Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.

A Baixada Santista e o Vale do Ribeira receberam R$ 227 milhões por meio da Tabela SUS Paulista nos dois primeiros anos do programa do Governo do Estado de São Paulo.

Os recursos fazem parte de um pacote estadual que já destinou cerca de R$ 9 bilhões para complementar os valores pagos pela tabela federal do Sistema Único de Saúde.

Na região, os repasses foram distribuídos entre 53 instituições de saúde, principalmente hospitais filantrópicos e Santas Casas.

O objetivo do modelo é corrigir uma defasagem histórica nos valores pagos pelo SUS e ampliar a remuneração de procedimentos hospitalares e ambulatoriais.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o reforço financeiro contribuiu para dar mais previsibilidade às unidades e ampliar a capacidade de atendimento à população.

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Recorde de cirurgias eletivas

Os reflexos do programa já aparecem nos números da rede pública. Em 2025, o estado registrou 1,3 milhão de cirurgias eletivas, o maior volume já realizado no SUS paulista. O total representa crescimento de 85,7% em relação a 2022, quando foram feitos cerca de 700 mil procedimentos.

Ao longo da atual gestão estadual, o acumulado chega a 3,5 milhões de cirurgias. Em 2023 foram realizados 1 milhão de procedimentos, enquanto em 2024 o número subiu para 1,2 milhão.

A ampliação do financiamento e o fortalecimento da rede hospitalar ajudaram a expandir a oferta de serviços e reduzir filas em diversas regiões do estado.

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Alta em procedimentos de alta complexidade

Além das cirurgias eletivas, o programa também impulsionou procedimentos mais complexos. As internações de alta complexidade cresceram 37,9% entre 2022 e 2025.

No mesmo período, as cirurgias bucomaxilofaciais registraram aumento de 116%, enquanto as cirurgias neurológicas avançaram 60%. Já os procedimentos cirúrgicos de mama cresceram 30%.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, o modelo de financiamento tem fortalecido a rede hospitalar e ampliado o acesso da população a procedimentos especializados.

Hospitais que mais receberam recursos

Entre as instituições que mais receberam repasses na região estão:

Santa Casa de Santos – R$ 96,6 milhões

Hospital Santo Amaro – R$ 77,6 milhões

Hospital Santo Antônio (Santos) – R$ 20,9 milhões

Hospital São João (Registro) – R$ 10,2 milhões

Cenevale (Pariquera-Açu) – R$ 4,3 milhões

Com os recursos adicionais, hospitais ampliaram internações, cirurgias e atendimentos, fortalecendo a rede pública regional.

Transparência nos repasses

O Governo de São Paulo também disponibiliza os dados completos de repasses da Tabela SUS Paulista em plataforma pública online, onde qualquer cidadão pode consultar valores detalhados por instituição.

A iniciativa busca reforçar a transparência da política de financiamento da saúde e permitir acompanhamento da aplicação dos recursos pela sociedade.


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A Receita Federal do Brasil apreendeu R$ 69,1 milhões em mercadorias durante operações realizadas em todo o país de 27 de fevereiro a 3 de março, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Contrabando, celebrado nesta terça-feira (3).

As ações ocorreram simultaneamente em 37 localidades, com fiscalização reforçada em fronteiras, portos, aeroportos, rodovias e centros de distribuição. O foco foi reprimir crimes como contrabando, descaminho, pirataria, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

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Cerca de 450 servidores participaram diretamente das operações, com apoio de viaturas, drones, cães farejadores e caminhões.

Principais números da operação:

  • R$ 69,1 milhões em mercadorias apreendidas;
  • Desse total, R$ 25,4 milhões em eletrônicos retidos;
  • R$ 15,2 milhões em vestuário e acessórios, do total de R$ 69,1 milhões;
  • Mais de 800 quilos (kg) de drogas apreendidos;
  • 14 pessoas presas de um total de 1.332 abordadas;
  • 37 localidades com ações simultâneas;
  • 450 servidores mobilizados.

Apreensões de destaque

No Aeroporto Internacional de Viracopos, foram apreendidos 16 canos de fuzil na sexta-feira (27).

Na região de Foz do Iguaçu (PR), as equipes interceptaram R$ 4 milhões em mercadorias irregulares e 156 kg de substância análoga à maconha. Em uma única abordagem a um ônibus, foram encontrados produtos avaliados em R$ 2,5 milhões, incluindo mais de 200 celulares e medicamentos introduzidos clandestinamente no país.

