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Com bandeiras, cânticos patrióticos e faixas com os dizeres “Os homens do Egito nos deixaram orgulhosos”, milhares de torcedores receberam a seleção egípcia de futebol em seu retorno para casa na sexta-feira (10), depois que os “Faraós” tiveram a melhor campanha em Copas do Mundo da história do país.

Muitos se reuniram em frente ao Aeroporto Internacional de Alamein, na costa mediterrânea do Egito, para receber os jogadores e a comissão técnica após o retorno da América do Norte, onde o Egito venceu pela primeira vez na Copa do Mundo em quatro tentativas e chegou às oitavas de final. Os torcedores também exibiram fotos do capitão Mohamed Salah com as palavras “Obrigado”.

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As comemorações continuaram quando a equipe embarcou em um ônibus aberto e desfilou por New Alamein, acenando para os torcedores que se aglomeravam nas ruas. O presidente Abdel Fattah al-Sisi deve receber a equipe e sua comissão técnica e administrativa no sábado (11).

Entre a multidão, havia torcedores carregando grandes cartazes do técnico Hossam Hassan envolto em uma bandeira palestina, demonstrando apreço por seu apoio à causa palestina durante o torneio. O maior artilheiro de todos os tempos do Egito carregou uma bandeira palestina em campo em várias ocasiões e manifestou apoio aos direitos dos palestinos durante coletivas de imprensa.

O retorno ao país ocorreu apesar da dolorosa derrota por 3 a 2 para a Argentina de Lionel Messi nas oitavas de final. O Egito vencia por 2 a 0 até os minutos finais, mas sofreu três gols nos últimos 11 minutos. Mesmo assim, voltou para casa com orgulho após sua melhor campanha de todos os tempos em uma Copa do Mundo, tendo derrotado a Nova Zelândia na fase de grupos e a Austrália nos pênaltis nos 16 avos de final.

Antes do retorno da seleção, a Federação Egípcia de Futebol renovou os contratos de Hossam Hassan e de seu irmão gêmeo, Ibrahim Hassan. A federação não divulgou a duração do contrato, embora a mídia local tenha informado que ele se estenderia até 2030. Hassan, de 59 anos, revitalizou a seleção nacional desde que assumiu o comando em 2024, levando o Egito às semifinais da Copa Africana das Nações de 2025, encerrando um jejum de oito anos sem participação na Copa do Mundo e acumulando um histórico de 20 vitórias, nove empates e seis derrotas.

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A Copa do Mundo de 2026 vai se aproximando dos seus últimos capítulos, e a bola já está rolando na fase de quartas-final. Nesta sexta-feira (10), haverá apenas uma partida: o confronto entre Espanha e Bélgica, em Los Angeles, às 16h.

A Espanha vem da classificação contra Portugal, um duelo de muita rivalidade da Península Ibérica. Os espanhóis têm melhorado ao longo da competição. Depois de um empate contra Cabo Verde, que frustrou sua torcida, a seleção dirigida por Luis de la Fuente engrenou.

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Vitórias convincentes contra Arábia Saudita, na fase de grupos, e Áustria, na fase 16 avos de final, recolocaram a Espanha entre os favoritos a chegar à final. Para avançar, a vitória deverá passar por um bom desempenho de Rodri, Oyarzabal e o jovem Lamine Yamal, tratado como a mais nova joia do futebol espanhol.

Se a Espanha vem melhorando ao longo da competição, a Bélgica passou por uma verdadeira jornada de superação neste mundial. Depois de empatar com Egito e Irã, nos dois primeiros jogos, os Diabos Vermelhos viram uma classificação quase certa ser ameaçada por maus desempenhos.

A goleada contra a fraca Nova Zelândia garantiu a classificação, mas não convenceu. E o duelo contra Senegal, pela fase de 16 avos de final, foi um dos mais marcantes até agora. Após levar dois gols do time africano, os belgas conseguiram uma das mais improváveis reviravoltas da história das Copas.

