Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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A campanha de doações lançada pelo Banco do Brasil para apoiar vítimas das chuvas e deslizamentos de terra em Minas Gerais arrecadou mais de R$ 1,5 milhão. Do total, R$ 1,2 milhão vieram de contribuições de funcionários e clientes, enquanto R$ 300 mil foram aportados pelo próprio conglomerado.

O protocolo do Programa Ajuda Humanitária foi divulgado no dia 26 de fevereiro, com foco nas cidades atingidas na região da Zona da Mata Mineira.

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Segundo a Defesa Civil, o estado já registra 72 mortes confirmadas em decorrência das chuvas. Em Juiz de Fora, há 653 desabrigados e 7.931 desalojados. Em Ubá, são 24 desabrigados, 4.480 desalojados e um desaparecido. Em Matias Barbosa, 96 desabrigados e 604 desalojados.

Além da campanha de arrecadação, o banco anunciou medidas emergenciais para atender mais de 159 mil clientes pessoas físicas e cerca de 9 mil pessoas jurídicas nas regiões afetadas.

Entre as ações para clientes pessoa física estão carência de até seis meses para início do pagamento em operações de crédito consignado e crédito salário, além da possibilidade de repactuação de até quatro parcelas em financiamentos imobiliários e empréstimos com garantia de imóvel.

Para empresas, será disponibilizado o Pula Parcela Emergencial PJ, com prorrogação de até seis parcelas em linhas de capital de giro e financiamento, além de linha de repactuação de dívidas com prazo de até 60 meses e carência de até seis meses.

No setor agropecuário, o banco anunciou alocação emergencial de recursos para crédito rural, prorrogação simplificada de operações, acionamento de parceiros nos municípios atingidos e priorização de comunicados de perdas do Proagro.

Também foram adotadas medidas operacionais excepcionais nos meios de pagamento, como estorno de juros, encargos e tarifas, flexibilização de prazos para abertura e manutenção de contas e ampliação temporária de limites para transações via Pix.

Na área de seguros, haverá comunicação ativa com segurados das cidades impactadas, reforço no atendimento e priorização de análise de sinistros.

O banco informou ainda que está em contato com prefeituras para oferecer linhas de crédito ao setor público e orientar gestores sobre solicitação de recursos por meio do Cartão da Defesa Civil.

Doações

Os valores arrecadados serão destinados a instituições sem fins lucrativos que atuam na região, responsáveis pela compra e distribuição de alimentos, kits de higiene e limpeza e outros itens essenciais.

Doações em pontos do programa Livelo serão dobradas pela instituição. A campanha para doação de pontos segue até 31 de março de 2026.

Desde 26 de fevereiro, todas as AABBs de Minas Gerais funcionam como pontos de coleta de donativos materiais, como água mineral, produtos de higiene, cobertores, roupas e calçados em bom estado.

Para doações em dinheiro


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Após dois dias de turbulências, o mercado financeiro teve um dia de correção. Numa sessão marcada pelo alívio temporário nas tensões, o dólar recuou quase 1%.

A bolsa de valores recuperou-se parcialmente, e o petróleo ficou próximo da estabilidade.

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O dólar comercial encerrou esta terça-feira (4) vendido a R$ 5,218, com recuo de R$ 0,047 (-0,89%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão, operando entre R$ 5,20 e R$ 5,22.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 185.366 pontos, com alta de 1,24%.

Em alta durante toda a sessão, o indicador foi sustentado por ações de bancos. Os papéis de petrolíferas e de mineradoras caíram, por causa da queda ou da estabilidade do preço das commodities (bens primários com cotação internacional).

O barril do petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, ficou estável, em US$ 81,40. O barril do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 0,13%, para US$ 74,66.

Apesar de o Estreito de Ormuz continuar fechado, o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou que navios do país poderão escoltar petroleiros e navios-tanque. Além disso, a Secretaria do Tesouro poderia fornecer seguros emergenciais para empresas de navegação.

