Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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Atual campeão brasileiro e da Copa Libertadores, o técnico Filipe Luís foi demitido pelo Flamengo após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, pelas semifinais do Carioca. O anúncio foi feito pelo clube no início da madrugada desta terça-feira (3), minutos depois do treinador encerrar a entrevista pós-jogo. A dispensa do técnico ocorre dois meses após ele ter renovado o contrato com o Rubro-Negro até o fim de 2027. No próximo domingo (8), o Flamengo decide o título do Carioca contra o Fluminense, às 18h (horário de Brasília), no Maracanã. 

Apesar do histórico vitorioso – cinco títulos em 16 meses – Filipinho amargou maus resultados no início da atual temporada: deixou escapar o título da Supercopa Rei para o Corinthians e o troféu da Recopa Sul-Americana para o Lanús (Argentina).  

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Ao fim da entrevista na noite de segunda-feira (2), Filipe Luís falou sobre o omento do time as críticas que vinha recebendo nas últimas semanas.

“Independentemente do que aconteça, se amanhã eu não estiver aqui, o meu amor e carinho pelo Flamengo sempre vai existir. E acredito que do torcedor, para mim, também. A cobrança momentânea tem que existir, como jogador fui muito cobrado e muito criticado, com razão, e isso me fez ser melhor. Não tenho dúvidas que vivi os melhores anos da minha vida aqui”, disse o treinador.

O meio-campista uruguaio Giorgian de Arrascaeta recorreu às redes sociais para demonstrar apoio a Filipe Luís.

“Em um mundo onde tudo passa rápido e nada é para sempre, a lealdade, o respeito e a amizade verdadeira valem ouro. E você é isso. A vida me ensinou que os valores não se negociam, e você é exemplo disso: humildade, compromisso e coração. Você sempre será um dos nossos, Fili”, publicou o jogador.

O comando técnico da equipe principal do Rubro-negro carioca foi o primeiro trabalho de Filipe Luís como treinador –  antes ele treinava o time Sub-17 do Flamengo, com o qual foi campeão carioca em 2024. Meses depois, em setembro, ele assumiu o time principal, após saída de Tite. No mesmo ano, Filipe Luís faturou a taça da Copa do Brasil. Em 2025, o técnico protagonizou uma temporada vitoriosa: além do Brasileirão e da Libertadores, ele foi campeão da Supercopa do Brasil e do Campeonato Carioca. Durante a passagem pelo Fla, Filipe Luís somou 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas (cinco delas neste ano).


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A agropecuária foi o grande destaque da economia brasileira em 2025. O setor cresceu 11,7% na comparação com 2024, o que impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país no ano passado.

O desempenho fez com que a agropecuária representasse praticamente um terço (32,8%) da expansão de 2,3% que a economia brasileira teve no ano passado.

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Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Depois da agropecuária, a atividade econômica que mais contribuiu para o avanço do PIB anual foi a indústria extrativa, com salto de 15,3%. Ou seja, a participação da agropecuária foi mais que o dobro da segunda atividade de maior peso no crescimento.

Ganho de participação

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destaca que a agropecuária conseguiu ser o principal motor do PIB mesmo tendo participação de apenas 7% na economia brasileira.

“Apesar de ser uma atividade que não pesa tanto no PIB, a agropecuária cresceu tanto que foi a que contribuiu mais para o crescimento. Realmente chamou bastante atenção”, avalia Palis.

Tal expansão, inclusive, fez o setor ganhar maior participação. Em 2024, o agro tinha peso de 6,7%, índice que fechou 2025 em 7,1%.

Apesar do aumento de seu peso na economia brasileira, essa fatia já foi maior em anos recentes. Em 2021, a participação da agropecuária ficou em 7,7%. Em 2010 era apenas 4,8%.

A atividade econômica com maior peso no PIB brasileiro em 2025 continuou a ser a de serviços, com 69,5%. Em 2024, o setor representava 68,9%.

Na sequência, figura a indústria extrativa, que recuou de 24,4% para 23,4% na passagem de 2024 para 2025. Palis explica que a queda de participação é explicada pelo recuo do preço internacional do petróleo no ano passado.

