Esportes

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Vice-líder do ranking mundial, a seleção brasileira feminina de vôlei levou a melhor sobre as anfitriãs japonesas no jogo de abertura da terceira e última semana classificatória da Liga das Nações, na cidade de Osaka.  Com vitória por 3 sets a 1 (parciais de 25/20, 19/25, 25/19 e 25/23), as brasileiras seguem em segundo lugar na tabela, com 1.181 pontos, atrás do líder Estados Unidos, com 1235. O único revés da Amarelinha na competição foi contra a Alemanha (3 sets a 2), no no fim da segunda semana do torneio. 

O Brasil volta à quadra na sexta (10), contra a Polônia (5ª colocada no ranking mundial), a partir das 7h20 (horário de Brasília), também em Osaka.

Uma das protagonistas do Brasil no jogo de hoje (8) foi a ponteira Júlia Bergman, que marcou 21 pontos (19 de ataque e dois de bloqueio), mesmo total da japonesa Ishikawa. A Amarelinha começou bem no jogo, mas oscilou e teve de virar o placar no quarto sete, quando as asiáticas detinham vantagem de seis pontos.

“É muito bom começar essa semana da Liga das Nações com uma vitória, ainda mais contra um time igual ao Japão. É sempre um jogo muito difícil, mas muito divertido de jogar, e acho que foi um jogo bom de assistir também. Estou muito orgulhosa do time por voltar no quarto set. Ninguém desistiu e todas corremos atrás da bola. Foi uma vitória muito importante”, comemorou Bergman.

Ao todo 18 países disputam a primeira fase da Liga das Nações que se estende por três semanas em sedes distintas, cada uma  com seis equipes. Apenas as sete melhores seleções avançam à fase final – a China já está classificada antecipadamente por ser o país sede da fase eliminatória (mata-mata), a partir de 22 de julho.

Próximos jogos do Brasil*

Sexta-feira (10) – 7h20 – Brasil x Polônia

Sábado (11) – 3h30 – Brasil x Tailândia

Domingo (12) – 0h – Brasil x Estados Unidos

*horários de Brasília


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Depois de muitos dias de bola rolando sem parar, as redes nos estádios da Copa do Mundo não balançarão nesta quarta-feira (8). Após o fim das oitavas de final, as seleções restantes só entram em campo, já pela fase seguinte, as quartas de final, a partir de quinta-feira (9). Mas essa Copa já tem muita história, com grandes lances, quedas de gigantes e polêmicas.

Brasil, Holanda e Alemanha

Grandes seleções da história das Copas, Brasil, Alemanha e Holanda já estão em casa, assistindo o restante do torneio pela televisão. Desde o título de 2014 que a Alemanha não sabe o que é jogar uma fase de oitavas de final. Caiu na fase de grupos em 2018 e 2022, e este ano foi eliminada pelo Paraguai na fase de 16 avos de final.

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A Holanda perdeu nos pênaltis para Marrocos, em um jogo eletrizante e muito emocionante. No final, brilhou a estrela do goleiro Bono, herói marroquino em mais uma Copa. Vale lembrar seu protagonismo na Copa do Catar, quando parou a Espanha também nos pênaltis, nas oitavas de final.

E temos o Brasil. Ou não temos mais, no caso. Com um futebol sem padrão de jogo convincente, apostou no talento individual de Vinícius Jr para fazer a diferença. Deu certo em alguns momentos, mas foi pouco para ir além das oitavas.

O time dirigido por Carlo Ancelotti perdeu para uma Noruega que, se não é mais talentosa individualmente, é mais organizada e contou com um jogador decisivo que o Brasil não tinha. Todo mundo sabia que o centroavante Haaland era o maior perigo do time norueguês. E ainda assim ele marcou dois gols. Classificou o melhor time.

Cabo Verde, a sensação

Na fase de 16 avos de final, deu a lógica. A Argentina venceu Cabo Verde e avançou à fase seguinte, mas não sem emoção. Os caboverdianos levaram o jogo à prorrogação e a torcida argentina passou por um calvário antes de finalmente respirar aliviada.

E os atuais campeões ainda sofreram o gol mais bonito, segundo a própria Fifa, dessa fase da competição. Sidny Cabral acertou um chute perfeito, de longe, no ângulo do goleiro Martínez. Não valeu a classificação, mas fez história.

Cabo Verde saiu da Copa após parar dois campeões mundiais ainda na fase de grupos. Empates contra a Espanha e o Uruguai chamaram atenção e o goleiro Vozinha, um veterano de 40 anos de idade, virou celebridade nas redes sociais. 

Ele chegou na Copa sem clube, mas, se considerarmos sua atuação no torneio, ele não ficará muito tempo na fila do desemprego.

Trump e o cartão cancelado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem sido visto nos estádios da Copa, mas nem por isso deixou de participar do mundial. E da pior forma possível. Na partida entre Estados Unidos e Bósnia, pela fase de 16 avos de final, o atacante norte-americano Balogun fez uma falta mais grave, pisando no tornozelo do adversário. O árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun.