Marcaram o primeiro gol aos 41 minutos do segundo tempo. Precisavam de mais um gol em poucos minutos para levar o jogo para a prorrogação. Conseguiram, com o centroavante Lukaku. Chegaram à virada, e à classificação nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, em cobrança de pênalti.

A partida seguinte, contra os Estados Unidos, pelas oitavas-de-final, já mostrou uma Bélgica mais consistente. Goleou o time da casa por 4 a 1, sem sustos.

Há quem diga que a interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no cancelamento da suspensão do atacante adversário Balogun, motivou ainda mais os belgas em campo. E Lukaku dançando em deboche a Trump depois do quarto gol deixou isso ainda mais evidente.


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Em uma reedição de uma das semifinais da Copa do Catar (2022), a França derrotou Marrocos por 2 a 0 nesta quinta-feira (9), em Boston, e se tornou a primeira seleção a se classificar para as semifinais desta edição do Mundial. O duelo teve domínio dos franceses, que marcaram na segunda etapa com Mbappé e Dembélé e agora aguardam pelo vencedor do jogo entre Espanha e Bélgica para saber quem enfrentarão na próxima fase.

Desde o começo, a seleção francesa pareceu determinada a não dar chances ao adversário. Por outro lado, o goleiro Bono também estava inspirado em busca de evitar os gols franceses.

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Logo nos primeiros minutos, Mbappé teve boa chance e posteriormente Upamecano desperdiçou grande oportunidade cabeceando a bola após escanteio para defesa de Bono no reflexo.

Ocupando o campo de ataque, a França logo foi premiada com uma chance de ouro. Mazraoui derrubou Mbappé dentro da área e o pênalti foi confirmado. No entanto, na cobrança, o craque francês bateu fraco e Bono defendeu.

Pouco depois da pausa para a hidratação, a França retomou o ritmo. Doué recuperou bola e chutou forte para outra grande defesa de Bono. Mais alguns minutos e Digne chutou para Bono desviar com a ponta dos dedos antes de a bola carimbar o travessão da meta marroquina.

No segundo tempo, o panorama não se alterou: França ditando o ritmo e Marrocos se defendendo. Aos 15, enfim, o muro caiu. Mbappé recebeu próximo à entrada da área e finalizou com categoria no ângulo esquerdo de Bono para abrir o placar. Foi o oitavo gol do atacante nesta Copa, se igualando a Messi como artilheiro da competição. Na artilharia de todos os mundiais, este foi o 20º gol de Mbappé, que tem um a menos do que o argentino.

Seis minutos depois, a França deu seu golpe final. Dembélé avançou e chutou colocado de perna direita, no canto esquerdo de Bono, marcando o segundo.

Em desvantagem, Marrocos tentou se soltar e a França diminuiu a pressão, mas os números mostram que o domínio francês se manteve até o fim: foram 21 finalizações contra apenas quatro dos marroquinos, sendo oito delas na direção do gol.

O resultado representou o fim de uma invencibilidade de 34 jogos da seleção de Marrocos, enquanto a França alcança sua terceira semifinal consecutiva, que pode se tornar a terceira final consecutiva caso a equipe passe por Espanha ou Bélgica, na próxima terça-feira (14), em Dallas.


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A Justiça do Rio de Janeiro manteve a intervenção judicial na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco e nomeou o advogado Athos de Andrade Figueira Neves como novo interventor.

A decisão rejeitou o pedido de reconsideração feito pelo Club de Regatas Vasco da Gama. O presidente do Vasco, Pedro Paulo de Oliveira, mais conhecido como Pedrinho, continua afastado do comando da SAF. 

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A interventora anterior renunciou, alegando falta de condições mínimas de segurança pessoal para exercer o cargo.

A Justiça manteve o afastamento cautelar de três membros do Conselho de Administração e reafirmou a competência da Justiça Estadual para fiscalizar a recuperação judicial, rejeitando o argumento de que a disputa deveria ser resolvida exclusivamente via Tribunal Arbitral.