A estabilidade na cotação do petróleo ajudou a reverter parcialmente a alta do dólar nos últimos dias. Investidores aproveitaram o recente aumento para vender a moeda e embolsar os lucros recentes.

* Com informações da Reuters


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Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apresentaram nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, as principais inovações tecnológicas incorporadas ao patrimônio da tropa com o objetivo de modernizar as forças de defesa do país.

A maior novidade é o recém-ativado Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, para o qual a corporação adquiriu uma série de modelos de quatro hélices, equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais.

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Os equipamentos podem ser usados tanto para monitorar alvos quanto para localizar vítimas de desastres. Alguns desses drones também conseguem carregar projetéis para atacar pequenos alvos.

Outro modelo incorporado é o drone de asa fixa, popularmente conhecido como kamikaze, que pode ser lançado, com explosivos, para destruir alvos maiores.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Drones de ataque são apresentados em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Drones de ataque são apresentados em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Drones de ataque são apresentados em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Escola para operação de drones

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas, o novo esquadrão ajuda o Brasil a acompanhar as evoluções tecnológicas das forças de defesa mundial, considerando os recentes conflitos deflagrados pelo mundo.

De acordo com o almirante, ainda neste mês de março, a corporação inaugura, no Rio de Janeiro, a nova escola para formar mais militares em operação de drones.

Chagas lembrou que cabe à Marinha defender um dos principais ativos estratégicos do país.

“O Brasil tem 7,5 mil quilômetros de litoral, uma quantidade de riqueza gigantesca. A maior parte da população vive no litoral, 95% do nosso petróleo sai do litoral. Das nossas exportações, 97% chegam pelo mar”.

“E ainda tem uma parte que muita gente não sabe. As pessoas acham que a comunicação é feita principalmente por satélites, mas não é. A grande maioria da comunicação do país é feita por cabos submarinos que saem daqui e nos ligam a outros países”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 –  O almirante Carlos Chagas durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 –  O almirante Carlos Chagas durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
 O almirante Carlos Chagas durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Operações em desastres

A corporação também recebeu novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e produzidos no Brasil. Eles podem navegar com velocidade de até 74 km/h, transportando 13 militares, e são equipados com metralhadoras, radares e câmeras termais.

Apesar disso, são embarcações compactas, o que permite a atracação em locais com pouca infraestrutura e até o transporte em aeronaves.

De acordo com o comandante-geral, almirante Carlos Chagas, as novas tecnologias também aumentam a capacidade de resposta dos Fuzileiros em casos de desastres naturais, um trabalho que tem sido feito de maneira cada vez mais frequente.

“A logística militar se assemelha muito à logística de resposta de desastres. E como é necessário fazer uma grande mobilização, essa semelhança logística é importante”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Marinha apresenta parte dos veículos em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Marinha apresenta parte dos veículos em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Marinha apresenta parte dos veículos em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo ele, uma parte do material acaba tendo um uso duplo, porque é adquirido para defesa, mas pode ser utilizado em situações de desastres, como carros anfíbios que conseguem entrar em região alagada, para resgate de pessoas e transporte de alimentos.

A corporação também apresentou novos armamentos. Uma das principais novidades é o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, capaz de atingir alvos a até 70 km de distância, com uma velocidade de até 1 mil km/h, em voo rasante, para dificultar a detecção por radares inimigos.

Outro míssil, de fabricação nacional, possui alcance menor, de até 3 quilômetros, mas é guiado a laser com alta precisão, sendo capaz de atingir embarcações e até helicópteros e de perfurar até 80 centímetros de blindagem.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Militar demonstra uso de míssil de fabricação nacional durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2026 – Militar demonstra uso de míssil de fabricação nacional durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Militar demonstra uso de míssil de fabricação nacional durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


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Entidades ligadas aos profissionais da imprensa e aos veículos de comunicação manifestaram, nesta quarta-feira(4), que as ações e planos do banqueiro Daniel Vorcaro contra jornalistas merecem repúdio, mais investigações e responsabilização rigorosa dos envolvidos.