Foi aí que o presidente estadunidense entrou em ação. Conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pediu a revisão do cartão vermelho. Trump, que não tem qualquer notório saber no esporte e nas suas regras, acreditou que a expulsão havia sido injusta. Infantino levou a questão ao Comitê Disciplinar da Fifa, que atendeu ao pleito do presidente do país-sede.

Trump confirmou ter procurado Infantino, e este também confirmou a conversa. O presidente da Fifa, no entanto, afirmou que não houve influência direta de Trump na decisão. Ele acrescentou, ainda, que o Comitê Disciplinar é autônomo e independente.

De nada adiantou evitar a suspensão de Balogun. Na partida seguinte, contra a Bélgica, pelas oitavas de final, o destaque do time da casa pouco fez. Os belgas aplicaram 4×1 nos Estados Unidos, com direito a provocação a Trump no último gol. Na comemoração, imitaram uma dancinha do presidente estadunidense, em tom de deboche.

França

De todas as seleções participantes, a França foi a que mais provou seu favoritismo até agora. Com um futebol convincente e arrojado, os atuais vice-campeões não deram chance aos adversários. Venceram sem sustos Senegal, Iraque, Noruega e Suécia.

Na fase de 16 avos de final, derrotaram o Paraguai por 1 x 0, em um jogo muito físico e com cara de Copa Libertadores da América, um oferecimento do time sul-americano, claro. Tiveram alguma dificuldade, mas venceram um Paraguai que só se defendeu e tentou, em vão, levar o jogo para os pênaltis.

Ao contrário da maioria dos times da Copa, que têm uma ou duas estrelas em seus elencos, a França tem várias opções para fazer inveja a qualquer seleção. 

O zagueiro Upamecano traz segurança na defesa. Os meias Rabiot, Dembélé e Olise controlam o jogo e evitam, na maior parte do tempo, o domínio do adversário. E o astro da companhia, o atacante Mbappé, é o regente de uma orquestra afinada. 

A França joga um futebol muito superior até o momento. Não é garantia de título, mas dá aos seus torcedores a sensação de que o gol francês vai acontecer, só não se sabe quando.


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Após um hiato de 72 anos, a Suíça voltará a disputar as quartas de final da Copa do Mundo. Na noite desta terça-feira (7), a equipe europeia eliminou a Colômbia por 4 a 3 na cobrança de pênaltis, após empate sem gols – tanto no tempo normal quanto na prorrogação – no Estádio Vancouver Place, no Canadá. Os suíços despediçaram apenas o pênalti cobrado pelo zagueiro Manuelo Akanji, que bateu por cima do travessão. Do lado colombiano, o chute de Davison Sánchez explodiu no travessão e depois o goleiro Gregor Kobel defendeu a batida de Cucho Hernandez.

Em sua 13ª participação em Mundiais, esta é a quarta vez que os suíços se classificam às quartas de final, até então o melhor desempenho deles no torneio. As primeiras vezes que carimbaram a vaga foram em 1934, 1938 e 1954. Na edição passada (Catar 2022), a seleção europeia parou nas oitavas.

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Na próxima fase, a Suíça medirá forças com a atual campeã Argentina, que hoje derrotou o Egito por 3 a 2. A partida será no próximo sábado (11), às 22h (horário de Brasília), no Estádio Kansas City, nos Estados Unidos.

A Suíça entrou em campo com uma defesa bem armada e, principalmente, fechada no círculo central do campo. Mesmo com dificuldades de encontrar espaço a partir da linha intermediária, os sul-americanos controlavam melhor a troca de passes e chegavam a avançar até o meio do campo ofensivo, mas ou paravam na defesa suíça ou finalizavam mal. A melhor chance da Tricolor foi aos 20 minutos quando Luis Díaz tocou na entrada da grande área para Puerta arriscar um chute cruzado certeiro, mas o goleiro Kobel fez ótima defesa e evitou.

Após a pausa para hidratação, pela primeira vez, os suíços ofereceram perigo ao gol de Vargas. Aos 29 minutos, Rieder se valeu de vacilo de Muñoz na defesa, invadiu a área e desferiu um forte chute cruzado, que o goleiro colombiano espalmou para fora. Dois minutos depois, Ndoye quase abre o placar para os europeus, em outro chute cruzado, mas Vargas, atento, agarrou a bola. Nos 10 minutos finais, os colombianos até pressionaram, mas não converteram finalizações em gols.

Após o intervalo, os suíços se lançaram ao ataque e tiveram duas ótimas chances de inaugurar o marcador. Aos 2 minutos, Ndoye disparou pela esquerda com a bola até cruzar rasteiro para Sow chutar, mas o camisa 15 pegou mal e isolou a bola. Quatro minutos depois, em cobrança de falta da entrada da área, Rieder bateu bem, mas a bola passou por fora do gol, rente à trave direita de Vargas.