A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 6ª Vara Empresarial da Capital, assumiu a gestão do processo.  Um dos papéis do interventor é fazer com que haja uma condução da gestão “no sentido de devolver à administração do Club de Regatas Vasco da Gama aqueles que para isto foram eleitos, ou até mesmo adotar providências voltadas à convocação subsequente de assembleia deliberativa de nova gestão”, afirmou a magistrada na decisão. 

 A magistrada esclareceu que não há qualquer impedimento jurídico para a venda das ações da SAF a novos investidores, pois a atuação de profissionais isentos e a transparência dos procedimentos podem agregar segurança e atrair interessados no mercado, garantindo a viabilidade econômica do projeto de recuperação judicial. 


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A quinta-feira (9) será de estreia para o Brasil no futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos, que ocorrem em Valledupar (Colômbia). A partir das 18h (horário de Brasília), a seleção pentacampeã mundial e paralímpica encara o Panamá em Agustín Codazzi, cidade vizinha a sede do evento, que tem transmissão ao vivo online no canal da emissora pública Señal Colombia no YouTube.

A competição inicia o ciclo do Brasil para os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, na modalidade. Em Paris (França), há dois anos, os brasileiros ficaram, pela primeira vez, fora do topo do pódio no futebol de cegos. Superada pela Argentina na semifinal, a seleção levou o bronze, ao derrotar a Colômbia na disputa do terceiro ligar. O título ficou com os anfitriões franceses.

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Além da Paralimpíada, o Brasil passou em branco nos outros grandes eventos do último ciclo. Na Copa América de 2022, em Córdoba (Argentina), os anfitriões foram campeões em cima da seleção brasileira. Os argentinos também levaram o título mundial em 2025, na cidade britânica de Birmingham. O time verde e amarelo foi o terceiro colocado.

O torneio do futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos reúne Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Panamá e Peru. Na primeira fase, as seleções duelam entre si em turno único. As duas melhores campanhas vão à final e quem ficar em terceiro e quarto decide o bronze.

Após a estreia, os brasileiros encaram a Colômbia, dona da casa, na sexta-feira (10), às 11h. No sábado (11), no mesmo horário, será o reencontro com os argentinos. No domingo (12), às 20h30, os adversários serão os chilenos. A participação na primeira fase acaba segunda-feira (12), às 18h, contra os peruanos. A disputa do bronze será às 11h de quarta-feira (15), último dia do evento. A final ocorre mais tarde, às 18h.

Os Jogos Parasul-Americanos marcam a estreia de Julio Cesar Macena no comando da seleção brasileira. Ele substituiu Fábio Vasconcelos, ex-goleiro de futebol de cegos (única posição em que o atleta enxerga) e treinador que foi tricampeão mundial e paralímpico a frente do Brasil.

Na campanha do bronze em Paris, Cesinha (como é conhecido) era o chamador (membro da comissão técnica que fica atrás do gol adversário e orienta os jogadores de ataque). Em maio deste ano, o Brasil disputou os três primeiros amistosos do novo ciclo. Todos contra a França, em São Paulo, e com vitória brasileira: duas por 2 a 0 e uma por 5 a 0.

Segue o líder

O Brasil lidera com folga o quadro de medalhas dos Jogos Parasul-Americanos. Após uma semana de disputas, a delegação verde e amarela acumula 68 pódios, sendo 31 deles no topo. Houve, ainda, 25 pratas e 12 bronzes. Os brasileiros têm 20 ouros a mais que a própria Colômbia, anfitriã, que aparece em segundo lugar na lista.

Para ter dimensão da campanha, o Brasil possui, em ouros, quase o total de medalhas da Colômbia (34) e mais que Venezuela (14) e Argentina (23), que ocupam o quarto e o quinto lugares do quadro, respectivamente. O Chile, com 37 pódios (10 douradas) é o terceiro.

Na última quarta-feira (8), os destaques foram os esportes coletivos. As seleções masculinas e femininas de goalball e vôlei sentado foram, todas elas, medalhistas de ouro, mesmo sem contarem com força máxima em Valledupar.

