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O Irã afirma ter atingido várias bases norte-americanas no Oriente Médio em retaliação ao ataque ao país feito neste sábado (28), informa a rede Al Jazeera.

Segundo o canal, o governo iraniano confirmou que fez o ataque a várias bases dos EUA na região, incluindo Bahreim, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.

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A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que alvos militares de Israel e dos EUA no Oriente Médio viraram alvos “das poderosas explosões dos mísseis iranianos”. A Guarda disse ainda que “esta operação vai continuar sem trégua até que o inimigo seja definitivamente derrotado”. Para o exército do Irã, “todas as bases dos EUA na região são alvos legítimos”.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, disse à rede Al Jazeera que “o Irã tem o direito de se defender e lamenta qualquer perda humanitária que possa causar devido a esta escalada militar”.

Segundo a Al Jazeera, pelo menos uma pessoa morreu nos Emirados Árabes Unidos devido ao ataque do Irã. O Bahreim considerou a ofensiva do Irã um “ataque traiçoeiro e uma violação gritante da soberania e segurança do reino”.

Já o Kuwait e o Catar afirmam que interceptaram todos os mísseis disparados pelo Irã.


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Os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando pelo menos 57 alunos mortos, na manhã deste sábado (28), segundo a agência estatal iraniana IRNA. Outras sessenta crianças ficaram feridas.

O governador da província confirmou à agência que a escola foi atacada diretamente. O caso aconteceu pela manhã, enquanto os alunos estavam em aula, segundo a agência de notícias.

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Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse que o bombardeio foi um “crime flagrante”. Afirmou que o mundo deve reagir a esse ataque e que o “Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua principal responsabilidade de acordo com a Carta”.

Já a Guarda Revolucionária do Irã informou ter bombardeado bases americanas em resposta aos ataques deste sábado, segundo a agência IRNA.

As bombas foram lançadas contra bases no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de esconderijos militares nos territórios palestinos ocupados. A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu que os ataques com mísseis e drones das forças armadas iranianas vão continuar.

O exército israelense informa que várias cidades do país dispararam sirenes de alerta pelo risco de mísseis lançados pelo Irã. Também publicaram vídeos de alvos atingidos no Irã.

Ouça na Radioagência Nacional:

 


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em pronunciamento veiculado em sua rede social, que a principal justificativa para o ataque ao Irã é defender os estadunidenses. Afirmou, ainda, que o Irã jamais terá uma arma nuclear.

“Nosso objetivo é defender os norte-americanos eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel, de pessoas terríveis e duras”, afirmou o mandatário.

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Ao sinalizar estar inclinado a fazer várias demonstrações de força, Trump acrescentou que iria “destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”. 

“Vamos aniquilar sua Marinha. Vamos garantir que os grupos terroristas da região não possam mais desestabilizar a região ou o mundo”, afirmou.

Ainda segundo o pronunciamento de Trump, “eles [Irã] nunca terão uma arma nuclear”.

“Este regime logo aprenderá que ninguém deve desafiar a força e o poder das Forças Armadas dos Estados Unidos” acrescentou. 

Em sua manifestação, também replicada na conta do Instagram da Casa Branca, Trump afirmou que “há pouco tempo as Forças Armadas dos EUA iniciaram uma grande operação de combate no Irã”, organizada como reação a uma sucessão de investidas.

“Por 47 anos, o regime iraniano tem promovido um banho de sangue”, argumentou o presidente norte-americano. 

Ao longo de seu pronunciamento, Trump fez diversas menções a “pessoas inocentes” que teriam perdido a vida em arremetidas das forças iranianas, apelando, inclusive, a referências aos militares mortos em atividade. Ao citar episódios passados, destacou a tomada de estudantes, por 444 dias, da Embaixada dos EUA em Teerã, “a primeira ação do regime”, em que foram feitos reféns, e o atentado de 1983, no qual os alvos eram fuzileiros navais. 

Os estudantes à frente da ocupação da embaixada, em 1979, reivindicavam a extradição do xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto, à época em tratamento médico nos Estados Unidos. A estratégia ocorreu no contexto da proclamação da República Islâmica do Irã.

Netanyahu

Também classificando os iranianos como terroristas e assassinos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conclamou os cidadãos para seguir ordens do Comando da Defesa Civil e pediu “paciência e coragem”, com a deflagração, nos próximos dias, da Operação O Rugido do Ariano. As armas nucleares do Irã, afirmou, representam uma ameaça a toda a humanidade.