Os colombianos não recuaram e tiveram a melhor oportunidade aos 14 minutos, com Luis Díaz. O camisa 7 cruzou pela esquerda, mas a bola bateu na defesa e voltou para o próprio atacante que ajeitou e chutou de canhota, direto para as mãos de Koebel. Três minutos depois, foi a vez de Luis Suárez aproveitar bobeira de Xhaka na entrada da área e chutar forte, sem marcação, mas o camisa 25 bateu para fora. O jogo passou a ficar truncado, com excesso de faltas, jogadas mal articuladas e finalizações pouco efetivas, e terminou em 0 a 0. Foi a primeira partida do mata-mata que terminou em empate sem gols.

Prorrogação

Os colombianos aceleraram a busca pelo gol da classificação. Aos 2 minutos, em cobrança de falta, Quintero manda para a área, mas a zaga da Suíça afasta e a bola sobra para Sánchez. O camisa 25 tenta um voleio, mas a bola vai por cima do travessão.   Aos 8 minutos, Lucumi aproveita bola levantada em escanteio pela esquerda para cabecear certeiro, a bola vai no travessão. No minuto seguinte, foi a vez de Richard Ríos arriscar um chute da intermediária, mas a bola saiu à esquerda do gol suíço. Aos 10 minutos, Campaz desferiu uma bomba de fora da área, mas Kobe defendeu de manchete. Antes do fim, a Suíça ameaçou o gol de Vargas com um chute perigoso de Ambdouni dentro da área, que Vargas espalmou para fora.

No segundo tempo, com o desgaste das equipes, o ritmo de jogo  diminuiu muito. A melhor chance foi da Colômbia, aos 9 minutos. O meio-campista recebe ótimo passe de Muñoz na pequena área e, cara a cara com o goleiro Kobel, chuta por cima do gol.

Pênaltis

Quintero chutou forte no meio do gol e converteu a primeira cobrança para a Colômbia. Em seguida, Xhaca, capitão da Suíça, bateu no canto direito de Vargas, que ainda encostou na bola antes de ela entrar. Tudo igual. Foi aí, que Sánches desperdiçou a segunda cobrança dos colombianos, ao mandar uma bomba no travessão. Na sequência, o atacante Amdouni deslocou o goleiro, chutando no canto esquerdo. Depois foi a vez de Campaz desferir um chute rasteiro que passou por baixo de Kobel e entrou.

A Suíça desperdiçou a terceira cobrança, quando Akanji chutou por cima do travessão. O placar voltou a ficara empatado, agora em 3 a 3. No entanto, na cobrança seguinte de Cucho Hernández, brilhou a estrela do goleiro Kobel que defendeu do lado direito do gol. Em seguida, o atacante Itten converteu para os suíçoscom um chute forte no meio do gol. Os colombianos também marcaram mais um com Luis Díaz, que deslocou o goleiro ao chutar para a esquerda. Por fim, o suíço Vargas (meio-campista) chutou forte no canto direito e garantiu a vitória por 4 a 3, que selou a vaga da Suíça nas quartas de final.


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A Copa do Mundo de 2030 é logo ali. Passada a sexta queda seguida e a pior campanha desde o Mundial de 1990, na Itália, o futebol brasileiro volta as atenções para os próximos quatro anos. E o principal: quem pode chegar lá?

Na entrevista coletiva que concedeu nos Estados Unidos após o revés, por 2 a 1, para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti admitiu a necessidade de renovação. Em especial, no meio-campo.

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O setor passou longe de ser unanimidade na Copa. Apesar de gol na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston, pelos 16 avos de final, Casemiro foi alvo de reclamações da torcida durante o torneio. Aos 34 anos, o volante terá 38 no próximo Mundial. Para a Copa deste ano, o jogador de linha mais velho entre os convocados de Ancelotti foi o lateral Alex Sandro, de 35 anos.

Substituto imediato de Casemiro, Fabinho faz 33 anos em outubro. Ou seja, estará próximo dos 37 no momento da Copa de 2030. O único dos nomes chamados por Ancelotti para o meio-campo no atual Mundial que terá menos de 30 anos na próxima edição é Danilo Santos, que estará com 29. O volante, que seria o substituto natural do contundido meia Lucas Paquetá, foi preterido pelo atacante Gabriel Martinelli no jogo contra a Noruega.

“É evidente que, no meio-campo, acho que tem que sair jogadores de nível, jovens. Temos jovens no futebol brasileiro que podem estar na seleção no futuro”, disse Ancelotti, no último domingo (5).

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026
Brazil's Danilo Santos looks dejected after the match as Brazil are eliminated from the World Cup REUTERS/Carlos Barria
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026
Brazil's Danilo Santos looks dejected after the match as Brazil are eliminated from the World Cup REUTERS/Carlos Barria
Danilo Santos após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo. Foto: Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

Opções para o meio-campo

Entre nomes já convocados pelo italiano, o mais precoce é Andrey Santos, do Chelsea (Inglaterra). Ex-Vasco, o jogador de 22 anos terá 26 em 2030 e fez parte da pré-lista da Copa.

