O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que a medida busca “reviver a esperança de paz” para palestinos e israelenses.

O Reino Unido, o Canadá e a Austrália anunciaram neste domingo o reconhecimento do Estado palestino, com a expectativa de que uma solução de dois Estados traga estabilidade ao Oriente Médio, apesar das fortes críticas do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Starmer destacou que a decisão representa “um passo para reavivar a esperança de paz tanto para os palestinos quanto para os israelenses”.
“Reconhecemos o Estado de Israel há mais de 75 anos como a pátria do povo judeu”, afirmou em uma mensagem em vídeo no X. “Hoje nos juntamos a mais de 150 países que também reconhecem a Palestina. É uma promessa de que pode haver um futuro melhor.”
Ele reforçou que o reconhecimento não é uma recompensa ao Hamas, grupo que promoveu o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, resultando em mais de 1.200 mortos, em sua maioria civis, e no sequestro de 251 pessoas. O Hamas controla atualmente a Faixa de Gaza.
“O Hamas é uma organização terrorista brutal”, declarou Starmer, deixando claro que o grupo “não terá futuro, não terá papel no governo nem na segurança de um Estado palestino”.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também se pronunciou no X, ressaltando que o país oferece “parceria na construção de um futuro pacífico tanto para a Palestina quanto para Israel”.
Já o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, e a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, divulgaram um comunicado conjunto, afirmando que o Hamas “não deve ter nenhum papel em um Estado palestino”.
Segundo o documento, “o reconhecimento da Palestina pela Austrália, em alinhamento com Canadá e Reino Unido, faz parte de um esforço internacional coordenado para fortalecer a solução de dois Estados, iniciando com um cessar-fogo em Gaza e a libertação dos reféns sequestrados em 7 de outubro de 2023”.
Atualmente, mais de 145 países já reconhecem a Palestina, incluindo mais de uma dezena de nações europeias.
O governo de Benjamin Netanyahu, no entanto, rejeita a ideia de um Estado palestino. O premiê afirmou que os países que tomaram a decisão “estão recompensando o terror com um prêmio enorme”.
“Isso não vai acontecer”, declarou Netanyahu. “Um Estado palestino não será estabelecido a oeste do Rio Jordão.”
O líder israelense prometeu anunciar a resposta oficial após sua viagem aos Estados Unidos, onde terá encontro com o presidente Donald Trump na Casa Branca.
Trump já havia criticado a decisão de Reino Unido, Canadá e Austrália durante visita recente à Grã-Bretanha, reforçando sua oposição à medida.
Enquanto isso, 48 reféns ainda permanecem em Gaza, e acredita-se que menos da metade esteja viva. Os ataques liderados pelo Hamas em outubro de 2023 marcaram um dos episódios mais violentos do conflito, com cerca de 1.200 mortos e centenas de sequestros.
A Associated Press contribuiu para esta reportagem.

