João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, entregou-se em delegacia em Botafogo; ele é jogador de futebol e foi afastado…
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que investiga mais dois casos de estupro cometidos contra alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II e praticados por integrantes do mesmo grupo que estuprou uma estudante de 17 anos, em janeiro deste ano, em Copacabana.

Uma das denúncias envolve uma menina que tinha 14 anos à época e que agora está com 17.
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À 12ª Delegacia de Copacabana, que investiga os casos, a segunda jovem disse, em depoimento, na segunda-feira (2), que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência, em 2023, como forma de chantageá-la a não denunciá-los.
A mãe dessa vítima ainda contou aos investigadores que, assim como a primeira vítima, a jovem conhecia um dos envolvidos, o único adolescente, da escola, o Colégio Pedro II.
O crime teria acontecido na casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia civil nesta terça-feira (3), por ter participado do primeiro caso. Ele estava foragido.
“O que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo: o adolescente infrator tinha a confiança da vítima, uma menina de 14 anos, à época, atraiu ela para um apartamento e lá, junto com ele estava o Matheus, preso aqui conosco, e mais uma terceira pessoa”, revelou o delegado responsável pelo caso, Antônio Lages.
A polícia pretende solicitar análise telemática para recuperar dados de celulares dos denunciados.
Um terceiro caso foi descoberto nesta terça-feira. No depoimento à 12 Delegacia de Polícia, a mãe da vítima relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria estuprado a filha dela durante uma festa junina, em um salão de festas.
“Como está muito no começo das investigações ainda, não sei se o ato foi praticado pelo grupo inteiro ou por um deles apenas”, esclareceu o delegado. Ele não deu mais detalhes sobre o local e a vítima.
O delegado reforça o pedido para que eventuais vítimas dos estupradores procurem a polícia para denunciar os fatos.
“A adolescente que foi vítima [em Copacabana] saiu do apartamento muito abalada, mas ela conseguiu contar para o irmão, para a mãe, e a mãe não teve dúvida, procurou a polícia”. A corporação tentou fazer a prisão em flagrante, mas não encontrou os rapazes no dia.
Lages disse que, nesse caso, o depoimento da vítima coincidiu com as lesões identificadas pelo exame de corpo de delito, o que acendeu o alerta da polícia para a gravidade do caso. “Ela tinha lesões no órgão sexual, nas costas, nas nádegas, inclusive, uma suspeita de fratura da costela, isso foi constatado pelo legista”, disse o delegado, sobre o estado em que a menina foi deixada.
Acusados
A previsão de Lages é que os dois envolvidos que ainda não se entregaram se apresentem à polícia entre esta terça e quarta-feira (4).
“Dois já se entregaram e estamos em tratativas para que os demais se entreguem nas próximas horas ou, no máximo, amanhã”. Todos eles, segundo as investigações, estão no país.
Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. O primeiro, que está envolvido em pelo menos dois dos casos investigados, é filho do subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simoni.
O governo do Estado disse que o subsecretário José Carlos Simonin será exonerado nesta terça-feira.
O adolescente infrator, que teria sido o responsável por atrair a vítima para emboscada, por conhecê-la no Pedro II, ainda não tem mandado de prisão expedido contra ele.
Já João Gabriel Xavier Bertho, reconhecido pela primeira vítima e réu, também se entregou.
Lages também ressalta a importância de os jovens, ao se relacionarem sexualmente, respeitarem os limites do outro. “O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém (além do adolescente) em vários momentos”, destacou.
Os acusados dos crimes podem se apresentar em qualquer delegacia de polícia do estado.
A Agência Brasil não conseguiu contato com as defesas dos réus. O espaço fica aberto para acréscimo de posicionamentos.
Um grupo de brasileiros está retido em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o último sábado (28), quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os brasileiros se encontram no navio MSC Euribia, operado pela MSC Cruzeiros. A Agência Brasil perguntou à companhia quantos brasileiros estão a bordo e aguarda mais informações.
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O grupo participava de um cruzeiro marítimo e deveria ter embarcado de volta para o Brasil no domingo (1º), mas, devido aos bombardeios, o espaço aéreo em diversos países da região foi fechado, impedindo o retorno.
Segundo a MSC Cruzeiros, a embarcação, que transporta cerca de 5 mil passageiros, permanece atracada em um porto local “até novo aviso”, por determinação de segurança das autoridades regionais e internacionais.
“A situação a bordo está tranquila, e nossos hóspedes e tripulantes estão confortáveis e bem assistidos”, informou a MSC.
A empresa disse ainda que, diante do cenário de restrição do espaço aéreo na região, está trabalhando em colaboração com as companhias aéreas para monitorar as rotas e possibilidades disponíveis.