Segundo o que foi apurado pela Operação Compliance Zero e tornado público pela decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário contava com um núcleo de intimidação a jornalistas.

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Assim, conforme observou o magistrado, a intenção seria “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. 

“Estarrecedor”

Um dos exemplos foi revelado por uma troca de mensagens  entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado nas investigações pelo apelido de Sicário. A ideia do grupo criminoso era de simular um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

“É estarrecedora a revelação de que ele (Vorcaro) cogitou arquitetar um assalto violento, ou que simulasse cenário semelhante, contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, para intimidá-lo, ‘prejudicar violentamente’ e ‘quebrar todos os dentes’”, publicou a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

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Intimidação

O veículo O Globo defendeu em nota que os envolvidos na trama criminosa sejam investigados e punidos com o rigor da lei.

Além disso, a empresa garantiu que o veículo e os jornalistas “não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público”.

“Práticas mafiosas”

 A Associação Nacional de Jornais (ANJ) expressou que a tentativa de intimidar profissionais de imprensa pelo caminho da violência constitui ataque inaceitável à liberdade de expressão.

“Métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira”, afirmou a entidade.

Ameaças nas redes

Nesse mesmo sentido, a Abraji entende que as condutas representam grave atentado à liberdade de imprensa, à integridade física de profissionais de comunicação e ao próprio Estado Democrático de Direito. 

A entidade ainda alerta que “outros jornalistas também foram ameaçados nas redes sociais por reportar sobre o esquema de corrupção, fraude, lavagem de dinheiro e danos ao sistema financeiro, correntistas e erário público comandado por Vorcaro”.


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O impacto da guerra no Oriente Médio nos preços pagos pelo consumidor brasileiro por combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel, pode demorar a chegar. A avaliação é do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy.

O petróleo teve forte alta nos últimos dias, desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, no último sábado (28), e das retaliações do país persa contra Tel Aviv e bases americanas em diversos países produtores de petróleo na região.

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O porta-voz do instituto que representa a indústria petrolífera no Brasil explicou que toda refinaria mantém um estoque de petróleo, e que esse é um dos motivos para que a mudança não aconteça da noite para o dia.

Entretanto, se o petróleo permanecer em um patamar alto, pouco a pouco, as refinarias vão começar a comprar o produto mais caro. 

“Na medida em que esse petróleo mais caro chegar às refinarias, elas também, com um certo tempo, tenderão a transferir esse preço para os seus contratos novos, porque nos contratos já firmados, elas garantem o preço anterior”.

“É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro”, afirmou Roberto Ardenghy à Agência Brasil.

O presidente apontou que a incerteza que paira no mercado global sobre o futuro do conflito é um dos motivos que pode retardar o impacto nos preços pagos pelos consumidores.

“Altos patamares do preço do petróleo dependem da continuidade ou não do conflito armado, do bloqueio do Estreito de Ormuz, da disseminação do conflito para outros países do Oriente Médio. Então, ainda não se tem segurança de que isso vai acontecer”, explicou.

Ardenghy acrescentou que o mercado do petróleo opera com projeções de longo prazo em contratos, que têm que ser honrados. É preciso considerar também, afirma ele, que alguns países têm estoques estratégicos importantes, que certamente serão usados nesta situação de crise.

Estreito de Ormuz

Sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem da maior parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, Roberto Ardenghy pondera que o fechamento não interrompe todo o fluxo do óleo extraído na região, porque há rotas alternativas.

Porta de saída do Golfo Pérsico, o estreito fica na costa do Irã, que determinou seu bloqueio em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O presidente do IBP cita que o Iraque, por exemplo, pode bombear petróleo por meio da Turquia. 