No goalball, única modalidade paralímpica que não é uma adaptação e é disputada por deficientes visuais, o Brasil foi representado pelas equipes de base. No masculino, os brasileiros foram campeões em cima da Argentina, sexta melhor do mundo no adulto, ganhando por 8 a 6. No feminino, o triunfo na final foi contra o Peru, por 5 a 4, na prorrogação.

No vôlei sentado, como as seleções principais iniciam nesta sexta-feira a participação no Campeonato Mundial da modalidade, em Hangzhou (China), o Brasil disputou os torneios em Valledupar com equipes alternativas. Mesmo assim, foi campeão nos dois naipes. O time masculino bateu a Colômbia por 3 sets a 0 na final, parciais de 25/19, 25/20 e 25/15. Na decisão feminina, as brasileiras fizeram 3 a 0 no Peru (25/16, 25/10 e 25/12).


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A brasileira Luisa Stefani disputa nesta sexta-feira (10), a partir das 9h (horário de Brasília), um lugar na final de duplas femininas do Torneio de Wimbledon, um dos quatro maiores do tênis mundial, os Grand Slams. A paulista, número 7 do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA), ao lado da canadense Gabriela Dabrowski (3ª), encara a parceria da japonesa Shuko Aoyama (29ª) com a taiwanesa En-Shuo Liang (31ª) a partir de 9h (horário de Brasília).

Luisa e Dabrowski se classificaram às semifinais do Grand Slam de Londres (Reino Unido) na última quarta-feira (8). Elas bateram a tcheca Ana Siskova (74ª) e a polonesa Katarzyna Piter (61ª) por 2 sets a 0, em parciais de 6/1 e 6/2, em 59 minutos de jogo.

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Foi o oitavo triunfo consecutivo da parceria na temporada. Em Wimbledon, elas perderam nenhum set e cederam apenas 17 games nas quatro partidas. A média é pouco superior a quatro games por confronto, somente.

“Super feliz de estar na semifinal pela primeira vez aqui de dupla feminina. Foi um jogo super bom da nossa parte, bem controlado. Impusemos bem nosso jogo, [fomos] super agressivas contra as adversárias que não conseguiram seguir nosso ritmo e entrar na partida”, disse Luisa, por meio da assessoria de imprensa.

 

Esta é a terceira semifinal de Grand Slam consecutiva de Luisa e Dabrowski. Em 2026, elas também ficaram entre as quatro melhores no Aberto da Austrália e em Roland Garros, mas não foram à final.

Em 2025, a paulista de 28 anos – que completa 29 em agosto – esteve na final de Wimbledon nas duplas mistas, ao lado do britânico Joe Salisbury. Foi a primeira vez que uma brasileira alcançou a decisão do torneio desde Maria Esther Bueno em 1967. Na ocasião, eles perderam da parceria do holandês Sem Verbeek com a tcheca Katerina Siniakova.

A presença na semifinal garante a Luisa, na próxima atualização do ranking da WTA, um lugar no top-5. Se perder nesta sexta, ela pelo menos assegura a quinta posição. Mas se for à final, assume a quarta colocação.

“Obviamente [o top-5] é mais um bom passo no caminho certo, mas o ranking agora não importa, o que importa é o nível e jogando jogo a jogo. Indo longe nos torneios, o ranking vai subir de acordo com a performance”, avaliou a brasileira, que tem uma medalha de bronze olímpica conquistada em 2021, nos Jogos de Tóquio (Japão), ao lado da também paulista Laura Pigossi.


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A Copa do Mundo deste ano tem sido chamada de “Copa dos Protagonistas”. Não é por acaso. Na maioria das seleções que seguem na briga pelo título, aqueles que chegaram ao Mundial para serem os líderes técnicos dos respectivos times vêm atendendo às expectativas. Em alguns casos, indo até além.

Mbappé x Hakimi

É o caso de Kylian Mbappé. Apesar de Michael Olise vir de grande campanha pelo Bayern de Munique (Alemanha) e de Ousmane Dembelé ser o atual vencedor do The Best, prêmio de melhor jogador da temporada concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), não há dúvidas de que o atacante do Real Madrid (Espanha) é a estrela da companhia na França.

