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 A eliminação do Brasil na Copa do Mundo repercutiu em peso no exterior. Nesta segunda-feira (6), dia seguinte à derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final, o revés estampou capas e páginas de jornais esportivos em todo o mundo. Não faltaram críticas e até ironias ao fracasso verde e amarelo.

No diário argentino Olé, o tropeço brasileiro foi o destaque principal, com a manchete “No compasso do tamborim”. À seleção local, atual campeã e ainda na disputa pelo tetra mundial, foi destinado um espaço menor, o mesmo dedicado à classificação da Inglaterra às oitavas e aos confrontos desta segunda pela competição.

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“Você se lembra do Brasil que adorava manter a posse de bola? Aquele que reverenciava a habilidade técnica? Aquele definido por parcerias criativas? Aquele que tratava o ‘Futebol Total’ como uma religião? A modernidade varreu tudo isso, e esta seleção joga, vence e perde utilizando uma fórmula diferente”, relatou a crônica publicada no site do Olé, que concluiu:

“A vitória [da Noruega] foi muito justa, histórica e explicativa: o preço por abandonar seu DNA custou o Mundial aos brasileiros”.


Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Olé fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Olé/Divulgação
Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Olé fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Olé/Divulgação
Foto: Olé/Divulgação – Olé/Divulgação

O italiano Corriere dello Sport, que destacou a vitória do piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, no Grand Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1, também deu espaço à queda da seleção canarinho, dirigida pelo compatriota Carlo Ancelotti. A chamada na capa diz que “[Erling] Haaland fez o Brasil chorar”, enaltecendo o atacante que marcou os dois gols noruegueses.

A matéria sobre a partida, veiculada no site do diário, recordou que o Brasil, na próxima Copa, estará em meio a um jejum de 28 anos sem título mundial e que a seleção brasileira, hoje, é um time “menor, laborioso, episódico”. E ironizou a realidade da própria Itália, que perdeu duas vezes para a Noruega nas eliminatórias e que, pela terceira edição seguida, está fora do Mundial.

“Apesar de todas as limitações da nossa pequena Itália, uma coisa, talvez, está clara agora: ficamos fora, mas a Noruega foi o pior sorteio possível. Teríamos gostado de ver a Alemanha em nosso grupo da eliminatória”, finalizou o texto.


Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Marca fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Marca/Divulgação
Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal Marca fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: Marca/Divulgação
Foto: Marca/Divulgação – Marca/Divulgação

O espanhol Marca teve como manchete o duelo a seleção do país contra Portugal, marcado para 16h (horário de Brasília) desta segunda, em Miami (Estados Unidos). A derrota do Brasil, porém, também estampou a capa do diário esportivo, destacando, além de Haaland, o goleiro Orjan Nyland, de grandes defesas na partida.

O relato do confronto chama atenção para as entradas do volante Danilo Santos e de Neymar, aos 22 minutos do segundo tempo, nos lugares de Gabriel Martinelli e Rayan. As mudanças tiraram o também atacante Endrick do comando ofensivo e o colocaram na ponta direita.

“Ali se acabou todo o equilíbrio do Brasil de Ancelotti”, resumiu a reportagem, que ainda questionou o porquê de Vinícius Júnior não ter cobrado o pênalti do primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0 – o volante Bruno Guimarães foi para a bola, mas desperdiçou o chute, parando em Nyland.

“No Real Madrid [Espanha], rodeado de cobradores destacados, como [o atacante francês Kylian] Mbappé ou [o meia inglês Jude] Bellingham, o brasileiro conquistou (e lutou por isso), com Ancelotti, o direito de cobrar pênaltis. E porque, no Brasil, ele não é um ator secundário. É a estrela. É por quem gira o projeto, quem pede a bola, que é o protagonista dos grandes jogos. Precisamente por isso, custa entender que, no momento de maior responsabilidade, ela tenha decidido se afastar”, concluiu a matéria.


Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal A Bola fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: A Bola/Divulgação
Brasília (DF), 06/07/2026 - Capa do jornal A Bola fala da elimininação do Brasil pela Holanda na Copa do Mundo de 2026. Foto: A Bola/Divulgação
Foto: A Bola/Divulgação – A Bola/Divulgação

O jornal A Bola, de Portugal, outro a dar amplo espaço à decisão desta segunda contra a Espanha, foi mais um a registrar, na capa, o revés brasileiro. A chamada falou de Haaland e do meia Andreas Schjelderup, atleta do Benfica, time mais popular do país.

A matéria do jogo, publicada no site do veículo, também destacou Vinícius Júnior, mas em tom menos crítico que o Marca. Para o diário, o “adeus” do brasileiro à Copa foi “cruel”.