Outro de pouca idade é o também o volante de 24 anos André, do Wolverhampton (Inglaterra). Campeão da Libertadores pelo Fluminense, em 2023, ele foi nome cotado no início do último ciclo até para ser titular em 2026, mas foi perdendo espaço em meio à má fase de seu clube, rebaixado à segunda divisão inglesa.

No clube europeu também atua o meia João Gomes, de 25 anos, ex-Flamengo e mais um da pré-lista.

Não se pode esquecer ainda de Lucas Beraldo, do Paris Saint-Germain (França). Apesar de aparecer como zagueiro no São Paulo, o jovem de 22 anos tem sido utilizado como volante pelo técnico Luís Enrique.

Da nova geração que ainda não teve chance na Amarelinha principal, alguns nomes já são fundamentais para seus times no Campeonato Brasileiro. São os casos do volante de 21 anos Bruno Bidon, do Corinthians; do também volante de 24 anos Martinelli, do Fluminense; e do meia de 21 anos Gabriel Bontempo, do Santos.

Renovação nas laterais

Além do meio-campo, as duas laterais receberam críticas ao longo do ciclo de 2026. Prova disso é que, depois do corte de Wesley, que seria o titular pelo lado direito na Copa, Ancelotti preferiu chamar Éderson, um volante, em vez de outro atleta da posição.

Na estreia, contra Marrocos (empate por 1 a 1, em Nova Jersey), o treinador escalou Ibañez, um zagueiro. No segundo tempo, veio Danilo, que não é titular absoluto no Flamengo nem tem atuado pela lateral, posição em que jogou regulamente até 2018, quando passou para a zaga no Manchester City (Inglaterra).

Wesley, da Roma (Itália), deve seguir na seleção brasileira para o novo ciclo. O ex-Flamengo completa 23 anos em setembro e é com quem Ancelotti contava para ser titular na Copa, já que não teria o contundido Éder Militão, do Real Madrid (Espanha). A ideia do técnico era utilizar Militão, com quem já trabalhou, na lateral direita. Em 2030, o defensor terá 32 anos.

Outro que o técnico italiano chegou a chamar para o lado direito foi Vanderson, do Mônaco (França). O ex-lateral do Grêmio, porém, teve que ser cortado dos amistosos contra Coreia do Sul e Japão, em outubro de 2025, por lesão. Ele terá 29 anos na próxima Copa, um a mais que Vitinho, do Botafogo, que o substituiu na ocasião.

Yan Couto, do Borussia Dortmund (Alemanha), também ocupou o lugar de Vanderson em corte anterior do lateral, em 2023. Revelado no Coritiba, o jogador de 24 anos estará com 28 no Mundial de 2030. Já Arthur, do Bayer Leverkusen (Alemanha), tem 23 anos e chegou a ser chamado pelo então técnico interino Ramon Menezes, na primeira convocação do ciclo para 2026.

Na esquerda, como Alex Sandro e Douglas Santos terão idade avançada (39 e 36, respectivamente) no Mundial que vem, a renovação deve ser mais radical. Da pré-lista, os destaques são Kaiki Bruno, do Como (Itália), e Luciano Juba, do Bahia. O primeiro, de 23 anos, estreou pela seleção brasileira no amistoso contra a Croácia, em março, e é três anos mais novo que o segundo, de 26 anos, ainda sem jogos pelo Brasil.

Cuiabano, emprestado ao Vasco pelo Nottingham Forest (Inglaterra), tem os mesmos 23 anos de Kaiki Bruno. Já Abner Vinícius, do Lyon (França), os mesmos 26 de Luciano Juba. Souza, negociado pelo Santos com o Tottenham, é mais novo (20 anos), mas ainda precisa se firmar na Inglaterra.

Futuro da camisa 1

Após duas Copas com o mesmo trio de goleiros, a expectativa é que o Brasil tenha caras novas para 2030. Se Weverton (38 anos) tende a ceder espaço à nova geração,  Alisson (33) e Ederson (32), pelo menos a princípio, devem integrar as próximas listas. O arqueiro do Liverpool (Inglaterra) é o mais caro da posição entre os brasileiros, conforme o site especializado Transfermarkt, avaliado em 15 milhões de euros (cerca de R$ 88,5 milhões).

Cotado para ser a terceira opção do gol brasileiro em 2026, Bento caiu de produção na reta final do ciclo e foi superado por Weverton. Aos 27 anos, o goleiro do Al-Nassr (Arábia Saudita), revelado no Athletico-PR, terá 31 em 2030 e deve retornar à seleção canarinho no futuro.

Outro que pode ganhar nova oportunidade é Hugo Souza, do Corinthians. O goleiro ─ que tem a mesma idade de Bento ─ dividiu opiniões em sua estreia pelo Brasil, no amistoso contra o Japão, em outubro de 2025.

Mais um com 27 anos, Carlos Miguel, do Palmeiras, ainda não recebeu chances com a Amarelinha, mas tem possibilidade de integrar o novo ciclo.