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O camisa 10 dos Bleus (apelido da seleção francesa) vive uma Copa ainda mais espetacular que as anteriores. Em cinco jogos, são sete gols. Falta apenas um para igualar desempenho do Mundial do Catar, em 2022, quando balançou as redes oito vezes em sete partidas, terminando a competição como artilheiro.

Nesta quinta-feira (9), Mbappé terá uma difícil missão. A partir de 17h (horário de Brasília), a França enfrenta Marrocos, em Boston (Estados Unidos), pelas quartas de final. Do lado dos Leões do Atlas (apelido do time marroquino) está Achraf Hakimi. O lateral-direito é a estrela da equipe e grande amigo pessoal do camisa 10 desde quando jogaram juntos no francês Paris Saint-Germain.

Neste que é o terceiro Mundial da carreira, Hakimi se tornou o africano com mais jogos (15) pelo torneio. Apesar de ser de uma posição teoricamente mais defensiva, ele tem um gol e duas assistências nesta Copa. O camisa 2 é o lateral (entre direitos e esquerdos) mais caro do mundo, segundo o site especializado Transfermarkt, ao lado do português Nuno Gomes. Ambos valem 80 milhões de euros (cerca de R$ 471,4 milhões).

Messi x Xhaka

Voltando a Mbappé, ele já acumula 19 gols em três Copas. São dois a menos que o argentino Lionel Messi, outro dos protagonistas que vêm superando as expectativas em 2026. Aos 39 anos, o craque também tem sete gols neste Mundial, com uma diferença: marcou em todos os cinco jogos que disputou – o francês passou em branco na vitória por 4 a 1 sobre a Noruega, na fase de grupos, mas deu duas assistências.

Se o camisa 10 da França ainda não precisou do modo “bombeiro”, o da Argentina já apagou dois “incêndios” na Copa. Na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, nos 16 avos de final, Messi fez um dos gols e participou dos outros dois. Nas oitavas de final, o craque liderou a virada histórica sobre o Egito, também por 3 a 2, cruzando para o zagueiro Cristian Romero descontar e balançando novamente as redes para empatar o cotejo.

Nas quartas, a Argentina de Messi terá pela frente a Suíça neste sábado (11), às 22h (horário de Brasília), em Kansas City (Estados Unidos). A seleção alpina é uma das mais experientes, com 18 dos 26 convocados já tendo disputado alguma Copa. O meia Granit Xhaka é o protagonista de um elenco onde o coletivo faz diferença e está na quarta participação mundialista da carreira. A primeira foi em 2014, no Brasil.

Xhaka ficou marcado por, em 2018, comemorar o gol diante da Sérvia cruzando as mãos para fazer o gesto da águia de duas cabeças, símbolo da bandeira da Albânia. Uma homenagem à origem albanesa-kosovar considerada provocativa pelos sérvios por questões geopolíticas. O meia do Sunderland (Inglaterra) balançou as redes uma vez nesta Copa, na goleada por 4 a 1 sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase de grupos.

Haaland x Kane

Mas Messi e Mbappé não estão sozinhos na ponta da artilharia. Há um terceiro jogador com sete gols: Erling Haaland. O detalhe é que o norueguês atingiu a marca com um jogo a menos que os rivais, pois foi poupado na derrota para a França. Estreante em Copas, o atacante do Manchester City (Inglaterra) foi o “carrasco” do Brasil nas oitavas, marcando duas vezes no triunfo por 2 a 1.

Na cola do trio, vem Harry Kane. Ele chegou a 14 gols na história das Copas, ultrapassando Gary Lineker como maior artilheiro da Inglaterra no torneio. Nesta edição, foram seis bolas na rede. Algumas decisivas, como as da virada para cima da República Democrática do Congo), por 2 a 1, nos 16 avos de final, e o terceiro diante do México, no triunfo por 3 a 2, nas oitavas.

O curioso é que ambos poderiam estar na mesma seleção. Haaland nasceu na cidade inglesa de Leeds, em 2000, último ano do pai, o ex-lateral Alf-Inge Haaland, no Leeds United. O atacante viveu na Inglaterra até os quatro anos, quando se mudou para a Noruega. Sorte da nação escandinava, que, com o camisa 9 de protagonista, voltoua uma Copa após 28 anos.