Já a Arábia Saudita tem oleodutos que podem levar suas exportações para o Mar Vermelho, alcançando os mercados por outra rota logística. O mesmo vale para os Emirados Árabes Unidos, e até mesmo o próprio Irã pode encontrar outra via para escoar parte de sua produção.

“Há algumas alternativas, não para garantir todo aquele volume que passa no Estreito de Ormuz, mas, pelo menos, para uma parcela importante. Portanto, não haverá mudança de patamar de preço de modo estável, no mínimo, pelos próximos 60 a 90 dias”, avaliou.

 


Mapa Estreito de Ormuz
Mapa Estreito de Ormuz

Brasil no mercado internacional

O presidente do IBP destacou que o Brasil já é um importante produtor de petróleo, com uma produção que atingiu 3,8 milhões de barris por dia em 2025, enquanto a exportação chegou a 1,7 milhão de barris.

“Há perspectivas, inclusive, de que aumentemos, ainda mais, a nossa produção nos próximos anos. Se a gente conseguir encontrar petróleo na Margem Equatorial, na Bacia de Pelotas e em outras áreas no Brasil, a nossa participação pode ser ainda mais relevante”, apontou.

Diante desse desempenho, Ardenghy estimou que o Brasil tem condição de suprir uma quantidade de petróleo para o mercado internacional.

“Somos atores importantes e podemos inclusive contribuir com essa falta de petróleo ou essa escassez que venha do Oriente Médio e compensar com a nossa produção atual e a futura. Hoje, o Brasil já é um produtor relevante. Somos o nono maior produtor e o nono maior exportador mundial de petróleo”, pontuou.

O executivo acredita que, a partir do que ocorre atualmente no Oriente Médio, ocorrerá o que o setor chama de reorientação dos fluxos globais de comércio de petróleo e gás natural.

“Os países muito dependentes do Oriente Médio, mesmo que as coisas se acalmem por lá, vão procurar diversificar as suas fontes de suprimento. Especialmente, os países da Ásia, como o Japão, a Coreia, a China e a Índia, países que hoje dependem muito do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz”, destacou.

“Mesmo que a situação no Oriente Médio se normalize, a gente não sabe se, em médio ou longo prazo, essa situação de normalidade vai continuar ou se vamos ter um outro conflito, inclusive militar”, completou.

É nesse cenário que o presidente do IBP vê espaço para o Brasil evoluir no mercado de petróleo e gás.

“Somos um produtor confiável de petróleo, temos a presença, no Brasil, de grandes empresas internacionais, a presença também da Petrobras como uma empresa com muita experiência na produção e na exportação de petróleo”, indicou.

 


Rio de Janeiro (RJ), 28/09/2023 - Vista aérea do navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 28/09/2023 - Vista aérea do navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
Vista aérea do navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na visão dele, isso só ressalta a necessidade de o Brasil manter a atividade petrolífera, a pesquisa geológica, a perfuração na Margem Equatorial e em outras áreas do país.

“Para que a gente possa, primeiro, ter segurança energética nas próximas décadas, mantendo a nossa economia livre dessas tensões globais que afetam o petróleo. E também ter um excesso de petróleo, para que a gente possa exportar para outros mercados, gerando divisas para o Brasil”, relatou.


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Enquanto pesquisas de opinião mostram que a maioria da população dos Estados Unidos (EUA) é contrária à guerra contra o Irã, a elite política em Washington está dividida e resoluções para obrigar o presidente norte-americano Donald Trump a recuar da guerra estão em tramitação no Congresso.

Os republicanos, do partido de Trump, têm apoiado a agressão contra Teerã, ainda que haja divergências na base do movimento Make America Great Again (Maga). A maioria dos democratas questiona a legalidade da guerra, já que argumentam que não foi autorizada pelo Congresso, como exige a legislação do país.

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Algumas manifestações contra o conflito foram registradas em cidades norte-americanas, mas os atos não ultrapassaram poucas centenas de participantes.