Atuação integrada

Além da Receita Federal, participaram das ações órgãos como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), polícias militares e civis, ministérios públicos e guardas municipais.

Segundo a Receita, a atuação conjunta reforça o combate às organizações criminosas e busca proteger a economia formal, a concorrência leal e a segurança da sociedade.


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Com a manutenção do regime de governo e o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, o Irã mostra capacidade de resistência após ataque dos Estados Unidos (EUA) e passa a ter a “iniciativa de guerra”. É a avaliação do major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.

Para o general, o conflito está sendo prolongado por vontade iraniana.

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“Neste momento, parece-nos que a iniciativa é mais do Irã, do que propriamente dos EUA e de Israel”, comentou o militar à Agência Brasil.


Brasília (DF), 26/06/2025 - major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.
Foto: Pekka Kallioniemi/X
Brasília (DF), 26/06/2025 - major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.
Foto: Pekka Kallioniemi/X
Agostinho Costa avalia que Irã tem a iniciativa de prolongar a guerra contra os EUA- Pekka Kallioniemi/X

O governo iraniano, por meio dos bombardeiros de bases dos EUA no Oriente Médio, além do fechamento parcial do Estreito de Ormuz, que ameaça a economia global, teria colocado a pressão maior sobre Washington em relação ao futuro da guerra. 

Para o general, não houve uma degradação da capacidade dos mísseis iranianos como inicialmente era esperado, indicando má avaliação e precipitação dos EUA em deflagrar o conflito. Agostinho destaca que o objetivo estadunidense de derrubar o regime iraniano em poucos dias não foi alcançado.

“Porque o pressuposto era que os iranianos estariam, neste momento, em um ponto de fraqueza, numa fase de debilidade e de incapacidade, e que iriam ruir como um castelo de cartas. Não é isso que estamos a ver”, enfatizou.

O militar Agostinho Costa analisa que o Irã se preparou para essa guerra, tendo dispersado equipamentos balísticos por todo o território de 1,6 milhão de quilômetros quadrados, área maior que o estado do Amazonas.

Satélites chineses

Além disso, a estratégia de desgastar o sistema de defesa aéreo de Israel e de colocar as bases dos EUA na região sob fogo estaria dando resultado positivo para Teerã.

“Temos visto que as bases americanas têm sido atacadas cirurgicamente, o que comprova as informações de que os chineses garantiram aos iranianos o acesso à constelação de satélites chineses BeiDu, que permitem uma percepção situacional em tempo real e imagens do dispositivo adversário”, disse Agostinho Costa.

O major-general afirma que os EUA não têm um antídoto contra o sistema de satélites chinês.

“Não conseguem neutralizar a rede de satélites chineses. É isso que justifica a precisão dos ataques iranianos”, completou.

Para o especialista em defesa, não é possível prever por quanto tempo o Irã conseguirá manter a pressão militar sobre os EUA e Israel. Porém, ele avalia que é difícil para os EUA sustentarem essa guerra por muito tempo devido a condições militares, econômicas e políticas.

“Quatro semanas é, precisamente, o tempo que Trump teoricamente aceitaria continuar este conflito, mas há aqui uma grande interrogação. Qual é a capacidade que um e outra parte tem para manter esta campanha com o ritmo que estamos a assistir?”, questionou

Estratégia iraniana

O Irã teria duas estratégias principais, de acordo com o especialista: atacar as bases dos EUA no Oriente Médio, no sentido de expulsar os estadunidenses do Golfo, além de desgastar a defesa aérea israelense “para impor a Israel uma derrota estratégica que retire deles as condições de voltar a incomodar o Irã nos próximos tempos”.

Ainda segundo o militar português, os ataques às bases dos EUA “mostram aos países árabes da região que ter aquelas bases todas não serve para nada, porque os americanos, a primeira coisa que fizeram, foi abandonar as bases”.  

Superioridade aérea

Ao mesmo tempo, Israel e EUA não teriam conseguido estabelecer uma superioridade aérea sob o território iraniano. O ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal, Agostinho Costa, rejeita a afirmação de Israel de que eles teriam conseguido abrir um corredor aéreo sobre o Irã onde poderiam transitar livremente.