Apenas um entre Haaland e Kane seguirá adiante no Mundial, já que Noruega e Inglaterra se enfrentam neste sábado, às 18h, em Miami (Estados Unidos), pelas quartas de final. Se os noruegueses já vivem a melhor campanha do país em Copas, os ingleses, campeões em 1966, tentam ir às semifinais pela terceira vez desde o título, igualando 1990 e 2018.

Yamal x Lukaku

Dos jogadores que chegaram à Copa como estrelas e ainda seguem na disputa do título, o mais jovem é Lamine Yamal. O atacante da Espanha completa 19 anos no próximo dia 13 de julho. Nesta edição, o craque do Barcelona fez apenas um gol, na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, mas é dos pés dele, driblando e abrindo caminho pela ponta direita, que saem as jogadas ofensivas da Fúria (apelido do time espanhol).

No triunfo por 3 a 0 para cima da Áustria, nos 16 avos de final, Yamal buscou várias vezes o gol. Não fosse o goleiro Alexander Schlager, o revés austríaco teria sido mais elástico. Nas oitavas, contra Portugal, o atacante foi bem marcado por Nuno Mendes, não teve a mesma atuação e isso se refletiu na dificuldade encontrada pela Espanha para chegar à vitória, que veio nos acréscimos, por 1 a 0.

Em oposição à juventude de Yamal, a Bélgica tem a experiência de um dos expoentes do que ficou conhecido como geração dourada do país. Apesar de não ser titular, Romelu Lukaku mostrou que, aos 33 anos, ainda é decisivo. São três gols do atacante neste Mundial. Dois deles nas fases eliminatórias, iniciando a reação contra Senegal (de 0 a 2 para 3 a 2) e fechando a goleada sobre os Estados Unidos (4 a 1).

Os dois estarão frente a frente nesta sexta-feira (10), às 16h, em Los Angeles (Estados Unidos), em duelo que vale vaga na semifinal. A Espanha não chegava tão longe em uma Copa desde o título de 2010, conquistado dois dias antes de Yamal completar três anos. A Bélgica tenta repetir 2018 e ficar novamente entre os quatro melhores do mundo, quem sabe, mais uma vez, com Lukaku como protagonista.


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Depois de uma breve pausa na quarta-feira (8), a Copa do Mundo 2026 retorna nesta quinta-feira (9), com o início das quartas de final. No único jogo do dia, a França enfrenta o Marrocos, às 17h (18h, hora de Brasília), em Boston.

Com o futebol mais vistoso e convincente da Copa até agora, a França aposta nos seus jogadores de frente para passar às semifinais. Olise tem sido um dos destaques desse time, além, é claro, de Mbappé. O camisa 10 tem mostrado a cada jogo porque desponta como o principal jogador desta Copa.

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Do outro lado, Marrocos chega com a autoridade de ter eliminado a Holanda na fase de 16 avos de final. Não teve dificuldades para passar pelo Canadá, nas oitavas de final, mas pode ficar sem um de seus principais jogadores. Saibari, lesionado, é dúvida para o confronto.

Entre os destaques de Marrocos estão o lateral Hakimi e o goleiro Bono. Hakimi, inclusive, joga em um time francês, o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu.

Essa partida é uma repetição do que ocorreu na semifinal da última Copa, no Catar. Naquela ocasião, a França saiu vencedora por 2 a 0, gols de Theo Hernández e Kolo Muani. Hernández está no elenco desta Copa, mas Muani não foi convocado.


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A Copa do Mundo de futebol inicia a fase de quartas de final nesta quinta-feira (9) nos Estados Unidos, com oito seleções, a maioria delas europeia. Entre elas França e Inglaterra, que também chegaram às quartas de final nas última duas edições – Rússia 2018 e Catar 2022. Completando o rol de equipes do Velho Continente estão Bélgica, Espanha, Noruega e Suíça.