“Estamos em contato ativo com embaixadas e ministérios das Relações Exteriores para garantir que eles tenham as informações necessárias sobre seus cidadãos a bordo e para entender quaisquer planos de repatriação que estejam sendo desenvolvidos”, afirmou a MSC.
Em razão do conflito, a empresa cancelou o próximo cruzeiro do MSC Euribia, que partiria de Dubai, em 7 de março, e passaria por Doha, no Catar, em 8 de março, e por Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 11 de março.
“Estamos trabalhando em estreita coordenação com as autoridades competentes, ministérios das Relações Exteriores nacionais, embaixadas, especialistas internacionais em segurança e parceiros de segurança das empresas do grupo para monitorar continuamente a situação e determinar as medidas apropriadas”, finaliza a nota.
A agência de viagens Strik Turismo, responsável por passageiros do grupo, também divulgou nota afirmando que todos se encontram em segurança, recebendo completa assistência a bordo do navio.
A nota diz ainda que a companhia marítima tem oferecido suporte contínuo, assegurando “conforto, alimentação adequada e todo o acompanhamento necessário para o bem-estar dos viajantes durante este período”.
“Os passageiros cujas medicações estavam próximas do término já tiveram seus medicamentos devidamente repostos, garantindo a continuidade dos tratamentos. Além disso, as atividades e programações internas do navio seguem normalmente, contribuindo para o lazer e bem-estar de todos a bordo”, diz a nota.
A agência diz que acompanha a situação com máxima responsabilidade, mantendo contato direto com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e com a Embaixada do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, para que a repatriação do grupo ocorra da forma mais breve e segura possível.
Mais de R$ 102 mil foram arrecadados pelo governo federal nos leilões de terminais pesqueiros realizados na manhã de hoje (3), na B3, em São Paulo. A maior oferta foi proposta pela K. Coelho L&R, que arrematou o terminal pesqueiro de Cananéia, no litoral paulista, por R$ 101,1 mil como valor de outorga. A empresa foi a única concorrente. O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, acompanhou o certame na capital.

O leilão de concessão foi promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, com apoio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. Três terminais pesqueiros públicos seriam leiloados, mas o terminal de Santos, também no litoral paulista, acabou sendo adiado.
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O critério de julgamento foi o de maior oferta, correspondente ao maior valor de outorga para cada terminal pesqueiro.
Além do terminal pesqueiro de Cananéia, também foi concedido o terminal de Aracaju (SE). A vencedora foi a BTJ Distribuidora, única concorrente, que ofereceu R$ 990 como valor de outorga.
Segundo o ministério, a concessão oferece ao setor privado o direito de explorar economicamente os terminais por um período de 20 anos, prevendo investimentos na ordem de milhões de reais para a modernização e operação das instalações.
A Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de medidas para apoiar moradores e empresas afetados pelas enchentes na Zona da Mata mineira. As ações incluem a antecipação do Bolsa Família e condições facilitadas de crédito e renegociação para pessoas físicas e jurídicas nas cidades em situação de emergência.

Bolsa Família antecipado
Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o banco vai liberar o pagamento do Bolsa Família já no primeiro dia do calendário do programa para todos os beneficiários dos municípios atingidos.
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O valor estará disponível a partir de 18 de março, medida que também valerá para abril, garantindo continuidade da proteção social às famílias impactadas.
Habitação: pausa e renegociação
Clientes com financiamento habitacional poderão pedir:
• Pausa de até seis meses nas prestações, pelo aplicativo Habitação Caixa;
• Incorporação das parcelas vencidas ao saldo devedor, com diluição no prazo restante do contrato;
• Manutenção das condições originais de juros e prazo.
• Todos os contratos contam com seguro obrigatório de Danos Físicos ao Imóvel (DFI) e Morte ou Invalidez Permanente (MIP).
Centrais de atendimento para Seguro Residencial
• Caixa Seguradora 0800-274-1000, para contratações até 14/02/2021;
• Caixa Residencial: 0800-722-4926 (assistência) e 0800-722-4923 (sinistros), para contratações a partir de 15/02/2021.
Centrais de atendimento Seguro Obrigatório de morte e invalidez permanente do mutuário (MIP) e de danos físicos ao imóvel (DFI):
• Caixa Seguradora: 0800-274-1000 e WhatsApp 0800-749-2020, contratações até 14/02/2021;
• Caixa Residencial: 0800-722-4923 ou WhatsApp (11) 99506-9519, contratações a partir de 15/02/2021;
• Too Seguros: 0800-775-9191, WhatsApp (11) 99400-3326, ou no site da seguradora;
• American Life: 0800-949-8080
• Tokio Marine: 0800-318-6546
Medidas para pessoas físicas
Penhor:
• Dispensa automática de encargos por atraso na renovação por 90 dias;
• Suspensão de leilão das garantias enquanto durar o decreto de emergência.
Empréstimo pessoal e renegociação:
• Pausa de até três parcelas.