Força da lavoura

A analista Rebeca Palis explica que o desempenho da agropecuária é resultado, principalmente, da agricultura.

“A gente teve um ano recorde de safra de soja e milho, e essas safras têm um peso muito grande no primeiro trimestre”, cita.

“Depois caiu um pouquinho, mas se vocês forem ver a média do ano, em relação à média do ano anterior, tem um crescimento bastante significativo”, completa.

Segundo Palis, a soja e o milho representam cerca de 45% da lavoura nacional.

“A gente teve uma safra muito alta também de laranja, e todas essas atividades também com o crescimento da produtividade”, acrescenta a pesquisadora do IBGE.

Crescimento de produção agrícola em 2025:

  • Soja: 14,6%
  • Milho: 23,6%
  • Laranja: 28,4%

Apesar do destaque da agricultura, Palis ressalta que parte da pecuária também teve crescimento importante, principalmente bovinos e leite.

Projeção para 2026

Em um boletim publicado logo após a divulgação do IBGE, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estima que 2026 deve ter crescimento de 2,3%, ritmo similar ao observado em 2025.

“A expectativa é de desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços”, aponta o texto.

“A menor produção esperada de milho e arroz, bem como o menor abate de bovinos, devido à reversão do ciclo, devem limitar a expansão do setor agropecuário em 2026, apesar da perspectiva de nova colheita recorde de soja”, assinalam os técnicos do Ministério da Fazenda.


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Um dos cinco suspeitos no estupro coletivo de uma jovem, de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi preso nesta terça-feira (3) por policiais civis da 12ª DP, localizada no mesmo bairro.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil, ao sentir o cerco se fechar após intenso trabalho de investigação, o acusado se apresentou hoje na delegacia com um advogado.

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Na sexta-feira (27), os envolvidos já tinham sido indiciados pela 12ª DP, que representou pela prisão dos homens e apreensão de um adolescente. “Eles responderão pelo crime de estupro e o menor responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime”, diz nota.

Conforme a secretaria, as investigações indicaram que, em janeiro deste ano, a vítima recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo.

Segundo a Polícia Civil, ao chegar no prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi imediatamente recusado pela jovem.

“No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela.”

As diligências estão em andamento para capturar e responsabilizar os demais envolvidos, que são considerados foragidos.


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Cássio Henrique da Silva Zampieri, que assassinou a ex-namorada Cibelle Monteiro Alves em uma joalheria São Bernardo do Campo, recebeu alta médica e foi preso nesta terça-feira (3). O criminoso, que foi baleado pela polícia durante o crime, ocorrido na última quarta-feira (25), foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. 

Ainda nesta terça, Cássio Henrique será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória, com destino final ao 3º Distrito Policial da cidade. O inquérito permanece aberta e as investigações prosseguem, sob comando do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) do município.

Crime em joalheria

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Cássio Henrique atacou Cibelle em uma joalheria do Shopping Golden Square, local onde a jovem trabalhava. Portando uma faca e uma arma de airsoft, o homem feriu gravemente o pescoço da vítima, que não sobreviveu à agressão.

O crime foi motivado pelo fim do relacionamento entre os dois. Cássio não aceitava a separação. Cibelle tinha medida protetiva — qualificada como urgente pela Justiça — e havia registrado diversos boletins de ocorrência contra o ex-namorado.

O crime foi registrado como feminicídio. No ano passado, o país registrou recorde do crime no país, com 1.518 vítimas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

*Estagiário sob coordenação de Odair Braz Junior


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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que a atual escalada do conflito no Oriente Médio não deve impactar a redução dos juros no Brasil.

Definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), a previsão é de que taxa básica de juros, a Selic, comece a ser reduzida na próxima reunião do colegiado, marcada para 17 e 18 de março.

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“Tudo é uma questão de momento, nós estamos falando de hoje. A gente não sabe como é que esse conflito vai acontecer, como é que as coisas vão suceder, mas é muito cedo para falar de uma reversão do que está mais ou menos contratado, que é um ciclo de cortes [da taxa Selic]”, disse Haddad em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

Utilizada para controlar a inflação, a taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano.

Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não interferiu nos juros na última reunião, pela quinta vez seguida, no fim de janeiro.

Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

A escalada do conflito no Oriente Médio começou no último sábado (28), quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, levando à morte do líder supremo país persa, o aiatolá Ali Khamenei.

A reação do Irã foi forte, com ataques a bases dos Estados Unidos no Oriente Médio e a Israel.

O ministro Fernando Haddad explicou que os conflitos armados sempre afetam variáveis econômicas, sobretudo as expectativas futuras, com base na gravidade dos acontecimentos.

Para ele, cabe à equipe econômica se preparar para qualquer cenário, sejam conflitos armados, eventos climáticos severos, pandemias ou guerras tarifárias.

Para o ministro, é preciso ter humildade e não “sobrevalorizar as forças” do país, mas também não se pode desconsiderá-las.

Haddad acredita que o Brasil tem autonomia suficiente para suportar as consequências atuais do conflito.

“O Brasil não depende de petróleo, o Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, sobretudo graças ao pré-sal, fruto de investimentos na Petrobras no segundo governo [do presidente Luiz Inácio Lula da Silva]. Nós temos reservas cambiais, nós não temos dívida externa […], nós temos energia limpa”, acrescentou.

Nesta segunda-feira (2), o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para a passagens de navios e afirmou que as embarcações que tentarem passar pelo local serão incendiadas. Essa passagem é uma rota fundamental para o transporte mundial de petróleo.

Expansão da China

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a segunda agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em um intervalo de oito meses, busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

Na entrevista desta terça-feira, o ministro Haddad também afirmou que a China “assusta demais os Estados Unidos”. Segundo ele, esse conflito é um movimento político estratégico, assim como ocorreu na Venezuela, no início de janeiro, como os militares americanos sequestraram o presidente do país, Nicolás Maduro.

“Todas essas movimentações tem muito a ver com a China, tanto na Venezuela quanto no Irã, a questão é o petróleo e a dependência da China da importação de 11 a 12 milhões de barris por dia de petróleo”, disse. 

É um certo inconformismo com esse advento, com essa novidade no cenário geopolítico internacional, que é a força econômica e militar da China, que se tornou um desafio para o Ocidente.”

“Eu não sei até que ponto é algo que merecesse esse tipo de tratamento [bélico] e não um tratamento de busca de uma maior integração entre as economias e maior cooperação entre os países”, acrescentou o ministro.

A China e o Irã mantêm uma forte parceria estratégica e econômica, com o país asiático comprando a maior parte do petróleo do país persa.

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou estar “extremamente preocupado” com os atuais ataques e exigiu a interrupção imediata das ações militares. O governo em Pequim defendeu o respeito à soberania e à integridade territorial do Irã, além da retomada do diálogo e das negociações para preservar a estabilidade no Oriente Médio.


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O ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 inaugurou uma nova fase do conflito no Oriente Médio em torno dos territórios palestinos. Para alguns analistas, os ataques contra o Irã são também consequência da guerra na Faixa de Gaza e da colonização da Cisjordânia, ainda que indiretamente.

Os governos de Israel e dos Estados Unidos (EUA) estariam aproveitando as fragilidades econômicas do Irã, motivadas em parte pelas sanções ocidentais, e os rachas políticos internos, evidenciados em protestos violentos no início do ano, para cortar o apoio ao Eixo da Resistência, dado por Teerã. 

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Tal eixo é formado por grupos armados que resistem à política de Israel e dos EUA no Oriente Médio, como Hezbollah, Hamas ou os Huthis no Iêmen. A queda do governo de Bassar al-Assad na Síria, após 13 anos de guerra financiada por potências estrangeiras, também teria sido uma consequência da intensificação da guerra contra o Eixo da Resistência, uma vez que a Síria era uma aliada do Irã.

O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo (SP) Bruno Huberman afirmou à Agência Brasil que as agressões contra o Irã são uma das consequências do 7 de Outubro, porque Teerã é a principal força de oposição a política de Washington e Tel-Aviv no Oriente Médio.  