Segundo goleiro mais valioso do Brasil aos olhos do mercado internacional, Luiz Júnior, do Villarreal (Espanha), disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Mirassol, em 2019, mas estreou profissionalmente apenas em Portugal, no Paços de Ferreira. Aos 25 anos, é regularmente o titular do time espanhol.

Luiz Júnior tem a mesma idade e valor de mercado ─ 12 milhões de euros (cerca de R$ 70,8 milhões) ─ que Gabriel Brazão, do Santos desde a Série B de 2024, após a lesão do então titular João Paulo. E foi naquela competição, transmitida à época pela TV Brasil, que também despontou Pedro Morisco, do Coritiba, com 22 anos.

 


Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Com foco no meio, saiba quem pode defender o Brasil na próxima Copa.
Foto: Reinaldo Campos/Santos FC
Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Com foco no meio, saiba quem pode defender o Brasil na próxima Copa.
Foto: Reinaldo Campos/Santos FC
Gabriel Brazão, do Santos Foto: Reinaldo Campos/Santos FC

O que vem pela frente

O Brasil, por enquanto, não sabe como será o processo de classificação para a Copa. Embora Portugal, Espanha e Marrocos sejam as sedes, três dos jogos da competição serão realizadas em Argentina, Paraguai e Uruguai, um em cada país. Uma ode ao centenário do evento, realizado pela primeira vez em 1930, em território uruguaio.

Com isso, as três nações do continente estão garantidas no próximo Mundial, bem como os anfitriões originais. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) ainda não anunciou se o formato das eliminatórias será o mesmo, com os países não classificados se enfrentando em dois turnos e brigando por três vagas diretas e uma na repescagem ─ ou se haverá novidades.

A primeira data-Fifa (período destinado às partidas entre seleções) após a Copa do Mundo será entre os dias 21 de setembro e 6 de outubro. O Brasil tem dois amistosos contra a Austrália, ambos na casa do adversário. O primeiro na cidade de Townsville, em 25 de setembro, no Queensland Country Bank Stadium. Quatro dias depois, o jogo será no Suncorp Stadium, em Brisbane.


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O pulso ainda pulsa para os atuais campeões Nesta terça-feira (7), em Atlanta (Estados Unidos), a Argentina manteve vivo o sonho de igualar o tetra de Itália e Alemanha ao vencer o Egito por 3 a 2, em uma virada histórica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Decisivo na conquista do tri em 2022, no Catar, e principal nome argentino nesta edição, Lionel Messi perdeu mais um pênalti, o segundo nesta edição, mas participou da reação argentina. Além da assistência para o zagueiro Cristian Romero diminuir a vantagem egípcia, que estava em 2 a 0, ele balançou as redes para deixar tudo igual na partida.

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O atacante chegou a 21 gols na história das Copas, da qual é o artilheiro. Além disso, isolou-se como principal goleador desta edição, com oito bolas na rede. Ele também estendeu para nove a sequência recorde de jogos marcando gols em Mundiais, iniciada já na edição anterior.

A classificação da Argentina mantém o país na briga para repetir os feitos de Brasil e Itália, únicos a ganharem a Copa do Mundo em duas edições seguidas. Os italianos levaram o troféu em 1934 e 1938, enquanto os brasileiros foram bi em 1958 e 1962.

O Egito, por sua vez, encerra sua melhor campanha da história em Copas. O continente africano, porém, perdeu a oportunidade de, pela primeira vez, ter duas seleções nas quartas de final de um mesmo Mundial. Sobrou Marrocos, que derrotou o Canadá por 3 a 0 no último sábado (4), em Houston.

Autor do segundo gol egípcio, que poderia ter definido a classificação, Mostafa Abdelraouf, o Zico, não tem esse apelido por acaso: o pai era fã do ex-camisa 10 e maior ídolo da história do Flamengo. Antes da Copa, ele já havia marcado contra o Brasil, no empate por 1 a 1 entre as seleções, em amistoso disputado em Cleveland (Estados Unidos), há um mês.

Na próxima fase, os argentinos terão pela frente o ganhador do confronto entre Suíça e Colômbia, que jogam às 17h (horário de Brasília) desta terça, em Vancouver, no último compromisso da Copa em território canadense. O duelo por lugar nas semifinais será no sábado (11), às 22h, em Kansas City (Estados Unidos).

Shobeir brilha

O técnico Lionel Scaloni fez duas mudanças na formação argentina que foi a prorrogação para vencer Cabo Verde por 3 a 2. Na lateral esquerda, Facundo Medina deu lugar a Nicolás Tagliafico. Outra troca foi a entrada do volante Leandro Paredes na vaga do atacante Thiago Almada, reforçando o meio.

No Egito, Hossan Hassan também promoveu duas alterações em relação ao time que empatou com a Austrália pelos 16 avos de final e se classificou nos pênaltis. Ele mexeu no ataque, tirando Omar Marmoush para colocar Haissem Hassan. Já o meia Mohanad Lasheen substituiu o volante Hamdy Fathy.