Consignado:
• Possibilidade de ajuste de prazo e revisão de juros, conforme contrato.
Cesta de serviços
• Isenção de mensalidade por três meses, para quem não tiver outro benefício ativo.
Condições para empresas
Financiamentos e capital de giro:
• Pausa de até três meses em contratos de investimento, capital de giro e microcrédito.
Girocaixa Fácil:
• Até 30 meses para amortização;
• Prazo pode chegar a 60 meses, conforme garantia.
Máquinas e equipamentos:
• Até seis meses de carência;
• Até 60 meses para pagamento.
CDB Flex ou Progressivo para micro e pequenas empresas (MPE):
• Flexibilização para resgate de aplicações, se não houver bloqueios.
Crédito rural
Pessoa física (produtor rural):
• Prorrogação de vencimentos em caso de frustração de safra;
• Possibilidade de novos contratos mesmo com prorrogações ativas.
Pessoa jurídica (produtor rural):
• Cooperativas e agroindústrias afetadas podem solicitar alongamento e prorrogação de prazo, mediante comprovação.
Medidas para hospitais
Santas Casas e hospitais filantrópicos ou não filantrópicos poderão solicitar:
• Pausa de até 12 meses nas prestações;
• Incorporação das parcelas ao final do contrato ou pagamento apenas de juros, conforme modalidade.
Atendimento em Matias Barbosa
Caminhão-agência da Caixa está em operação no município de Matias Barbosa;
• Local: Praça Central Peter H. Birkeland;
• Horário: 10h às 16h.
Canais de atendimento
• Alô CAIXA: 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-104-0104 (demais regiões);
• Aplicativos: Caixa Tem, Habitação Caixa e FGTS;
• Internet Banking pelo site oficial da Caixa.
As medidas valem para municípios da Zona da Mata mineira com decreto de situação de emergência reconhecido.
À frente da direção musical do The Send Brasil 2026, Gabriel Vicentini participou de um evento que simboliza a mudança…
O setor de máquinas e equipamentos iniciou 2026 em desaceleração, após encerrar o ano passado com um crescimento moderado. Essa redução no ritmo de crescimento se deve principalmente à política monetária, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). 

Em janeiro deste ano, a receita líquida total do setor somou R$ 17,3 bilhões, o que representou queda de 17% na comparação com janeiro de 2025 e de 19,3% em comparação a dezembro. Segundo a Abimaq, isso foi resultado de um recuo tanto nas vendas para o mercado doméstico quanto no mercado externo.
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No mercado doméstico, a queda foi de 19% devido a um “reflexo da política monetária contracionista”, o que provocou, segundo a entidade, inibição dos investimentos, encarecimento do custo de vida, comprometimento de renda e aumento da inadimplência. Já no mercado externo, a influência negativa foi em decorrência da valorização de 11% do real frente ao dólar.
As exportações de máquinas e equipamentos somaram US$ 838 milhões em janeiro, com queda de 41,5% em relação a dezembro, mas crescimento de 3,1% em relação a janeiro de 2025. De acordo com a associação, a retração na comparação mensal se deve a fatores sazonais e também à base elevada de comparação, já que dezembro de 2025 apresentou o segundo maior valor da série histórica.
As importações, por sua vez, tiveram queda em janeiro, somando US$ 2,48 bilhões. No entanto, ressalta a Abimaq, elas seguem em patamares elevados, o que vem ocorrendo pelo menos desde 2015 e se intensificou com a pandemia da covid-19, “quando a substituição da produção nacional por bens importados ganhou força”.
De acordo com a entidade, o volume de importações demonstra que o país vem transferindo parcela relevante do dinamismo industrial para o exterior, principalmente para a China, responsável por mais de 32% das máquinas importadas pelo Brasil.
Exportações para os Estados Unidos
O setor de máquinas foi um dos mais prejudicados pela aplicação de tarifas de 50% pelo governo dos Estados Unidos, principal destino desses produtos no exterior. Apesar disso, o impacto acabou sendo menor do que o setor previa inicialmente.
“A medida que foi tomada pelo governo Trump impactou bem menos do que a gente previa no início. A gente achava que ia impactar brutalmente as vendas para aquele mercado, mas diversas empresas conseguiram se organizar, se estruturar e preservar aquele mercado, que é bastante importante”, avalia o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, Pedro Estevão Bastos.
Em entrevista concedida na tarde desta terça-feira (3), na capital paulista, ele disse esperar que as exportações voltem a ganhar força após a decisão da Suprema Corte ter derrubado as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente pelo presidente Donald Trump. Mas, por enquanto, ele diz que o setor está cauteloso.
