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Por 14 votos favoráveis e 10 contrários, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira (3) o projeto que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a fazer um aporte no Banco de Brasília (BRB) para cobrir prejuízos relacionados às operações com o Banco Master. 

Encaminhado pelo governador Ibaneis Rocha, o texto autoriza o DF a capitalizar o banco e a contratar empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outras instituições financeiras.

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Além disso, o projeto permite oferecer nove imóveis públicos para venda, transferência ao banco ou estruturação em fundo imobiliário.  Os imóveis podem ainda servir como garantia nas operações de crédito, cobrindo eventuais inadimplências do BRB.

Pressão e negociação

A votação foi precedida de intensa articulação política. Na véspera, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reuniu-se por quase 12 horas com deputados distritais.

Em discurso, afirmou que, sem a aprovação do projeto, o banco poderia “deixar de existir” e interromper operações como pagamento de servidores, programas sociais, transporte público e linhas de crédito.

O tema dividiu a Casa. Deputados da base governista defenderam a proposta como única alternativa para preservar o controle do banco pelo DF. “Não vamos deixar o BRB ir para o fundo do poço”, afirmou o líder do governo, Hermeto (MDB).

Parlamentares de oposição classificaram o texto como um “cheque em branco”. A deputada Paula Belmonte (PSDB) exibiu uma réplica simbólica de um cheque durante a sessão, criticando a falta de laudos detalhados de avaliação dos imóveis.

O deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que a proposta permite a alienação de bens públicos sem comprovação adequada de interesse público e anunciou que a oposição estuda ingressar na Justiça para tentar barrar a futura lei.

Um estudo técnico da Consultoria da própria CLDF havia recomendado a rejeição do projeto, por riscos jurídicos e fiscais. Entre os problemas, está a possível afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal e impactos no orçamento do DF.

A votação foi tensa, com funcionários do BRB ocupando as galerias do plenário e a entrada da Câmara Legislativa. Por diversos momentos, eles bateram boca com deputados da oposição, que acusaram os bancários de serem usados como massa de manobra pelo governador Ibaneis.

Mudanças incluídas

Durante a tramitação, deputados incluíram alterações no texto:

  • Obrigação de relatórios trimestrais do BRB com detalhamento das operações;
  • Previsão de reversão ao DF de valores excedentes ao necessário para recompor o capital do banco;
  • Compensação, com imóveis equivalentes, à Companhia Energética de Brasília (CEB), à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), caso seus terrenos sejam utilizados;
  • Destinação de 20% do valor arrecadado ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), que poderá converter o montante em ações do banco;
  • Criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) em modelo de condomínio fechado, com o DF como cotista inicial e o BRB responsável pela estruturação.

Próximos passos

O BRB pediu aos acionistas autorização para aporte de até R$ 8,86 bilhões, e uma assembleia está marcada para o dia 18 de março. A instituição pretende apresentar solução até 31 de março, quando divulgará o balanço de 2025. A votação em segundo turno deve ocorrer nos próximos dias.


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Em mais um dia de tensão mundial, o dólar disparou quase 2% em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A bolsa acompanhou o pessimismo e caiu mais de 3%, o maior recuo do ano, em meio à busca global por ativos considerados mais seguros.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (3) vendido a R$ 5,261, com alta de R$ 0,099 (+1,87%). A cotação chegou a acelerar para R$ 5,34 por volta das 12h20, mas diminuiu o ritmo de alta durante a tarde.

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A moeda estadunidense está no maior nível desde 26 de janeiro, quando estava em R$ 5,28. Em meio à volatilidade, o Banco Central (BC) chegou a anunciar dois leilões de linha (venda de dólares com recompra meses depois), de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois. Segundo o órgão, a divulgação ocorreu por engano, como parte de um teste interno.

No mercado de ações, a instabilidade marcou a sessão. O índice Ibovespa, da B3, fechou o pregão em queda de 3,27%, aos 183.104 pontos. Na mínima do dia, tocou 180.518 pontos, recuo de 4,64%.

Quase todas as ações do índice caíram. A bolsa brasileira, que no último dia 24 fechou acima dos 191 mil pontos, em nível recorde, atingiu o menor patamar desde 6 de fevereiro, quando estava em 182 mil pontos.

Pressão global

O movimento foi impulsionado pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com reflexos também no Líbano e em países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Kuwait.

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito, elevando o temor de desabastecimento global de energia.

Com o risco de interrupção na oferta, o petróleo e o gás dispararam. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subiu mais de 4%, para US$ 81. No início da sessão, valorizou-se 10%, mas a cotação desacelerou horas mais tarde. Na Europa, o gás natural na Europa avançou 22% no dia. A alta das commodities energéticas aumenta a preocupação com inflação global e desaceleração econômica.

O mau-humor foi generalizado no mercado global. Com a escalada do conflito, que tomou proporções regionais no Oriente Médio, os investidores vendem ações e aplicam em ativos considerados mais estáveis, como o dólar.

As bolsas caíram no mundo todo:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq Composite (-1,02%).

O índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a outras divisas de economias avançadas, subiu 0,66%.

PIB brasileiro

No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025. Apesar da expansão no acumulado do ano, a economia perdeu fôlego no fim de 2025, com alta de apenas 0,1% no quarto trimestre.

A economia brasileira desacelerou em relação a 2024, quando tinha crescido 3,4%. O dado ficou em linha com a expectativa do governo para o ano, mas reforçou a percepção de desaceleração econômica. Com o conflito no Oriente Médio, o Banco Central pode cortar a Taxa Selic (juros básicos da economia) em apenas 0,25 ponto percentual na reunião deste mês, contra expectativa de redução de 0,5 ponto até recentemente.

Juros altos ajudam a segurar a cotação do dólar, mas prejudicam o crescimento da economia.

*com informações da Reuters


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O técnico da seleção brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, afirmou que o Brasil fará uma Copa do Mundo de nível muito alto. A declaração foi dada à CBF TV no dia em que se alcança a marca de 100 dias para o início do próximo Mundial de futebol masculino, que será disputado no Canadá, no México e nos Estados Unidos.

“É uma alegria ter tempo para preparar este importante evento para o Brasil. É uma motivação grande e uma grande responsabilidade para tentar fazer o melhor possível. Tenho certeza de que faremos um Mundial de um nível muito alto”, declarou Ancelotti.

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Na entrevista, o técnico italiano deixou claro que ainda está observando os jogadores que podem fazer parte da equipe que representará o Brasil na Copa do Mundo: “Temos feito a programação quanto à logística, organização, centro de treinamento, o hotel, então agora temos que fazer a avaliação dos jogadores que estão jogando, dos que estão lesionados e dos que estão recuperando. É um momento de observação. Obviamente, temos que fazer bem os amistosos com França e Croácia e observar as partidas dos jogadores que podem estar na Copa do Mundo em junho”.

Brasil na Copa

O Brasil está no Grupo C do Mundial de 2026. A estreia será contra Marrocos, no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Na segunda rodada, o Brasil encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h. Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.

Amistosos preparatórios

Antes do início da Copa, a seleção brasileira fará dois amistosos preparatórios. O primeiro c será no dia 26 de março, quando enfrentará a França, atual 3ª colocada do ranking de seleções da Fifa, no Gillete Stadium, em Boston. O estádio receberá sete partidas do Mundial. No dia 31 de março será a vez de o Brasil medir forças com a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando. Os croatas ocupam a 10ª posição no ranking da Fifa.

Depois, no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial, a seleção enfrenta o Egito em seu último amistoso antes da estreia. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland.


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A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (3) a retomada do financiamento para compra de imóveis residenciais acima de R$ 2,25 milhões com recursos da caderneta de poupança.

A modalidade, enquadrada no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), estava suspensa desde outubro de 2024 para contratações individuais. À época, o banco decidiu dar prioridade ao crédito para imóveis de menor valor, diante da redução de recursos disponíveis na poupança.

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Com a decisão, pessoas físicas voltam a poder financiar imóveis de alto padrão com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), principal fonte de crédito imobiliário do país.

Em nota, a vice-presidenta de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, informou que o pacote habitacional do fim do ano passado ampliou a disponibilidade de recursos da poupança para o crédito habitacional, permitindo a retomada gradual das operações nessa faixa de valor.

“A reabertura amplia o escopo de atuação do banco no crédito habitacional, fortalece o relacionamento com clientes de alta renda e contribui para o aquecimento do mercado imobiliário e da construção civil”, afirmou a executiva em nota.

No fim do ano passado, o governo lançou um novo modelo de crédito imobiliário. Entre as mudanças, está a redução gradual na destinação dos depósitos da caderneta para o compulsório, dinheiro que os bancos são obrigados a manter parados no Banco Central (BC), até que 100% dos recursos da poupança possam servir de referência para o crédito habitacional.

Suspensão

Desde 2024, a Caixa vinha destinando os recursos da poupança para imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que atende unidades de menor valor.

Segundo o banco, a estratégia buscava democratizar o acesso ao crédito, atender maior número de famílias e ajustar a oferta à menor captação da poupança, que têm registrado mais retiradas que depósitos nos últimos anos.

Com a melhora na liquidez (dinheiro disponível ) do SBPE após as mudanças regulatórias, o banco decidiu ampliar novamente a atuação no segmento de alto padrão.

Selo de sustentabilidade

A Caixa havia retomado o financiamento para a construção de imóveis no SFI, mas com uma exigência adicional: os projetos precisam obter o Selo Casa Azul Uni, certificação de sustentabilidade concedida pelo banco.

O selo avalia critérios ambientais e de eficiência das obras e classifica os empreendimentos nos níveis Bronze, Prata ou Ouro. A medida está alinhada às metas ambientais, sociais e de governança (ESG) da instituição.

Com a decisão, a Caixa volta a atuar em todas as faixas do crédito imobiliário com recursos da poupança, ampliando a oferta tanto para imóveis populares quanto para unidades de maior valor.