Com a marcação bem adiantada, a seleção egípcia impediu o ímpeto inicial da Argentina e abriu o marcador em Atlanta. Aos 14 minutos, o volante Marwan Attia colocou a bola na área desde a intermediária direita, Yasser Ibrahim ganhou do também zagueiro Lisandro Martínez pelo alto e cabeceou no contrapé do goleiro Dibu Martínez.

Quatro minutos depois, os argentinos, pela primeira vez, conseguiram passar pela organização defensiva do Egito, com o volante Enzo Fernandes lançando Tagliafico pela esquerda. O lateral invadiu a área e foi derrubado por Hassan. Pênalti. Messi foi para a bola, mas chutou mal, à meia altura, para defesa de Mostafa Shobeir. A segunda cobrança desperdiçada pelo craque nesta Copa.

O goleiro brilhou de novo aos 27 ao parar uma cabeçada forte de Alexis Mac Allister, após cruzamento do também volante Rodrigo de Paul pela direita. Já aos 30, Shobeir até estava na bola, mas teve uma “ajudinha” da trave depois de uma cobrança de falta perigosa de Messi.

A pressão era argentina. Aos 38, Paredes lançou Tagliafico na área, pela esquerda. O volante se esticou para evitar a saída da bola e conseguir cruzar para Julián Álvarez. O atacante bateu de primeira. Mais uma vez, Shobeir se sobressaiu, espalmando para escanteio.

Para a história

A Argentina, como esperado, voltou do intervalo se lançando ao ataque, mas dando espaços para o Egito contra-atacar. Em um deles, aos 12, Hassan pôs a bola entre as pernas de Tagliafico antes de tocar para o atacante Mohamed Salah. O astro da seleção africana acionou Zico, que invadiu a área pela esquerda e finalizou na saída de Dibu Martínez.

O gol, porém, foi anulado. Chamado para rever o lance no vídeo, o árbitro François Letexier identificou uma falta de Attia em Lisandro Martínez, na origem do lance.

Aos 21, não teve jeito. Em novo contra-ataque, desta vez com Salah iniciando a jogada, Hassan recebeu na direita e colocou na área para Zico bater de primeira e ampliar para o Egito.

Da pausa para hidratação, aos 25 minutos, em diante, o jogo mudou completamente. A Argentina colocou praticamente todo o time no campo de ataque e passou a levantar bolas na área. Aos 34 minutos, Messi cruzou pela direita e Romero, de cabeça, deu início à reação.

Embalados, os argentinos precisaram de quatro minutos para empatar. Na sequência de um lance em que ele próprio colocou na área, Messi aproveitou a ajeitada do lateral Gonzalo Montiel para chegar batendo com força. Shobeir até encostou na bola, mas nada pôde fazer para evitar o gol.

Aos 47 minutos, no início dos acréscimos, veio o golpe de misericórdia no sonho egípcio. Após desarme em Salah no campo de defesa, diante de muita reclamação da seleção africana, Paredes lançou Lautaro Martínez pela direita. O atacante avançou e cruzou na medida para o volante Enzo Fernandes cabecear no canto esquerdo de Shobeir, decretando a virada.

Os instantes finais foram de muita tensão. Hossan Hassan, treinador do Egito, chegou a cruzar os braços em forma de “X” após ser advertido pela arbitragem, acionando o protocolo contra racismo e preconceito, mas nada foi feito. No fim, a festa em Atlanta foi dos atuais campeões.


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Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku ainda provocam calafrios em torcedores brasileiros. Ao lado do já aposentado Eden Hazard, eles representam aquela que foi conhecida como a geração de ouro do futebol belga, que teve como maior recital a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O trio é o elo entre aquele grupo de jogadores com sucesso nas grandes equipes europeias – e nenhuma conquista pelo país – e uma nova geração que, oito anos depois, ajudou a recolocar a Bélgica nas quartas de um Mundial. 

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A goleada por 4 a 1 no anfitrião Estados Unidos, em Seattle, na segunda-feira (6), colocou os Diabos Vermelhos (apelido da seleção) no caminho da Espanha. O duelo será na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.

A classificação, por si, seria motivo de celebração. A maneira como ela veio e contra esse rival em especial a tornou mais saborosa para os belgas. Afinal, foi conquistada mesmo depois de o Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) suspender o efeito suspensivo do cartão vermelho mostrado ao norte-americano Folarin Balogun na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, por 2 a 0, nos 16 avos de final.

Não à toa, pelas redes sociais, a Real Associação Belga de Futebol foi à forra em dose dupla. Primeiro com a mensagem “O nome é futebol”, com o termo “soccer” – como a modalidade é chamada nos Estados Unidos – riscado. Em outra publicação, a frase foi: “Revertam isso”, ironizando a liberação para Balogun ir a campo, mesmo depois da expulsão.

A polêmica maior ocorreu porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatou o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, pedindo exatamente a revisão da expulsão de Balogun. Trump afirmou, sem provas, que o brasileiro Raphael Claus, árbitro que mostrou o vermelho ao atacante, seria “muito suspeito”. A Bélgica entrou com recurso, que não foi acatado.

