Economia e Negócios


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No ano de 2026, as vendas de veículos novos no Brasil devem apresentar um crescimento acima do previsto inicialmente pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Segundo projeção que foi revista e divulgada nesta quinta-feira (2) pela federação, a venda de veículos novos deve crescer em torno de 8,6% neste ano, com mais de 5,2 milhões de unidades comercializadas. A projeção engloba o emplacamento de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários (como carrocerias).

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No início do ano, a entidade projetava crescimento em torno de 6,1% para este ano.

Quando se consideram apenas automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, a estimativa atual aponta um crescimento de 7,9%, com expectativa de que 2,7 milhões de unidades sejam vendidas, bem acima do que projetava a entidade anteriormente, de crescimento de 3,02%.

No segmento de motos, por exemplo, a Fenabrave espera um recorde histórico, com alta de 10% e vendas acima de 2,4 milhões de unidades.


São Paulo (SP), 02/07/2026. - O presidente da FENABRAVE, Arcelio Júnior, durante coletiva de Imprensa aonde apresenta o balanço do primeiro semestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 02/07/2026. - O presidente da FENABRAVE, Arcelio Júnior, durante coletiva de Imprensa aonde apresenta o balanço do primeiro semestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
O presidente da Fenabrave, Arcelio Júnior, em entrevista coletiva em São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em entrevista coletiva na capital paulista, o presidente da Fenabrave, Arcélio Junior, disse que a federação precisou fazer uma revisão das projeções para o ano porque o setor vem apresentando um “crescimento acima do esperado”.

“A gente teve um crescimento acima do esperado, acima da nossa previsão inicial e, diante disso, ontem nós ficamos à tarde aqui revisando e reanalisando [os dados]. Conversamos sobre cada segmento e agora estamos reavaliando nossas projeções”, disse.

Crescimento

No primeiro semestre deste ano, o setor como um todo apresentou uma expansão de 16,01%, com a comercialização de 2.715.403 unidades. “Nós tivemos neste ano um surpreendente crescimento na venda de veículos”, ressaltou o presidente da Fenabrave.

Parte desse aumento, diz a entidade, se deve principalmente ao programa federal Carro Sustentável, que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e sustentáveis. Também contribuíram para essa alta a redução de preços motivada pela concorrência e o crescimento de concessionárias no país, que somam agora 8.401 filiadas à Fenabrave.

Considerando-se apenas o emplacamento de automóveis e comerciais leves, o crescimento foi de 20,11% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1.359.107 unidades. O segmento de motos também teve um bom desempenho entre janeiro e junho deste ano, com 1.174.459 unidades emplacadas, o que representou alta de 14,10% frente ao primeiro semestre de 2025.

Quanto aos segmentos de ônibus e caminhões, o desempenho ainda permanece negativo. No acumulado do ano, foi registrada queda de 9,09%, com 61.020 novas unidades comercializadas. Para o fechamento do ano, a projeção para caminhões e ônibus também continua negativa, com quedas de 7,8% (caminhões) e de 9,2% (ônibus).

“No segmento de caminhões, a gente teve um crescimento em junho de quase 15% em relação a maio e de 13,5% em comparação a junho do ano passado, basicamente impulsionado pelo programa Move Brasil”, disse o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli.

Segundo ele, o programa Move Brasil, que oferece juros reduzidos na troca de caminhões mais antigos, continua ajudando, mas ainda não foi capaz de reverter a queda que já vinha ocorrendo há tempos no segmento de caminhões. “A informação que a gente tem é que os recursos aportados no Move 2 já terminaram. Porém tem muitas operações que ainda não se converteram em emplacamentos em função da burocracia”, afirmou Franciulli.


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O governo brasileiro confirmou nesta quinta-feira (2) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Após reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.

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Segundo nota divulgada pelo Mdic, o diálogo foi considerado “construtivo”, mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo norte-americano para definir eventuais medidas comerciais.

Diálogo mantido

Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.

De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

Debate

As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:

  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • etanol;
  • desmatamento ilegal.

O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.

Corrida contra o prazo

Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.

“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.

“Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar.”

Críticas à politização

Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. “Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar”

O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.

“Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo.”

Próximos passos

Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.

No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.


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A venda de veículos novos, que engloba o emplacamento de automóveis, comerciais leves – picapes e furgões -, ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários como reboques e carrocerias cresceu 16,01% no primeiro semestre do ano, com a comercialização de 2.715.403 unidades.

Considerando apenas o mês de junho, houve o emplacamento de 488.420 unidades de veículos novos, uma queda de 0,82% frente a maio e crescimento de 18,96% em relação a junho do ano passado. 

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Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Um dos destaques do semestre foi o emplacamento de automóveis e comerciais leves, que apresentou crescimento de 20,11% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1.359.107 unidades. 

O segmento de motos também teve um bom desempenho entre janeiro e junho deste ano, com 1.174.459 unidades emplacadas, o que representou crescimento de 14,10% frente ao primeiro semestre de 2025.