“Não vimos isso até agora. Antes, pelo contrário, o que vemos é que aquilo que Israel e os EUA conseguem pôr sobre o Irã são, fundamentalmente, drones e temos visto imagens de drones sendo abatidos”, disse.

Bases dos EUA no Golfo Pérsico

Costa acrescentou que, com a inutilização de bases dos EUA no Oriente Médio, os caças israelenses e estadunidenses precisam viajar longas distâncias, o que dificulta as operações.

“A constelação de bases dos EUA na região está, na sua maioria, inoperante. Portanto, os EUA estão a operar a partir dos dois porta-aviões, certamente a partir das bases em Israel e, muito provavelmente, do Chipre”, explicou.

Os ataques contra bases militares dos EUA em, pelo menos, 12 países do Golfo Pérsico teriam conseguido deixar Washington sem parte de seu apoio logístico.

“Ao decolar de um porta aviões, os caças saem com menos mísseis, e tem que ser reabastecidos. Para isso, devem estar, no mínimo, a uma distância de 700 km. É uma manobra operacional, em termos logísticos e de coordenação, muito complicada”, explicou.


Navio-tanque no Estreito de Ormuz
21/12/2018
REUTERS/Hamad I Mohammed
Navio-tanque no Estreito de Ormuz
21/12/2018
REUTERS/Hamad I Mohammed
Navio-tanque no Estreito de Ormuz- Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

Estreito do Ormuz

O fechamento parcial pela Guarda Revolucionária do Irã do Estreito de Omuz, por onde passa boa parte do petróleo comercializado no mundo, coloca ainda um peso econômico e de crise energética que deve perturbar os mercados, pressionando as elites ocidentais, em especial, a Casa Branca.

Em relação à Marinha iraniana, que Trump afirma ter destruído, o general Agostinho Costa lembra que Teerã construiu lanchas rápidas com lança-mísseis difíceis de eliminar.

“Os EUA e Israel já eliminaram os navios maiores da Marinha Iraniana. Só que os iranianos foram criativos ao manterem as pequenas lanchas rápidas. E é com essas lanchas que eles controlam o Golfo Pérsico e controlam o Estreito de Ormuz”, explicou.  

Ataques contra Israel

Os ataques com mísseis e drones contra Israel não teriam conseguido impor perdas substanciais ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tem conseguido interceptar a maioria dos projéteis.

Por outro lado, o major-general português diz que o Irã usou contra Israel, em sua maioria, mísseis mais antigos, de primeira e segunda geração. Portanto, Teerã teria ainda os mísseis mais potentes, como os hipersônicos, que ultrapassam a velocidade do som e são mais difíceis de interceptar pelas defesas israelenses.  

“A prioridade em relação a Israel é desgastar o sistema de defesa aéreo. Isto é, utilizar um volume de grandes mísseis e drones que leve Israel a esvaziar os depósitos de mísseis de defesa aérea. É esse o objetivo iraniano”, ponderou.

Negociações suspensas

Agostinho sugere que, ainda no sábado (28), Trump teria indicado a disposição de reabrir a negociação com Teerã após o assassinato de Ali Khamenei, segundo fonte ouvida pelo jornal israelense Yedioth Arnoth

Nesta terça-feira (3), Trump foi às redes dizer que a defesa e a força aéreas, a Marinha, e as lideranças do Irã “acabaram” e que Teerã teria proposto voltar as negociações. “Tarde demais”, disse o chefe da Casa Branca.

A informação foi logo desmentida pelo presidente do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani. “Não negociaremos com os EUA”, afirmou a autoridade iraniana.

Para o general português ouvido pela Agência Brasil, os discursos de Washington são contraditórios e o anúncio de Trump de que os EUA têm munição “ilimitada” que pode sustentar uma guerra “para sempre” pode não passar de “bravata”.

Isso porque importantes jornais dos EUA – como The Washington Post e Wall Street Journal – afirmam que acessaram documentos do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, onde ele alertava para risco de “falta de munição” em uma guerra prolongada contra o Irã. 

A cidade de Praia Grande deu início à aplicação do Nirsevimabe, imunizante contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da bronquiolite em bebês. As primeiras doses foram destinadas a recém-nascidos prematuros na Maternidade do Hospital Municipal Irmã Dulce, garantindo proteção imediata contra infecções respiratórias graves ainda na saída da maternidade.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata, sem depender da ativação do sistema imunológico do bebê para produzir anticorpos. O medicamento é aplicado por via intramuscular, na região da coxa, de forma semelhante a uma vacina comum.

