje”.

No início do ano, João caiu nas estreias do Aberto da Austrália e do ATP 250 de Buenos Aires, no qual defendia o bicampeonato consecutivo. Depois, foi eliminado na primeira rodada do ATP 500 Rio Open, mas saiu com o título de duplas ao lado do mineiro Marcelo Melo.

Na sexta-feira (6), o tenista carioca fará o segundo duelo da carreira contra Kachanov, atual 16º do mundo. No ano passado, o russo superou João por 2 sets a 1 na segunda rodada do Master 1000 de Paris.

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Bia Haddad se despede de Indian Wells

A paulista Beatriz Hadda Maia (67ª no ranking) deu adeus ao torneio de simples, com derrota – a sétima na temporada –  na estreia para a espanhola Jessica Bouzas Maneiro (50ª), por 2 sets a 1, com parciais de 1/6, 7/6 (5) e 1/6, em duelo que levou 2h15min.

Dupla de Luisa Stefani estreia sexta

Recém campeã no WTA 1000 de Dubai, a dupla da paulista Luisa Stefani com a canadense Gabriela Dabrowski disputa a primeira rodada de Indian Wells às 16h (horário de Brasília) desta sexta (6). Cabeça de chave 2, a dupla enfretará a parceria da chinesa As Jiang Xinyu com a norueguesa Ulrikke Eikeri.


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Com exceção da Espanha, os principais países da Europa têm dado apoio político, ou mesmo de defesa, aos esforços de Israel e dos Estados Unidos (EUA) na guerra de agressão contra o Irã para promover “mudança de regime”.   

O Reino Unido, a França e Alemanha não condenaram os ataques contra Teerã, que violam o direito internacional, mas buscaram justificar a guerra atribuindo ao Irã a responsabilidade pela deflagração do conflito. As potências europeias ainda exigem que o país persa aceite as condições impostas por EUA e Israel.   

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O direito internacional permite o uso da força apenas por meio de autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Reino Unido não condenou os ataques contra o Irã, mas condenou as retaliações de Teerã contra bases dos EUA no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Londres fornece suporte logístico das bases britânicas na região para Washington.

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A França, ao mesmo tempo que promete aumentar o próprio estoque de ogivas nucleares, condena o programa nuclear iraniano, que seria para fins pacíficos. O presidente Emmanuel Macron enviou dois navios de guerra para o Oriente Médio, a fim de participar de “operações defensivas” europeias. 

A Alemanha disse que não é hora de dar “lições” aos parceiros que agrediram o Irã; que Berlim compartilha dos objetivos dos EUA e de Israel de derrubar o governo de Teerã, se colocando ainda para contribuir com a “recuperação econômica do Irã”. 

Em declaração conjunta, a Alemanha, França e o Reino Unido exigiram o fim dos “ataques imprudentes” do Irã e informaram que tomarão as ações “defensivas” necessárias para “destruir a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones em sua origem”. 

Por sua vez, Portugal deu autorização para os EUA usarem as bases militares dos portugueses no Açores, e a Itália tem costurado apoio de defesa aos países do Golfo, além de criticar a “repressão” do Irã contra a população civil.

Europa assumiu um lado

O historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Francisco Carlos Teixeira da Silva afirmou à Agência Brasil que a Europa, com exceção da Espanha, tomou posição na guerra a favor dos EUA e de Israel.

“No momento em que a Europa denomina o governo e o Estado iranianos como criminosos, em plena guerra, ela já assumiu um lado. Se esse lado é de participação efetiva na guerra, ai é outra coisa”, comentou.

Teixeira acrescenta que, em nenhum momento, França, Alemanha e Reino Unido, que são membros permanentes do Conselho de Segurança, convocaram alguma reunião na ONU.

“Isso atende claramente a posição americana de não trazer a discussão para as Nações Unidas. Não há nem mesmo uma condenação ética da guerra como ela foi travada”, acrescentou.

O especialista destaca que a posição da Europa é preocupante porque o ataque contra o Irã ocorreu em meio às negociações com os Estados Unidos.

“Isso transforma o direito e a legalidade internacionais em algo extremamente frágil porque negociar com o adversário não tem mais nenhum sentido”, completou o historiador.

Em resposta ao apoio europeu à guerra, a Guarda Revolucionária do Irã afirma que navios dos EUA, Israel e de países europeus não devem cruzar o Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte do comércio mundial de petróleo.

Barganha com os EUA

Para o professor da UFRJ Chico Texeira, os países europeus tentam barganhar posição junto a Washington, “às custas do Irã”, em meio às ameaças de Trump de tomar um território europeu: a Groenlândia

Para o especialista, a União Europeia tenta mostrar aos EUA que são aliados valiosos, que vão apoiar Israel, para, em troca, os EUA deixá-los em paz, não tomarem a Groenlândia, nem desmontarem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“É uma velha política tradicional da Europa. Mas o que a gente viu até agora é que a Europa se tornou dispensável. Os Estados Unidos não precisam da Europa”, ponderou.

Para Teixeira, a posição mais pró-EUA é da Alemanha, onde o premier Friedrich Merz foi à Casa Branca em meio ao conflito. 

“Mostrou a subserviência da Alemanha, inclusive com o Merz falando que o governo do Irã é assassino e bárbaro, coisa que ele jamais disse do massacre de Israel em Gaza”, completou.

O “não à guerra” da Espanha

O governo espanhol de Pedro Sánchez teve posição divergentes dos seus parceiros europeus, fazendo duras críticas à guerra movida por Donaldo Trump e Benjamin Netanyahu, alegando que não se trata de apoiar o regime dos aiatolás.

“A questão, no entanto, é se estamos ou não do lado do direito internacional e, portanto, da paz”, disse Sánchez, lembrando dos fracassos da Guerra do Iraque, movida pelos EUA.

“A Guerra do Iraque levou a um aumento dramático do terrorismo jihadista, a uma grave crise migratória no Mediterrâneo Oriental e a uma subida generalizada dos preços da energia e, consequentemente, do custo de vida”, disse.

A posição do primeiro-ministro espanhol fez o jornal britânico The Financial Times destacar que Sanchez disse ao presidente Trump “o que nenhum outro líder europeu se atreve a dizer”.

A posição da Espanha irritou Trump, que ameaçou cortar relações comerciais com Madri. Em seguida, o governo dos EUA recuou, informando que a Espanha teria concordado em cooperar com a guerra. Porém, o governo espanhol negou “categoricamente” que a posição em relação à guerra tenha mudado.  

Portugal e Itália

O governo de Portugal, por sua vez, concedeu acesso aos Estados Unidos (EUA) às suas bases militares nos Açores, apesar de destacar que não está envolvido nos ataques e cobra do Irã o fim do programa nuclear.

“Portugal foi formalmente instado a conceder autorização para a utilização da base, tendo o governo dado uma autorização condicionada”, informou o primeiro-ministro português Luís Montenegro.

A Itália também não condenou a agressão contra o Irã, mas sim as retaliações de Teerã que atingiram bases dos EUA no Oriente Médio, fornecendo apoio aos países do Golfo para suas defesas.

O governo italiano ainda prestou solidariedade à “população civil” iraniana que, “corajosamente”, exige o respeito a seus direitos “apesar de sofrer repressão violenta e injustificável”.