“O atacante exibiu-se a um bom nível, liderou o ataque brasileiro, criou jogadas de perigo (aquele passe para Endrick é extraordinário), mas não conseguiu guiar o escrete até as quartas”, finalizou a reportagem, mencionando a assistência de Vinícius Júnior ao ex-jogador do Palmeiras, que, sozinho, na frente do goleiro, desperdiçou a melhor chance do Brasil na segunda etapa.

Quando Portugal e Espanha se enfrentaram pela primeira vez no futebol, em 19 de dezembro de 1921, a rivalidade entre os vizinhos da Península Ibérica já existia a quilômetros dali. Mais precisamente em Santos, no litoral sul de São Paulo. Há exatos 107 anos, ocorria o jogo pioneiro do chamado “Clássico das Colônias”, entre Portuguesa Santista e Jabaquara.

Sim, o primeiro encontro entre os clubes que ostentam, nas respectivas histórias, as origens de seus fundadores, foi disputado em um 6 de julho. O mesmo dia em que, nesta segunda-feira de 2026, as duas seleções estarão frente a frente por um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo, às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).

Naquele jogo de 6 de julho de 1919, o Jabaquara venceu por 1 a 0. Ou melhor, o Hespanha Foot Ball Club, nome de batismo da instituição, fundada em 15 de novembro de 1914 por jornaleiros espanhóis que viviam em Santos e se reuniram, justamente, no bairro do Jabaquara.

O “H” não é por acaso. A grafia “Hespanha”, além de relacionada a Hispania (como os romanos chamavam a Península Ibérica), representa uma afirmação de identidade cultural da Galícia, comunidade autônoma que fica no noroeste da Espanha. Cerca de 80% dos integrantes da comunidade espanhola em Santos são nativos ou de família galega.

“Essa comunidade tem como missão manter viva a cultura espanhola, principalmente falando dos descendentes que migraram para cá e seus próprios simpatizantes. Podemos dizer que ela se constitui de três instituições. Uma é o Centro Espanhol de Santos, que tem diversas atividades, desde tênis de mesa, dança, curso de idioma, futebol de botão, entre outros. Há a Sociedade Beneficente Rosália de Castro, voltada à assistência social. E uma agremiação esportiva, que é o Jabaquara”, descreveu José Dominguez Fernandez, o Pepe, presidente do Jabuca, à Agência Brasil.

Três anos após o surgimento do Hespanha, um grupo de portugueses que se reunia em um salão de barbearia de Santos, inspirado pela criação do atual Jabaquara, decidiram fundar uma agremiação para representar a comunidade lusitana. No dia 20 de novembro de 1917, nasceu a Associação Atlética Portuguesa.

“Muitas das pessoas que frequentam o clube fazem parte das instituições da comunidade portuguesa, como a Casa da Madeira, o Centro Cultural Português e o consulado também. Tudo faz parte de um grande grupo, de várias entidades que estão sempre unidas, porque compartilham da mesma história”, contou o presidente da Briosa (apelido do clube santista), Frederico Barreiros, à Agência Brasil.


Brasília (DF), 05/07/2026 – Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil.
Foto: Douglas Teixeira/Agência Briosa
Brasília (DF), 05/07/2026 – Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil.
Foto: Douglas Teixeira/Agência Briosa
Clássico centenário mexe com rivalidade Portugal x Espanha no Brasil. – Douglas Teixeira/Agência Briosa

Marcados na história

A trajetória dos clubes se cruza, em vários momentos, com a do esporte brasileiro e do país. Ambos, por exemplo, estão entre os fundadores, em 1941, da Federação Paulista de Futebol (FPF) – assim como o Santos, vizinho mais “famoso”.

Por um lado, a Briosa já teve um jogador – o meia Argemiro – convocado para representar o Brasil em uma Copa do Mundo, em 1938. Por outro, o Jabuca se orgulha de ter revelado um dos maiores goleiros da história: Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial em 1958 e 1962.

A mudança de Hespanha para Jabaquara, por sua vez, tem relação com a Segunda Guerra Mundial. O decreto 4.166, de 11 de março de 1942, no governo de Getúlio Vargas, determinou que bens de pessoas físicas e jurídicas de países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) poderiam ser confiscados para compensar prejuízos causados ao Brasil pelo conflito.

O movimento fez instituições relacionadas às nações alterarem os respectivos nomes. Casos do Palestra Itália de São Paulo (Palmeiras) e o de Minas Gerais (Cruzeiro), ou do Germânia (atual Esporte Clube Pinheiros, da capital paulista). O Hespanha adotou a alcunha do bairro onde nasceu. Curiosamente, a sede da agremiação não fica mais no Jabaquara, mas sim na Caneleira, na zona noroeste de Santos.