Busca ativa por prematuros de até seis meses

Além da aplicação na maternidade, parte das doses está sendo direcionada às Unidades de Saúde da Família (Usafas)para atender bebês que já estão em casa. As equipes de saúde da família realizam uma busca ativa por crianças nascidas prematuras entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, com menos de seis meses de vida e idade gestacional inferior a 36 semanas e 6 dias.

“Está sendo feito o resgate dessas crianças. As Usafas estão fazendo a busca ativa e enviando as informações para a equipe de Imunização avaliar os casos que estejam dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, explica a enfermeira Soraya Santos da Rocha, do setor de Imunização da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde Pública de Praia Grande.

Gestantes também são vacinadas

A chegada do Nirsevimabe complementa outra estratégia de prevenção já em andamento no município. Desde dezembro de 2025, gestantes a partir da 28ª semana de gestação podem se vacinar contra o VSR nas 31 Usafas da cidade. A vacina aplicada na mãe transfere anticorpos ao bebê, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida.

“A gestante recebe o anticorpo durante a gravidez e, quando a criança nasce prematura, ela recebe como reforço o Nirsevimabe na maternidade, fortalecendo a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório, uma doença que pode evoluir para bronquiolite, pneumonia e até óbito em casos mais graves”, reforça Soraya.

A vacinação para gestantes segue disponível de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, em todas as Usafas. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação com CPF, cartão de gestante ou relatório médico com idade gestacional e comprovante de endereço.

 

 


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Os atletas brasileiros Rayssa Leal (skate), Yago Dora (surfe), João Fonseca (tênis) e Gabriel Araújo, o Gabrielzinho (natação paralímpica) estão entre os indicados ao prêmio Laureus World Sports Awards, considerado o Oscar do esporte, em categorias diversas. A lista, divulgada nesta terça-feira (3), elenca os melhores na temporada de 2025. Os vencedores serão definidos pelo juri da Academia Laureus, formado por grandes nomes do esporte (recordista mundiais e detentores de títulos olímpicos). A entrega do troféu ocorrerá em 20 de abril, durante cerimônia em Madri (Espanha).

No ano passado, a ginasta paulista Rebeca Andrade faturou o Laureus na categoria “retorno do ano”, por ter subido ao pódio na Olimpíada de Paris 2024 (ouro no solo, prata no individual geral e no salto, além de bronze por equipes)  após superar uma série de lesões. 

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A skatista Rayssa Leal, de 18 anos, concorre pela quarta vez ao troféu Laureus – as anteriores foram em 2020, 2023 e 2024. Maranhense da cidade de Imperatriz, ela foi indicada na categoria “melhor atleta de ação”. No ano passado, a medalhista olímpica (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024) foi tetracampeã da Liga Internacional de skate street (Street League Skateboarding-SLS).


Brasília (DF), 20/02/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Surfista Yago Dora com troféu. Foto: Thiago Diz/WSL
Brasília (DF), 20/02/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Surfista Yago Dora com troféu. Foto: Thiago Diz/WSL
Campeão mundial de surfe pela primeira vez em 2025, o catarinense Yago Dora concorrerá com a maranhense Rayssa Leal e outros quatro atletas estrangeiros na categoria “esportes de ação” – Thiago Diz/WSL

Na mesma categoria que Rayssa está o compatriota Yago Dora. O surfista catarinense recebeu a primeira indicação ao Laureus na carreira, após faturar o título inédito do circuito mundial de surfe e, de quebra, encerrar 2025 na liderança do ranking mundial.

Quem também entrou na lista pela primeira vez foi o tenista carioca João Fonseca, de 19 anos, que concorrerá na categoria “revelação do ano”. Após iniciar 2025 em 145º lugar no ranking mundial, o brasileiro subiu 121 posições e fechou o ano entre os melhores 24 tenistas do planeta. A subida meteórica ocorreu após a conquista de títulos (ATP 250 de Buenos Aires e ATP 500 da Basileia) e incríveis vitórias sobre os experientes Andrey Rublev (Rússia),Hubert Hurkacz (Polônia) e Denis Shapovalov (Canadá).


