Ucrânia ataca e destrói 40 aviões russos com drones em operação secreta. Rússia responde com maior bombardeio aéreo desde 2022. Clima é de guerra total antes das negociações na Turquia.

Mais de 40 aeronaves militares russas foram destruídas por um ataque ucraniano com drones, realizado dentro do próprio território da Rússia. A operação, revelada neste domingo (1º), foi confirmada pelo Serviço de Segurança da Ucrânia. O bombardeio acontece às vésperas de uma nova rodada de negociações de paz, marcada para esta segunda-feira (2), em Istambul, na Turquia.
De acordo com fontes militares ouvidas sob anonimato, o plano foi desenvolvido por mais de um ano e meio e contou com supervisão direta do presidente ucraniano “volodmir zelenski”. Em seu discurso à nação, Zelenski confirmou que 117 drones foram utilizados na ofensiva, muitos dos quais teriam sido escondidos em casas de madeira pré-fabricadas, contrabandeadas para dentro da Rússia.
Essas casas funcionavam como bases de lançamento disfarçadas. Os drones teriam sido posicionados sob telhados que, ao serem abertos remotamente, permitiram que os equipamentos de ataque decolassem de forma coordenada e surpreendente. Imagens compartilhadas por canais russos nas redes sociais mostraram parte da ação, incluindo drones saindo de contêineres e tentativas de interceptação por militares russos.
Aeronaves de longo alcance foram o principal alvo
Segundo a fonte ucraniana, bombardeiros estratégicos como os Tu-95, Tu-22M e os aviões de vigilância A-50 foram atingidos nos aeródromos militares. O impacto da operação foi significativo: 34% da frota aérea russa de lançamento de mísseis teria sido eliminada, gerando um prejuízo estimado em US$ 7 bilhões. Essas informações, no entanto, ainda não puderam ser verificadas de maneira independente.
Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia reconheceu os ataques e confirmou que danos foram causados a aeronaves e estruturas em diversas bases. As regiões de Irkutsk (a mais de 4 mil quilômetros da Ucrânia), Murmansk (no norte) e Amur (no Extremo Oriente) foram algumas das atingidas. Também foram registrados combates em Ivanovo e Ryazan, no oeste russo.
Além disso, explosões durante a noite provocaram o colapso de duas pontes e o descarrilamento de dois trens. Sete pessoas morreram em um dos incidentes e dezenas ficaram feridas. Curiosamente, a palavra “explosões” foi posteriormente removida de um comunicado oficial emitido pelo Comitê de Investigação da Rússia, levantando questionamentos sobre a origem dos danos.
Rússia responde com ataques em massa à Ucrânia
Enquanto aviões russos eram destruídos em solo, a Rússia lançou sua maior ofensiva com drones desde o início da guerra em 2022. De acordo com a força aérea ucraniana, 472 drones foram disparados, além de sete mísseis. Os ataques atingiram diferentes regiões, incluindo uma unidade de treinamento militar ucraniana, onde 12 soldados morreram e mais de 60 ficaram feridos.
Em decorrência do ataque, o comandante ucraniano “mykhailo drapatyi” apresentou sua renúncia. Ele era reconhecido por ter liderado reconquistas territoriais importantes na frente leste em 2022. Sua saída ocorre em um momento delicado, em meio à falta de tropas e ao avanço da tecnologia russa com drones de reconhecimento e ataque ao longo da linha de frente.
A unidade atingida encontrava-se na retaguarda da frente ativa de mil quilômetros. Por esse motivo, o ataque surpreendeu militares ucranianos, que haviam tomado medidas para evitar aglomerações. Ainda assim, as defesas aéreas não conseguiram interceptar o volume massivo de equipamentos enviados pela Rússia.
Negociações de paz começam sob tensão

Em meio à escalada dos ataques, uma delegação ucraniana será enviada a Istambul nesta segunda-feira, liderada pelo ministro da Defesa “rustem umerov”. Em uma declaração publicada no Telegram, Zelenski reafirmou o compromisso com a soberania ucraniana: “Estamos fazendo tudo para proteger nossa independência, nosso Estado e nosso povo”, escreveu o presidente.
A Ucrânia exigiu que o Kremlin apresentasse um memorando com sua posição sobre o fim da guerra antes das negociações. Moscou, por sua vez, indicou que o documento seria compartilhado apenas durante as reuniões. Analistas veem esse novo encontro como um possível ponto de virada, embora o clima de tensão gerado pelos ataques aéreos dificulte avanços concretos.
Enquanto os combates continuam intensos e as perdas se acumulam de ambos os lados, a guerra entre Rússia e Ucrânia entra em uma nova fase: marcada por tecnologias de precisão, espionagem avançada e ataques profundos dentro do território inimigo. Ainda não está claro se o novo ciclo de negociações trará soluções duradouras ou apenas mais promessas frustradas.
Esta matéria foi produzida com base em informações verificadas de agências internacionais e adaptada exclusivamente por nossa redação. A reprodução do conteúdo sem crédito é proibida.
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