“Com relação ao futuro e com a reversão da medida, a gente espera conseguir reconquistar uma parte do mercado que foi perdido”, falou. “Mas há outros instrumentos que ele [Trump] pode utilizar e aí elevar a tarifa especificamente para o Brasil a outro patamar, além dos 10%. Então a gente tem conversado com as empresas do setor para ter cautela”, frisou.
Emprego
Em janeiro, o setor apresentou melhora no número de pessoas empregadas, somando 418,9 mil colaboradores. Na comparação com janeiro de 2025, isso representou um acréscimo de 18 mil pessoas.
Apesar disso, a Abimaq pondera que esse número é 2% inferior a outubro do ano passado, quando 422,7 mil pessoas estavam empregadas no setor.
Perspectivas
Para este ano de 2026, a associação projeta um crescimento de 3,5% na produção física de máquinas e equipamentos e de cerca de 4% na receita líquida. Para a Abimaq, esse avanço será sustentado pelo mercado doméstico, com a expectativa de expansão da demanda próxima de 5,6%.
“A gente está achando que, em 2026, vamos ter uma retração nas vendas em relação a 2025. De quanto vai ser ainda está muito cedo para a gente falar, mas talvez alguma coisa em torno de 5% seja bastante razoável”, disse Bastos.
Segundo ele, essas previsões ainda não levam em consideração fatores externos como o recente conflito no Oriente Médio.
A expansão de 2,3% da economia brasileira em 2025 posiciona o Brasil na sexta posição do ranking de crescimento do G20, grupos das maiores economias do mundo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (3) que o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado.
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O PIB é o conjunto de bens e serviços produzidos no país e serve como indicador do comportamento da economia. No ano passado, a agropecuária foi o principal motor do PIB nacional.
Logo após a divulgação do resultado pelo IBGE, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda publicou um ranking com o desempenho do PIB entre as 16 economias do G20 que já divulgaram os dados consolidados de 2025.
A lista é liderada pela Índia, que apresentou um salto de 7,5% na comparação com 2024. O Brasil aparece imediatamente à frente dos Estados Unidos, maior potência econômica do mundo.
Confira o ranking:
1º) Índia: 7,5%
2º) Indonésia: 5,1%
3º) China: 5%
4º) Arábia Saudita: 4,5%
5º) Turquia: 3,6%
6º) Brasil: 2,3%
7º) EUA: 2,2%
8º) Canadá: 1,7%
9º) União Europeia: 1,6%
10º) Reino Unido: 1,4%
11º) Japão: 1,1%
12º) Coreia do Sul: 1%
13º) França: 0,9%
14º) Itália: 0,7%
15º) México: 0,6%
16º) Alemanha: 0,4%
Crescimento com desaceleração
O desempenho do PIB brasileiro em 2025 marcou o quinto ano seguido de expansão. No entanto, o resultado aponta desaceleração, isto é, perda de ímpeto. Em 2024, o crescimento havia sido de 3,4%.
Os técnicos do Ministério da Fazenda atribuem a perda de ritmo à política de juros altos.
“Esse movimento indica que a política monetária contracionista exerceu impacto relevante sobre a atividade, contribuindo para o fechamento do hiato do produto”, afirma o estudo.
Na linguagem dos economistas, hiato do produto é um indicador sobre a capacidade de produção da economia sem gerar pressão inflacionária. O fechamento do hiato citado pelo boletim da SPE indica que os juros altos desestimularam o consumo a ponto de diminuir a alta de preços.
Como juros agem
A política monetária contracionista, isto é, juros em patamar elevado, foi a ferramenta do Banco Central (BC) para conter a inflação, que ficou praticamente todo o ano de 2025 acima da meta do governo, de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Desde setembro de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC impôs trajetória de alta à Selic ─ taxa básica de juros ─ fazendo-a bater 15% ao ano em junho de 2025 e assim permanecendo até os dias atuais. É o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.
A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.
O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.
“A perda de fôlego tornou-se mais evidente no segundo semestre, quando a atividade permaneceu praticamente estável em relação ao primeiro”, aponta o boletim da SPE.
Apesar do cenário restritivo, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE.
Previsão para 2026
O Copom já anunciou que pretende cortar a Selic na próxima reunião do colegiado, nos dias 17 e 18 de março.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que o conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã não deve impactar a redução dos juros.
A SPE estima que o PIB deve crescer 2,3% em 2026.
“A expectativa é de desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços”, projeta a SPE.
Os técnicos enxergam que a provável redução de juros dará fôlego à indústria e à construção. A isenção de cobrança de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, que entrou em vigor na virada do ano, é outro incentivo de crescimento, de acordo com a SPE.
“Para os serviços, a expectativa também é de maior crescimento, impulsionado pela reforma da tributação sobre a renda e pela expansão do crédito consignado para o trabalhador privado, além da resiliência do mercado de trabalho”, sustenta o boletim.
Intitulado “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão”, o segundo trabalho do trio carioca reúne…