“Durante 47 anos, o regime do Aiatolá bradou “Morte a Israel”, “Morte à América”. Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo”, afirmou Netanyahu.

“Nossa ação conjunta criará as condições para que o bravo povo iraniano tome as rédeas do seu destino. Chegou a hora de todos os segmentos da população do Irã – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico”, conclamou.


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O ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, neste sábado (28), provocou reação imediata de vários países, alguns condenando a ação e outros demonstrando apoio à escalada militar no Oriente Médio.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, declarou: “O pacificador agiu novamente. As negociações com o Irã foram apenas uma fachada. Todos sabiam disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2,5 mil anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos.”

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Outra manifestação importante foi a do presidente francês, Emmanuel Macron. Numa rede social ele escreveu que “o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã traz graves consequências para a paz e segurança internacionais”. “Neste momento decisivo, todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do nosso território nacional, nossos cidadãos e nossos interesses no Oriente Médio”, acrescentou.

O presidente espanhol, Pedro Sanchez, condenou o ataque. “Rechaçamos a ação militar unilateral dos EUA e de Israel, que representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil. Rejeitamos igualmente as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária. Não podemos nos permitir outra guerra prolongada e devastadora no Oriente Médio. Exigimos a desescalada imediata e o pleno respeito ao direito internacional. É hora de retomar o diálogo e alcançar uma solução política duradoura para a região”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avalia que “os acontecimentos no Irã são de grande preocupação”. “Permanecemos em contato próximo para salvaguardar a segurança regional e a estabilidade. Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam escalar tensões e minar o programa de não proliferação nuclear é de vital importância. A União Europeia adotou grandes sanções em resposta às ações do regime assassino do Irã e de sua Guarda Revolucionária e promovemos consistentes esforços diplomáticos”.

A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, disse que determinou a adoção de medidas necessárias para garantir a segurança de cidadãos do país que estão nas áreas do ataque. “Israel anunciou que realizou um ataque preventivo contra o Irã. Em seguida, também foi anunciado o envolvimento dos Estados Unidos. Dada a existência de tais preocupações, até agora vínhamos tomando medidas preventivas, como a evacuação antecipada de cidadãos japoneses para nos prepararmos para qualquer eventualidade. No entanto, ao receber a notícia, imediatamente instruí os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e a adotarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses que permanecem no local.”

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, também publicou numa rede social sua manifestação diante do ataque a Irã. “Diante dos graves desenvolvimentos que a região está vivenciando, volto a apelar a todos os libaneses para que se revestam de sabedoria e patriotismo, colocando o interesse do Líbano e dos libaneses acima de qualquer cálculo. E reitero que não aceitaremos que alguém arraste o país para aventuras que ameacem sua segurança e sua unidade.”

Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano, escreveu um longo texto onde afirmou que seu país está do lado do “povo corajoso do Irã em sua luta contra a opressão”. Ele escreveu que o regime iraniano “tem sido uma força desestabilizadora por meio de seus programas de mísseis balísticos e nucleares, apoio a grupos armados e atos brutais de violência e intimidação”.  Albanese declarou ainda que a Austrália “apoia os Estados Unidos em ações para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e para impedir que o Irã continue a ameaçar a paz e a segurança internacional”.


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O número de mortes nas enchentes em Minas Gerais subiu para 66, das quais 60 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou neste sábado (28) o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Três pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Ubá e uma em Juiz de Fora, o menino Pietro, de 9 anos de idade.

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Até a manhã deste sábado, havia 65 pessoas mortas, mas os Bombeiros encontraram o corpo de um homem não identificado em Juiz de Fora, no Bairro Linhares.

As chuvas causaram alagamentos e deslizamentos de terras e os bombeiros trabalham para buscar sobreviventes e para retirar os corpos em meio aos escombros.

Em Juiz de Fora, segundo a prefeitura, mais de 4,2 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas e foram registradas 2.149 ocorrências pela Defesa Civil desde segunda-feira (24). Em Ubá, são pelo menos 421 desabrigados e desalojados.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, disse, na sexta-feira (27), que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias.  

Também na sexta-feira, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.

Em Minas Gerais, os municípios de Ubá e Matias Barbosa, afetados pelas fortes chuvas desta semana, estão entre os contemplados.