Mudança no tempo também deve provocar temporais entre Paraná e Santa Catarina, com rajadas de vento e trovoadas em áreas isoladas

Uma frente fria que avança pelo Sul do país deve provocar chuva forte entre Santa Catarina e Paraná e alterar as condições do tempo em São Paulo ao longo do fim de semana. O sistema também aumenta a nebulosidade no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, onde há possibilidade de chuva isolada antes da chegada de uma massa de ar frio que fará as temperaturas caírem entre sábado e domingo.
Os maiores volumes de chuva são esperados no Paraná, especialmente na região de Curitiba, depois de o sistema atuar sobre Santa Catarina. Em São Paulo, a instabilidade deve atingir principalmente o centro-sul do estado e a faixa litorânea. Na capital paulista, a previsão é de aumento de nuvens e possibilidade de chuva, mas com acumulados inferiores aos previstos para o sul do estado.
Na manhã deste domingo, apesar do mau tempo, cariocas e turistas se arriscavam para a prática de atividades e lazer.
A meteorologista Andrea Ramos explica que o contraste entre o ar quente e a chegada da frente fria pode intensificar as instabilidades.
— Como ainda há calor em parte do sul de São Paulo, a entrada desse sistema favorece rajadas de vento e trovoadas, principalmente nas áreas onde a chuva será mais intensa — explica ao GLOBO.
No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, a influência da frente fria tende a ser mais discreta. A expectativa é de aumento da nebulosidade e chance de chuva localizada, sobretudo entre sexta-feira e sábado, com maior influência sobre o litoral fluminense e o sudeste mineiro. A mudança mais significativa deve ocorrer no domingo, quando a massa de ar frio que acompanha o sistema começa a derrubar as temperaturas.
Em Belo Horizonte, as mínimas podem ficar próximas de 12°C no sábado e em torno de 14°C no domingo, enquanto as máximas permanecem mais baixas do que nos últimos dias, ampliando a sensação de frio durante as primeiras horas da manhã.
Segundo Andrea Ramos, o centro de baixa pressão responsável por organizar a frente fria permanecerá sobre o oceano, restringindo seu deslocamento para outras regiões.
— O ciclone fica no mar e, por isso, a frente não avança com força para o restante do país. Ela influencia principalmente o Sul e parte do Sudeste antes de perder intensidade — diz.
No Centro-Oeste, a mudança no tempo deve atingir principalmente Mato Grosso do Sul e o oeste de Mato Grosso, onde a combinação entre umidade e condições atmosféricas favoráveis pode provocar chuva localizada. Em Goiás e no Distrito Federal, o predomínio continua sendo de tempo seco e grande amplitude térmica entre manhã e tarde.
Já no Nordeste, a circulação de umidade mantém condições para chuva em trechos da faixa leste, especialmente entre Rio Grande do Norte e Paraíba, com possibilidade de pancadas localmente moderadas. Na Região Norte, as áreas de instabilidade seguem concentradas no extremo norte da Amazônia, favorecidas pelo calor e pela umidade disponível na atmosfera.
Além das mudanças provocadas pela frente fria, a baixa umidade do ar continua chamando atenção em áreas do interior do país, principalmente entre Tocantins e partes do Centro-Oeste.
— A tendência é de manutenção de uma massa de ar quente e seca nessas regiões, o que exige cuidados com hidratação e recomenda evitar atividades físicas nas horas mais quentes do dia — orienta a meteorologista.
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