Atos em comemoração à morte do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, também ocorreram nos EUA, em especial, pelas comunidades da diáspora iraniana anti-regime.

Ao mesmo tempo, a mídia dos EUA oscila entre os veículos que apoiam abertamente a guerra; outros que são críticos à forma como Trump conduziu o conflito, ainda que elogiem os esforços de derrubar o regime iraniano; até os veículos totalmente contrários à ação contra o Irã.

O professor de História e Política da Universidade de Denver, dos EUA, o brasileiro Rafael R. Ioris, em entrevista à Agência Brasil, avaliou que a oposição à guerra contra o Irã, dentro dos EUA, ainda não é significativa.  

“A insatisfação contra a guerra no Irã é pontual e dentro das vozes já críticas ao governo Trump. Mas se houver muitas mortes, poderá aumentar as críticas. Vai depender de como a guerra evolua”, disse. 

“Por ora, os republicanos que controlam o Congresso não vão apresentar resistências significativas”, avalia o pesquisador do Washington Brazil Office (WBO).

O professor emérito de História da Universidade de Brown, dos EUA, James N. Green, lembra, por sua vez, que existe um setor contrário à guerra dentro do movimento Maga, da base do presidente Donald Trump.  

“A base de Trump se dividiu. Sempre surge o nacionalismo e uma noção que tem que defender as tropas, mas neste momento a maioria da população está contra a intervenção e um setor minoritário, mais significativo, da Maga, está criticando”, comentou o também presidente do WBO.

Pesquisas

Pesquisa da Reuters, em parceria com o instituto Ipsos, publicada no domingo (1), revelou que apenas um em cada quatro estadunidenses, ou 27% da população, aprova os ataques contra Teerã.

Outra pesquisa divulgada na segunda-feira (4), patrocinada pela emissora CNN e conduzida pela empresa SSRS, indicou que 41% da população aprovam os ataques, enquanto 69% desaprovam.

Sobre as pesquisas, Trump disse que não se importa com elas. 

“Tenho que fazer a coisa certa. Isso deveria ter sido feito há muito tempo”, disse Trump ao New York Post.

Mídia dos EUA

Mesmo os veículos de imprensa mais críticos ao presidente Trump têm adotado uma postura de cautela em relação à guerra contra o Irã, como a CNN e New York Times, segundo avalia o professor Rafael R. Ioris.

“Há cautela em não criticar um presidente em tempo de guerra para não serem acusados de falta de patriotismo, segundo os que partilham da visão de que os EUA estão acima dos limites do direito internacional, por serem, supostamente, o grande defensor da estabilidade e defesa do ocidente”, avalia.

O New York Times, em editorial publicado pelo conselho do jornal, afirma que a ação foi “imprudente”, que Trump não explicou o porquê da guerra e criticou o fato de não ter pedido autorização ao Congresso.

No entanto, o jornal defende que a eliminação do programa nuclear iraniano seria um “objetivo louvável”, aceitando a tese do Irã como ameaça internacional.

“Um presidente americano responsável poderia apresentar um argumento plausível para novas ações contra o Irã. O cerne desse argumento precisaria ser uma explicação clara da estratégia, bem como a justificativa para um ataque imediato, mesmo que o Irã não pareça estar perto de possuir uma arma nuclear”, diz o editorial.

O Wall Street Journal, ligado mais ao mercado financeiro, foi favorável à agressão contra Teerã, alegando que o “erro” seria Trump “encerrar a guerra prematuramente, antes que as forças armadas iranianas e seus grupos terroristas domésticos sejam completamente destruídos”.

O jornalista Michael Arria, do veículo independente Mondoweiss, que cobre a política externa dos EUA no Oriente Médio, entende que, no geral, a mídia dos EUA “declarou guerra ao Irã”.