Assim como na Copa de 2002, em que o Brasil conquistou o pentacampeonato, apenas uma seleção sul-americana disputará vaga nas semifinais: a atual campeã Argentina. Por fim, Marrocos representará pela segunda vez consecutiva o futebol africano nas quartas.

França x Marrocos

O primeiro confronto terá de um lado a bicampeã França (1998 e 2018), vice na Copa do Catar, e do outro a seleção marroquina, que sonha com o título inédito. O Les Blues (Os Azuis), apelido da França, contam com Kylian Mbappé, vice-líder na artilharia da Copa, com sete gols, um a menos que o argentino Lione Messi. Já os Leões do Atlas podem entrar em campo sem a principal estrela, o meio-campista Ismael Saibari, artilheiro da equipe com três gols. Ele sentiu dores ao fim da partida contra o Canadá.

O jogo está programado para às 17h (horário de Brasília) desta quinta (9), no Estádio de Boston. O embate tem tudo para ser um dos mais emocionantes desta fase, pois será uma reedição das semifinais do último Mundial.  Na ocasião, os europeus levaram a melhor por 2 a 0, avançaram e chegaram à final contra a Argentina. Já equipe africana encerrou o Mundial em quarto lugar, o melhor desempenho do país em seis participações.

Espanha x Bélgica

As duas seleções voltam a se enfrentar em Copa do Mundo após um hiato de 36 anos. Considerada uma das favoritas ao título, a Espanha sonha levantar a taça pela segunda vez – a primeira foi na Copa da África do Sul (2010). No elenco talentoso da Fúria estão os atacantes Lamine Yamal, de apenas 18 anos, e Oyarzabal,  que balançou a rede quatro vezes nesta edição.

De olho no título inédito, a seleção belga chega embalada nas quartas após golear os Estados Unidos (4 a 1) nas oitavas e cravar vitória de virada sobre o Senegal (3 a 2) nos acréscimos da prorrogação na segunda fase (eliminatória). A equipe conta com jogadores experientes como Romelu Lukaku e Thibaut Courtois, e mais novos como o atacante Jérémy Doku, de apenas 17 anos.

Fúria e Diabos Vermelhos entram em campo na sexta (10), às 16h, no SoFi Stadium, em Los Angeles.

Inglaterra x Noruega

Único duelo inédito em Mundiais colocará frente a frente a experiente Inglaterra, em sua 17ª participação em Copas, contra a Noruega, que chegou pela primeira vez na história a fase de quartas. De um lado estarão os Três Leões – apelido da seleção inglesa – que que sonham com o segundo título em Copas- o primeiro foi em 1966. Do outro, os Vikings – apelido da seleção Norueguesa – que voltaram ao Mundial em grande estilo,  após amargarem 28 anos de ausência. A Noruega competiu apenas em três edições (1938, 1994 e 1998) e chegou às oitavas em 1938 e 1998.

No retrospecto, ingleses e noruegueses já duelaram 12 vezes em outras competições, com sete vitórias para os britânicos, três empates, e dois triunfos dos Vikings. Em campo estarão dois dos melhores artilheiros do Mundial, o holandês Erling Haaland (sete gols) e britânico Harry Kane (seis).

O confronto será no sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Argentina x Suíça

A atual campeã mundial Argentina chega às quartas de final após uma virada épica contra o Egito (3 a 2), comandada por Messi, artilheiro do mundial. O último encontro de argentinos e suíços em Copa foi na edição de 2014, no Brasil, quando os hermanos levaram a melhor por 1 a 0 na prorrogação. Tricampeões mundiais (1978, 1986 e 2022), os argentinos nunca perderam para os suíços na história: em sete confrontos, venceram cinco e empataram dois.

A seleção suíça mira uma classificação inédita às semifinais da Copa. Depois de 72 anos, a equipe europeia volta a disputar a fase de quartas, fato que só ocorreu em três oportunidade (1934, 1938 e 1954). A defesa bem armada é a principal estratégia da Suíça, conhecida pelo apelido de Ferrolho Suíço.

O último duelo das quartas ocorrerá no sábado (11), às 22h, no Kansas City Stadium.