“A solidariedade com a causa palestina sempre esteve no centro do projeto político iraniano desde 1979 [Ano da Revolução Iraniana]. Isso é uma das razões pelas quais o Irã tem sido confrontado.”

Para o especialista, o Irã tem forte relevância para a questão palestina e para os grupos islâmicos de resistência armada que buscam revolução armada e libertação nacional radical na Palestina.

Huberman acrescenta que a queda do Irã permitirá que os EUA e Israel reorganizem o Oriente Médio “como bem entendem”. Para ele, o conflito facilita o avanço da anexação da Cisjordânia por Israel.  

“Desde o cessar-fogo em Gaza, Israel tem avançado de forma significativa na colonização e na anexação de território na Cisjordânia. E, durante essa guerra no Irã, isso deve se fortalecer.”

No mês passado, Israel aprovou novas regras para compra de terras palestinas por israelenses na Cisjordânia, medida denunciada como tentativa de avançar sobre o território palestino. Em 2025, pelo menos 40 mil palestinos foram expulsos de suas residências na região. 

Mudança de cenário

Por outro lado, o professor avalia que a queda de Teerã não inviabiliza a causa palestina, apesar de mudar o cenário. “O Irã se envolveu mais no apoio à luta armada, assim como o Catar, enquanto outros países apoiam projetos humanitários, de desenvolvimento, ou só de forma retórica.”

Os grupos xiitas Hezbollah, no Líbano, e os Huthis, do Iêmen, são exemplos de grupos armados do Eixo da Resistência, apoiados pelo Irã, que se lançaram em ataques contra Israel em apoio à Gaza. 


People run as a missile hits a building, following an escalation between Hezbollah and Israel amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Tyre, Lebanon, in this screen grab obtained from a social media video released March 2, 2026. Social Media/via REUTERS  THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. MANDATORY CREDIT. NO RESALES. NO ARCHIVES. 

Verification: 
-Buildings, shopfronts, road layout and petrol station matched file and satellite imagery
-Exact time could not be verified
-However, Israel said it launched a wave of strikes in southern Lebanon on Monday (March 2)
-No older versions of the video found before Monday (March 2)
People run as a missile hits a building, following an escalation between Hezbollah and Israel amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Tyre, Lebanon, in this screen grab obtained from a social media video released March 2, 2026. Social Media/via REUTERS  THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. MANDATORY CREDIT. NO RESALES. NO ARCHIVES. 

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Pessoas correm no Líbano, após ataques entre Hezbollah e Israel em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã. Reuters – Proibido reprodução

Direito internacional

Para outros analistas, não é possível traçar uma relação direta entre o 7 de Outubro e as agressões contra o Irã, ainda que os dois acontecimentos estejam de alguma forma conectados. É o que defende a professora Rashmi Singh, da pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais.

Para ela, a ação israelense em Gaza e na Cisjordânia serviu para normalizar, pelos países ocidentais, a aplicação seletiva do direito internacional. 

Rashmi cita, como exemplos, “o genocídio na Palestina, os bombardeios ilegais de hospitais, escolas, universidades, igrejas, mesquitas e outras infraestruturas civis” por parte de Israel, assim como “atos terroristas [de Israel] em outros países – como os ataques com pagers no Líbano –, que foram saudados pelo Ocidente não como terrorismo, mas como ‘estrategicamente brilhantes por parte de Israel’”.

A professora da PUC de Minas acrescenta que todas essas violações do direito internacional ocorreram com o silêncio ou cumplicidade dos países europeus e norte-americanos.

“Os ataques ilegais ao Irã, há oito meses, também foram elogiados. Portanto, a Palestina não está diretamente relacionada aos ataques ao Irã, mas estabeleceu o padrão do que é permitido nas relações internacionais. Estabeleceu o cenário para o que está acontecendo no Irã”.

Rashmi Singh acrescenta que, apesar do apoio que o Irã fornece aos grupos de resistência palestinos, a causa palestina não depende exclusivamente do Irã, “ou de qualquer outro ator externo”. “O apoio externo é um fator, mas não é o único”, destacou.