Quanto aos segmentos de ônibus e caminhões, o desempenho ainda continua negativo. No acumulado do ano foi registrada queda de 9,09%, com 61.020 novas unidades comercializadas.

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A investigação aberta pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para apurar irregularidades na divulgação de apostas esportivas durante transmissões da CazéTV, nos jogos da Copa do Mundo 2026, reacendeu o debate entre especialistas sobre os limites entre conteúdo editorial, entretenimento e publicidade em plataformas digitais.

A CazéTV tornou-se uma das principais plataformas de transmissão da Copa e passou a disputar espaço com emissoras tradicionais. O canal assumiu o protagonismo na cobertura esportiva nacional e é a única plataforma que vai transmitir todos os 104 jogos da competição.

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Na última quinta-feira (25), a empresa foi citada em uma investigação da Senacon, órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para averiguar ilegalidades na publicidade de apostas esportivas de quota fixa, as chamadas bets. A investigação reacendeu o debate entre especialistas sobre os limites entre informação, entretenimento e responsabilidade social.

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Durante as transmissões e pré-jogos, narradores do canal recomendaram odds, indicadores das probabilidades e do retorno potencial das apostas, indicando que determinados resultados eram prováveis de acontecer. E dicas de como e em quem apostar também eram passadas na tela.

Um levantamento realizado pelo portal ICL Notícias monitorou 48 partidas transmitidas pela CazéTV e identificou 74 sugestões de apostas. Em 61% dos casos, o resultado previsto não se confirmou. As ofertas eram feitas pelas três bets que figuram na lista de anunciantes da CazéTV durante a Copa: Bet365, Betnacional e KTO.

Publicidade de apostas

 


Arte sites de apostas. Argumentos Bets.
Arte sites de apostas. Argumentos Bets.
Empresas de aposta esportiva se tornaram a segunda maior categoria anunciante durante a Copa – Arte sites de apostas. Argumentos Bets. – Arte/EBC

Empresas de aposta esportiva se tornaram a segunda maior categoria anunciante durante a Copa, atrás apenas do setor de alimentos e bebidas. Nas transmissões oficiais, compartilhadas entre Rede Globo, CazéTV e SBT, todas contam com empresas de bet no quadro de anunciantes.

Para o professor da Universidade Federal do Alagoas e coordenador do Observatório das Transmissões de Futebol, Anderson Santos, a diferença da CazéTV está no estilo de transmissão. Esse formato em que informação, entretenimento e merchandising circulam dentro da mesma chamada combina bem para marcas de consumo comum, mas representa um limite mais sensível quando envolve apostas esportivas.

“Essa tentativa de interagir como algo natural com a mercadoria eles conseguem fazer bem, mas caíram no problema sério porque [aposta] esportiva é um problema de saúde coletiva, né? Saúde financeira, corpo físico e mental. E aí você transformar isso como algo do dia a dia é extremamente perigoso”, disse Santos.

Janaine Aires, professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e líder do Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação, aponta que, com regras mais rígidas de publicidade nos veículos tradicionais, a internet acaba se tornando um terreno fértil, uma zona cinzenta a ser explorada.

Segundo ela, na televisão aberta, a publicidade é um bloco separado do conteúdo editorial, já o modelo de transmissão da CazéTV integrou as duas coisas. O formato expõe uma lacuna dos órgãos de fiscalização, que ainda estão entendendo como lidar com formatos digitais nativos e abre espaço para uma investida mais predatória das marcas.

“Diante da possibilidade de uma brecha, há uma migração para uma nova plataforma que não responde às regras impostas para o contexto tradicional. E aí os investidores, os financiadores, criam suas próprias regras até que, de alguma forma, existe algum tipo de freio para que as coisas não sigam fora do rumo”, explicou.

De acordo com um estudo publicado em junho pela Agência Macfor, que acompanhou as buscas ativas pelo termo bet durante o mês anterior ao início da Copa do Mundo, foram registradas mais de 18 milhões de buscas no país. O levantamento também indica que seis em cada dez brasileiros pretendiam apostar. Nos últimos cinco anos, o interesse por bets subiu 496% no Brasil.

Dados do Ministério da Fazenda apontam que o setor teve um lucro bruto de R$ 37 bilhões em 2025. Em comparação com outros países, o interesse caiu 19,6% no Reino Unido, 53% em Portugal e 12,6% na Espanha. Na Argentina, avançou 268,8%, apurou a Agência Macfor.

Cazé TV

A CazéTV foi fundada em 2022 por meio de uma parceria entre a empresa LiveMode, com mais de 20 anos de experiência no mercado de direitos de transmissão, e o streamer Casimiro Miguel, que ganhou notoriedade gravando lives descontraídas durante a pandemia de Covid-19.

A parceria ganhou força com a aprovação da Lei do Mandante em 2021 (Lei nº 14.205/2021), que deu aos clubes de futebol liberdade para negociar as transmissões dos jogos, e enfraqueceu o monopólio da Rede Globo. Na Copa do Mundo de 2022, o canal fechou um pacote de transmissão de 22 jogos em uma parceria com a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa).