João Fonseca durante partida do Aberto da Itália
08/05/2025 REUTERS/Yves Herman
João Fonseca durante partida do Aberto da Itália
08/05/2025 REUTERS/Yves Herman
João Fonseca concorrerá ao prêmio Laureus como atleta revelação. No ano passado ele subiu 121 posições e fechou o ano entre os melhores 24 tenistas do planeta – Reuters/Yves Herman/Proibida reprodução

Também estreante na lista de indicados ao Laureus, o multicampeão paralímpico Gabriel Araújo (três ouros em Paris 2024 e dois em Tóquio 2020) concorre na categoria “melhor atleta com deficiência”. Na temporada passada, ele foi tricampeão mundial paralímpico no nado livre, classe S2 (limitações físico-motoras) nos 50m, 100m e 200m.

O nadador paralímpico Daniel Dias é o brasileiro que mais conquistou prêmios Laureus para o Brasil. Ele soma três troféus como “melhor paratleta do ano”, nas edições de 2009, 2013 e 2016. Em 2002, o jogador de futebol Ronaldo Nazário, o Fenômeno, foi o primeiro atleta do país a se contemplado. No ano seguinte, o skatista carioca Bob Burnquist venceu na categoria melhor atleta de esportes ação. 

Em 2003, Ronaldo Nazário (BRA) foi o primeiro do país a obter a distinção. Coincidentemente na mesma categoria de Rebeca Andrade: Retorno do Ano. Também em 2003, o Laureus premiou a seleção brasileira masculina adulta de futebol como a equipe do ano, pelo pentacampeonato mundial conquistado no ano anterior.


Singapura, 26/09/2025 - Nadador Gabriel Araújo no Mundial Paralímpico de Natação - Singapura 2025 - 
Foto: Wander Roberto/CPB
Singapura, 26/09/2025 - Nadador Gabriel Araújo no Mundial Paralímpico de Natação - Singapura 2025 - 
Foto: Wander Roberto/CPB
Multicampeão paralímpico, o mineiro Gabriel Araújo entrou na lista de indicados ao Laureus, após ter sido conquistado três ouros no nado livre – classe S2 (limitações físico-motoras) – nos 50m, 100m e 200m do Mundial de natação de 2025 – Wander Roberto/CPB

Indicados

MELHOR ATLETA HOMEM DO ANO

Carlos Alcaraz (Espanha) – tênis

Ousmane Dembélé (França) – futebol

Armand Duplantis (Suécia) – salto com vara

Marc Márquez (Espanha) – motociclismo

Tadej Podacar (Eslovênia) – ciclismo

Jannik Sinner (Itália) – tênis

MELHOR ATLETA MULHER DO ANO

Aitana Bonmatí (Espanha) – futebol

Melissa Jefferson-Wooden (Estados Unidos) – atletismo

Faith Kipyegon (Quênia) – atletismo

Katie Ledecky (Estados Unidos) – natação

Sydney McLaughlin-Levrone (Estados Unidos) – atletismo

Aryna Sabalenka (Bielorrússia) – tênis

MELHOR EQUIPE DO ANO 

Seleção feminina de futebol da Inglaterra

Equipe europeia da Ryder Cup – golfe (torneio masculino)

Seleção feminina de críquete da Índia

McLaren – Fórmula 1

Oklahoma City Thunder – NBA

Paris Saint-Germain – futebol (equipe masculina)

REVELAÇÃO DO ANO 

João Fonseca (Brasil) – tênis

Désiré Doué (França) – futebol

Shai Gilgeous-Alexander (Canadá) – basquete

Luke Littler (Reino Unido) – dardos

Lando Norris (Reino Unido) – Fórmula 1

Yu Zidi (China) – natação

RETORNO DO ANO

Amanda Anisimova (Estados Unidos) – tênis

Egan Bernal (Colômbia) – ciclismo

Rory McIlroy (Reino Unido) – golfe

Yulimar Rojas (Venezuela) – salto triplo

Leah Williamson (Reino Unido) – futebol

Simon Yates (Reino Unido) – ciclismo

MELHOR ATLETA NOS ESPORTES DE AÇÃO

Yago Dora (Brasil) – surfe

Rayssa Leal (Brasil) – skate

Kilian Jornet (Espanha) – ultramaratona

Chloe Kim (Estados Unidos) – snowboard

Molly Picklum (Austrália) – surfe

Tom Pidcock (Reino Unido) – ciclismo

MELHOR ATLETA COM DEFICIÊNCIA 

Gabriel Araújo (Brasil) – natação

Simone Barlaam (Itália) – natação

Catherine Debrunner (Suíça) – atletismo

Kelsey DiClaudio (Estados Unidos) – hóquei no gelo

David Kratochvíl (República Tcheca) – natação

Kiara Rodríguez (Equador) – salto em distância

PRÊMIO ESPORTE PARA O BEM

A.S.D. Gruppo Sportivo Valanga (Itália) – oferece oportunidades educacionais por meio da combinação de atividades esportivas e psicologia;