Com a bola rolando, Balogun, mesmo titular, pouco foi notado. Inflamada pelo clima extracampo, a Bélgica dominou. Foi para o intervalo à frente, com dois gols do atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos, um dos expoentes da safra de atletas para quem a geração dourada está passando o bastão. O meia Malik Tillman, em cobrança de falta, marcou para os Estados Unidos.

Na etapa final, um erro do goleiro Matt Freese, que saiu da área para afastar a bola e chutou o chão, resultou no terceiro gol belga, do meia Hans Vanaken. No fim, Lukaku – que entrou no segundo tempo – deu números finais ao jogo. Na comemoração, o atacante imitou a dancinha de Trump, junto dos companheiros de seleção.

“Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje [segunda], acho que isso nos trouxe um pouco de sorte”, disse o meia Nicolas Raskin, aos jornalistas presentes no estádio, segundo a Reuters.

Ainda de acordo com a agência de notícias, o técnico dos Diabos Vermelhos, Rudi Garcia, minimizou o episódio. Em entrevista coletiva, o treinador, que é francês, revelou que Balogun o procurou e reforçou que a culpa da confusão não era do jogador”.

“Não, não foi necessário nem essencial [usar a polêmica para motivar o elenco]. O que realmente importava era nosso plano de jogo”, resumiu.


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O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, 83 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra. O campeão mundial  na Copa de 1994, nos Estados Unidos, tem diagnóstico de inflamação pulmonar.  Na semana passada, foi submetido a um procedimento para cauterização de um sangramento nasal.

O professor de educação física apresentou quadro infeccioso pulmonar, com repercussão na função renal. Por causa dessa complicação, Parreira voltou a ser sedado e a respirar com o auxílio de aparelhos, além de necessitar de hemodiálise.

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O paciente está internado desde o dia 16 de junho e vem sendo acompanhado pelo pneumologista intensivista Arthur Vianna e pela equipe assistencial e multidisciplinar do hospital.

Em 2023, Parreira foi diagnosticado com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do organismo.


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Dezesseis anos depois e novamente nas oitavas de final, a Espanha voltou a frustrar Portugal em uma Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (6), a Fúria (apelido do time espanhol) derrotou a seleção lusitana por 1 a 0 em Dallas (Estados Unidos).

As duas nações, aliás, são sedes da Copa de 2030, assim como Marrocos. Em homenagem ao centenário do evento, outros três países receberão um jogo cada da primeira rodada: Uruguai (abertura), Argentina e Paraguai.

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Os campeões mundiais de 2010 voltam a campo na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. Eles encaram o ganhador do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, que medem forças ainda nesta segunda, às 21h (horário de Brasília), em Seattle, também nos Estados Unidos.

No duelo entre a juventude de Lamine Yamal e a experiência de Cristiano Ronaldo, o espanhol levou a melhor. O atacante que completa 19 anos daqui uma semana e disputa o primeiro Mundial da carreira, sequer tinha três anos quando, em 2010, na África do Sul, a Espanha tirou Portugal nas oitavas. O camisa 7 português, à época com 25 anos e já dono de uma Bola de Ouro, passou em branco na derrota por 1 a 0, na Cidade do Cabo.

Ronaldo, aliás, pode ter feito seu último jogo em uma Copa. O atacante de 41 anos disse, no domingo (5), que se aposentará apenas “quando quiser”. Apesar de o próximo Mundial ser em casa, CR7 – sigla com a qual o craque é conhecido – terá 45 anos em 2030. Primeiro a balançar as redes em seis edições diferentes, o veterano teve atuação apagada em Dallas.

Brilho dos goleiros

Se a Espanha manteve a escalação da vitória tranquila sobre a Áustria, por 3 a 0, Portugal fez uma alteração no time que superou a Croácia por 2 a 1, de virada. O técnico Roberto Martínez – que é espanhol – trocou Rafael Leão pelo também atacante João Félix.

A expectativa de um jogo aberto em Dallas se concretizou no início do primeiro tempo. Aos sete minutos, o meia Dani Olmo, de primeira, acionou Mikel Oyarzabal às costas da marcação e o deixou na cara do gol. O atacante, na saída do goleiro Diogo Costa, chutou à esquerda da meta.

A resposta portuguesa veio aos 11, com Bruno Fernandes lançando Cristiano Ronaldo pela direita, com liberdade. O camisa 7 entrou na área, escapou do zagueiro Aymeric Laporte e chutou forte, em cima do goleiro Unaí Simon.

Quatro minutos depois, foi a vez de Diogo Costa trabalhar – em dose dupla. Primeiro ao salvar um chute de Yamal, de dentro da área, que buscava o lado direito do gol. O atacante Álex Baena pegou a sobra e bateu, obrigando o goleiro a outra grande defesa, com a ponta dos dedos, no canto esquerdo.