A Portuguesa Santista também tem, na história, um marco extracampo. Em 1959, o time fez uma excursão ao continente africano e esteve na África do Sul em meio ao regime de segregação racial que ficou conhecido como Apartheid. Antes de um amistoso contra um combinado da Cidade do Cabo, três atletas da equipe brasileira – Nenê, Bota e Guilherme – foram impedidos de ir a campo por serem negros.

A Briosa não aceitou e o jogo não ocorreu. A recusa recebeu apoio do então presidente Juscelino Kubitschek, na primeira manifestação oficial do Brasil contra o Apartheid. Na sequência da viagem pela África, foram 15 jogos e 15 vitórias, o que rendeu à Portuguesa Santista a chamada “fita azul”, um reconhecimento concedido entre as décadas de 1950 e 1970 a clubes que retornavam invictos de excursões ao exterior.

Tradição centenária

O retrospecto entre as seleções de Espanha e Portugal é favorável aos espanhóis, com 17 vitórias, 18 empates e seis triunfos lusitanos. Na versão “brasileira” do clássico, quem leva vantagem é a Portuguesa Santista, que ganhou 76 em 174 partidas. O Jabaquara levou a melhor 53 vezes, com 45 igualdades.

Na maior parte dos jogos (48), os times estavam na elite do Campeonato Paulista. No último duelo, porém, ambos jogavam a quarta – à época, última – divisão do Estadual, em 2016.

Fora da elite do Paulistão desde 2006, três anos após um histórico terceiro lugar, a Briosa esteve próxima de voltar em 2024, mas perdeu o acesso nos pênaltis para o Noroeste em casa, no Estádio Ulrico Mursa, pela semifinal da Série A2. Na temporada seguinte, acabou rebaixada, mas deu a volta por cima este ano, com o título da Série A3, retornando à segunda divisão de São Paulo para 2027.

“No momento, o futebol está parado e volta no ano que vem. A gente optou por não disputar a Copa Paulista [torneio estadual do segundo semestre, que dá vaga à Copa do Brasil e à Série D do Campeonato Brasileiro] justamente porque não era financeiramente viável e também por entender que era uma oportunidade de tentar reestruturar algumas áreas do clube”, explicou Barreiros.

Vice-campeão paulista em 1927 e 1934 após reconhecimento, pela FPF, de competições organizadas pelas extintas Liga de Amadores de Futebol e Federação Paulista de Football, o Jabuca está afastado da elite desde a queda em 1964. Hoje, o Leão da Caneleira – apelido do clube – está na Série A4, quarta divisão e, atualmente, o penúltimo nível do futebol do estado. Em 2026, a equipe ficou em 12º lugar (entre 16 times).

“Administrativamente falando, nosso grande orgulho é que nós não temos nenhuma dívida. Na sua parte essencial, que é o futebol, podemos dizer que participamos de todas as categorias masculinas da FPF, da base ao profissional. Claro que essa condição existe com parcerias. Hoje, estamos partindo para novos investimentos, dando início à construção de um centro de treinamento”, disse Pepe.

Quem leva o clássico?

Agência Brasil perguntou aos presidentes de Portuguesa Santista e Jabaquara para quem iria a torcida deles no clássico desta segunda. E como era de esperar, os sangues lusitano e hispânico, respectivamente, falaram mais alto.

“A gente já teve ano passado, na Liga das Nações [torneio entre seleções europeias], Portugal saindo campeão [em cima da Espanha]. Será outro jogaço. Francamente, espero que Portugal vença de novo e saia classificado. Espero que meu amigo Pepe fique chateado com a eliminação da Espanha e não a gente aqui”, brincou Barreiros, dirigente da Briosa.

“São duas seleções que se equiparam, de mesmo nível, duas potências, mas eu vou ficar com o histórico, evidentemente, trazendo para a Espanha. Estou considerando ótimo um placar de 2 a 1 a favor da Espanha. Espero que computemos mais uma vitória para a Espanha”, finalizou Pepe, mandatário do Jabuca.


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Mais uma rodada das oitavas de final da Copa do Mundo 2026 acontece nesta segunda-feira (6)

A primeira partida será entre Espanha e Portugal. As equipes se enfrentam em Dallas (EUA), às 16h (horário de Brasília). 

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Também jogam hoje os times dos Estados Unidos e da Bélgica, em Seattle, às 21h. 

Os vencedores avançam para as quartas de final e os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação de 30 minutos e, se necessário, disputa por pênaltis.