Fútbol Más (projeto global) – promove inclusão, trabalho em equipe e respeito por meio de torneios de futebol;

Kings County Tennis League (Estados Unidos) – reduz barreiras econômicas que impedem jovens locais de ter acesso ao tênis;

MindLeaps (projeto global) – desenvolve competências cognitivas por meio de um programa inovador, que combina aulas de dança e ensino acadêmico;

Rugby for Good (Hong Kong) – promove equidade social e de gênero para crianças com TDAH;

Transformación Social TRASO (México) – oferece aulas de boxe e artes marciais duas vezes por semana, com sessões de terapia em grupo conduzidas por profissionais.


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A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que investiga mais dois casos de estupro cometidos contra alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II e praticados por integrantes do mesmo grupo que estuprou uma estudante de 17 anos, em janeiro deste ano, em Copacabana.

Uma das denúncias envolve uma menina que tinha 14 anos à época e que agora está com 17.

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À 12ª Delegacia de Copacabana, que investiga os casos, a segunda jovem disse, em depoimento, na segunda-feira (2), que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência, em 2023, como forma de chantageá-la a não denunciá-los.  

A mãe dessa vítima ainda contou aos investigadores que, assim como a primeira vítima, a jovem conhecia um dos envolvidos, o único adolescente, da escola, o Colégio Pedro II. 

O crime teria acontecido na casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia civil nesta terça-feira (3), por ter participado do primeiro caso. Ele estava foragido.

“O que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo: o adolescente infrator tinha a confiança da vítima, uma menina de 14 anos, à época, atraiu ela para um apartamento e lá, junto com ele estava o Matheus, preso aqui conosco, e mais uma terceira pessoa”, revelou o delegado responsável pelo caso, Antônio Lages.

A polícia pretende solicitar análise telemática para recuperar dados de celulares dos denunciados. 

Um terceiro caso foi descoberto nesta terça-feira.  No depoimento à 12 Delegacia de Polícia, a mãe da vítima relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria estuprado a filha dela durante uma festa junina, em um salão de festas. 

“Como está muito no começo das investigações ainda, não sei se o ato foi praticado pelo grupo inteiro ou por um deles apenas”, esclareceu o delegado. Ele não deu mais detalhes sobre o local e a vítima.


Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 – O delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 – O delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O delegado reforça o pedido para que eventuais vítimas dos estupradores procurem a polícia para denunciar os fatos. 

“A adolescente que foi vítima [em Copacabana] saiu do apartamento muito abalada, mas ela conseguiu contar para o irmão, para a mãe, e a mãe não teve dúvida, procurou a polícia”. A corporação tentou fazer a prisão em flagrante, mas não encontrou os rapazes no dia.

Lages disse que, nesse caso, o depoimento da vítima coincidiu com as lesões identificadas pelo exame de corpo de delito, o que acendeu o alerta da polícia para a gravidade do caso. “Ela tinha lesões no órgão sexual, nas costas, nas nádegas, inclusive, uma suspeita de fratura da costela, isso foi constatado pelo legista”, disse o delegado, sobre o estado em que a menina foi deixada.

Acusados

A previsão de Lages é que os dois envolvidos que ainda não se entregaram se apresentem à polícia entre esta terça e quarta-feira (4). 

Dois já se entregaram e estamos em tratativas para que os demais se entreguem nas próximas horas ou, no máximo, amanhã”. Todos eles, segundo as investigações, estão no país.

Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. O primeiro, que está envolvido em pelo menos dois dos casos investigados, é filho do subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simoni. 

O governo do Estado disse que o subsecretário José Carlos Simonin será exonerado nesta terça-feira.

O adolescente infrator, que teria sido o responsável por atrair a vítima para emboscada, por conhecê-la no Pedro II, ainda não tem mandado de prisão expedido contra ele. 