A Espanha foi tomando o controle das ações do meio para frente. Aos 29 minutos, o meia Pedri recebeu pela intermediária esquerda e lançou na área. A bola foi direto para o gol e Diogo Costa salvou com o pé. No rebote, com o goleiro batido, Dani Olmo completou de cabeça, à direita do gol.

Portugal conseguiu reequilibrar o jogo a partir dos 37. O atacante Pedro Neto cruzou da direita e João Félix, na pequena área, cabeceou cruzado buscando o gol, parando em Simon. A sobra ficou com Ronaldo. que finalizou de costas para a meta vazia. O goleiro, no entanto, recuperou-se e ficou com a bola.

O maior susto português veio aos 40 minutos, em cobrança de escanteio curta, com chute de Nuno Mendes da entrada da área que parou no travessão. A bola ia em direção ao gol, mas teve um desvio providencial do também lateral Pedro Porro, de cabeça.

Banco decide para a Fúria

As equipes voltaram do intervalo com intensidade menor e um maior nível de tensão. A primeira chance mais clara foi um chute de Pedri, da entrada da área, aos 15 minutos, que desviou no zagueiro Renato Veiga e subiu, passando perto do travessão.

Como na etapa inicial, a Espanha assumiu, aos poucos, o protagonismo ofensivo, mas com mais dificuldades para acertar o passe decisivo, aquele que deixa o companheiro em condição de chutar. Tanto que foram necessários mais 12 minutos chegar de novo – e foi de bola parada. Em cobrança de falta de Yamal, pela esquerda, Diogo Costa espalmou para fora.

Aos 33 minutos, enfim, uma jogada trabalhada espanhola quase deu certo. O atacante Ferran Torres, que tinha acabado de entrar em campo, entrou pela esquerda na área, recebeu de Yamal e cruzou rasteiro, com muito perigo. A bola passou por Diogo Costa, mas o lateral Nélson Semedo se antecipou e conseguiu afastar para escanteio.

A pressão da Espanha em meio ao jogo truncado deu resultado aos 45 minutos, com dois jogadores que saíram do banco e foram acionados pelo técnico Luis de la Fuente. Na entrada da área, Ferran Torres recebeu de Rodri e deu belo passe ao volante Mikel Merino, que, na saída de Diogo Costa, mandou para as redes.

Nos instantes finais, Portugal se lançou com todos os jogadores para o campo de ataque, mas de forma desorganizada. Nos acréscimos, o atacante Francisco Conceição cruzou pela direita, na cabeça do meia Bernardo Silva, que escorou para fora. Em seguida, foi a vez de Bernardo Silva levantar na área e Francisco Conceição desperdiçar. Suspiro final rubro-verde no Mundial.


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Em um evento celebrado com a inauguração de um mural no Parque Madureira, Zona Norte do Rio, nesta segunda (6), o Instituto Bola pra Frente, do ex-lateral Jorginho e o clube alemão Bayer Leverkusen (pelo qual ele atuou entre 1989 e 1992), anunciaram oficialmente uma parceria para facilitar o acesso de jovens da comunidade do Complexo do Muquiço, em Guadalupe, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, ao mercado de trabalho. A organização, que completou 26 anos no fim de junho, vai levar dez jovens para um período de intercâmbio na Alemanha, que faz parte do esforço para capacitá-los para a vida profissional, com parcerias com cursos e na elaboração de currículos, por exemplo.

“O [povo] alemão é muito responsável socialmente. Investe muito nisso. Aprendi muito com pessoas maravilhosas. O Bayer Leverkusen veio nos visitar ano passado [durante a pré-temporada no Rio de Janeiro] e agora celebramos essa parceria. As oportunidades que estes jovens terão com um inglês bem falado e a motivação de se qualificarem com certeza fará com que eles cheguem ao mercado de trabalho muito mais preparados”, disse Jorginho.


Instituto Bola pra Frente, Parceria, Bayern Leverkusen, Complexo de Muquiço
Instituto Bola pra Frente, Parceria, Bayern Leverkusen, Complexo de Muquiço
Prestes a completou 26 anos, Instituto Bola pra Frente firmou parceria com o clube alemão Bayer Leverkusem com o objetivo de facilitar o acesso de jovens da comunidade do Complexo do Muquiço, na zona norte do Rio, ao mercado de trabalho – Jörg Schüler/Direitos Reservados

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O mural, que une as cores do clube (preto, vermelho e branco) às da bandeira do Brasil, mostra também Jorginho em seus tempos de Leverkusen, além do desenho de um menino ainda criança e posteriormente formado com o típico capelo, o chapéu dos formandos no Ensino Superior. Igor Izy, de 30 anos, autor da arte, é ele próprio um dos impactados pelo projeto de Jorginho.

“É muito importante eu estar aqui porque a história do Jorginho impacta diretamente a minha. Eu sou ex-educando do Instituto e lá dentro fiz um curso onde falava do meu sonho de viver da arte. Hoje, estou há 15 anos fazendo exatamente isso”, revela Izy.