País foi atingido por dois fortes abalos principais em intervalo de um minuto e enfrenta o pior cenário sísmico em 124 anos.
Por Nitro News Brasil — Caracas 25/06/2026 10h49

A Venezuela enfrenta uma catástrofe humanitária após dois fortes terremotos atingirem o norte do país. Em pronunciamento oficial em rede nacional de televisão nesta quinta-feira (25), a presidente interina, Delcy Rodríguez, confirmou que o número de mortos subiu para 164, com 971 feridos já contabilizados. O governo declarou estado de emergência nacional e classificou a região de La Guaira, uma das mais afetadas, como “zona de desastre”.
A sequência de abalos teve início no fim da tarde, com um sismo principal de magnitude 7,2. Apenas um minuto depois, um segundo terremoto ainda mais potente registrou magnitude 7,5 — tornando-se o abalo mais forte a atingir a nação desde 1900, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Toda a instabilidade subsequente na região decorre de mais de 30 réplicas (tremores secundários).
Estruturas desabadas e desaparecidos
O cenário nas cidades mais povoadas e no interior do país é de extrema urgência, mobilizando centenas de agentes de defesa civil, engenheiros e voluntários.
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Desabamentos em massa: Prédios residenciais e comerciais colapsaram total ou parcialmente na Grande Caracas e regiões litorâneas.
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Setor hoteleiro afetado: Um hotel de grande porte em La Guaira foi completamente destruído pelo abalo.
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Projeções de vítimas: Modelos preditivos de agências internacionais apontam que o número de pessoas desaparecidas sob os escombros já ultrapassa a marca de 14 mil, com riscos de o balanço final de mortos subir drasticamente nas próximas horas.
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Infraestrutura paralisada: Diversas áreas enfrentam apagões e o Aeroporto Internacional de Maiquetía, principal terminal aéreo do país, teve suas operações suspensas devido aos danos estruturais.
Mobilização internacional de ajuda
Em pronunciamento, a presidente interina Delcy Rodríguez reforçou que a prioridade absoluta neste momento é localizar e resgatar sobreviventes presos nas estruturas destruídas. O governo venezuelano anunciou a criação de um fundo emergencial de US$ 200 milhões para os primeiros trabalhos de assistência e reconstrução.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para oferecer apoio imediato. Sob a coordenação do secretário de Estado, Marco Rubio, o governo americano informou que está mobilizando agências federais para enviar suprimentos médicos e equipes de busca e salvamento para a região.
O impacto da tragédia motivou o ex-presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores — atualmente detidos em Nova York sob custódia das autoridades americanas desde janeiro —, a divulgarem um comunicado oficial manifestando solidariedade ao povo venezuelano.

Apoio do governo brasileiro
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou profunda consternação com os impactos do desastre. O Palácio do Planalto orientou o Ministério das Relações Exteriores a avaliar medidas de assistência humanitária em conjunto com a embaixada brasileira instalada em Caracas.
De acordo com informações consolidadas pelo Itamaraty, o corpo consular segue monitorando a situação de perto e, até o momento da última atualização, não há registros de cidadãos brasileiros entre as vítimas fatais ou feridos na Venezuela.
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