Anderson Santos classifica esse estilo como uma cobertura esportiva voltada ao entretenimento, onde a preocupação é gerar engajamento dentro de um cenário em que a concorrência pela atenção do espectador é alta, e não necessariamente como jornalismo esportivo.

“Você tem uma liberdade de conteúdo maior, e isso de vez em quando gera alguns problemas a partir dos comentários. Então, a gente tá vendo em casa, no celular, enfim, como se tivesse encontrando os amigos numa mesa de bar para comentar do jogo”.

Santos defende que é um erro pensar nessa reorganização como o fim da televisão tradicional, que ainda detém maior expressão no território nacional. Ele defende que o consumo vai continuar estável, com pequenas adequações à necessidade do público.

“Por conta mesmo do que virou o nosso ritmo de vida, especialmente depois da pandemia, que a gente precisa estar em diferentes telas, estar trabalhando no lugar e fazendo outra coisa, enfim, trazendo essa flexibilidade do consumo”.

Janaine Aires enxerga nesse modelo, onde as linhas entre informação e entretenimento são mais ambíguas, uma saída segura para o estilo adotado pela CazéTV.  E também uma tendência de precarização do mercado profissional.

“O profissional do entretenimento é mais barato que o profissional do jornalismo. Fazer jornalismo é mais caro. Então dizer que não faz também é uma forma de precarizar, porque se eles dissessem ‘ah, não, a gente faz jornalismo’, por exemplo, eles teriam que obedecer às regras sindicais, né?”, pontuou.

Regulamentação

 Atualmente, dois projetos sobre o assunto estão em tramitação, o PL 2.478/2026 na Câmara dos Deputados, e o PL 2.470/2026 no Senado. Ambos com a mesma proposta de proibir publicidade e o patrocínio de empresas de apostas esportivas e jogos online em diferentes meios de comunicação e eventos no país. A proposta é da Frente Parlamentar Mista para a Promoção da Saúde Mental.

Janaine Aires faz um paralelo com o que ocorreu com a indústria do tabaco, cuja publicidade é proibida. Mas alerta como o patrocínio das empresas de bet em vários setores do país pode dificultar essas ações.

“Se eu tenho uma empresa jornalística que é patrocinada por bet, e isso já é uma realidade no país, então essa discussão não vai ser tratada no jornalismo, por exemplo. Quando a gente traz essa informação, pesquisas já apontam que o próximo congresso vai somar mais um B aos Bs que a gente já tem, que é o boi, a bala, a Bíblia e agora a Bet. Então o cenário da democracia brasileira de alguma maneira está em risco”, finalizou.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.


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Cerca de 149,5 mil pescadores artesanais começarão a receber, em 7 de julho, aproximadamente R$ 874,5 milhões em benefícios do Seguro-Defeso do Pescador Artesanal (SDPA). O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destinará os recursos a quem teve o direito ao benefício reconhecido e aguardava apenas a liberação dos valores.

O pagamento será feito em parcela única e contempla pedidos referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026.

O que é

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O seguro-defeso é um benefício pago ao pescador artesanal durante o período em que a pesca é proibida por determinação ambiental. A restrição, conhecida como defeso, tem o objetivo de proteger a reprodução das espécies e preservar os estoques pesqueiros.

Durante esse intervalo, os trabalhadores ficam impedidos de exercer a atividade e recebem o benefício para garantir a renda enquanto a pesca permanece suspensa.

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Quem recebe

Terão direito ao pagamento os pescadores que solicitaram o benefício dentro do prazo previsto em lei, atenderam aos requisitos exigidos e já tiveram o pedido aprovado pelo INSS.

Segundo o instituto, esses trabalhadores aguardavam apenas a emissão do pagamento, que agora foi autorizada.

A medida foi possível após a publicação da Lei nº 15.399, de 4 de maio de 2026, que autorizou, em caráter excepcional, a liberação dos benefícios referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026.

Como consultar

Os pescadores que já tiveram o benefício aprovado podem consultar a situação do pagamento pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Emprega Brasil.

Quem ainda possui pedido em análise ou precisa regularizar alguma pendência deve acompanhar o processo pelos canais oficiais do INSS, como o site e o aplicativo Meu INSS, além da Central 135.

Próximos pagamentos

De acordo com o INSS, os requerimentos que ainda dependem da conclusão da análise ou da regularização de documentos continuarão sendo processados normalmente.

À medida que os pedidos forem aprovados, os beneficiários serão incluídos nos próximos lotes de pagamento.

A operação foi realizada em conjunto pelo INSS, pelo Ministério da Previdência Social, pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Dataprev, responsável pelo suporte tecnológico necessário para a liberação dos benefícios.


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Dois editais públicos, lançados terça-feira (30) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do  Plano Safra voltado a agricultores familiares. 

Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.

Política pública

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Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda. 

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores. 

Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.

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Ciência e desenvolvimento

O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.

O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar. 

A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep

Crédito

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. 

Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.