24/10/2023, Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas, durante entrevista a TV Assembleia MG. Foto: Frame/TV Assembleia MG
24/10/2023, Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas, durante entrevista a TV Assembleia MG. Foto: Frame/TV Assembleia MG
Rashmi Singh, professora da PUC Minas, analisa consequências do conflito EUA-Irã. Frame/TV Assembleia MG

Ao mesmo tempo, a professora alerta que Israel tem usado a guerra para “expandir seu roubo territorial ilegal de terras palestinas”.

“Gaza foi completamente isolada novamente – contrariando o acordo de cessar-fogo – e os colonos, israelenses, na Cisjordânia estão ocupados aterrorizando os palestinos, matando e assediando, com o apoio total das Forças de Defesa de Israel.”

Influencia o contexto

Ao mesmo tempo, há analistas que atribuem uma influência do 7 de Outubro ao contexto geral do Oriente Médio, sem que o ataque do Hamas possa explicar, sozinho, a decisão de Israel e dos EUA de atacarem o Irã.

Essa é a avaliação da professora de relações internacionais do Ibmec SP, Karina Stange Caladrin, que também é assessora do Instituto Brasil-Israel.

“Desde 2023, a guerra em Gaza ‘regionalizou’ a dinâmica de segurança: Israel passou a tratar o chamado eixo de resistência – Hamas, Hezbollah, Houthis e milícias aliadas – como um tabuleiro integrado, e o Irã como o principal patrocinador, financeira, militar e politicamente, dessa rede.”

Caladrin acrescenta que, nesse contexto, a guerra em Gaza e a escalada dos conflitos na Cisjordânia criaram incentivos para ampliar a pressão contra Teerã. Para ela, a guerra contra o Irã também tira a agenda palestina do noticiário e corta parte do respaldo que grupos palestinos recebem do Irã.

“Paradoxalmente, uma escalada maior pode radicalizar narrativas, aumentar polarização e ampliar a mobilização transnacional em torno da Palestina, mas isso não se traduz automaticamente em ganhos políticos concretos para Gaza e Cisjordânia”, acrescentou.

Por outro lado, Karina Caladrin pondera que, caso o regime do Irã sobreviva, o mais provável é que reafirme seu papel regional. “O que, de novo, não equivale a avanços políticos palestinos; pode significar apenas que a causa continua ‘útil’ como símbolo em uma competição geopolítica mais ampla.”

A causa palestina

Costuma-se fixar o início do conflito israel-palestino à criação do Estado de Israel, ainda em 1948. Naquele ano, ocorre a Nakba – catástrofe, em árabe – do povo palestino, quando mais de 700 mil palestinos são expulsos da suas terras, e cerca de 450 vilas são destruídas

Esses acontecimentos dariam início à “causa palestina”, como a conhecemos hoje, que é a defesa do retorno dos refugiados à suas casas e o estabelecimento da independência e criação do Estado Palestino.

Em oposição, Israel rejeita qualquer medida que resulte na criação de um Estado Palestino em suas fronteiras, conforme exige o direito internacional e a maioria dos países do mundo.  


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Dados divulgados hoje (3) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que, em janeiro, o Brasil apresentou um saldo de 112.334 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. O resultado foi obtido com a admissão de 2.208.030 pessoas e 2.095.696 desligamentos. O Caged é um indicador que mede a diferença entre contratações e demissões.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o destaque do mês foi a indústria, que gerou 54.991 postos de trabalho.

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Os dados trazem ajustes, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores e que são retificadas pelo ministério.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em janeiro. Apenas o comércio apresentou queda de 56.800 postos, devido a sazonalidade. Os demais tiveram aumentos. 

Serviços: 40.525 postos

Comércio: – 56.800 postos

Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 54.991 postos 

Construção civil: 50.545 postos 

Agropecuária: 23.0373

Regiões e estados

Em janeiro foram registrados saldos positivos em 18 das 27 unidades federativas , com destaque para Santa Catarina, com 19 mil postos de trabalho, seguido por Mato Grosso, com 18.731, e Rio Grande do Sul, com 18.421.