Os jogos das oitavas de final seguem até a próxima terça-feira (7). Na quinta-feira (9) começam as disputas pelas quartas de final. 

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Jogos deste domingo, 5 de julho

  • 16h – Espanha x Portugal (Dallas)
  • 21h – Estados Unidos x Bélgica (Seattle)


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O sonho de levar a Copa do Mundo “de volta para casa” permanece vivo para a Inglaterra. Na noite deste domingo (5), os Três Leões (apelido da equipe inglesa) não se intimidaram com o mar verde de torcedores que lotaram o Estádio Azteca, na Cidade do México, e venceram a seleção anfitriã por 3 a 2, pelas oitavas de final.

Campeões pela primeira e única vez em 1966, quando sediaram o Mundial, os ingleses terão pela frente a Noruega, algoz do Brasil também neste domingo, ao vencer por 2 a 1 em Nova Jersey. O jogo pelas quartas de final será no próximo sábado (11), às 18h (horário de Brasília), em Miami, também nos Estados Unidos.

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O México, por sua vez, conviveu com nova decepção em Copas. Desde 1986, quando também foi sede, a seleção não vai às quartas. Ausente em 1990, na Itália, a equipe do país foi eliminada nas oitavas de final pela oitava vez nas últimas nove edições. Em 2022, no Catar, os mexicanos sequer foram à fase eliminatória.

15 minutos de loucura

Inicialmente prevista para iniciar às 21h (de Brasília), a partida teve o pontapé inicial postergado em uma hora, devido às condições climáticas. Horas antes de a bola rolar, um forte temporal, com raios, caiu sobre a Cidade do México.

O risco de novos raios levou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a adotar o protocolo usado em partidas nos Estados Unidos, com o atraso do início do jogo e o direcionamento dos torcedores a áreas protegidas. Quando os jogadores foram liberados para o aquecimento, ainda chovia no estádio, mas em menor intensidade.

O cartão amarelo aplicado ao volante inglês Declan Rice nos primeiros segundos de bola rolando resume o que foi boa parte da etapa inicial no Azteca: muita transpiração e pouca inspiração. Em dois terços dos 45 minutos iniciais, o melhor momento foi uma cabeçada do atacante Raúl Jiménez, aos 14, defendida, no canto esquerdo, pelo goleiro Jordan Pickford.

Os 15 minutos que antecederam o intervalo, por outro lado, foram de uma partida completamente diferente. Aos 36, em contra-ataque iniciado desde o campo defensivo com Pickford, o atacante Buyako Saka recebeu pela direita, superou a marcação do lateral Jesús Gallardo e cruzou na medida para o meia Jude Bellingham escorar para as redes.

Um minuto depois, o volante Elliot Anderson desarmou o meia Gilberto Mora na intermediária e a bola sobrou com Bellingham, que acionou Harry Kane na área pela esquerda. O atacante chutou cruzado e o próprio Bellingham, mais uma vez, apareceu para concluir e silenciar o Azteca lotado.

Mesmo atordoado, o México tentou sair das cordas o mais rápido possível. E conseguiu. Aos 42, após cobrança de falta na área pela esquerda, a bola resvalou no zagueiro Ezri Konsa e sobrou para o atacante Julian Quiñones chutar forte e recolocar os anfitriões no jogo.

E o empate quase saiu ainda no primeiro tempo. Foram duas boas chances com Jiménez, ambas nos acréscimos. Na mais perigosa, aos 47 minutos, Pickford fez grande defesa em cabeçada do atacante, que buscava o ângulo direito.

Expulsão, pênaltis e pressão

A segunda etapa iniciou com a mesma intensidade de antes do intervalo. Aos três minutos, o lateral Nico O’Reilly, acertou a trave esquerda em finalização de primeira, da entrada da área.

Quatro minutos depois, o lateral Jarell Quansah atingiu a perna de Gallardo com a sola do pé, em lance que sequer foi marcado falta – o que causou muita reclamação dos mexicanos e discussão entre os jogadores que estavam nos dois bancos de reservas. O árbitro Alireza Faghani foi chamado ao vídeo, entendeu que a ação era passível de expulsão e deu cartão vermelho ao inglês.

O México, porém, não teve tempo de começar a aproveitar a superioridade numérica. Aos 12 minutos, o goleiro Raul Rangel derrubou o atacante Anthony Gordon na área e arbitragem deu pênalti. Kane cobrou e anotou o sexto gol dele na Copa.

