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O último finalista da edição 2026 do Campeonato Carioca será conhecido neste domingo (1º). A partir das 18h (horário de Brasília), Fluminense e Vasco disputam, no Maracanã, o jogo de volta do confronto pelas semifinais do Estadual. O duelo no Rio de Janeiro será transmitido ao vivo pela Rádio Nacional.

A vantagem está do lado tricolor, por conta da vitória por 1 a 0 no Estádio Nilton Santos, também na capital carioca, há uma semana. Com o gol do atacante Kevin Serna, aos 31 minutos do primeiro tempo, o time das Laranjeiras pode se classificar se ganhar novamente ou até mesmo em caso de empate. Um novo triunfo, aliás, seria o 17º seguido do Flu como mandante, um recorde histórico do clube, superando uma sequência alcançada na década de 1940.

O Cruzmaltino, por sua vez, tem de vencer por dois ou mais gols de saldo no tempo normal para avançar à decisão. Se ganhar por um gol de diferença e igualar o placar agregado, a decisão da vaga à final será nos pênaltis.

É a décima vez no século que o Clássico dos Gigantes decide uma vaga em final, seja nacional ou estadual. O retrospecto é favorável ao Vasco, que levou a melhor em seis ocasiões, sendo a última delas em dezembro, na Copa do Brasil, quando avançou nos pênaltis. O Fluminense não elimina o rival em uma semifinal desde o Carioca de 2017.

O momento é favorável ao Tricolor, que tem a campanha mais positiva do Estadual e iniciou melhor o Campeonato Brasileiro, disputado simultaneamente ao Carioca. Apesar da derrota por 2 a 1 para o Palmeiras na última quinta-feira (26), no Allianz Parque, em São Paulo, o time dirigido por Luís Zubeldia está em quinto no certame nacional.

O Gigante da Colina – comandado interinamente por Bruno Lazaroni desde a demissão de Fernando Diniz – está na lanterna do Brasileirão. A equipe cruzmaltina vêm de derrota na Vila Belmiro, em Santos (SP), para o time da casa, por 2 a 1.

Em relação ao jogo de ida, Zubeldia não terá o volante Facundo Bernal, expulso. Na comparação com a partida diante do Palmeiras, o atacante Agustín Canobbio, que cumpriu suspensão no Brasileirão, pode novamente ser relacionado. A expectativa é que o Fluminense atue com: Fábio; Samuel Xavier, Juan Freytes, Jemmes e Renê; Hércules (Otávio), Martinelli e Lucho Acosta; Kevin Serna, Agustín Canobbio e John Kennedy.

No Vasco, o volante Thiago Mendes, que não participou do jogo anterior da semifinal por dores no joelho, atuou contra o Santos e deve ser titular. O lateral Cuiabano, poupado no clássico, estreou pelo Cruzmaltino no Brasileirão e será opção novamente a Lucas Piton. Uma provável escalação terá: Léo Jardim; Paulo Henrique, Alan Saldivia, Robert Renan e Lucas Piton; Cauan Barros, Thiago Mendes e Johan Rojas; Nuno Moreira, Andrés Gómez e Claudio Spinelli.

O Bahia está classificado para a final do campeonato estadual. A vaga veio neste sábado (28) na Arena Fonte Nova. A vitória por 4 a 2 sobre a Juazeirense deixou os comandados do técnico Rogério Ceni na quarta decisão consecutiva do Baiano. 

Nem mesmo o placar parcial de 3 a 0 para os donos da casa acalmou a torcida, que protestou muito ainda pela eliminação tricolor na Pré-Libertadores no meio de semana.

Willian José, Pulga e Kike Olivera marcaram para o Bahia, Bino e Vitinho descontaram. Mas Sanabria fechou o placar nos minutos finais.

Agora, o Bahia espera o vencedor de Vitória x Jacuipense, que se enfrentam neste domingo. A final não tem data definida.