“A mídia americana está disseminando propaganda governamental e ignorando o papel de Israel, enquanto apoia a guerra contra o Irã e pressiona por uma mudança de regime. Até mesmo os autodenominados comentaristas liberais da CNN estão fomentando uma mudança de regime”, escreveu Arria.

Congresso

Duas resoluções para limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump estão em tramitação no Parlamento com objetivo de barrar a guerra no Oriente Médio.

O Senado deve votar uma dessas resoluções nesta quarta-feira (4). Em junho de 2025, no contexto da guerra de 12 dias contra o Irã, o Senado estadunidense rejeitou resolução com conteúdo semelhante.

Os democratas têm reclamado que o governo Trump não explicou os objetivos da guerra, nem qual o suposto risco imediato que o Irã representaria aos EUA, situação excepcional em que permite ao presidente ir à guerra sem passar pelo Congresso.

O senador democrata Tim Kaine, da Virginia, autor da proposta que obriga Trump a pedir autorização do Congresso para atacar o Irã, defende que o povo americano quer preços baixos e não mais guerras, ainda mais sem autorização do Congresso.

“Esses ataques são um erro colossal, e espero que não custem a vida de nossos filhos e filhas fardados e em embaixadas por toda a região”, afirmou Kaine em uma rede social.

Porém, há democratas apoiando Trump, como o senador John Fetterman, eleito pelo estado da Pensilvânia.

“Todos os membros do Senado dos EUA concordam que não podemos permitir que o Irã adquira uma arma nuclear. Fico perplexo com o fato de tantos se recusarem a apoiar a única ação capaz de alcançar esse objetivo”, comentou o senador.  

Enquanto os democratas não formam uma unidade contra a guerra, os parlamentares republicanos vêm apoiando os esforços de Trump contra o Irã, ainda que alguns avaliem mudar de posição caso a guerra se prolongue.

É o caso da deputada Nancy Mace, republicana da Carolina do Sul. 

“Por enquanto, serei contra [a resolução para barrar a guerra], mas se isso se prolongar por mais de algumas semanas, terei muito mais preocupações”, disse Mace à reportagem do NYT.  


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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou, nesta quarta-feira (4), que 247 aprovados na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) confirmaram o interesse nas vagas imediatas, na segunda convocação encerrada na segunda-feira (2).

Das 409 pessoas convocadas para dizer que tinham interesse na vaga do certame, 86 já haviam sido convocadas na primeira manifestação e confirmado interesse.

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Com as confirmações, a administração pública tem uma indicação mais clara de que quem está na lista realmente quer assumir o cargo, o que pode acelerar a chamada dos próximos classificados. Isto porque as vagas não confirmadas serão ofertadas na rodada seguinte.

Segundo o MGI, o modelo de convocações sucessivas mantém ritmo de preenchimento das vagas de preenchimento imediato. 

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Listas atualizadas e convocações

O Ministério da Gestão vai remover da segunda lista de convocados do CNU 2025 quem não manifestou desejo em continuar no processo. Na próxima sexta-feira (6), serão divulgadas as listas atualizadas de convocação, apenas com os nomes dos candidatos que ainda querem a vaga.

Neste mesmo dia, o governo chamará o terceiro grupo de aprovados para preencher as posições não confirmadas na primeira e segunda convocações.

Os candidatos poderão conferir a convocação de sexta-feira no Diário Oficial da União.

Será a última rodada de confirmação de interesse pela vaga de preenchimento imediato do chamado Enem dos Concursos.

O novo prazo para confirmação pelo candidato aprovado estará aberto das 10 horas de sábado (7), às 23h59 do dia 9 de março.

A confirmação é obrigatória para seguir para próximas etapas do concurso

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. 

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior, e outras 508, de nível intermediário. Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com candidatos de 4.951 municípios. 

As provas foram aplicadas em centenas de municípios de todo o país, em dois dias de 2025. A primeira fase, de provas objetivas, ocorreu em outubro. A segunda, de discursivas, em dezembro.