Mas o próprio camisa 9 cometeria, ele mesmo, uma penalidade aos 20. O artilheiro, dentro da própria área, acertou a perna do meia Brian Gutiérrez em uma disputa de bola à meia altura. Mais uma vez, o árbitro, que nada assinalou, foi chamado ao vídeo, constando e marcando a infração. Jímenez bateu e, desta vez, venceu Pickford.

O jogo se transformou em um ataque contra defesa, com os donos da casa pressionando de todas as formas e os ingleses se defendendo.

No fim, melhor para os Três Leões e mais uma Copa de frustração à apaixonada torcida mexicana.


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Artilheiro do Brasil na Copa do Mundo com quatro gols, Vinícius Júnior pediu desculpas à torcida pela eliminação nas oitavas de final da competição. Em entrevista neste domingo (5), após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), o atacante disse ainda que a meta de ajudar a seleção brasileira a conquistar o hexa segue inabalável.

“É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo, da eliminação, não ter feito as coisas corretas no jogo que precisava tanto. Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo de volta”, disse Vinícius Júnior, ao atender a imprensa na saída da delegação.

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O Brasil terminou a partida com apenas 32% de posse de bola e trocou praticamente metade dos passes na comparação com a Noruega. O próprio Vinícius Júnior foi o jogador com mais erros forçados (15) na partida, segundo estatística da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que leva em conta ações em jogadas provocadas pela pressão do adversário.

“Sem dúvida, a gente jogou muito pouco hoje e acredito que isso nos dificultou muito. Mas é Copa do Mundo, não tem adversário bobo. A Noruega é uma grande seleção”, reconheceu o camisa 7.

O atacante também foi questionado sobre o porquê de não ter sido ele a bater o pênalti que o Brasil teve a favor no começo do jogo. O chute de Bruno Guimarães foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.

“O mister [Carlo Ancelotti, técnico] escolheu o Bruno para fazer as cobranças. A gente treina todos os dias. Nunca fui vaidoso de querer artilharia. Eu jogo pela equipe e o momento correto era o Bruno bater. Futebol é isso, você pode errar e acertar. Temos que seguir de cabeça erguida. Muita força ao Bruno pela competição que ele fez, que infelizmente vai ser manchada pelo pênalti”, finalizou o artilheiro do Brasil.

Fim de ciclo?


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026 Brazil's Marquinhos in action with Norway's Patrick Berg IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026 Brazil's Marquinhos in action with Norway's Patrick Berg IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta
Marquinhos terá 36 anos no próximo mundial da Fifa, em 2030 – Vincent Carchietta/Reuters/proibida reprodução

O zagueiro Marquinhos, que também falou com os jornalistas após a partida em Nova Jersey, fez coro a Vinícius Júnior e reforçou que a escolha do cobrador da penalidade foi decisão da comissão técnica. Mas ao contrário do atacante, que completa 25 anos no dia 12 de julho, o capitão evitou projetar um novo ciclo na seleção brasileira.

“Foi minha terceira Copa e, infelizmente, não consegui sair com título em nenhuma. Isso mostra como é difícil. Que sirva de lição para a próxima geração que ficar, para o treinador também. Eu não sei qual será o futuro. Quatro anos é muita coisa”, lamentou o defensor de 32 anos e que terá 36 no próximo Mundial, em 2030, sediado em Portugal, Espanha e Marrocos.


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O técnico Carlo Ancelotti avaliou que o Brasil merecia ter saído vencedor da partida deste domingo (5), contra a Noruega. A derrota por 2 a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), com dois gols do atacante Erling Haaland, eliminou a seleção brasileira da Copa do Mundo nas oitavas de final, a pior campanha desde 1990.

“Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

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Apesar de ter criado oportunidades, o Brasil não as transformou em gols, desperdiçando, inclusive, um pênalti no começo do primeiro tempo, com o volante Bruno Guimarães. Ao longo da partida, a seleção brasileira adotou uma postura de sair no contra-ataque, com a posse de bola dominada pela Noruega. A equipe nórdica trocou praticamente o dobro de passes (581 a 291) em relação à verde e amarela.

“O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um”, explicou Ancelotti.

“Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo”, completou o técnico.

O treinador foi perguntado sobre a escolha de Bruno Guimarães para bater o pênalti no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0. O questionamento se deu pela opção não ter sido o atacante Vinícius Júnior. Segundo ele, dentre os jogadores que estavam em campo, o volante era quem tinha melhor aproveitamento.

“Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o [atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo”, justificou o italiano.

Novo ciclo

Com contrato até 2030, renovado antes da Copa, Ancelotti já vislumbra o próximo Mundial, com sedes em Portugal, Espanha e Marrocos.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não confirmou ainda, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos, no país, contra a seleção canarinho para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.

“Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo”, concluiu o técnico.