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O acompanhamento das redes sociais do mediador da negociação entre os Estados Unidos e o Irã revela que, em um período de 48 horas, as conversas sobre os limites do programa nuclear iraniano experimentaram uma reviravolta, que terminou com uma ofensiva militar e centenas de mortes.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel a cidades iranianas neste sábado (28) acontece em meio a rodadas de encontros entre representantes do presidente americano, Donald Trump, e do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

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Há anos, os países discutem os limites do programa nuclear iraniano. Enquanto o Irã sustenta que é para fins pacíficos, os Estados Unidos e alguns aliados, mais notadamente Israel, acusam fins militares.

Acordos

Em 2015, o então presidente americano Barack Obama, do Partido Democrata, firmou um acordo com os iranianos, que aceitariam a limitação da capacidade de enriquecimento de urânio em troca de alívio de sanções econômicas.

O nível de enriquecimento de urânio pode determinar se um programa nuclear é pacífico ou não.

Donald Trump, do Partido Republicano, adversário de Obama, assumiu o primeiro mandato como presidente em 2017 e, já no segundo ano, 2018, retirou o país do acordo com o Irã.

Mas, em 2025, primeiro ano do segundo mandato, Donald Trump voltou a sinalizar ao Irã a necessidade de um novo acordo.

Em meio à pressão e ameaça de guerra, o país do Oriente Médio voltou à mesa de negociação, que tem um mediador externo: o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr AlBusaidi.

Omã é um país do Oriente Médio ao sul do Irã, separado pelo Golfo de Omã, e tem em seu território a Península de Musandam, um enclave que forma o estreito de Ormuz.

Após os ataques americanos, o Estreito de Ormuz recebeu holofotes da indústria do petróleo, pois passam por ali cerca de 20% da produção mundial.

O receio de analistas é que o Irã bloqueie o estreito, o que levaria à escalada do preço da matéria-prima no mercado internacional.

Pelo perfil no X (antigo Twitter), Badr AlBusaidi mostra que 48 horas foram suficientes para a esperança de paz ser transformada em “consternação”.

Acompanhe a cronologia:

22 de fevereiro:

O mediador diz estar satisfeito em confirmar que uma rodada de conversa entre os dois países acontecerá em Genebra, Suíça, na quinta-feira (26), “com um impulso positivo para ir além e buscar a finalização do acordo”.

26 de fevereiro:

O ministro de Omã declara que as negociações terminaram o dia com “progresso significativo”, e que os negociadores voltariam aos seus respectivos países para consultas.

“Discussões em nível técnico ocorrerão na próxima semana em Viena”, anunciou.

27 de fevereiro:

Badr Albusaidi publicou a foto de um encontro com o vice-presidente americano, J.D. Vance, e escreveu que ambos compartilharam detalhes da negociação em andamento e o progresso alcançado até então.

“Sou grato pelo engajamento deles e espero avanços adicionais e decisivos nos próximos dias. A paz está ao nosso alcance”, concluiu.

Ainda na sexta-feira (27), o mediador compartilhou o vídeo de uma entrevista dele à rede de TV americana CBS News. Segundo ele, a entrevista foi para explicar que um acordo de país estava ao alcance.

“Sem armas nucleares. Nunca. Estoque zero. Verificação abrangente. De forma pacífica e permanente. Vamos apoiar os negociadores para concluir o acordo”, escreveu.

28 de fevereiro:

Neste sábado, dois dias depois de dizer que a negociação tinha atingido “progresso significativo” e no dia seguinte ter manifestado que a paz estava “ao alcance”, o mediador declarou estar “consternado”.

“As negociações ativas e sérias foram mais uma vez prejudicadas. Nem os interesses dos Estados Unidos nem a causa da paz global são bem atendidos por isso”.

Badr Albusaidi escreveu ainda que reza “pelos inocentes que irão sofrer”. “Peço aos Estados Unidos que não se deixem arrastar ainda mais. Esta não é a sua guerra”, apelou.

Mortes

Segundo o Crescente Vermelho, organização civil humanitária que atua no Oriente Médio, a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas. Em uma escola para meninas no sul do país, pelo menos 85 alunas foram mortas no bombardeio.