Já João Gabriel Xavier Bertho, reconhecido pela primeira vítima e réu, também se entregou.

Lages também ressalta a importância de os jovens, ao se relacionarem sexualmente, respeitarem os limites do outro. “O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém (além do adolescente) em vários momentos”, destacou. 

Os acusados dos crimes podem se apresentar em qualquer delegacia de polícia do estado.

A Agência Brasil não conseguiu contato com as defesas dos réus. O espaço fica aberto para acréscimo de posicionamentos.


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Um grupo de brasileiros está retido em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o último sábado (28), quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os brasileiros se encontram no navio MSC Euribia, operado pela MSC Cruzeiros. A Agência Brasil perguntou à companhia quantos brasileiros estão a bordo e aguarda mais informações.

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O grupo participava de um cruzeiro marítimo e deveria ter embarcado de volta para o Brasil no domingo (1º), mas, devido aos bombardeios, o espaço aéreo em diversos países da região foi fechado, impedindo o retorno.

Segundo a MSC Cruzeiros, a embarcação, que transporta cerca de 5 mil passageiros, permanece atracada em um porto local “até novo aviso”, por determinação de segurança das autoridades regionais e internacionais.

“A situação a bordo está tranquila, e nossos hóspedes e tripulantes estão confortáveis e bem assistidos”, informou a MSC. 

A empresa disse ainda que, diante do cenário de restrição do espaço aéreo na região, está trabalhando em colaboração com as companhias aéreas para monitorar as rotas e possibilidades disponíveis. 

“Estamos em contato ativo com embaixadas e ministérios das Relações Exteriores para garantir que eles tenham as informações necessárias sobre seus cidadãos a bordo e para entender quaisquer planos de repatriação que estejam sendo desenvolvidos”, afirmou a MSC. 

Em razão do conflito, a empresa cancelou o próximo cruzeiro do MSC Euribia, que partiria de Dubai, em 7 de março, e passaria por Doha, no Catar, em 8 de março, e por Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 11 de março. 

“Estamos trabalhando em estreita coordenação com as autoridades competentes, ministérios das Relações Exteriores nacionais, embaixadas, especialistas internacionais em segurança e parceiros de segurança das empresas do grupo para monitorar continuamente a situação e determinar as medidas apropriadas”, finaliza a nota.

A agência de viagens Strik Turismo, responsável por passageiros do grupo, também divulgou nota afirmando que todos se encontram em segurança, recebendo completa assistência a bordo do navio. 

A nota diz ainda que a companhia marítima tem oferecido suporte contínuo, assegurando “conforto, alimentação adequada e todo o acompanhamento necessário para o bem-estar dos viajantes durante este período”.

“Os passageiros cujas medicações estavam próximas do término já tiveram seus medicamentos devidamente repostos, garantindo a continuidade dos tratamentos. Além disso, as atividades e programações internas do navio seguem normalmente, contribuindo para o lazer e bem-estar de todos a bordo”, diz a nota.

A agência diz que acompanha a situação com máxima responsabilidade, mantendo contato direto com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e com a Embaixada do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, para que a repatriação do grupo ocorra da forma mais breve e segura possível.


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Mais de R$ 102 mil foram arrecadados pelo governo federal nos leilões de terminais pesqueiros realizados na manhã de hoje (3), na B3, em São Paulo. A maior oferta foi proposta pela K. Coelho L&R, que arrematou o terminal pesqueiro de Cananéia, no litoral paulista, por R$ 101,1 mil como valor de outorga. A empresa foi a única concorrente. O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, acompanhou o certame na capital.

O leilão de concessão foi promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, com apoio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. Três terminais pesqueiros públicos seriam leiloados, mas o terminal de Santos, também no litoral paulista, acabou sendo adiado.

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O critério de julgamento foi o de maior oferta, correspondente ao maior valor de outorga para cada terminal pesqueiro.

Além do terminal pesqueiro de Cananéia, também foi concedido o terminal de Aracaju (SE). A vencedora foi a BTJ Distribuidora, única concorrente, que ofereceu R$ 990 como valor de outorga.

Segundo o ministério, a concessão oferece ao setor privado o direito de explorar economicamente os terminais por um período de 20 anos, prevendo investimentos na ordem de milhões de reais para a modernização e operação das instalações.